City of Delusion
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Shun olhava a lápide de mármore negro naquele início de manhã, os pensamentos nos últimos momentos em que esteve nos braços de Máscara. Ao fechar aos olhos podia perder-se nas lembranças ainda tão vívidas daquele dia.
Um longo gemido saiu entre os lábios róseos e bem feitos ao sentir a língua experiente do amante percorrer sua pele sensível entre as coxas, até alcançar avidamente o membro em riste. Mascherani afastou as nádegas redondinhas para aprofundar a língua na entrada apertada, proporcionando ainda mais prazer para o seu pequeno.
— Mask, por favor! – pediu Shun puxando os lençóis, o quadril empinado deixava uma bela visão ao amante que antes de se afastar fez questão de morder cada globo de carne macia e que os dedos se afundassem dentro de Shun.
Diferente do que ocorrera com Hyoga, que se encontrava ali ao lado, com Shun Mascherani era atencioso e carinhoso. O russo experimentou seu lado sádico e selvagem, Shun se deixou levar pela atmosfera quente e quase brutal o que resultou em um sexo duro e intenso entre os três. Agora era apenas seu piccoli e o amor e carinho que dedicava a ele eram infindáveis.
Iniciou a penetração com cuidado, era grande e mesmo que nunca se fartassem um do outro, o inicio era sempre dolorido para Shun. A primeira vez que se permitiu provar daquele corpo cálido quase desistiu ao ver o rosto de anjo retorcido pela dor, mas Shun insistiu e assim foi. Na verdade fora sempre Shun a insistir, desde seus dezesseis e Máscara sentia muita culpa por deixar-se envolver por ele. Parecia-lhe um crime ter em sua cama aquele menino, que podia ser seu filho como Ikki era. Porém, Shun nunca tivera tanta proximidade como Ikki, fora criado à parte e por Afrodite e Pandora ainda uma mocinha. Ikki sempre fora mais pai que irmão para Shun e Máscara apenas o via crescer de longe. Por fim aos dezesseis ele claramente via Mascherani com outros olhos e nunca deixava de demonstrar isso.
— Sempre delicioso... – Máscara ondulou os quadris, saindo um pouco para voltar devagar em seguida, indo e vindo para vencer a resistência do canal apertado. Shun repuxava os lençóis e gemia se acostumando ao prazer crescente.
— Mais rápido. – pediu Shun entre ofegos a mão indo ao próprio falo começando uma masturbação.
— Ti amo Shun. – disse Máscara se inclinando sobre ele e aumentando a velocidade das investidas.
— Ti amo. – murmurou o japonesinho passando os dedos na lápide fria, os olhos marejados.
— Shun, venha está na hora do colégio.
Afrodite vinha subindo o declive já pronto para sair para mais um plantão no hospital, Shun passou a mão nos olhos e tentou disfarçar que estava emocionado. De todos Afrodite era o que mais lhe cobrava uma reação, gostava muito do sueco assim como todos na família. Mas apesar da beleza estonteante Afrodite tinha um gênio terrível!
— Venha que eu prometo lhe levar para fazer algo divertido mais tarde, pode levar seu príncipe da Sibéria com você.
— Ele não é meu príncipe da Sibéria, está falando isso para o Amamiya errado.
— Por que não Shun? Vocês tem quase a mesma idade e se dão tão bem, gostam das mesmas coisas. – o loiro afagou os ombros do menor.
— É por isso mesmo Afrodite, somos parecidos até demais, inclusive nisso! Ele também gosta de um bad guy bem mais velho e também porque... – Shun suspirou triste – Ele não é o Ettore.
— Ninguém será, ele é insubstituível Shunny. – Afrodite beijou o alto da cabeça de Shun o abraçando – Está na hora de parar as comparações e começar a procurar por novos rumos.
— Mas definitivamente esses novos rumos não estão em Hyoga Romanov. –seguiam pelo descampado até onde os carros estavam – Quer que eu vá parar em alguma das sessões do Ikki? Pare de me empurrar para esse russo, somos só amigos.
— Preferiria esse menino com você a submisso de Ikki, ele não parece ser emocionalmente estável para ser desse mundo e Ikki está arriscando demais tentando envolvê-lo nisso.
— Não acredita que Ikki possa estar apaixonado Dite? – Shun olhou para o outro apreensivo. Mais do que os outros ali sabia o quanto Hyoga tinha problemas, naquelas semanas o russo lhe colocou a par de todas as coisas que esperava pelo menos controlar com a terapia e com a luta contra o vício.
Hyoga tinha uma psique quebrada, consequência do excesso de proteção e cuidado que a mãe tinha com ele, a proximidade desconcertante que tinha com o pai adotivo. A relação intensa e estranha que eles passaram a desenvolver depois que Camus se afastou. A relação obsessiva que tinha com o ex-namorado traficante o tornou vulnerável e lhe fez acreditar que só era merecedor de relacionamentos assim. Hyoga tinha uma inclinação para a depreciação e compulsão sexual, começara jovem devido a fatores que ele desconhecia, mas que buscava descobrir na terapia. Talvez Radamanthys tivesse alguma luz sobre isso, porque Camus não era próximo o suficiente.
— Acho que essa coisa de Dom do seu irmão é apenas uma forma que ele encontrou de se envolver sem sentimentos. Ele não quer se deixar levar e ter alguém tão íntimo então ele se prevalece dessa capa dominadora. Isso pode mudar? Talvez! Confesso que nunca o vi tão disposto a ter alguém como ter esse garoto.
— Eu torcia muito pela Pan, achava que ela ia conseguir mudar o Ikki. Sabe lá deus como ela tá lidando com essa rejeição dele.
— Não muito bem se quer saber. – Afrodite estalou a língua refreando o que ia dizer, era melhor que Shun não soubesse de nada. O belo sueco era a sombra de Pandora e descobrira coisas desagradáveis sobre a alemã. Caso confirmasse suas desconfianças, tanto sobre Pandora quanto sobre Ikki, nada salvaria a alemã da fúria do meio japonês.
***
Hyoga atravessava os corredores para a quadra do Instituto em direção a saída dos carros de manutenção, uma velha tática dos alunos para gazetear aula. Não importava muito se estava perto do fim do ano, perdera meses de aula e provavelmente iria repetir o ano, fora bobagem tentar voltar. Combinou com Shun de encontrá-lo no portão.
— Hyoga.
Estancou ao ouvir seu nome e nem precisava virar-se para descobrir quem era, o desconforto que aquela voz macia lhe despertava agora quando antes lhe dava expectativa, fez seu corpo tremer e não foi de desejo.
Seria pior se continuasse a caminhar então se virou logo para resolver tudo de uma vez, tivera muita sorte naquelas semanas em não ter encontrado o finlandês. Antes fora Shun que conseguiu neutralizar Isaak, o japonesinho tinha apoio forte no colégio, mas agora fora do tráfico era apenas mais um aluno comum.
— Faz tempo que eu não te vejo loiro, porque não veio me ver assim que saiu da reabilitação?
Isaak se aproximou com cinco outros caras, seus comparsas que Hyoga conhecia muito bem. Passando pelo loiro russo e o cercando, o finlandês pegou uma mecha de cabelo de Hyoga.
— Porque eu não queria ver essa sua cara idiota? – rebateu indiferente e já começando a se afastar, mas o finlandês o segurou pelo ombro e num puxão o manteve no lugar e bem preso junto a si.
— Quem disse a você que pode ir? Eu falei que você pode ir?! – Isaak se virou para outro rapaz que estava ali com ele pedindo algo com o olhar, Hyoga tentou se desvencilhar e levou um murro.
Um moreno estendeu uma cigarrilha à Isaak e este tirou de lá um cigarro fino, Hyoga olhou para ele de esguelha e manteve a atitude indiferente mesmo que começasse a ficar apreensivo.
— Eu sei que você está limpo e tudo mais e por isso nós vamos voltar ao básico, agora você vai voltar a ser minha cadela obediente e tudo ficará bem. Você só ficou mal por causa da porcaria que o japonês passava aqui, agora só vai ser tratado com o melhor benzinho.
— Não sou mais sua cadela! Me solta porra! – Hyoga usou toda sua força para se soltar, não podia deixar Isaak lhe intimidar de novo.
Mas não foi muito longe. Dois outros garotos o pegaram e jogaram de volta para Isaak, torcendo o braço do russo nas costas e segurando de forma firme ele pelo cabelo, o finlandês levou Hyoga até a parede ao lado batendo com o seu rosto lá por duas vezes. Na segunda, Hyoga sentiu sua mente girar e a visão ficar turva. Isaak imprensou o corpo do loiro na parede com o seu.
— Acho que preciso lembrar você quem manda aqui. – disse o outro entredentes – Quando a gente acabar de se divertir você vai entender.
— Acho melhor você soltar ele agora.
Todos viraram, mas Isaak não soltou Hyoga.
— Então você é o novo flip birds do Instituto? – continuou Ikki aparentemente calmo, a expressão nada revelava. Viera para buscar Shun depois que esse lhe mandou uma mensagem dizendo que mataria o resto do tempo das aulas com Hyoga, viu ali uma oportunidade de ver o russo sem a marcação de Camus. Aproveitaria para tentar distrair o irmão que parecia triste ainda pela morte de Máscara da Morte, era sempre assim nas datas que marcavam o dia da morte do italiano – Largue o garoto e vou pensar se deixo você ileso.
Shun vinha ao lado de Ikki e sua expressão se fechou ao ver Isaak e os outros garotos, não suportava aquele finlandês e ficou mais do que contente em livrar Hyoga dele.
— Esse aí é o ex do Hyoga que te falei. – disse em japonês para o irmão.
— Shun eu acho melhor você e seu "cara" saírem daqui e me deixar com os meus assuntos. – Isaak tirou Hyoga da parede apenas para fazê-lo se ajoelhar com um chute e os outros garotos mesmo com a súbita interrupção se voltaram com expectativa para o finlandês pelo que estava por vir.
— Larga ele agora! – gritou Shun e Ikki já começava a se aproximar do bando quando viu dois dos garotos puxarem dois revólveres dos bolsos, apontando para ele e para Shun.
— Vão embora pelo amor de deus! Isaak deixa eles em paz, pede pra eles guardarem isso! – Hyoga gritou aflito e assustado, sabia que Isaak e os outros não hesitaram em atirar.
Porém não tiveram tempo, Ikki era um homem experiente enquanto eles não passavam de garotos brincando de gângsteres. Ikki sacou a semiautomática do bolso do sobretudo e só disparou duas vezes, tiros certeiros, mas não para matar. Os tiros acertaram a mão dos dois rapazes que arquejaram com a dor e soltaram as armas. Ikki cresceu sobre Isaak que já tinha largado Hyoga tamanho fora o susto com os tiros e o pegou pela gola começando a esmurrá-lo.
Hyoga só conseguiu cair sentado no chão e assistir a tudo atônito enquanto Shun se aproximava dele para apoiá-lo, contudo nenhum dos dois se moveu para impedir Ikki de bater no finlandês.
— Chega Ikki, vai matá-lo. – Hyoga disse depois de um tempo e se ergueu para segurar o braço de Ikki – Chega.
— Quer ele vivo porque hein loiro?
— Só não vale a pena.
Ikki e Hyoga se encararam por um breve instante e então o meio japonês largou Isaak pegando o russo pelo braço e começando a sair dali, Shun apressou-se em acompanhar o irmão que como ele conhecia, estava furioso. Durante o percurso até a saída Ikki pegou o celular e disse apenas duas palavras que Shun reconheceu como sendo um antigo código da Família.
— Pensei que estávamos longe dos negócios desse tipo nii-san.
— Não quero ratos do meu lado da cidade.
— Eu posso seguir sozinho agora! Obrigado por me ajudar, eu preciso ficar sozinho agora... – Hyoga se desvencilhou de Ikki e abraçou a si próprio para controlar seus tremores, precisava voltar correndo para casa.
— Vamos levar você Hyoga.
— Não! Eu quero ficar sozinho, eu tô bem.
Não estava e Ikki e Shun perceberam isso, o menor olhou apreensivo para seu melhor amigo em seguida para Ikki. O moreno apenas pegou o loiro pelos ombros e praticamente o empurrou para dentro do carro, fez um gesto para Aiolia que estava ali em outro carro e em seguida partiu com o russo.
— Coitado do russo. O que houve? Pode me dizer por que o Ikki pediu limpeza no Instituto se ele mesmo disse que não era para mexer lá?
— O novo flip birds daqui é o ex sádico do Hyoga. – Shun se sentou e colocou o cinto.
— Isso explica muita coisa.
***
Ikki estava em um estado de desespero que ele nunca experimentou na vida, devia ter ligado para Camus, ter deixado que Shun viesse com eles e o acalmasse. Shun saberia o que fazer, ele saberia com certeza porque era sensível e doce, tinha jeito e sentimentos. Saberia também identificar o que foi aquilo.
Mal se deslocaram no carro e Ikki teve que parar em um acostamento porque o loiro se jogou em seus braços em lagrimas e trêmulo, praticamente rasgando suas roupas enquanto murmurava desculpas e implorava por algo que Ikki só descobriu o que era quando o viu se ajoelhar para começar a desabotoar sua calça e abrir o zíper.
— Loiro! Não porque... – estava assustado com tudo. Com a atitude de Hyoga e com a sua própria de recusar o que estava acontecendo! "Ele está fragilizado, está assustado você não pode se aproveitar da perturbação dele para tomá-lo!" recriminou a si mesmo e foram esses pensamentos que lhe fizeram afastar o russo de si.
— Ikki, por favor, eu imploro. É isso ou a cocaína, eu vou surtar se não tiver nenhum dos dois agora. – Hyoga tinha uma total atitude de desamparo, as lágrimas que escorriam pelo rosto vermelho eram de vergonha e desespero – Por favor.
— Não.
Agora estava feito um louco pela cidade procurando o russinho, que depois da negativa saíra correndo do carro e Ikki não conseguiu alcançá-lo antes que ele entrasse num táxi e saísse sem rumo. Sua primeira ideia foi ir para a casa do russo e esperar que ele voltasse, Camus acabou chegando e Hyoga não. Além de tudo teve que aturar o ataque que o francês teve antes de acionar os contatos da Família para procurar o filho. Mesmo que Ikki tenha ocultado o que ocorrera no carro, apenas citando o episodio com Isaak, Camus farejava que havia algo entre o filho e o Amamiya.
Hyoga só chegou muitas horas depois, à noite e tal era seu estado que Camus e todos que estavam ali, pois Ikki acabou mobilizando parte da Família para procurá-lo, ficaram paralisados em choque ao ver o rapazinho entrar.
— Hyoga mon dieu onde estava?!
O russinho olhou para todos aqueles rostos e sua expressão era vazia, parecia que não estava ali realmente. Voltara para casa porque em algum momento precisava voltar, mas talvez fosse inútil insistir. Ele não tinha mais jeito!
Depois da rejeição de Ikki saiu a esmo e pegou o táxi para fugir dali, sem rumo e sem saber o que faria. Estava por um fio, seria a droga ou a sua perversão que o encontrariam primeiro e ele nada podia fazer. Depois de rodar muito tempo no taxi percebeu que deixara tudo no carro de Ikki, que não podia pagar a corrida. Talvez se fosse para o escritório do pai...
— E então garoto! Espero que tenha muito dinheiro para me fazer rodar a esmo por aí. – ouviu o motorista resmungar e mordeu os lábios, estavam em um lado da cidade que não conhecia.
— Eu não tenho dinheiro...
— Vai ter que me pagar de algum jeito garoto...
Pelo olhar no retrovisor que recebeu Hyoga compreendeu, sentiu-se levemente aliviado por não ter sido a cocaína afinal. As suas perversões eram mais fáceis de lidar.
— Hyoga você está bem? – Milo ousou perguntar, tirando ele das suas dolorosas lembranças e se aproximando do loirinho, Shun veio junto e segurou as mãos trêmulas e frias de Hyoga.
— Vamos subir, eu vou ajudá-lo.
— Shun deixe que eu cuide dele. – Camus interveio colocando as mãos no filho e o levando pelos corredores, Milo ergueu a mão para impedir Ikki de seguir os dois. Aquele momento era de Camus e Hyoga, nada tinham de intervir.
Enquanto Ikki e Shun deixavam a casa dos Chateaubriand, Camus esperava que o filho terminasse de tomar banho, se refizesse. Hyoga não ia falar nada a ele, desde que o russo descobriu a verdade sobre Camus ser seu verdadeiro pai, a relação deles havia mudado. Talvez para o terapeuta ele contasse algo, assumisse que aquilo era mais uma de suas recaídas para cocaína ou para a compulsão sexual. Durante esses meses o francês sabia ler os sinais.
— Acredito que ir para França é a melhor escolha Hyoga. Ficar longe de tudo, de Isaak...
— Ir embora não vai fazer tudo melhorar, então de que adianta? – Hyoga tirou a toalha do corpo sem constrangimento revelando para o pai as marcas em seu corpo enquanto procurava uma roupa no closet, Camus suprimiu um suspiro de desalento – As drogas, a compulsão... Não vou sair daqui e deixar tudo para trás se o resultado for o mesmo.
— Você estaria longe de Ikki Amamiya, de Radamanthys.
— Hipocrisia sua me querer longe de Ikki uma vez que você faz parte da Família. – Hyoga torceu os lábios bonitos em um esgar de escárnio – Me querer longe do meu pai! Logo você senhor advogado da máfia?
O francês não disse mais nada, apenas mirou o filho sem esconder todo seu desagrado por aquela atitude. A dor que lhe atingia quando ouvia o filho chamar o outro de pai quando ele era apenas Camus... Saiu do quarto deixando Hyoga para trás que se deixou cair na cama, as lagrimas de decepção consigo mesmo marejavam seus olhos. Estava tão cansado de ser fraco, de ser refém de suas fraquezas.
***
Pandora atravessou o corredor até a porta secreta por onde foi introduzida para um segundo andar daquela bela residência no litoral. Sentiu seu corpo fremir por antecipação do que viria a seguir, da loucura que estava prestes a fazer.
O Dom estava de costas vestido com um terno e gravata, o rosto parcialmente coberto com uma máscara.
— Tire a roupa. – ordenou em voz rouca e fria, Pandora obedeceu imediatamente. Sabia que do momento que entrasse naquela porta devia obedecer prontamente e seria recompensada. – Serão três sessões e sua safe é "vermelho". Alguma pergunta?
— Não senhor.
Radamanthys sorriu e virou para observar sua nova submissa.
Horas depois Pandora se vestia devagar, o corpo machucado reclamava do menor esforço. Recorrer a Radamanthys fora um erro, ele não era um Dom, era um sádico e talvez nunca encontrasse alguém como Ikki. Radamanthys não era uma opção, devia saber desde o principio.
— Fará o que lhe pedi? Será muito bem recompensada já sabe.
— Porque quer o garoto? Ele está com o pai biológico agora, você não tem direito.
Já imaginava o que Radamanthys queria quando a procurou. No passado usou a ligação deles para derrubá-lo, naquele momento não entendia porque se deixara chegar até ali.
— Ele é meu filho e eu o quero de volta.
— Será impossível...
— Por isso você está aqui Pandora. – Radamanthys pousou seus olhos dourados na mulher a sua frente, adorava dobrar o espírito daquela alemã que se julgava indomável, independente, mas que na verdade era submissa até os ossos. Submissa ao amor – Será um favor que faz a nós dois ou não é assim? Sei que o garoto está se tornando uma pedra no seu sapato Pandora. O filho do Padrone o quer, se me ajudar terá seu Dom de volta.
Era por isso que estava ali afinal. Pandora pensou e sorriu.
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