Notas iniciais
Oiiee

Fic nova, queria agradecer no fundo do meu pequeno coração a Soriku que fez a capa linda para esta fic e dizer que ela é uma fofa.

Vou logo avisando que a fic é um angust só e é bem pesada. Não há muitos momentos felizes aqui crianças

- Vou supervisionar a entrega pessoalmente dessa vez. – o italiano apoiou o cotovelo no apoio de braço da poltrona, olhando atentamente para os seus dois homens de confiança à sua frente.

- Ficou louco? E se for uma armadilha? Eu sempre faço as entregas! Não confia mais em mim? – os olhos verdes quase faiscavam de tanta raiva. "Bambino atrevido" pensou Máscara da Morte com um sorriso de lado.

- Nunca duvidei de você piccoli.

- Piccoli é a puta...

- Ma donna mia! A mãe não cáspita! – o italiano bateu na mesa e o rapaz xingou em japonês chutando uma cadeira próxima, tirando do lugar um móvel naquele escritório sobriamente mobilhado e saindo porta fora em seguida. O outro japonês mais velho se resignou a um dar de ombros.

- Eu não me lembro de ele ser tão intempestivo assim. – comentou o Padrone com o filho, Ikki ajeitou a cadeira para sentar nela. Conhecia Máscara e sabia que ir pessoalmente a entrega de mercadorias tinha muito mais que uma simples verificação – Ikki ainda bem que posso contar com você.

- O que espera se entregando de bandeja para a polícia? Sabe que a operação está queimada Padrone!

Muito jovem, mas extremamente competente, concluiu Máscara. Nunca se arrependera de tomar sob sua proteção aqueles dois órfãos mestiços, ainda eram meninos quando os adotou e agora eram homens feitos. Ikki era o mais velho, contava então com vinte sete anos e já era o cabeça de boa parte das operações da Família, Máscara da Morte confiava sua vida a ele. Era franco-japonês, originário do tráfico de crianças internacional ao qual o italiano descobriu uma vertente em Atenas. Máscara da Morte podia ser implacável em várias coisas, porém se haviam duas coisas sagradas para esse homem eram a Madre Santa e as pessoas. Algo contraditório de alguém que era chefe do crime e traficante de armas.

Talvez por isso Mascherani tivesse sido tocado por algum sentimento ao ver aquele garoto tão pequeno com um embrulho nos braços e olhar feroz, como se seu frágil corpo desnutrido pudesse defender o bebê em seus braços. Hoje aquele menino era seu primogênito Ikki e seu maior orgulho, quase uma cópia sua.

Shun o bebê, agora com vinte anos era sua preciosidade. Tão letal quanto belo, o japonesinho de belos olhos verdes era todo o seu encanto e Mascherani faria tudo por ele. Se Ikki despertara nele o amor de pai, Shun ao crescer lhe despertara o desejo da carne e o coração de homem. Mataria pelo seu pequeno e por muito tempo resistiu a esse sentimento por vê-lo tão jovem, mas acabou vencido.

- Precisamos acabar com Hades e como ele é protegido do sistema, teremos que acabar com o sistema.

- Com você preso? – Ikki arqueou a sobrancelha, Máscara brincou com a caneta tinteiro na mesa. Gostava das coisas boas, sua mesa Luís XV, os móveis sóbrios e finos em seu escritório e toda a Mansão eram decorados com tudo do bom e do melhor. Essas coisas boas eram caras, tão caras quanto atrapalhar os seus negócios.

- Um contratempo necessário. Minha prisão será um trunfo que você terá para tirar aquele figlio di puttana do nosso caminho, não podemos ignorá-lo mais. Chi e quel maledetto que pensa ter poder aqui? Eu sou o dono dessa cidade!

- Ele tem gente em todos os lugares, seu aliado no judiciário é o Juiz Wyvern e o promotor público Griffon. Metade da polícia é dele, todos muito bem subornados. Como espera se safar?

- Vou explicar meu plano filio mio e quando tudo terminar você e Shun serão livres para viver suas vidas.

***

Em um importante bairro de Atenas, um carro estava estacionado no começo da rua e o homem ruivo dentro dele observava a movimentação de uma casa específica. Viu o rapazinho loiro sair em seu uniforme escolar até o carro que saía da garagem, outro homem surgiu da saída da casa e o ruivo trincou os maxilares.

Viu o homem passar o braço sobre os ombros do mais jovem que sorria de algo que o mais velho lhe dizia, para em seguida entrar no carro onde o motorista já esperava.

Quando o carro passou por eles, Camus Chateaubriand se encolheu no seu para não ser visto, em seguida manobrou o carro para seguir o outro. Essa era sua rotina de todos os dias a um ano, desde que o "magnânimo" Juiz Radamanthys de Wyvern conseguira lhe tirar o único contato com o filho. Depois da Morte de Natássia que morreu depois de anos lutando contra o câncer, Wyvern conseguira uma ordem restritiva para afastá-lo de Hyoga. Para Camus, Radamanthys queria o garoto por ele ser o último herdeiro do clã russo Romanov, do qual Natássia era herdeira. Dona de um conglomerado industrial riquíssimo.

Radamanthys afirmava amar o menino como filho, porém Camus acreditava que Radamanthys amava mais a fortuna do garoto. O juiz da corte da cidade de Atenas era estéril e mesmo depois que Natássia confessou seu deslize com o promissor advogado francês e braço direito do marido, Radamanthys criou o menino que para todos era seu filho. A Camus graças à Natássia foi permitida a convivência com o filho como padrinho até a morte da jovem empresária.

Camus queria o filho, nem que tivesse que passar por cima de toda a corte de Atenas. Nem que tivesse que se aliar ao diabo.

Vendo o filho descer em direção a escola, Camus sentiu o celular vibrando no bolso e ao olhar o visor respirou fundo antes de atender.

- O Máscara quer a resposta dele. – a voz melodiosa e macia se fez ouvir, Camus apertou os olhos.

- Diga que aceito.

- O encontrarei para acertar os detalhes. – Camus ouviu o barulho de um gatilho e engoliu em seco.

- Milo...

- Até a noite Camus.

***

Máscara sentiu as mãos pequenas enveredarem por dentro do terno e o abraço cálido daquele corpo que o fazia refém. Segurou as mãos alvas entre as suas enquanto Shun apoiava o rosto nas costas largas do Padrone.

- Entenda amore mio. – Máscara virou-se para o outro acariciando o rosto que tinha uma expressão raivosa – Não será por muito tempo, preciso saber que você vai ficar bem para ajudar Ikki no que for. Há coisas importantes para fazer.

- Nunca deixaria a família na mão. – o japonês disse olhando Máscara nos olhos – Só não aceito Mascherani!

- Shiu piccoli... – Máscara delineou com o polegar os lábios cheios – Eu sei. E também sei o que estou fazendo, então acalme seu coração.

Tomou os lábios de Shun nos seus estreitando-o junto a si, o rapaz de cabelos castanhos deixou que as mãos escorregassem por dentro da calça do mafioso até chegar ao membro, massageando lentamente.

- Vou sentir sua falta. – murmurou Máscara se entregando as carícias.

- Espero que sinta falta mesmo. Se eu souber que está enfiando ele naquelas "puttanas maledettas" dentro da cadeia, eu mando castrá-lo carcamano! – Shun mordeu o lábio de Mascherani que gargalhou ao ouvir seu pequeno arriscar o italiano.

- Vamos para o quarto, você vai ter que resolver isso. – o Padrone pressionou Shun contra a sua ereção. Ambos riram e saíram do escritório.

***

Ikki passou pelos corredores indo para a sala de vídeo onde Aiolos e Aiolia fiscalizavam a segurança na propriedade comendo donuts com cerveja, os gregos eram chefes da segurança da Família.

- Montamos o esquema da entrega. – disse Aiolos – Está tudo pronto. Tem certeza que o Mask concordou com isso?

- Não foi ele mesmo que nos reuniu e explicou os planos? – o franco-japonês olhou os monitores e aproveitou para morder o donuts de Aiolia.

- Sei lá, ele podia estar no meio de uma “viagem”. – Aiolia emendou com um risinho – Por que só muito chapado o Mask concorda em tirar o Aldebaran e o Shun da entrega. O Touro é o melhor negociador de Atenas.

- Vocês vão entender. Tá tudo pronto para o moleque ricaço?

- Isso é com o Milo e o Shun. O Escorpião foi ver o advogado, deve estar chegando.

- Estarei na sala de jogos com a Pan. Quando Milo chegar para ir falar comigo sem demora, não se preocupe em me interromper.

- Hum vai lá garanhão! – Aiolia bateu nas costas de Ikki fazendo o irmão mais velho revirar os olhos.

- Eu também vou me recolher, temos trabalho duro amanhã. Já destacou os vigias para o Espanhol?

- Não se preocupe irmãozinho. – Aiolia esfregou as mãos – Assim que o espanhol sair, eu e Alde estaremos na cola dele. Vai lá aproveitar o seu descanso vulgo Saga Papadopoulos.

- E você desistiu de perturbar o Grande Buda?

- Ainda não, mas vamos deixá-lo correr atrás um pouco.

- Vai sonhando Aiolia.

***

Pandora tinha os olhos vendados e os pulsos presos na cabeceira da cama por algemas, a bela morena gemia ao sentir a língua quente do seu Dom passear pelo seu corpo até chegar ao vértice entre as pernas. Estava nua enquanto Ikki permanecia completamente vestido inclinado entre as pernas da jovem alemã, Ikki provava de sua feminilidade com perícia. A língua ia e vinha dentro de Pandora que estremecia e sentia as pernas bambas, mas sabia que não poderia mexer ou seria punida.

Percebendo a excitação da mulher Ikki parou e olhando o corpo alvo sob os lençóis de seda e começou a andar pelo quarto despindo-se devagar. Pandora vendada apenas esperava em expectativa. Ikki tirou a blusa negra de linho e ainda com a calça soltou Pandora da cama sem tirar-lhe a venda, fazendo com que a alemã se ajoelhasse à sua frente e trazendo as mãos graciosas para a protuberância generosa sob a calça. Pandora compreendeu e abrindo a calça, trouxe o membro inchado para fora, colocando o que podia na boca pequena, massageando a base e as bolas com a mão. Ikki se afundou na boca da mulher sentindo o aperto da garganta dela e exultando com isso.

Antes que chegasse ao ápice, o moreno a afastou de si e puxando-a pelos cabelos fartos a levantando. Fitou o rosto claro afogueado de lábios levemente inchados pelo sexo oral, era-lhe tão sedutora aquela imagem, mas não a beijou. Levou Pandora para a cama novamente pegando uma das algemas e prendendo os pulsos da alemã sobre a cabeça dela, não poderia ser tocado. Só ele tinha o poder de tocar ali. Pandora arqueou e gemeu deliciada quando o sentiu dentro de si, Ikki começou com as estocadas vigorosas segurando os quadris esbeltos no lugar com uma mão enquanto a outra tinha as longas madeixas negras enroladas entre os dedos. Intenso e quase brutal era os jogos entre eles, mas para Pandora era a realização dos seus maiores desejos. Sabia que fora feita para esse estilo de sexo e Ikki era seu Dom mais amado. Amava-o e tinha esperanças que ele um dia retribuísse o sentimento.

***

Milo desceu da moto na frente do pequeno prédio e se esgueirou pelas escadas sem ser notado pelo porteiro, àquela hora os vizinhos estavam todos recolhidos. Eram em sua maioria velhinhos aposentados e jovens solitários como o que ia visitar agora.

Duas batidas na porta era o sinal e Camus veio abrir para deixar entrar aquele misterioso escorpião. Desde o seu primeiro contato com o "Padrone", Milo se encarregava de cuidar dele, fazer a ligação. Apesar de aquele grego conhecer tudo sobre Camus, ele nada sabia daquele loiro estonteante de olhos verde-água maliciosos.

- Camus – disse Milo depositando uma pequena maleta sobre a mesa de centro da sala, sentando no sofá à frente de forma displicente – A primeira parte dos seus honorários.

O francês foi até a maleta mantendo os olhos em Milo, não era bom perder nenhum movimento de um assassino. O grego por seu turno se divertia com a tensão que o outro parecia emanar. Na Família diziam que Milo controlava Camus pela cama e ele permitia que assim pensassem, embora não fosse verdade. Nunca houve nada além de negócios com aquele ruivo difícil, era muito focado e frio o francês e Milo admirava isso. Todavia, não deixava de imaginar como seria “Mr. Iceberg" (como Aiolia costumava chamá-lo), entre os lençóis.

- Há muito mais do que deveria e se é só a primeira parte... – volveu o francês em tom monocórdio, Milo fez um gesto de desdém mexendo nas mangas da camisa.

- O Padrone sabe ser generoso. Aceite como uma prova de boa fé, no envelope tem tudo que precisa saber. Qualquer dúvida pode me contatar.

- Só queria saber por que tanto esforço para permanecer na cadeia non? – Camus deu de ombros mexendo nos documentos dentro do envelope.

- Faça o seu trabalho francês e tudo ficará bem. – Milo lhe presenteou com um sorriso doce, a mão passou pelos cabelos longos anelados em um gesto sedutor. Camus acompanhou o gesto com um olhar neutro.

"Nada!" pensou Milo decepcionado. Era ciente da própria beleza e mexia com seu ego alguém resistir a ela, não entendia porque Camus parecia indiferente. Segundo o dossiê o ruivo a sua frente era bissexual, tinha amantes eventuais e nenhuma preferência específica. Camus deveria se sentir lisonjeado só por Milo cogitar tê-lo em sua cama, pensava o grego.

- Diga ao Padrone que pode ficar tranquilo quanto a minha parte no trato. Agora se me der licença tenho muitos processos para ler. – Milo definitivamente adorava aquele sotaque francês.

- Está me dispensando francês? – Milo se aprumou, Camus a sua frente em uma cadeira apenas manteve o olhar. Não tinha medo de Milo, sua tensão era pelo que teria de fazer nos próximos dias. Também achava inusitadas as tentativas dele em lhe seduzir e a frustração do grego quando via que não surtia nenhum efeito. "Milo é encrenca" Camus dizia a si mesmo para se manter longe daquele loiro sedutor.

- Non tenho medo de você Milo, non precisa bancar o bandido ameaçador comigo. Você já fez o que deveria. Bonne nuit! – Camus se levantou e Milo também com um sorriso felino nos lábios carnudos. Ficou bem próximo à Camus, rapidamente interceptando a passagem do outro.

- Não tem medo de mim? Quem pensa que é Chateaubriand? – Milo segurou Camus pelo colarinho, que sem se intimidar arqueou a sobrancelha e retrucou.

- Alguém imune ao son venin de scorpion. (*ao seu veneno escorpião.)

***

O Juiz olhou o alarme em seu celular que apitava constantemente, suspirou evitando a vontade de praguejar e começou a arrumar suas coisas para a reunião de pais e mestres na escola do filho. Detestava essas reuniões, mas era necessário que fosse a elas pessoalmente. Tinha uma imagem de pai zeloso a cumprir.

Não que fosse apenas uma imagem, estava sempre por perto e fiscalizava com atenção a vida de Hyoga. A escola que ele frequentava fora ele que escolheu, suas atividades extracurriculares e seus amigos também. Em suma Hyoga Romanov Wyvern vivia a vida que o pai permitisse. Era seu bem mais precioso, precisava ser bem cuidado.

Seu filho, seu pequeno. Quando chegasse a hora, seu.

Na escola foi efusivamente cumprimentado, era o Juiz da Suprema Corte, um homem benemérito e defensor dos valores morais. Reputação impecável! Depois de duas horas de conversa desnecessária a qual ele fingiu interesse, os pais foram dispensados e a essa altura muitos dos filhos aguardavam por eles, dentre os alunos que aguardavam estava Hyoga e um jovenzinho que ele não conhecia acompanhado dos pais.

- Olá papa. – Cumprimentou o loirinho e Radamanthys beijou o topo da cabeça do adolescente, aspirando o cheiro fresco e cítrico que vinha do garoto – Veja este é Shun, é meu novo amigo de sala e esses são seus pais, Sra. Shina e senhor Kanon Athanasiou.

Radamanthys cumprimentou o casal olhando-os rapidamente. A mulher era belíssima, olhos verdes e pele amendoada, cabelos castanhos como o do menino e dona de curvas generosas. O marido decididamente grego e o nome Athanasiou não era tão estranho ao inglês.

- Muito prazer em conhecê-lo senhor Wyvern e fico feliz que nosso pequeno tenha engatado uma amizade com seu filho, que parece acima de tudo um cavalheiro. – Shina acariciou o rosto do russinho – Nosso Shun é tão frágil e ingênuo que tomo muito cuidado com suas amizades.

- Shun tem a saúde delicada e nos faz pensar que nem todo o dinheiro do mundo compra a felicidade não é mesmo senhor Wyvern? – Kanon se dirigiu ao juiz – De que adianta ter minas de ouro se elas não podem dar a saúde do meu pequeno?

"Ah claro! Como não me lembrei antes?", pensou Radamanthys enquanto desfiava uma conversa amável com o casal que continuava a falar da saúde frágil do único filho. Conhecia a família, eram muito ricos e tudo sólido em minas de ouro! Aquilo satisfez Radamanthys imensamente, uma amizade entre os dois garotos seria ótima futuramente.

Algumas horas depois em casa, depois de um banho e alguns telefonemas o inglês foi indagar o filho sobre o novo amigo e sua família.

- Se mudaram para a Grécia porque os médicos disseram que o clima daqui é melhor para Shun, algo nos pulmões não tenho certeza. – Hyoga deu de ombros mexendo no celular. Também já estava de roupa trocada e ambos aguardavam o jantar – Ele é muito inteligente, eu gostaria de trazê-lo aqui papa. Posso?

- Claro que pode my dear. Venha aqui. – Hyoga se levantou da poltrona e foi sentar-se nos joelhos do pai. Era um costume antigo que Radamanthys insistia em continuar mesmo com o desconforto do adolescente, Hyoga cedia porque não gostava de contrariar o pai. Ele tinha quase dezessete anos, não gostava de ser tratado como criança – O garoto parece muito inocente, como você e é bom que vocês fiquem amigos. – Radamanthys passou o braço na cintura estreita do corpo esguio do adolescente e o puxou mais para cima no seu colo soltando um leve ofego quando sentiu Hyoga se acomodar sob suas pernas – Traga-o aqui, leve Shun para conhecer a cidade. Faço gosto dessa amizade.

- Si...Sim papa... – balbuciou o loirinho estranhando aquela proximidade.

Nunca foram muito próximos, Natássia estabeleceu uma distância considerável entre Radamanthys e Hyoga e dessa forma o garoto cresceu sem demonstrações de carinho, a não ser do padrinho e esse era de quem sentia muita falta alem da mãe. Não entendia porque o pai proibira Camus de vê-lo e por isso às vezes se viam às escondidas, esperava que com o tempo O Juiz mudasse de ideia e deixasse Camus frequentar a casa novamente como Natássia fazia.

- Está com olheiras my dear, o que está acontecendo? – Radamanthys pegou o rosto afilado do filho entre os dedos olha do com atenção a face abatida e os olhos injetados.

- Estava estudando muito para as provas. – Hyoga se desviou do pai e voltou para o celular e a poltrona em que estava – Estou tão cansado! Onde está o jantar? Quero dormir por todo o fim de semana.

Radamanthys riu e se levantou para verificar o jantar e pensou que o filho merecia um presente pelas boas notas daquele bimestre.

***

- Então na escola está tudo certo?

- Está. O Juiz está completamente convencido de que Shina e Kanon são meus pais adoráveis, estive inclusive hoje dentro do covil do inglês e sabe o que eu descobri? – Shun sorriu presunçoso olhando para Milo, estavam na Mansão reunidos com Máscara, Ikki e Aldebaran, Shina e Kanon.

Shun pegou o celular e conectou ao computador para em seguida passar o vídeo na tela enorme de LCD da biblioteca. No vídeo ele e o loirinho estavam no quarto sozinhos cheirando cocaína escondidos, isso por si já deixara Máscara com um meio sorriso nos lábios e a grande maioria ali, era nítido que o filho do Juiz Wyvern era um viciado.

- Quanto tempo até ter o moleque em nosso poder? – perguntou Ikki.

- Dois dias. Já está tudo pronto com Shun, ele trará o garoto até nós e da Santuário nós transferimos ele. – Milo respondeu e o Padrone assentiu.

- Toda a operação começa em dois dias, são várias ações simultâneas então não pode haver falhas.

- Sim Padrone. – todos falaram ao mesmo tempo.