City Of Angels

1 Capítulo 1 - A Cidade dos Anjos


Era o lugar mais lindo havia visto. Bom, pelo menos, era o único lugar o qual lembrava. O chão era feito de grama e nas calçadas mármore claro e pilastras beges com detalhes dourados em volta. O teto era coberto por nuvens, deixava o lugar bem claro com a luz do sol que aparecia entre elas. Aquele lugar era chamada "Cidade dos Anjos".

Anjos são as criaturas com aspecto humano. Fisionomia e psicologia. Para irritar um anjo, o que o irritou é estranhamente incomum e maldoso. Anjos não são criaturas exatamente perfeitas, pois são criadas para proteger os humanos, ou seja, geralmente são parecidos com o seu protegido. Amor todos os anjos sentem, mas há um tipo raro de amor que é sentido por essas criaturas fantásticas que podem acabar com sua energia, já dizia São Pedro.

São Pedro é o anjo que Deus escolheu para tomar conta dos outros anjos. Ele era grande, tem uma pequena barba branca, com poucos cabelos na cabeça e vamos dizer que ele tenha uma estrutura maior que as dos outros...

– Nathaniel, este o o lugar em que você vai me ajudar escolher os anjos. — dizia São Pedro para seu novo ajudante — A pesar se ser um lugar bem limpo de coisas, não é fácil trabalhar aqui.

Era uma pequena sala com uma mesa, algumas folhas e arquivos, e penas com tinta para escrever.

– Tudo bem senhor, mas só vejo uma cadeira. Onde eu sento? — perguntou Nathaniel, um anjo ruivo de porte pequeno, que parecia em idade humana, ter 15 anos de idade. Suas asas eram muito brancas, somente com algumas penas em azul nas pontas.

– Ora, você tem asas para quê? Ao contrario de mim, não tenho asas. — lembrou São Pedro.

– Permita-me perguntar, senhor. Mas porque o senhor não tem asas? — perguntou Nathaniel novamente tentando entender a finalidade de tudo aquilo.

– Vamos dizer que asas não suportam o meu peso... — disse ele envergonhado — mas chega de perguntas! Vou te mostrar como é o trabalho aqui. Ah! Veja, sua primeira alma!

Entrando devagar em na sala, apareceu uma menina loira, com lindos olhos azuis, com um vestido rosa. Aparentava ter 14 anos de idade.

– Onde é que eu estou? O que é isso? — perguntou a menina.

– Eles sempre perguntam isso quando chegam aqui — sussurrou São Pedro para Nathaniel. – Olá senhorita Charlotte. É bom te ver aqui em cima conosco. — cumprimentou São Pedro educadamente — Aqui é o lugar em que veremos se você será um espírito ou um anjo. Não se preocupe, são duas coisas boas, mas com funções diferentes aqui no céu.

– Então quer dizer que se eu estou aqui, é porque eu não vou para baixo, certo? — perguntou Charlotte preocupada colocando as mãos em seus cabelos sedosos.

– Não, você já passou na primeira fase. Venha, vamos ver seus arquivos. — disse ele cutucando Nathaniel, o qual estava paralisado, para pegar os arquivos da garota. — Não paquere a alma, faça o que eu estou lhe pedindo.

Nathaniel se atrapalhou para organizar os arquivos e bateu a cabeça na mesa. Não poderia ficar pior.

– É que ele está em treinamento, sabe? — bufou São Pedro massageando sua testa.

– Aqui está! — anunciou Nathaniel — Vamos ver...

São Pedro e Nathainel ficaram um tempo lendo o arquivo, mas não disseram nada.

– E então...? — perguntou Charlotte curiosamente.

– Não podemos dizer o que você tinha que ter feito na Terra para se tornar um anjo ou um espírito. Mas podemos afirmar que você será um anjo, Charlotte.

Nathainel comemorou, mas logo São Pedro o lançou um olhar penetrante e ele parou.

– Terei que avisar — interrompeu São Pedro — Você não se lembrará de nada da Terra. E sua função como anjo, é proteger um humano que será selecionado pela Comunidade de Pesquisas Humanas. Chamamos de CHP. Você terá um anjo mais velho para ajudá-la no começo. Boa sorte.


Niall era um anjo bem amigável e agitado. Era loiro com olhos tão azuis que pareciam ser pintados a tinta. Tinha um sorriso completamente radiante e suas asas eram grandes e brancas e azuladas. Aparentava ter 19 anos de idade. Nada abalava Niall. Somente quando acontecia algo de ruim com seu humano.

– Niall, não foi culpa sua. Deus sabe o que faz. As vezes era a hora. — disse Louise, a melhor amiga de Niall nos céus.

Louise era a anjo mais cuidadosa, delicada e dócil que Niall já conheceu. Era incrível como os dois poderiam ser amigos, porque Niall, apesar de ser assim também, não era tanto.

– Foi sim, deveria ter feito mais por ela... — choramingou Niall — Ele não merecia morrer agora.

– Mas ela era uma menina linda — disse Louise — Ela com certeza vai se tornar um espírito e vai ficar bem. Você é um ótimo anjo, Ni.

– E não se preocupe, São Pedro não vai tirar seu cargo. — disse Lucas, também seu melhor amigo — Eu já quase deixei que um pote de cera quente caísse no Charlie. E com certeza, isso seria pior. Porque seria uma morte bem dolorida. Ugh — resmungou o garoto com cabelos loiros escuros e olhos castanhos — Não gosto nem de pensar nisso...

– A questão é: essa era a hora certa dela. Vai ficar tudo bem, Niall.

Niall não saberia o que seria sem esses dois. Eram seus companheiros desde que chegou na Cidade dos Anjos. Pareciam ter mais ou menos a mesma idade que a sua, talvez Louise fosse um pouco mais velha.

Os três sempre se juntavam na lanchonete da cidade para conversar e comer. A lanchonete vendia lanches saudáveis mas ao mesmo tempo gostosas. As mesas eram beges e as cadeira também. Quando eles iam pedir algo para comer, Dylan, o mensageiro da cidade apareceu dando um recado para Niall:

"Niall, um novo anjo está te esperando na frente do CHP. Sua função é ajuda-lo com suas tarefas. Boa sorte."

– Mais um pra cuidar? — argumentou Niall- Já não bastava a minha humana e agora um anjo sem noção nenhuma.

– Relaxa. Deve ser importante — respondeu Louise — Vá cumprir a missão que São Pedro te deu.

Niall compreendeu e concordou com a cabeça. Ainda estava abalado com o que ocorreu. Poderia ter impedido aquele acidente de carro, ou dar algum sinal à ela de que deveria ter posto o cinto de segurança. Mas não podia voltar atrás. Já estava tudo acabado.


Charlotte esperava ansiosamente para a chegada do anjo que a ajudaria. Mas não fazia a mínima ideia de quem seria ou como o reconhecer. Talvez ele soubesse a reconhecer.

Algum tempo depois, viu um rapaz loiro e forte com asas de seu tamanho aproximadamente. Era realmente um anjo. Mas por um tempo ele ficou a encarando, preocupado. Depois ele sorriu e cumprimentou.

– Olá Charlotte, sou Niall. Vou te ajudar aqui na cidade. — disse ele nervoso.

– Obrigada, Niall... O que devo aprender aqui de tão dificil? E por que eu não posso lembrar da minha vida na Terra? E por que...

– Ei, ei. Vai com calma. Quantas perguntas. Tudo bem, um de cada vez. Para começar, você precisa aprender a voar. Não é tão simples assim. Uma garotinha como você não vai conseguir tão cedo.

– Uma garotinha como eu? — exclamou Charlotte batendo o pé no chão — Para a sua informação, eu tenho... — ela parou de falar e ficou pensativa.

– Você tinha 14 anos. — afirmou Niall.

– Como você sabe?

Niall ficou nervoso novamente e Charlotte ainda não entendia o por quê. Mas não estava preocupada com isso.

– Tudo bem, por onde começamos? — perguntou ela calmamente.

– Bem, como eu disse, voar é essencial. Suas asas não são tão pequenas, vai ser mais fácil. — disse Niall pagando as asas da anjinha, e as observando.

– Para onde vamos? — perguntou Charlotte puxando seu corpo contra a mão de Niall para tirar suas mãos de suas asas.

– Para o campo de voo.

– Campo de voo? — caçoou ela — Que coisa engraçada.

– Engraçado nada. Nós vamos ter que ir a pé porque a senhorita não sabe voar ainda. — disse Niall cutucando as asas de Charlotte.

– Ái, para de ficar cutucando as minhas asas. — brigou. — Mas afinal, como vocês sabem a idade das pessoas por aqui?

– Para início, não somos mais pessoas, somos anjos. E dá para saber pelo estado da pessoa. — disse Niall olhando em passando seus olhos pela cidade e pelas anjinhas bonitas — Por exemplo, quantos anos você me dá?

– Hm, não sei. Dezoito, Dezenove?

– Dezenove — repetiu ele, sorrindo — mas a "idade" aqui é mais pela aparência. Não temos mais idade. Não envelhecemos mais.

– Entendo. Queria lembrar de como era tudo antes... Minha família, meus amigos... — disse ela tristemente.

– Não podemos — respondeu Niall — Eles fazem isso para que nós não corremos atrás de nossa família. Assim, nós iríamos sofrer e delirar com a ideia de vê-los sofrer por nós.

– Eles quem?

– A CHP. Já deve ter ouvido falar dela, não é?

– Sim, ja ouvi. São eles que decidem de quem iremos cuidar. — afirmou Charlotte.

– Exatamente.

– Então, será que eu posso saber quem cuidava de mim? — perguntou ela esperançosa olhando para o rapaz mais alto do que ela.

– N-não... não podemos. Não sei porque. — respondeu ele rapidamente com nervosismo no rosto.

Houve um silêncio por um tempo, mas depois a curiosidade de Charlotte de despertou novamente.

– E o que os espíritos fazem?

– Bem, espíritos as vezes se interagem com os humanos dependendo de quem são. A função deles é ver se está tudo bem com geral dos seres humanos.

– Que legal. Nunca imaginei que fosse algo assim.

– Tudo aqui no céu é planejado. Tudo tem o porquê. — disse Niall abrindo a porta de entrada do campo de voo.

– E lá em baixo...? — perguntou Charlotte novamente, mas dessa vez com receio de perguntar.

– Não gostamos de falar lá de baixo. As criaturas que vivem lá já tentaram muitas vezes chegar aqui. Mas os impedimos. E eles estão sempre aprontando na Terra também. Se não é pela gente, os seres humanos estavam ferrados.



Notas finais
Apesar de parecer que Charlotte é a principal, bem, não eheuheuheuhe. A personagem principal ainda não apareceu. Mas Niall é. Charlotte vai ajudar muito na história, mas este é só o começo da historia.