Cisne Branco (em Revisão)

5 E a história recomeça


Notas iniciais
Ui! Começou, realmente creio que vai ser legal escrever o "O Lago dos Cisnes" do meu ponto de vista com algumas mudança aceitáveis.
Divirtam-se.

Acordei com sol invadindo meu quarto e batendo no meu rosto.

Por um curto período de tempo achei que tudo estava nos conformes, mas me recordei de Odette. Pobre Odette, terá que reviver momentos terríveis o qual se lembrará para todo o sempre, pensei. Queria poder ajudá-la, mas como? Eu ia assumir seu papel? Loucura! Pura. Loucura.

Depois de ter me arrumado e ter comprado alguns pães para o café, fui dar um passeio pela cidade em que morava, Leigter*. Parei no parque que ficava no centro da cidade, onde havia um fluxo maior de carruagens, carros, e pessoas — por incrível que pareça — a cavalos. Era bom ter um tempinho só para mim de vez quando, estava aprendendo a ser independente. Isso é bom não é?

Estava curtindo o vento agitar meus cabelos, enquanto ouvia o som da árvore acima de mim chacolhando e deixano algumas folhinas verdes caírem sobre mim e sobre o banco branco de madeira, até que ouvi alguém correndo e me chamando:

– Nina! Nina, por favor me ajude — reconhecia voz de Odette e abri os olhos com presse tendo uma leve vertigem. — Amiga preciso de sua ajuda. Urgente.

Ela me puxou do banco com uma força da qual eu desconhecia, e me puxava em direção a entrada do bosque mais próxima. Acompanhei seu passo e, esta quando chegamos na entrada do bosque me disse parando abruptamente.

– Nina, sei que talvez você não vá entender, mas fora o pressentimento de que a história está prestes a recomeçar tenho outra sensação e com ela vem um pedido — ela respira fundo. Fecha os olhos e os abre novamente me olhando fixa e profundamente.

– Nina...

– Diga Odette.

Ela me abraçou e chorou seus lamentos eram visíveis, no entanto incompreensíveis. Ela me segurou pelos ombros e eu lhe enviei um olhar condescente na tentativa de acalmá-la.

– Nina, quero que você mate — Odette disse ainda chorando.

– O quê? Não, claro que...

Olhei para ela que de repente sorriu.

– Isso é bom, você passou no teste. Enfim, eu tenho a sensação de que desta a história será diferente, sinto que algo vai acontecer comigo — ela fechou os olhos para repeender as lágrimas, que ainda caíam. Ela me abraçou de novo enquanto dizia suavemente: — Minha querida e única melhor amiga, quero que... se algo acontecer comigo, você me substitua.

Fiquei paralizada por um bom tempo, em pé com Odette engata no meu pescoço. Quando reuni forças para falar disse:

– Tudo bem Odette, mas tem um problema — brinquei com meus dedos — eu... não... sei a história, bem saber eu sei, porém eu só sei dancá-la.

Ela se desvencilhou do abraço e disse.

– Isso não é problema. Caso, eu não possa fazer a história, mesmo que você não saiba toda a história é passada para você.

– Tudo bem Odette.

– Promete para mim Nina.

– Odette, mas eu dis...

Prometa.

– Tudo bem, eu, Nina Sayers, prometo que se algo de grave acontecer com você, fazendo com que fique incapacitada de executar a história mais uma vez, eu ficarei feliz em substituí-la. Feliz?

– Muito. Agora deixe eu ir a História me chama.

Do nada, Odette brilha intensamente e seu vestido azul é substituído por um vestido mais curto, que bate um pouco acima do joelhos, todo branco, seu cabelo está cuidadosamente arrumado em duas tranças laterais finas que se juntavam atrás com o cabelo sedosamente liso e perfeito.

– Até mais Nina Sayers.

E assim Odette entrou no bosque, comigo um pouco atrás.

Notei que passado um tempo, ela nem notava minha presença, estava profundamente envolvida na interpretação. Ela andou pela floresta até chegar em um espaço aberto repleto de flores, a beira de um lago reluzente. Dentre as violetas Odette se sentou e admirou o lugar a seu redor. Sentiu a brisa tocar seu rosto e cheiro doce das flores invadir o seu e os meus pulmões.

Olhei atentamente para o lugar, algo estava errado eu sentia isso. Odette se moveu com insegurança e medo, levantou-se e vasculhou o lugar com apreensão. Das sombras surge quem eu já esperava, Rothbart, o Mago do Mal, ele se posicionou atrás dela e seguiu seus movimentos, enquanto ela procurava o que temia.

Queria poder avisá-la do que estava por vir, porém se eu o fizesse uma reação em cadeia iria começar e eu não sabia as consequências.

Foi então que eu vi Rothbart a agarrar pela cintura, e minha amiga se debateu raivosamente, ele não pareceu notar até que a pôs no chão e começou a rodá-la enquanto recitava uma terrível e conhecida maldição:

– Sua beleza, será escondida; sua vida, será mudada; seu corpo, sofrerá mudanças. Isto foi o aviso e agora vem o feitiço.

"Durante o dia como um cisne você viverá e apenas ao cair da noite se libertará. E até o amanhecer uma bela jovem você será... Até que o amor verdadeiro você possa encontrar."

Assim dizendo, Rothbart a rodou mais rapidamente (como se fossem piruetas de ballet) enquanto uma luz suave cor-de-rosa a cercava e a transformava em um belíssimo cisne branco. Dava para ver a tristeza em sua face e a felicidade na do Mago. Ele chegou perto dela disse acariciando a cabeça e o longo pescoço da Odette, agora, cisne.

– Não se preocupe minha querida, você não vai sofrer — ele riu maléficamente. — Não por enquanto.

E assim recomeça a História.

E assim recomeça o "Lago dos Cisnes".

Notas finais
Sei que não teve "sacanagem" neste capítulo, mas eu estou procurando melhorar meu texto nesta área.
Agora estou trabalhando no próximo capítulo em que... Bem vocês vão descobrir.