Circo Maldito

Às vezes me pergunto inocentemente se não sou sua marionete

Uma marionete

que dança indefesa perante os seus comandos

Ou se sou uma simples palhaça

que ri abertamente com os labios

e chora inutilmente com os pedacinhos de coração que conseguiu juntar

uma palhaça

que se perde admirada com seus truques

que se afoga no seu ilusionismo

e que movida pela sua hipnoze pula do seu próprio abismo

Uma viciada

que traga e guarda o seu doce cheiro

como se fosse uma droga que me amarra

e me faz entrar em um êxtase perfeito

Uma acrobata

que tenta subir cada vez mais nas cordas do seu amor

e que lentamente se enforca nele

enquanto vejo de cima você domar os meus pensamentos

e chicotear os meus sentimentos

Uma equlibrista

Preciso tentar ser uma

E equilibrar o amor e a razão

antes que seja tarde demais para o meu coração

Mas sou uma engolidora de espadas

que lambe os lábios com suas palavras cortantes

que engole,seco e amargo os seus insultos

já não sou a mesma de antes

Uma por uma

Até minha garganta sangrar

me mostrando que o amor não é tão doce

ele é metálico,vermelho,hipnotizante

tem sabor de sangue

e que misturado com lágrimas

se transforma em mágoas

mais uma vez você joga sua mágica em mim

me faz ver claramente a dolorosa solução

o meu mais profundo alívio

a dança de lâminas começa

o tempo para e eu me vejo livre daquele presídio

deixo escapar um último sorriso e um suspiro

para finalmente declarar a consequencia de minha liberdade

meu nobre suicídio...

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.