Ciranda

5 Capítulo 3 - Confições


Notas iniciais
Oin meus amores. Sim eu demorei de novo T^T...
Eu sempre dou uma empacada basica nos chappies e essa semana especialmente o HD da Lumi-chan pifou e eu tive que me virar sozinho pra terminar o chappie...Mais aqui está.
Eu espero que gostem.
Não tem acontecimentos extraordinários mais ficou bem engraçado *-*
Prestem atenção no vo personagem que aparece por aqui...ele aprontará muito também *-*
Como de costume a betagem é da Mallany...♥

E mais uma coisa: fckyeahyoosu Sua linda...Muito obrigado pelas recomendações em "Ciranda" e "Tudo mudar" eu fiquei muito feliz com elas. Obrigado mesmo T^T ♥

LEIAM AS NOTAS FINÁIS...Ò.ó

Sem mais...Boa leitura amores =3

- Você não olha por onde anda moleque? — A expressão séria e zangada fez Teru engolir seco e Ruki quase me matar num abraço sucuri.

- Gomem...- A voz de Teru saiu quase num sussurro — Yuki-san.

~~ Hizaki's Pov ~~

Teru continuava a fitar o rosto sério e assustador de Yuki, que também mantinha os olhos fixos em si.

- Ruki...Se continuar me apertando desse jeito vai me matar. — Sussurrei para o loirinho ao meu lado que me apertava cada vez mais em seu abraço.

- Kowaiio Hizakiii...- Sussurrou de volta. Eu também estava com medo, não conseguia me mexer, aquela expressão com aquelas sombrancelhas juntas o cenho franzido e o olhar mortal paralizavam a qualquer um.

Teru não era exceção , pois estava parado feito uma estátua de gelo a frente de Yuki.

- Go...Go...Go-Gomenasai. — Gaguejou nervoso fazendo uma reverência quando por fim conseguiu pronunciar as palavras.

- Que susto, ele disse "go, go, go"* achei que estava nos mandando correr. — Disse Ruki as palavras que me fariam rir muito se eu não tivesse com um nó entalado na garganta.

- Né Yuki, por que está demorando tanto? — A voz irritante de Kamijo soou pelas dependências do café mal movimentado.

- Não pedi pra você me esperar. — Estreitou os olhos sobre o loiro mais novo que bufou de raiva. — E quanto a você... — Voltou-se para Teru com os olhos ameaçadores.

- Ai caralho acho que me borrei. — Ruki escondeu o rosto em meu ombro. — Não quero ver.

Dei um passo a diante quando finalmente me obriguei a sair do meu estado de paralisia covarde momentânea, mais foi tarde, o ato que se seguiu surpreendeu a todos.

- O...O que está fazendo? — Foi a primeira vez que ouvi Yuki gaguejar nervosamente perdendo completamente a postura séria e inatingível.

O que não era pra menos visto que Teru o havia empurrado para a cadeira o fazendo sentar desajeitadamente sobre a mesma, enquanto se posicionava entre suas pernas, com o joelho apoiado entre as mesmas, proximo ao seu baixo ventre.

Meus olhos estavam arregalados, Ruki estava com a boca escancarada, Kamijo olhava para ambos com a expressão surpresa e Yuki permanecia inerte sob o olhar decidido de Teru.

- Eu já ouvi falar em pessoas que tomam medidas desesperadas quando estão com medo, mais isso já é totalmente desnecessário. — Ruki dizia calmamente enquanto me encarava com os olhos arregalados.

Nada. Isso foi tudo que consegui dizer ou fazer.

- Me...Desculpe, eu irei limpar pra você. — Disse Teru com toda a gentileza e inocência que NENHUM de nós usou pra interpretar a cena diante de nossos olhos.

Imediatamente ele retirou a flanela posta em um dos bolsos do longo avental e começou a pressioná-la contra o peito de Yuki que permanecia confuso.

Teru concentrava-se no ato, buscando limpar o máximo que conseguisse, seu rosto estava relativamente próximo ao do loiro desconfortável, esparamado desajeitadamente sobre a cadeira.

- Ah...Ele só queria limpá-lo... — Disse Ruki com um misto de alívio e deboche. — Foi muito idiota da minha parte imaginar outra coisa. — Sorriu.

- Aff, a inocência do Teru me dá nos nervos. — Disse suspirando e levando uma de minhas mãos a testa, massageando minha tempora em seguida. Ruki apenas sorriu soprado.

Era engraçado ver Yuki naquela situação, ele era mais um que não sabia reagir a inocência fora do comum de Teru. Quase gargalhei ao ver seu desconcertamento e sua face avermelhada quando Teru mordeu os lábios, costume sensualmente incônsciente que ele aderia quando estava concentrado.

- E-EI...- Gritou desconcertado fazendo com que Teru se assustasse e pressionasse seu mebro com o joelho que pousava sobre a cadeira, entre suas pernas. — Arg...- Grunhiu, cerrando os olhos.

Imediatamente Ruki levou ambas as mãos aos lábios. Filho da puta, se ele começar a rir agora eu não garanto minha seriedade diante dessa cena que eu torcia meu pancreas pra não rolar no chão de tanto rir.

- Gomene...- Disse Teru aflito com os olhos arregalados, segurando em seus ombros.

Kamijo mordia os lábios na tentativa de conter a risada. Patético, era assim que o assustador Yuki estava diante da inocência desajeita de Teru.

Ruki finalmente não conseguiu mais prender o riso e sua gargalhada escandalosa ecoou pelos quatro cantos daquele enorme salão, enquanto ele segurava a própria barriga.

- Ai...Ai meu fígado. — Dizia entre as pequenas pausas de suas gargalhadas. Eu ria mais calmamente, mais foi o suficiente para Yuki lançar-nos um olhar mortal e afastar Teru, se levantando apressadamente da cadeira.

- O que está acontecendo aqui? — A voz rouca de Aoi preencheu meus ouvidos.

- Fodeo. — Ruki sussurrou contendo as gargalhadas e secando os cantos dos olhos.

Droga, mais uma bronca do Aoi pra nossa coleção. Os olhos de Aoi se fixaram na camisa branca manchada, deduzindo o por que da confusão.

- Teru...- Disse calmamente fechando os olhos e puxando a respiração de maneira demorada.

- A gente corre agora ou espera a bronca virar pro nosso lado? — Perguntou Ruki se escondendo atrás de mim.

- Se não levar-mos bronca agora levaremos mais tarde, então qual a diferença? — Perguntei sussurrando por sobre meus ombros, sem tirar os olhos de Aoi.

- Será que você não pode ficar um dia sem aprontar? — Disse com a voz séria e intimidadora.

Lembra que eu disse que meu tio era o melhor patrão do mundo? Então, ele é, mais para manter os negócios na linha ele precisou contratar um gerente pulso firme. Adivinha quem é o gerente.

- Mas...Mas...Foi um aci...

- Você sempre provoca algum tipo de acidente. — Olhou de maneira severa e Teru abaixou os olhos com um bico se formando em seus lábios.

- Yuu-san...- Chamei a atenção dos quatro parados um pouco mais a nossa frente. — Dessa vez a culpa foi nossa. — Eu disse confiante.

- O QUE? — Ruki imediatamente reagiu atrás de mim.

- Não sei por que isso não me surpreende. — Disse com uma veia saltando em sua testa. Engolimos em seco. — Yuki-san, minhas desculpas, leve sua roupa a esta lavanderia, nos responsabilizamos pelos custos. — Entregou o cartão para o homem que agora já tinha a expressão mais amena.

- Obrigado. — Agradeceu colocando o cartão em um dos bolsos.

- Eu irei atendê-lo para evitar mais aborrecimentos. — Sorriu. — E quanto a vocês...- A aura assassina que emanava de Aoi nos fez dar um passo para trás. — Nos entendemos depois. — Sorriu maliciosamente, se afastando com os outros dois em seguida.

- Acho que não há a mínima necessidade de dizer que estamos no "cú do saci"¹ né? — Disse Ruki enquanto eles ainda caminhavam em direção ao balcão de doces.

- O que deseja para hoje Yuki-san? — O atendimento de Aoi era impecável.

- Esse Aoi é um tremendo charlatão isso sim. — Ruki bufou me fazendo olhá-lo.

- Do que diabos está falando Ruki? — O olhei com indiferença.

- Não é óbvio. Vive de sorrisinhos na frente dos clientes, mais é um demônio quando está sozinho com a gente.

- Venhamos e convenhamos que damos motivo de sobra para os demônios interiores dele aflorarem né. — Sussurrei pois os três já caminhavam para perto de nós indo em direção a porta.

Antes de deixar o estabelecimento, Yuki lançou um de seus olhares fuminantes em nossa direção, fazendo com que nós três travassemos no lugar.

Em seguida fez um aceno com a cabeça em agradecimento para Aoi, e saiu batendo a porta.

- Assustadoooor...- Dissemos nós três enquanto encaravamos a porta. No entanto, mais assustador que isso, era o fato de Aoi estar nos encarando com aquele típico olhar "Começo a chacina² por quem?".

- Isso quer dizer que estamos ferrados né? — Teru choramingou segurando as mangas de meu uniforme. Fiz um breve aceno positivo com a cabeça.

- Qual de vocês começou tudo isso? Nem preciso perguntar quem derrubou o café né Teru? — Olhou-o severamente.

- Yuu-san, eu já disse, foi um acide...

- EU NÃO QUERO SABER. — Gritou assustando a todos. — Eu tinha te avisado que o demitiria se aprontasse de novo não é?

- O-O que? — A voz de Teru falhou enquanto as lágrimas já tomavam conta de seus olhos.

- Espera aí Aoi...- Ruki deu um passo a frente decidido a enfrentá-lo.

- NÃO ESTOU FALANDO COM VOCÊ TAKANORI. — O grito fez Ruki engolir as palavras e Teru esconder o rosto em meu braço.

Mais que caralho, diga alguma coisa Hizaki, seu trouxa.

- FODA-SE. — O que? Virei-me incrédulo na direção de Ruki, Aoi também o olhava surpreso. Pela primeira vez Ruki enfrentou alguém na vida. — FOI UMA ACIDENTE SEU IDIOTA, TODO MUNDO COMETE ERROS.

- A toda hora? — Usou da ironia deixando Ruki sem palavras.

- Que confusão é essa? — Tio Kai nos encarava com a face franzida.

- Tio...- Disse num misto de alívio e esperança.

- Eu demiti Teru. — Aoi o olhou sério.

- D-Demitiu? Por que? — Meu tio também parecia surpreso.

- Não consigo mais inventar desculpas para os clientes quando ele apronta as dele. Disse seco.

- Kai-san, eu não faço de propósito. — Teru soluçou enxugando os olhos como uma criança. Meu tio o encarou penalizado caminhando até ele.

- Teru...- Colocou a mão em seu ombro. — Pare de chorar ok. Por hoje apenas vá pra casa, o movimento está baixo, acho que Aoi e Hizaki conseguem cuidar de tudo. — Sorriu ternamente. — Você pode cuidar dele Ruki?

Ruki concordou com um aceno de cabeça. Respirei aliviado, meu tio não o tinha recontratado mais também não o demitiu de vez.

- Então tudo bem. Tirem a tarde de folga e descansem um pouco. — O sorriso de covinhas pareceu confortar Teru, que saiu do café abraçado com Ruki.

Estava me sentindo péssimo. A culpa realmente não foi de Teru.

- A culpa não foi dele. — Disse por fim fazendo meu tio parar ao meu lado.

- O que disse Hiza-chan? — Sorriu ao passo que Aoi também me olhava.

- Disse que a culpa não foi dele. Ruki e eu nos desentendemos e ele tentou separar, mais eu empurrei Ruki que acabou esbarrando em Teru. Dessa vez a culpa realmente não foi dele Yuu-san. — O olhei de forma condenatória.

- Então deveria ter dito antes. — Disse com descaso.

- Teria dito se você tivesse dado brecha para uma explicação.

- Ok...- Meu tio interveio antes que a coisa piorasse. — Deixem esse assunto para depois. Melhor trabalharmos agora. Tem cliente chegando.

Olhei para a porta sentindo meu dia piorar em condições notórias.

Bastou o loiro magrelo entrar pra expressão de Aoi mudar totalmente de irritado para babaca.

Ele sempre aparecia no café as quartas-feiras, mais dessa vez estava na companhia de um estranho rapaz com um pano no nariz. Ele era mais assustador que Yuki. Como pode?

Sentaram-se numa mesa próxima ao balcão, e então me dirigi desanimadamente para atendê-los.

- Boa tarde, sejam bem vindos ao South Caffé, o que vocês desejam? — Perguntei sem animo algum. A frase "Eu avisei que te demitiria" ainda estava martelando na minha cabeça.

- Hey garçon em que planeta você está? — A voz irritante me tirou de meu transe enquanto o par de olhos amendoados estavam fixos em mim com um ar de superioridade. Esse definitivamente é o tipo de pessoa que mais odeio.

- Gomem. — Sorri abertamente, completamente sem jeito.

- Aff tanto faz. — Fez cara de nojo encarando o cardápio. Se pensamentos assassinos matassem de verdade esse cara jamais desejaria saber o tipo de morte que o aguarda.

- Não seja tão nojento Uruha, escolha de uma vez. — Disse o cosplay de calopsita enfaixada jogando o cardapio sobre a mesa. Gostei dele. — Eu quero um expresso sem açucar por favor.

Anotei o pedido cuidadosamente, esperando a boneca estúpida se decidir. E depois esse filho da puta do Aoi tem a capacidade de dizer que eu é que tenho frescuras femininas. Hipocrisia devia ter limites.

- Pois bem, eu vou querer um expresso duplo descafeinado, com cobertura de creme desnatado e por favor com adoçante. — Tsc...Se é pra tirar a cafeina do café e desnatar o leite, por que diabos ele não toma água de uma vez?

- Sairá em um minuto. — Sorri de forma exagerada. Sou ótimo com falsidade, mais infelizmente hoje não tava sendo fácil nem sorrir em falso.

Me aproximei do balcão indo até a maquina de café.

- Precisa de ajuda? — Aoi se aproximou sorrateiramente. Claro que sua intenção não era ME ajudar, e sim ficar perto da sua preciosa boneca mimada.

- Prepare a frescurite agúda de pedido que a boneca estúpida fez. — Praticamente joguei o papel sobre ele. Eh mau humor.

- Não fale assim dos nossos clientes. — Repreendeu com a voz séria.

- Correção...- O encarei com descaso. — Não fale assim de Uruha. — Disse irônico o fazendo corar. Ai que ridículo.

- Está com ciúmes? — Debochou.

- Desculpe estou meio ocupado pra sentir ciúmes. — Alfinetei o fazendo sorrir.

- Você tem raiva dele por que no fundo queria ser como ele. — Cruzou os braços arqueando a sobrancelha como se me desafiasse.

- Ser como? Um idiota sem cerebro? — Disse tranquilamente sem se quer olhá-lo, mais notei que o sorriso sumiu dando lugar a uma expressão séria.

- Não, ser elegante e gracioso. — O olhei incrédulo deixando um riso debochado escapar de meus lábios.

- E eu que não acreditava quando me diziam que homens apaixonados são patéticos. E você tem razão, se eu tivesse vocação para ser elegante e gracioso, não teria abandonado a escola de artes clássicas para virar garçom.

Saí de lá, carregando a bandeija até a mesa onde os dois rapazes conversavam animadamente.

Servi primeiro Uruha, dando a volta na mesa para servir o rapaz da faixa, que me olhava de maneira lascívia.

Nossos olhos se cruzaram e eu engoli em seco com a intencidade de seu olhar. Virei-me imediatamente sentindo meu rosto queimar. O loiro enfaixado apenas sorriu.

- Ele é uma gracinha. — O ouvi sussurrar.

- Você e seu costumeiro "MAU GOSTO". — Foi tudo que precisei ouvir para acertar a cabeça daquele narcisista desgraçado com a bandeija "sem querer".

- Itaaaaaaai. — Disse escandalosamente, levando ambas as mãos a cabeça, e enquanto isso o loiro bonito engasgou com o café, rindo feito louco do azar do amigo.

- Ai nossa, mil desculpas, como eu pude te acertar desse jeito? — Finji a preocupação e o arrependimente enquanto minha gargalhada fatal me dominava por dentro.

- Reita desgraçado não tem graça. — Lançou um olhar fuminante para o outro que se contorcia na cadeira gargalhando.

Aoi que vira tudo aproximou-se da mesa rapidamente me agarrando pelo braço e me dando um solavanco me fazendo encará-lo.

- Você fez de propósito. — Me condenou com o olhar e a face retorcida pelo ódio.

- É? Me demite. — Puxei o braço de forma brusca o olhando de maneira tão séria como nunca olhei para ninguém. E enquanto ele estava parado, me encarando surpreso sem dizer uma unica palavra, eu virei a face, saindo de sua frente.

Idiota Aoi, é isso que você é. Não sei que droga eu vi em você.

~~ Aoi's Pov ~~

Que merda. É muita coisa acontecendo junta. E que droga de olhar foi aquele? Senti como se ele quisesse me esfaquear com aquele olhar.

Droga, ele estragou meu clima. Eu me declararia pra Uruha hoje. Passei toda a noite ensaiando essa maldita declaração.

- Me desculpe por favor. Hizaki é mesmo desastrado. — Tentei concertar.

- Oh, então esse é o nome dele? Combina perfeitamente com ele. — Disse o loiro estranho enquanto encarava Hizaki, descaradamente.

Bom, menos mal, isso significa que ele não tem nada a ver com meu Uruha.

- Realmente, me desculpe. — Fiz uma reverência.

- Não se preocupe, foi engraçado. — Debochou o outro loiro sendo fuzilado por Uruha.

- Devia escolher melhor seus funcionários Yuu-san. — Disse Uruha de forma grosseira, pronunciando as palavras numa altura medida para que Hizaki pudesse ouvi-lo.

- Ele é sobrinho do dono. — Sorri sem jeito.

- Isso explica por que uma pessoa desqualificada feito um pato está trabalhando em atender pessoas. — Provocou, me fazendo ouvir um copo se quebrar onde Hizaki estava. Droga, se isso continuar as coisas podem piorar muito.

- Acho melhor você calar essa boca Uruha, ou o próximo copo corre o risco de ser quebrado na sua cabeça. — Zombou o loiro me fazendo sorrir.

- Fique tranquilo, Hizaki não seria tão ousado a ponto de fazer algo assim na minha frente. — Disse confiante sentindo algo que parecia ser um imã de geladeira atingir minha nuca. — No entanto eu já estive errado muitas vezes. — Sorri irônico fazendo o loiro da faixa gargalhar novamente.

- A cara...HAHAHA...V-Vocês são muito bons. — Ele mal podia se controlar. Uruha continuou a bebericar seu café despreocupadamente.

- Deixe de ser idiota Reita. — Repreendeu-o.

- Você é que é uma pessoa vazia e sem senso de humor, não sei como te suporto. — Disse em deboche voltando-se para mim. — Seu funcionário é incrível Yuu-san. Deve ser uma loucura trabalhar com ele.

- Você nem imagina. — Ironizei mais para mim do que pra ele. — Além do mais temos mais dois funcionários, os três juntos sim, são um perigo.

- Virei conferir com os próprios olhos. — Disse Reita animado.

- Que seja, mais agora vamos ou nos atrasaremos. — Disse Uruha calmamente revirando a carteira.

- Ok. Me dê um minuto, vou me despedir do loiro no balcão, ele realmente me divertiu. — Disse se levantando e seguindo para o balcão em que Hizaki se encontrava.

Eu estava sozinho com Uruha. Essa é minha chance, acho que não perderei nada em me declarar.

- Né, Uruha-San. — Chamei sua atenção. Tome vergonha nessa cara e pare de tremer Aoi. — Pode ouvir o que tenho a lhe dizer por favor?

- Se for rápido, eu já estou atrasado. — Disse sério sem me encarar. Talvez não seja uma boa hora. Mais o pior que pode acontecer é eu ser rejeitado então...

- Gosto de você. — Saiu mais fácil do que pensei. Permaneci a encará-lo, a medida que seus olhos se ergueram lentamente da carteira para mim. E por alguns instantes ele apenas me olhou...Com...Frieza.

Até que seus lindos lábios se repuxaram em um sorriso de sosláio.

~~ Hizaki's Pov ~~

Droga. Por que eu estou perdendo a cabeça. Eu sempre agi calmamente não importava o que acontecesse, cadê a minha capacidade de sorrir e finjir que está tudo bem agora?

Pensava inquieto enquanto secava os copos com força excessiva.

- Belo trabalho. — A voz perfeitamente controlada soou ao meu lado me fazendo pular. Era o loiro da faixa que estava debruçado sobre o balcão, a face bem próxima a minha.

- H-Hein? — Perguntei desconcertado pelo olhar marcante direcionado a mim. Ele sorriu de sosláio, desviando um pouco os olhos para o balcão e voltando a me encarar em seguida, a medida que brincava com os próprios dedos.

- Estou falando de Uruha. Fez um ótimo trabalho com ele, aquele idiota já estava merecendo uma bandeijada a muito tempo. — Riu sincero. Não pude deixar de olhar a face bonita.

As sobrancelhas e a maquiagem ao redor dos olhos deixavam-no com um olhar misterioso e completamente hipnótico.E também o deixava com uma expressão séria. O que contrastava perfeitamente com o corte de cabelo rebelde, com os fios aloirados convertido a um moicano com a franja caída sobre os olhos.

As roupas eram igualmente rebeldes, colete preto com a gola erguida, regata branca simples e calça escura coberta por fivelas e correntes.

Nos dedos das mãos, alguns anéis chamavam a atenção e correntes com pingentes aleatórios ocupavam seu pescoço.

Belo estilo. Finalmente meus olhos voltaram-se para os deles depois de — incosciêntemente — eu dar AQUELA analisada no produto.

- Contente com o que viu? — Perguntou com um sorriso provocante. Entreabri os lábios algumas vezes mais não fui capaz de dizer uma única palavra.

Sem mencionar claro, que corei patéticamente fazendo seu sorriso se alargar.

- Ora você é timido, que gracinha. — Abaixei os olhos de imediato. SE AQUIETE CORAÇÃO MALDITO. — Eu sou Akira Suzuki, mais me chame de Reita.

- Akira Suzu...AKIRA SUZUK... — Nem bem tive tempo de acabar de gritar com todo meu desespero e mão grande cerrou meus lábios me fazendo engolir as letras que faltavam.

- Terei sérios problemas se você causar tumulto. — Riu de forma divertida enquanto me encarava, com uma mão em minha nuca e a outra sobre meus lábios. — Vamos tentar de novo ok? Sem escandalos dessa vez.

Seu olhar penetrou o meu e cara...Como é que se respira mesmo?

Ele aguardou uma afirmação de minha parte que veio como um aceno positivo com a cabeça.Em seguida soltou meus lábios e a mão em minha nuca pousou em meu ombro.

Eu estava chocado. COMO ISSO É POSSÍVEL? Ele não tem nada a ver com Akira Suzuki.

- Eu nunca teria adivinhado. — Deixei as palavras escorrerem por meus lábios o fazendo rir novamente.

- É claro que não, caso o contrário todo esse desfarce não teria a mínima necessidade. — Constatou o óbvio. Sorri sem graça.

Akira Suzuki é um ator de doramas que adimiro muito. Sim sou otaku, algum problema?

Mais em seu dia a dia ele é uma pessoa totalmente séria, de poucas palavras, aparece em revistas e entrevistas sempre com roupas formais e com o cabelo liso.

Qualquer um que o visse o confundiria com um executivo ou um empresário de sucesso. No entanto, o Akira Suzuki diante de mim era completamente o oposto.

- Você está parecendo um j-rocker com essa faixa na cara. — Sorri.

- Ao vê-lo não imaginei que gostasse de doramas, achei que nunca teria ouvido falar de mim.

- Ta brincando? Acho que sou seu fã numero 1. — Eu ainda o olhava com a maior cara de babaca.

- Tem namorado Hizaki? — Ôh pergunta cretina.

- Por que namoradO? — O olhei sem graça.

- Um garoto que assiste doramas BL e fica sonhando com o ator não pode ser hétero. — Pigarreei, desviando meu olhos de imediato. Quanto a isso nem posso contestar. — Você ainda não respondeu minha pergunta. — Ainda me fitava calmamente.

- Não tenho. — Sorri abertamente.

- Não se obrigue a sorrir. — Falou me fazendo arregalar os olhos. — Sei que esse sorriso é falso. Sou um ator, de falsidade e atuação eu entendo muito bem. Sorria apenas quando tiver vontade Hizaki.

As palavras dita com toda calma me fizeram ter vontade de chorar. Continuei o olhando sem dizer uma palavra, apenas o olhei enquanto lutava para as lagrimas não cairem.

- Foi um prazer lhe conhecer. — Disse com as mãos nos bolsos dianteiros da calça, parado a minha frente depois de dar a volta no balcão.

- I-Igualmente. — Forcei a resposta, mais dessa vez não sorri.

- Melhor assim. — Sorriu de sosláio aproximando o rosto do meu e me dando um beijo na bochecha. Seguiu com os lábios para proximo do meu ouvido e disse com voz suave. — Voltarei pra te ver...Zaki-chan.

Meus olhos se arregalaram ao ouvir o apelido. Não me mexi, ele se afastou e eu permaneci parado, com aquela palavra me trazendo cruéis lembranças.

"- Né Sashi...Por que só eu te dei um apelido? — Formou-se um bico emburrado em seus lábios.

- Você nunca me pediu um apelido. — Sorriu ternamente enquanto empurrava fracamente o balanço em que o garoto de 11 anos se encontrava.

- Mais agora eu quero. — Disse de forma manhosa.

- Você já tem um apelido Hiza-chan.

- Mais todos me chamam assim, quero um apelido exclusivo, que só você saiba. — O balanço parou e o mais velho manteve-se pensativo por um tempo.

- Você sabe que minha criatividade é escassa Hizaki. — Debochou indo sentar-se em um dos bancos do parquinho deserto, apanhando a caixa de cigarro de um dos bolsos.

- Mamãe vai ficar brava se te ver fumando. — Disse o mais novo cruzando os braços com uma expressão irritada totalmente infantil.

- Por que, você vai contar pra ela? — Falou com o cigarro preso nos lábios, usando o isqueiro para ascender a ponta do mesmo.

- Se você me deixar experimentar, não. — Disse com expressão sapeca.

- De jeito nenhum, você ainda é um pirralho.

- Ah é? Então tá...- Levantou-se avistando a mãe que conversava destraidamente do outro lado do grande parque. — MAMÃE O MASASHI ESTÁ... — Não teve tempo de terminar pois o mais velho puxou seu pulso de uma vez o fazendo desequilibrar-se e cair direto em seu colo.

O mais novo encarou o moreno com os olhos arregalados ao passo que a face séria e repreendedora o encarava, tragando o cigarro de maneira longa, enchendo os pulmões com a fumaça mentolada.

Em seguida afastou o cigarro dos lábios, levando uma das mãos a face de Hizaki e apertando suas bochechas para que este formasse um bico. Assim que o fez, Masashi aproximou os lábios aos do irmão, selando-os e soltando a fumaça dentro da boca do menor.

Separou o ato, olhando nos olhos do irmão. Embora nunca tivesse fumado Hizaki não engasgou com a fumaça, apenas manteve a expressão confusa no rosto enquanto o olhar estava preso no irmão.

- Isso é tudo o que posso fazer por você...Zaki-chan."

As recordações passavam por minha mente numa velocidade tão grande que eu estava ficando zonzo.Eu nem mesmo me recordava desse acontecido até ouvir novamente esse apelido. Então você já tinha roubado meu primeiro beijo Masashi? Bem antes daquela noite.

Sorri amargamente.

Olhei para porta e vi a imagem embaçada de Aoi. Suas mãos estavam cerradas em punho e seu olhar estava perdido em algo porta a fora.

Tentei chamá-lo e perguntar se tudo estava bem, mais minha vóz não saia. Na verdade eu já nem podia dizer mais, com certeza, onde Aoi estava.

Apoiei-me no balcão, tentando puxar a respiração e fixar a vista em um ponto coerente.

Não adiantou. Minha mente girava, meu estomago embrulhava.

O que está acontecendo?

- Hizaki? Algum problema? — Uma silhueta se aproximou, pela voz que eu mal ouvia, julguei ser Aoi, mais no momento em que me virei pra encará-lo senti meu corpo pesar e caí, mais não senti impacto algum. — Hizaki...O que está acontecendo? Hizaki, está me ouvindo...?

O som ficava cada vez mais baixo, até desaparecer por completo. Assim apenas os lábios deformados por minha visão turva moviam-se sem proferir som algum.

Manter os olhos fechados estava sendo um esforço muito grande, não sei bem quando os fechei.

Afinal...O que está acontecendo?

Cansado...Me sinto...Muito...Cansado.

Notas finais
*Go...Go...Go - Ruki fez uma brincadeira usando o significado da palavra em inglês, que seria "Vai...Vai...Vai."

¹ "Cu do saci" - Expressão muito usada em minha cidade e em outros lugares do interior para ilustrar o quanto uma pessoa está ferrada.

² "Chacina" - Assassinato em massa.

Né pessoal, e aí, supreendi alguém com o REAL PRIMEIRO BEIJO do Hiza e do Masashi??
Não queiram explicações, eu sou confuso mesmo, adoro confundir tudo. Mais há uma razão pro Hizaki ter se esquecido desse beijo e ela será esclarecida mais para frente...Perceberam aí alguma química entre o Yuki e o Teru??? ♥
Talvez alguém esteja pensando "Ai no prólogo, estava que o Teru é apaixonado pelo Kamijo, então por que o Yuki?" Pra quem está pensando isso tenho algo a dizer...Aguarde e confie Muahahahahahaha.....também há uma razão pra eu não ter escrito nada sobre eles ainda *-*

Bom...sem mais, mandem-me review's ou eu estupro o Teru *Agarra o Teru 66'

- Vem ká Teru vamos brincar um pouquinho >8) hehehe'

- Oba...E vamos brincar de que onii-chan? Podemos jogar videogames, eu particularmente sou ótimo em jogos de luta sempre venço o Hizaki e ele fica uma fera, ou se você preferir podemos brincar de algo mais tranquilo como um quebra cabeça *o*

- * tsc..tsc..tsc* Aff...por que eu tinha que te fazer ser tão inocente. -.-'

- Hein? Ó.ô