Ciranda
6 Capítulo 4 - Arrogância
Notas iniciais
Oi amores ♥
Desta vez tenho uma ótima desculpa pra demora...
Meu HD tinha dado pau, e eu não podia formatar o pc por que não dava pra salvar minhas coisas, então tive que esperar até conseguir arrumar outro HD.
Eu já tinha escrito a fic em um caderno e passado pra minha linda prima Jaque digitar.
Ela demorou um pouco por que estava ocupada. Mais enfim...aqui está =3
A betagem é da Mallany aquela linda que eu amo.
E estou com saudades da Lumi...o pc dela tbm quebrou T^T
Espero que vocês gostem do Chappie. Fiz com muito carinho.
Boa leitura corações ♥
Desta vez tenho uma ótima desculpa pra demora...
Meu HD tinha dado pau, e eu não podia formatar o pc por que não dava pra salvar minhas coisas, então tive que esperar até conseguir arrumar outro HD.
Eu já tinha escrito a fic em um caderno e passado pra minha linda prima Jaque digitar.
Ela demorou um pouco por que estava ocupada. Mais enfim...aqui está =3
A betagem é da Mallany aquela linda que eu amo.
E estou com saudades da Lumi...o pc dela tbm quebrou T^T
Espero que vocês gostem do Chappie. Fiz com muito carinho.
Boa leitura corações ♥
Aoi Pov. ~~
- Gosto de você! – Eu não acredito que tive coragem.Uruha continuava com o olhar inexpressível fixo em mim. O torturante silêncio me fez engolir em seco, até vê-lo sorrir de soslálio. - O que disse? – Perguntou em tom de deboche. - Que gosto de você. – Repeti a frase fechando as mãos em punhos, pra tentar me acalmar.- Fala sério. – Balançou a cabeça negativamente com escárnio.- Estou falando sério. – Disse num tom de voz controlado. Mesmo que eu tivesse tremendo ridiculamente jamais o deixaria notar.Seu sorriso sumiu com minhas palavras.-Tanto faz; você não é o primeiro e nem será o ultimo. – Disse com desdem enquanto me fitava com o sorriso.O que é essa ostilidade?- Eu sei disso. Não estou lhe pedindo em namoro, só estou declarando o que sinto. – Disse sério e confiante.- Ah... Não existe se quer a possibilidade de eu me apaixonar por um ninguém feito você. Você até que é bonitinho, mais não é bom o bastante para mim... Yuu-san. – Abusou do sarcasmo ao falar meu nome.Patéticamente abaixei meus olhos, controlando a vontade de sumir da face da terra.Como um rosto pode enganar tanto?Por fora ele parece ser a pessoa mais linda do mundo, mas é incrivelmente ridículo por dentro.- Ora... Você não vai chorar né? – Perguntou divertido enquanto me fitava; de pé a minha frente.Não... Eu não vou chorar, não por você e nem por ninguém. Vi a face sarcástica de Uruha se transformar de imediato para uma expressão surpresa, no momento em que levantei meus olhos sérios para ele deixando que meu sorriso torto aparecesse no canto de meus lábios.- A qual é... – Sorri o encarando com descaso. – Esse não foi o primeiro fora que levei, já levei vários e nem por isso chorei. Você não é melhor do que nenhum deles então... Por que eu choraria por você?O rosto bonito se retorceu pela raiva e eu me senti vingado. Não é sempre que vemos Uruha se rebaixar a uma pessoa normal com sentimentos.Que seja raiva, mais pelo menos sei que ao menos algum sentimento verdadeiro e incontrolável eu causo nele.Meu sorrio se alargou quando vi seu rosto ficar completamente vermelho.- Escute aqui seu “zé ninguém”. – Apontou o dedo na minha cara. – Quem é você pra falar de mim? Sabe quem eu sou?- É claro que sei quem você é! Mais e daí? Que diferença isso faz? – Continuei a sorrir, mesmo que me sentisse esmagado.- Quer saber... Eu tenho coisas muito mais importantes pra fazer do que perder meu tempo com um merda que nem se quer me interessa.- Pra quem não “se interessa” eu diria que você perdeu tempo até demais. – Ouvi a voz debochada do loiro de faixa soar próxima a mim.- CALA A BOCA REITA! – Me surpreendeu com o grito.- Uooou... – O loiro falsificou uma expressão surpresa. – Bom trabalho Yuu-san, nem eu consegui o deixar assim com apenas algumas frases.- É... Eu tenho o dom de irritar as pessoas – Disse de maneira sarcástica enquanto levantava uma sobrancelha para Uruha vendo-o ficar ainda mais puto.- Vamos embora Reita. Esses tipinhos me enjoam. – Me encarou com o nojo estampado nos olhos amendoados.Juro que se eu conseguisse me mover socaria a cara dele.Coração maldito... Bem feito pra você!O vi virar as costas e sair batendo a porta, o loiro o acompanhou em silêncio , lançando-me um sorriso cumplice.Continuei a encarar a porta de vidro fechada com minhas mãos em punho enquanto pensava no quanto eu era idiota.Permaneci nesse estado deplorável até ouvir um copo se espatifar contra o chão.- Caralho Hizaki, pretente quebrar o café inteir... – Minha voz sumiu quando o olhei e vi que ele apoiava ambras as mãos no balcão com a cabeça baixa.- Hizaki... Você está bem? – Aproximei-me rapidamente dando a volta no balcão e ficando a seu lado.Afastou-se do balcão virando-se de frente para mim. Observei seu rosto pálido, ele suava frio e eu podia ver que estava tremendo.- O que aconteceu? – O olhei confuso e ele não respondeu, seus olhos apenas se fecharam lentamente e seu corpo foi para trás.Dei um passo rápido a diante, agarrando sua cintura e trazendo-o para junto de meu corpo.Com o movimento rápido e o choque dos corpos, cái sentado no chão, com ele entre minhas pernas.Ajeitei-o em meus braços virando seu rosto para mim.- Hizaki o que você tem? Fala comigo, está me ouvindo? Hizaki... – Seus olhos se abriram minimamente mais suas forças eram insuficientes para mante-los abertos.- Que droga! – Olhei-o cuidadosamente, o rosto cansado e pálido com aspécto adoentado. Ao vê-lo imediatamente me lembrei das palavras de Uruha.Eu também tratei Hizaki com frieza quando ele se declarou. Acho que mereci aquele tratamento por parte de Uruha.-KAAI – Gritei enquanto me levantava do chão com o corpo pequeno de Hizaki nos braços.- Que gritaria é ess... HIZAKI. – Kai assustou-se ao ver o sobrinho deitado em meus braços.
- Calma ele só desmaiou. Onde posso colocá-lo? – Perguntei ainda encarando a face preocupada de Kai, que me fez sinal para segui-lo até sua casa, que ficava nos fundos do café.~~ Uruha Pov’s. ~~- AHH... QUE DROGA!!! – Mais um dos meus vasos eram espatifados contra a parede de meu camarim. – EU ODEIO AQUELE CARA... O-D-E-I-O. – Mais um vaso foi lançado contra a porta.Este por pouco não acertou Reita que quando o viu voar em sua direção, imediatamente fechou a porta que a milésimos de segundo atrás havia aberto.Eu arfava de cansaço após quebrar metade daquele cômodo.Reita abriu a porta minimamente, checando se era seguro adentrar o local.Esse idiota... Estou sem paciência pra ele hoje.- O que você quer? – Disse com toda minha sutileza dando-lhe as costas e caminhando para perto de meu banheiro.- Bom te ver também! – Essas irônias me estressam. – Sua raiva diminui quando quebra as coisas? Você é mesmo um cara problemático. – Sorriu irritantemente.- Claro que você tem toda moral pra falar de mim; já que foder os assistentes quando está com raiva não é nada problemático. – Ironizei, o alfinetando.- Ah para! Está com ciúmes agora? – Piscou fazendo uma veia enorme saltar em minha testa.- Kisama¹... – Minha paciência estava a um fio.- Aquiete esse rabo Uruha! Está tão irritado assim por que alguém lhe jogou umas verdades no meio da cara? — Paciência esgotando em três...- Devia estar agradecido por alguém gostar de você... – Dois... — Até por que você é insuportável. – Um... JÁ CHEGA!- VAI SE FODER AKIRA! – Gritei a bons pulmões mais fui impedido de continuar quando as mãos fortes agarraram meus ombros me machucando.- Levante a voz pra mim de novo e eu lhe darei uma lição que nunca vai esquecer. – Senti meus musculos enrijecerem e de imediato me calei.Akira era assustador quando ficava sério. Vê-lo sempre despreocupado e zombando de tudo era irritante mais vê-lo zangado era medonho.Não eram todos que conseguiam deixá-lo assim; pra falar a verdade ele só ficou assim uma única vez, e eu tenho péssimas recordações disso.- Des... Desculpe. – Disse com a voz trêmula enquanto o encarava com os olhos arregalados e as mãos estendidas em seu peito.- Fala sério Kouyou, eu já estou ficando cheio de você. – Disse as palavras num tom sério e com um solavanco me soltou, me fazendo esbarrar na penteadeira onde apoiei uma mão por impulso, cortando-a em um caco de vidro.Observei o sangue escorrer por entre meus dedos mais eu já estava sozinho, Reita já havia desaparecido.Escorreguei para o chão, sentando-me no mesmo, encolhido contra a parede. Eu sempre acabava sozinho de alguma forma na maioria das vezes eu mesmo afastava as pessoas com meu gênio ruim.Mais eu nunca quis confiar em ninguém, nunca quis me apegar a ninguém.Todos me abandonaram... As pessoas mentem e te deixam para trás como se você não fosse nada, assim como minha mãe me abandonou naquele orfanato quando eu tinha oito anos.Akira era o único que me entendia e que sempre ficava ao meu lado apesar dos meus caprichos e meu mau humor.No entando ele também já se cansou de mim e também irá me abandonar.Senti meus olhos lacrimejarem e antes que eu pudesse se quer me dar conta as lágrimas desceram por minha face.Como era dificil sorrir; até porque eu não tinha nenhuma razão para isso.Abracei meus joelhos, escondendo o rosto entre os mesmos, e solucei.Chorei alto, como uma criança mimada, mas eu não queria atenção, eu estava chorando desse modo para ver se a dor causada pelas palavras de Akira passavam mais depressa.- Kouyou-sama? O senhor está sangrando, está tudo bem? – A jovem arrumadeira se abaixou ao meu lado tocando meus ombros com gentileza.- NÃO TOQUE EM MIM. – Gritei estapeando a mão da garota que me olhou assustada. Eu sempre assusto as pessoas.-Tu... Tudo bem... Olha se o senhor quiser eu posso chamar o Akira-sama...- Isso não é de sua conta. – Levantei-me de uma vez saindo em direção a porta.Queria ir para um lugar bem longe de Reita, queria esquecer suas palavras.Ouvi a voz da arrumadeira me gritando mais não lhe dei atenção segui pelo corredor até a saída da agência.Pensar naquele moreno dava-me ainda mais raiva, por culpa dele Reita estava bravo comigo. Droga!Dirigi por algumas horas sem destino até parar em frente ao orfanato. Eu podia reviver claramente a cena de minha mãe segurando minha mãozinha e me deixando sozinho ali.Lembrar disso sempre me fazia chorar, principalmente quando meus ouvidos pareciam ouvir novamente aquelas mesmas palavras... No mesmo timbre.- “Eu te amo filho”.Eu era muito pequeno e inocente na época, eu não entendia que as pessoas mentem e por isso não são dignas de confiança.E também, quem ama abandona. Foi isso a lição mais dolorosa que minha mãe me ensinou.Passei todos os meus dias desde aquela noite sentado frente a esse orfanato, esperando pacientemente até que ela viesse me buscar.Eu podia ouvir ainda o “Eu te amo”.Mais adivinhem só, ela nunca veio. E aos meus onze anos eu desisti de esperar.Ainda podem me culpar por não acreditar nos sentimentos das pessoas?Deixei minha testa, cair de encontro ao volante que eu apertava firmemente entre os dedos trêmulos.A mão machucada ainda sangrava e a região do corte formigava.Minha cabeça começava a doer e eu não conseguia deixar de pensar em Akira. Talvez eu devesse me desculpar.Dei partida no veículo indo em direção a mansão dos Suzukis. Fui adotado pelos pais de Reita quando eu tinha onze anos.Mais como o pai é dono da agência de modelos e da emissora mais famosa do japão ele sempre viajava.Nossa mãe é uma linda mulher, modelo internacional e minha inspiração. Falo com ela constantemente pelo celular, mais a pessoa que sempre esteve ao meu lado foi Akira.Esteve junto a mim mesmo quando eu não o queria por perto.É triste ver que me enganei com ele também.- URUHA! ONDE VOCÊ ESTEVE? – A voz alterada de Reita me tirou do meu transe, então me dei conta de que eu já estava na sala.Caminhou rapidamente até mim, jogando o celular sobre o sofá, a expressão era reprovadora e eu só desviei o olhar.- Tem ideia de quão preocupado eu estava? Sabe que horas são? QUANTOS ANOS VOCÊ TEM URUHA? – Eu não me importava com os gritos.Mantive a cabeça baixa enquanto ele me sacudia pelos ombros. Minhas lágrimas rolavam silenciosas.Eu não queria reagir, não queria brigar, eu, só queria chorar.- DIGA ALGUMA COISA KOUYOU! – A paciência de Reita estava a um fio, a prova disso era ele usar meu nome, então achei melhor responder-lhe de vez.- Aki... – Minha voz saiu sussurrada e trêmula, enquanto eu buscava forças pra olhar em seus olhos.- Diga... – A voz ainda era séria, mas um pouco mais controlada.- Aki... Você está mesmo cheio de mim? – Choraminguei levando minhas mãos até meu rosto, soluçando novamente.Ouvi Reita suspirar pesadamente enquanto sua mão afagava meus cabelos alourados. O toque dele me acalmava.- Ah Kou... _ Puxou-me junto a seu corpo me abraçando apertado. – Mesmo com o passar dos anos você continua sendo uma criança chorona e problemática.Não me importei com o deboche por parte dele apenas me concentrei no calor de suas mãos o abraçando forte.- Eu fiquei preocupado Kou. Da próxima vez atenda o telefone ok? – Pediu com a voz calma.- Ok! — Ronronei contra seu peito. Akira era realmente meu porto seguro, minha luz no fim do túnel. O meu escape da completa solidão a qual eu mesmo me condenei.Ele foi o único a conseguir uma abertura em minha barreira "quase" perfeita.- O que é isso na sua mão? – Perguntou preocupado enquanto eu me recordava do corte cuja a dor eu tinha esquecido.- Foi só um arranhão, me cortei quando... – Me lembrei da razão do corte e imediatamente me calei. Não queria parecer acusador.- Quando eu te empurrei né? – Disse num tom arrependido. – Desculpe!- Não se preocupe, como eu disse, foi só um arranhão. – Sorri o abraçando novamente. – Aki... Você é o melhor irmão do mundo. – Eu falava do fundo do meu coração.- E você o caçula mais problemático do mundo. – Bagunçou meus cabelos. – Venha, vamos cuidar desse machucado.~~Hizaki Pov's~~Acordei com uma dor de cabeça dos infernos. Abri os olhos lentamente encarando as estrelas de cristal penduradas na ponta de cordões de nilon.
O teto rosa e as centenas de estrelas presas nele me deram a certeza de que eu estava em meu quarto.Não me mexi, apenas encarava incansávelmente os objetos brilhantes girando com calma devido a brisa leve que invadia o cômodo pela janela.Fico imaginando quanto tempo minha mãe demorou para colocar todas essas estrelas ali.- Achei que não ia mais acordar. — A voz ditada com calma ao meu lado esquerdo me surpreendeu, causando-me uma perca temporária de meus sentidos.Não consegui me virar e encará-lo.- Se estava doente por que não disse? Sabe o quanto eu escutei de Kai por você ter desmaiado? — A voz nem se comparava a um de seus momentos de furia, mais também não era 100% calma.Eu sabia exatamente para que ele estava ali, todas as noites eram assim. Ele chegava quase sempre bravo e estressado e eu era a pessoa em quem ele descontava sua raiva, cansaço e tesão, já que NUNCA saia com ninguém.Eu já devia estar acostumado né, visto que já fazem três anos que vivo assim.Mais não. Não estou acostumado. Sempre que ouço sua voz a menos de 1 metro meu corpo começa a tremer e eu fico incrivelmente atento a todo e qualquer movimento por sua parte.Logico que desfarço isso muito bem, pois ele nunca percebeu.- Eu não estou doente. — Sentei-me na cama, sentindo minha cabeça pesar.Olhei-o de relance, ele estava sentado na poltrona proxima a porta. As pernas cruzadas, os cabelos soltos e o roupão vermelho.Desviei os olhos para meus joelhos que eu encolhi, juntando-os proximo a meu peito.- Então por que desmaiou? — A pergunta veio depois de um tempo.- Estou cansado, isso é tudo. — Suspirei desanimado. Eu estava mesmo cansado, precisava de uns dois dias dormindo sem parar.- Quer que eu acredite que desmaiou por cansaço? — Disse irônico com o olhar preso em mim, me desconcertando.- Por que outra razão seria? — Sorri, na falha tentativa de desconversar.- Não sei. Diga você. — Mais as palavras sérias me fizeram entender que não adiantou nadinha. Suspirei novamente, desviando os olhos pra janela.- Só não queria dizer claramente que a culpa é sua e te deixar orgulhoso disso. — Disse por fim. Eu sempre tentei agir mostrando que eu não me importava, mais é dificil fazer isso o tempo todo.Ouvi um riso soprado por parte dele, vendo sua silhueta se aproximando pelo canto de meus olhos.- Qual é? Eu te dei um bom descanço desde a ultima vez. Quanto tempo faz que não toco em você? Uns sete ou oito dias? — Perguntou com um meio sorriso enquanto parava ao meu lado de braços cruzados.- Nove. — Respondi desviando os olhos.- E você ainda não se recuperou? — Voltou a ficar sério.- E O QUE VOCÊ QUERIA? EU FIQUEI UNS 4 DIAS SEM PODER ME MEXER SEU... — Cerrou meus lábios com a mão grande enquanto a outra pressionava a carne de meu pescoço.Fui forçado a me calar e seus olhos estavam fixados nos meus.Merda! Me esqueci da regra NUNCA GRITAR.- Acho que você já se recuperou bem, já que está se atrevendo a gritar comigo dessa forma. — Disse com os dentes cerrados enquanto apertava mais meu pescoço.Fechei os olhos com força, devido a dor de seu aperto, eu já estava sufocando e sentia meus olhos lacrimejarem.Ao ver minha expressão sofrida ele imediatamente me soltou sobre a cama.Tossi algumas vezes, acariciando a região pressionada com meus dedos.- Seu descanço acabou Hizaki. — Disse com a voz séria, me deixando novamente sem ação.- O qu... — Puxou-me pelas pernas me fazendo deslizar sobre os lençois até que estivesse completamente deitado sobre eles. — Masashi não seja irracional eu ainda não estou recuperado. — Tentei conversar enquanto pensava numa maneira de me livrar dele.- Dane-se. — Ele só se importava em arrancar a parte de cima de meu pijama. O fez sem a minima dificuldade. O mesmo fez com a parte de baixo, levando junto a roupa íntima.Eu já estava completamente nú e exposto a ele. Sabia que se eu me comportasse hoje ele evitaria me bater por eu ter passado mal. Mais a pior parte eu sei que ele não evitaria.Ninguém iria pará-lo agora, mais mesmo assim eu tentei.- Masashi...Por favor... - Cale a boca. — Sua mão apertou meu maxilar de forma rude, me fazendo engolir minhas palavras. Continuei a encará-lo, mais ele não ia mudar de idéia. Não mesmo.Fechei os olhos dando-me por vencido, e parando de me debater. Isso só me traria mais problemas.- Isso...É assim que eu gosto. — Riu debochado de meu silêncio, largando meu queixo e me virando de bruços sobre a cama.Agarrei os lençois entre os dedos, isso ia doer mais que o normal, por mais que eu tivesse acostumado com as agressões, isso sempre doía de maneira quase insuportável.As mãos grandes e firmes agarraram minha cintura empinando meu quadril à uma altura confortavel para ele. Escondi meu rosto no travesseiro para evitar gritar.Sem nenhuma preparação adequada ele me penetrou em uma só estocada, se enterrando completamente dentro de mim.Soltei um grunhido agoniado a medida que sentia meus olhos embaçarem pelas lágrimas que eu me recusava deixar cair.Mordi meus lábios com força violenta quando ele começou seu frenético vai e vem dentro de mim.Doía, desgraçadamente. Minha garganta ardia pelo choro que eu segurava. As mão firmes marcavam minha carne com os toques estúpidos e meu corpo se movia sobre a cama no ritimo de suas investidas.Sentia seu membro que parecia me rasgar indo cada vez mais fundo. Logo comecei a ouvir seus gemidos e as palavras desconexas que deixavam seus lábios. Eu sentia tanto nojo. Não dele, tinha nojo de mim.Alguns ofegos de dor que eu não conseguia conter escapavam de meus lábios fortemente comprimidos.Eu não sabia o que era maior, a humilhação, a dor ou a mágoa.Eu só tenho que suportar mais um pouquinho.A mão outrora em minha cintura, traçou um caminho por minhas costas, pousando, ambas, sobre meus ombros e puxando meu corpo para junto do seu.Minhas costas colaram em seu peito a medida que seus lábios atacavam meu pescoço e suas investidas contra mim pareciam ainda mais intensas. Eu o sentia ir mais fundo e mais fundo.Uma de suas mãos passeavam por meu peito, brincando com meus mamilos. A outra mão permanecia em meu queixo, inclinando minha cabeça sobre seu ombro esquerdo para que seu espaço para estuprar minha pele fosse mais amplo.Não pude conter gemidos sutis que insistiam em me condenar, o fazendo sorrir minimamente.- Viu só, se te comportas, não é um ato doloroso de tudo. — Sussurrou as palavras em meu ouvido, mordendo o lóbulo em seguida e me fazendo arrepiar.Mesmo que eu sentisse um único fio de prazer, ele não era suficiente para ocultar a dor. Meu corpo ainda estava fraco e machucado, tê-lo dentro de mim era uma tortura insuportavel.Meus cabelos soltos caiam sobre meus ombros, parte deles estavam grudados em meu rosto pelo suor.Percebi as investidas ficando cada vez mais rápidas e os gemidos de Masashi aumentavam na mesma proporção. Ele estava próximo, eu podia sentir em seus movimentos.Suas duas mãos guiaram-se até minha cintura, insitando meu quadril contra o seu cada vez com mais força, até que, numa ultima investida, dolorosamente funda, senti seu liquido me invadir.Eu estava exausto, dolorido e zonzo. Ainda ofegante ele enlaçou os braços por volta de meu corpo, e eu continuava sentado em seu colo. Deixei minha cabeça pender para trás, acomodando-a no ombro de meu irmão.Manter os olhos abertos era um esforço além do limite. Fiquei quietinho nessa posição, evitei ao máximo me mexer para não sentir uma dor dos infernos. Aos poucos nossas respirações descompassadas foram voltando ao rítimo normal.Meu corpo pesava, pesava tanto que eu não conseguia me mover. Não conseguia se quer abrir o olhos.Senti seu corpo desgrudar do meu e ele me deitou sobre os lençóis de maneira "quase" cuidadosa. Ao sentir o travesseiro em minha nuca, eu abri os olhos, tendo um contato direto com os seus.Ele apenas me encarava sériamente sentado ao meu lado. Eu também o encarava de modo sério.- Você não chorou...- Ajeitou meu cabelo atrás de minha orelha, ao passo que riu soprado. — De novo. Está ficando bom nisso. — Debochou. Era estranho aquele sorriso, pois mesmo por detras dele, os olhos ainda tinham a expessão triste.O que ele não sabia era o quanto eu estava segurando para não desabar em sua frente. Eu sempre procurei me lembrar que minhas lagrimas não funcionavam mais com ele.Sempre tive em mente que chorar só o deixaria ainda mais orgulhoso e vitorioso, mais agora, eu estava com uma vontade desgraçada de chorar. Fechei meus olhos, não queria mais olhar pra ele, não essa noite.- Oyasumi...Zaki-chan. Ouvi a voz ao longe, mais não consegui abrir os olhos e ver se eram mesmo os lábios de Masashi que proferiram aquelas palavras. Cheguei a conclusão de que meu subconciênte me levera até aquele parque a sete anos atrás, pois a voz que ouvi foi gentil.Era a voz do Masashi daquele tempo, não a do monstro de agora.
Notas finais
¹ Kisama - Maldito ou desgraçado.
E então meus amores...Como eu disse nenhum de meus vilões são 100% maus. O que acharam do Uru?
ahsuhashuahsa
Quero review's u.u
E então meus amores...Como eu disse nenhum de meus vilões são 100% maus. O que acharam do Uru?
ahsuhashuahsa
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