Cinzas de Prata
21 Capítulo 20 - A Caminho para a cidade de Olivine
Notas iniciais
Em algum lugar de Mahogany...
Um Dragonite pousava o mais suave possível próximo a um casebre, em um ponto mais afastado da cidade ao leste. Ele olhava para os lados para ver se não tinha ninguém por perto. Em seguida, bateu na porta, com três socos leves e rápidos, pausou para uma batida mais forte e deu mais duas batidas rápidas. Uma voz é escutada do interior.
— Gostaria de uma barra de Doce da Fúria?
— Quero um de chocolate! – o dragão respondeu.
A porta é levemente aberta. O Dragonite entra encontra outro Pokémon de sua espécie.
— E aí Melchior, como foi sua ronda?
— Nada demais Baltazar! – respondeu o dragão que acaba de entrar – encontrei uma treinadora que estava vindo para cá, mas já disse pra ela não vir por enquanto.
— OK! Agora o Lance está se reunindo com os outros homens, vamos ver o que estão tratando! – fala Baltazar.
Em uma pequena sala, estavam reunidos três homens sentados em poltronas, e havia um terceiro Dragonite que aguardava em pé no cômodo. Um deles é o policial Walker. O segundo é um jovem ruivo de roupas de brim azul escuro com detalhes em dourado, também usava uma capa que é vermelha no lado interior e preto no lado de fora. O terceiro homem é um senhor de idade, que usava um sobre tudo azul, um cachecol branco enrolado no pescoço e calças cinzas, e segurava uma bengala de madeira.
— Mal vejo a hora de acabar com isso! – resmunga o velho, que é o Pryce, líder de ginásio de Mahogany – já faz algum tempo que não recebo desafiantes em meu ginásio.
— É tudo pela segurança dos treinadores! – respondeu Walker – não podemos deixar que os jovens se envolvam com os Rockets.
— Quando vamos iniciar a operação? – pergunta o ruivo.
— O início está previsto para dez dias, Lance! – esclareceu o policial – até lá, precisamos reunir mais informações! Mas felizmente, nós já sabemos a localização do esconderijo deles.
— Sim, mas dessa vez vamos garantir que esses bandidos sejam todos capitulados! – Lance coloca as mãos sobre o queixo pensativo.
— Exatamente, assim os Pokémon e os jovens treinadores vão estar livres dessa ameaça! – disse Walker determinado.
O treinador ruivo olha para os três dragões – Melchior, Baltazar e Gaspar, conto com vocês para essa missão.
— Pode deixar Lance! – disse Gaspar bem aposto.
— Bem que você poderia arrumar uma barrinha de Doce da Fúria. Essa senha que usamos me deixa com fome! – disse um dos dragões com a mão na barriga.
— Há há! Você não tem jeito Melchior! – Lance dá uma risada descontraída – vou ver se arrumo uns doces pra você depois!
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Três dias depois, em Ecruteak...
Francisca recebe alta, com isso a garota se prepara para sair de Ecruteak. Foram diversas conversas que tivera com Francisca. A Bayleef ainda tinha dificuldades em aceitar a Nazaré como uma companheira. Mas depois de muitos argumentos da treinadora, Francisca se comprometeu a, pelo menos, respeitar a Raticate.
Porém a garota tomou uma outra decisão. Como já tem um time completo com a inclusão de Shion, Ashley achou melhor que Nazaré fique algum tempo com os outros Pokémon no rancho em New Bark. Eventualmente, ela vai solicitar o retorno dela, mas assim, haverá um período sem conflitos para que os outros se acostumem com a Raticate.
Com tudo preparado, ela segue sua jornada na Rota 38, a mesma onde o Alfred foi morto e onde teve que encarar seu passado. Mas agora, ela vai seguir em frente com sua jornada. Ela vai para cidade de Olivine tenta obter sua próxima insígnia.
Ela passou o dia todo caminhando e travando batalhas com treinadores que a desafiaram pelo caminho. À noite, ela estava na Rota 39 quando viu um cercado que se estendia ao longo da rota. Do outro lado da certa dava para ver várias Miltank e uma quantidade menor de Tauros que vão pastando pelo campo. Mas adiante ela avistou uma entrada de uma fazenda. Em uma placa de madeira acima do portão estava escrito Fazenda Moomoo.
— Estamos próximos de uma fazenda! – ponderou a treinadora – está meio tarde em continuar até Olivine. Será que eles deixam eu acampar ao menos no lado exterior?
Ela se dirigiu até o portão. Logo chegou um caminhão, o portão se abre para o veículo entrar. Tinha um senhor de idade que estava próximo à entrada. Ashley resolve falar com ele.
— Boa Noite senhor! Sou uma treinadora realizando uma jornada. Gostaria de saber se eu poderia acampar por aqui só por essa noite. Pode ser no lado de fora mesmo, apenas quero ficar no interior dessa propriedade para minha segurança.
— Bem mocinha! – o velho acaricia sua comprida barba pensativo – uma mão lava a outra não é? Pode me arranjar algumas frutas?
Ashley abriu a bolsa em busca de frutas – bem... tenhos algumas frutas Oran, serve?
— Oh, serve sim querida! – o fazendeiro sorriu – pode entrar que vou mostrar aonde pode ficar.
Ela acompanhou o fazendeiro e chegaram a o estábulo. Entraram no recinto onde haviam diversas divisas onde as Miltank repousavam. Em uma delas tinha uma que estava sendo tratada por uma senhora.
— Ei mulher! Arranjei mais frutas para a Bia! – o velho dizia para sua esposa.
— Qui bom! Logo a Bia vai tá mior! – a fazendeira ficou aliviada.
Eles deram as frutas para a Miltank.
— Espero qui ela sare logo! Ela é uma das norsas miores produtoras! – disse a velha esperançosa.
— O que houve com ela? – pergunta Ashley.
— Bem, não é bom falarmos disso! – disso o fazendeiro coçando a cabeça – mas o que aconteceu é que a Bia aprendeu, da maneira mais dolorosa possível, qui não si pode ficar se engraçado com o macho dus outros...
A treinadora sentiu que já ouviu uma história relacionada a isso a um tempo atrás. Porém achou melhor não se meter nisso.
— Bom mocinha! – o fazendeiro a chama para que ela o acompanhe – vou lhe mostrar aonde ficar.
Eles foram para atrás do estábulo e mostrou o local onde Ashley pode se estabelecer – você pode acampar aqui, pode ser?
— Pode sim, muito obrigado senhor! – disse a garota agradecida.
— Qualquer coisa pode ir para nossa casa que nós vamos ver o que podemos fazer tá!
— Certo! Boa Noite!
— Boa!
A garota sente a brisa fresca da noite. Assim que o fazendeiro a deixou, Ashley solta seus Pokémon.
— Que lugar é esse? – estranha Francisca.
— Estamos próximas de um estábulo de uma fazenda! – Ashley mostra a eles o local onde irão passar a noite, atrás de um casebre de madeira, e rodeados com pilhas de toras de madeira, montes de feno e materiais de aragem – nós vamos passar essa noite aqui!
— Vixe! Eita nós! – Caninana fica meio ressabiada ao ver que, do outro lado de uma cerca, há várias Miltank andando por aí – tudo bem nós ficarmos aqui com esse monte de demônios zanzando por aí?
— Fique calma Caninana, elas não são treinadas para combates! – esclarece Ashley – é só não as incomodar que não faram nada conosco!
A garota arruma o saco de dormir e se prepara para dormir. Todos os outros irão dormir ao seu lado, menos Rouge que irá realizar a vigia noturna.
— Por favor Rouge, não incomode os Pokémon daqui, não fale com estranhos e nem voe para muito longe daqui! Tudo bem?
— Pode deixa Ashley! – afirmou a morcego – vou garantir que você durma sossegada!
— Certo boa noite! – falou a treinadora, se cobrindo para dormir. Os Pokémon se acomodavam ao redor dela e adormeceram também. Apenas Rouge permanecia acordada, pendurada de cabeça para baixo em uma haste de madeira do estábulo.
Ela ficou algumas horas só vigiando seus companheiros e escutando mugidos e fofocas das Miltank. Porém ela começou a ficar um pouco entediada e resolveu voar um pouco por aí. Ela foi em direção à Rota 39. Pousou em uma árvore. Mas ela escutou um vulto se aproximando. E logo, também ouviu uma voz conhecida:
— Não sabia que eu iria te encontrar aqui!
Ela se virou e ficou surpresa em ver quem era – Raver!
— Olá Rouge! – sorriu o morcego – dando suas escapadas de novo?
— Minha treinadora está dormindo em uma fazenda aqui por perto! – respondeu a fêmea – e você? Seu treinador deve estar por perto também, não é?
— Ele está dormindo ali, bem atrás daqueles arbustos – aponta Raver – bem, já que estamos novamente sozinhos durante essa noite, por que não aproveitamos para dar uns rolê por aí? – propõe ele.
Rouge fica meio relutante em aceitar o convite dele. Ela sabe que não pode ficar interagindo com Pokémon sem o conhecimento da treinadora. Mas ela está considerando o Raver como um amigo. O Golbat nunca lhe faz nada quando está a sois. Então ela decide ficar apenas um pouco com ele.
— Só um pouco tá!
— Tudo bem querida!
Os dois voadores vão sobrevoando ao redor da fazenda e da Rota 39. Eles encontram uma árvore carregada de frutas Sitrus. Raver rapidamente tira uma e começa a devorá-la rapidamente.
— Humm! Que gostoso! Sirva-se você também! – ele disse de boca cheia.
Rouge pega uma fruta e se delicia com ela. Os dois morcegos se esbanjam nos Sitrus. Porém Raver resolve puxar assunto:
— É uma pena que nós não estamos no mesmo time!
— Por que? – indagou Rouge.
— Pois eu gostaria de namorar uma fêmea como você! – ele olha para a morcego de forma carinhosa.
— Err... Que isso que está falando?! – Rouge ficou desconcertada ao ouvir essa declaração.
— Realmente você é tão atraente! – ele chega mais perto dela, encostando sua cabeça na dela, afagando-a.
— QUÊ... QUE ISSO RAVER?! – Rouge ficou constrangida e impulsivamente deu um passo para trás.
— Que isso querida? – ele ainda fala de forma manhosa – você não gostaria de ficar comigo não?
— Raver... isso não é certo! – a Crobat estava agitada – o que os nossos treinadores vão pensar disso?
— Eles não precisam saber!
— Mas mesmo assim isso é errado! – Rouge continua resistindo as investidas de Raver – eu não quero trair a confiança de Ashley. Então... foi bom falar com você... mas se me der licença... – ela rapidamente levanta o voo e retorna para onde seus amigos estão.
— É uma pena Rouge... – lamenta Raver.
As palavras de Raver não saiam da mente de Rouge. Ela começa a perceber o quanto esse Golbat mexe com os sentimentos dela.
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Ashley acorda no dia seguinte bem cedo. Os Pokémon também se levantam. A garota vê a Rouge pendurada ao estábulo dormindo e a recolhe para a pokebola. Ela se prepara para ir embora, mas percebe que há um alvoroço próximo ao estábulo.
— Bom Dia! O que houve?
— Bom Dia querida! – respondeu seriamente o fazendeiro, com o rosto franzindo – uma de nossas Miltank foi atacada ontem à noite!
Ela colocou a mão na boca aterrorizada.
— Há marcas de presas afiadas nela! – continuou o idoso – i ela tá com anemia. Parece que foi um Pokémon morcego que sugou o sangue dela.
— Nossa! Espero que ela se recupere! – disse Ashley.
— Mocinha, num quero desconfiar de você nem nada, mas por acaso tu não tem um Pokémon morcego com tu não, têm?
— Eu tenho a minha Crobat, mas porque me pergunta isso? – a garota percebe que o fazendeiro está desconfiando dela – Rouge jamais faria uma coisa dessas...
— Vamos tirar isso a limpo! – nisso o fazendeiro assoviou, e rapidamente um Arcanine chega a ele – chame essa Crobat aí!
— Ei o que pretendem fazer com ela! – a garota ficou na defensiva.
— Nós não pretendemos fazer mal, só chame ela! – pedia o fazendeiro.
Temerosa, ela chama Rouge, que ainda estava meio sonolenta.
— Uuuuaaaaaaaar! Bom dia Ashley!
— Certo, abra a boca ai! – o senhor pedia a Rouge.
Sem entender, a Crobat abre bem a sua boca, e o Arcanine começa a farejá-la. Ele também dá uma cheirada pelo corpo dela. Rouge ficou muito constrangida pela repentina inspeção.
— Arg... que isso Ashley? – questiona Rouge apavorada sem entender o que está acontecendo. A garota gesticula para que a morcego se acalme.
— Senhor Moe, não há nenhum resquício de sangue de Miltank nela! – concluiu o cão.
— Tem certeza?
— Sim! E pelo que reparei naquelas mordidas, parece que foi um Golbat que atacou a Mirtes.
— Certo, então peço que me perdoe moça! Agora sabemos que realmente não foi você! – o fazendeiro abaixa a cabeça humildemente — mesmo que tu tenha escovado os dentes dela ou coisa parecida, o Tonhão é capaz de detectar o cheiro do sangue.
Ashley ficou cabisbaixa. Não pôde deixar de ficar ressentida por causa da desconfiança do fazendeiro. Mas ao menos ele deu um jeito de tirar as coisas a limpo antes de julgá-la.
Por outro lado, Rouge ficou visivelmente apreensiva ao saber que havia sido um Golbat que havia atacado uma das Miltank. “Será que o Raver foi capaz de fazer isso?”
— Rouge, você sabe de alguma coisa? – Ashley percebe um certo nervosismo da Crobat.
— Eu? Não sei de nada não! Não vi que um Pokémon daqui foi atacado! – realmente ela não testemunhou ninguém sendo atacado. Mas tem uma certa desconfiança de que o Raver esteja por trás disso.
– Tudo bem senhor, entendo que deve ter passado maus bocados. Agradeço pela estadia! Então eu já estou de partida! – Ashley se prepara para partir.
— Num saia assim não querida! Pelo menos tome o café com a gente! – ele queria compensar a garota por ter desconfiado dela injustamente.
Então eles vão para o casebre e Ashley e seus Pokémon tomam um farto desjejum. O fazendeiro também lhe dá algumas garrafas de leite. Assim a garota se despede dos anfitriões e parte da fazenda.
Assim que ela foi embora, o Tonhão vai para perto do fazendeiro e cochicha para ele:
— Não havia sangue nela, mas senti cheiro de nossas frutas! E também tem alguns restos de Sitrus mastigados espalhados ao pé da árvore!
— Esses jovens não tomam jeito mermo! – resmunga o velho.
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No fim da manhã Ashley finalmente avista a cidade de Olivine de uma colina. Ela avista o farol e o vasto mar. Fica admirada com o que vê. Ela anda mais alguns quilômetros e finalmente chega à cidade.
A treinadora vai para o Centro Pokémon e pede para que a enfermeira responsável faça exames rotineiros em seus Pokémon. Ela fica andando pelo saguão enquanto aguarda. Ela olha para um estande com revistas a venda e se depara com uma que a Sabrina estava na capa. A líder de Saffrom estava com um longo vestido negro e usando uma coroa e um leque também escuros. O título da matéria é “A Malvada Feiticeira de Kanto Conquista Unova”. Ashley não pensa duas vezes e compra a revista.
Ela senta em um banco e lê a matéria sobre a Sabrina. Depois disso, Ashley entra em contato com a amiga por um aplicativo de mensagem.
Ashley: Sabrina, acabei de ler sobre ti na revista “Revelação”!
Sabrina: Ashley, a quanto tempo! Finalmente lembrou de mim, é?
Ashley: Mas agora eu sei o por quê de você não se lembrar de mim. Realmente tá ficando cada vez mais famosa.
Sabrina: Nunca pensei que eu teria tanta atenção. Às vezes me sinto meio desconfortável com isso!
Ashley: Entendo, pode vir muita pressão para o seu lado, não é? Mas sei que alguém decidida como você vai saber lidar com isso!
Sabrina: Assim espero Ashley! E você? Como anda em sua nova jornada?
Ashley ficou meio receosa em responder para ela.
Ashley: Ando tendo algumas dificuldades?
Sabrina: Que dificuldades?
Ashley: No momento não quero comentar.
Sabrina: Não vou te pressionar! Mas saiba que você pode contar comigo para o que quiser.
Ashley: Não quero te incomodar com os meus problemas! Você tem sua carreira pela frente!
Sabrina: Isso não é desculpa! Você sabe que se precisar, vou lhe ajudar em que eu puder! Há mais de três anos, você me estendeu a mão no momento em que eu não tinha mais esperanças. Então por favor, se tiver algo que possa fazer por fazer, nem que seja escutar seus problemas, entre em contato comigo, certo?
Ashley: Certo! A garota dá um sorriso por causa da oferta da líder.
Sabrina: Ashley, também quero conversar mais! Só que daqui a pouco vou iniciar uma gravação! Mas podemos nos contactar mais tarde! Então até mais viu?
Ashley: Até mais Sabrina!
Sabrina: Se cuide, está bem?
Terminada a conversa, Ashley vai para o balcão falar com a enfermeira responsável pelos exames. Depois de ver que está tudo bem com seus companheiros, ela sai do centro e vai a uma lanchonete mais próxima. Ela compra seu almoço e vai a praça para se sentar em um banco. Os Pokémon saem das pokebolas para almoçarem também. A garota ainda lia a revista que tinha comprado enquanto comia.
— Ei quem é essa moça da capa que você fica olhando? – pergunta Francisca.
— Essa é a Sabrina! – Ashley mostra a revista para os Pokémon – ela é minha amiga de Kanto, mas agora está trabalhando em Unova como atriz.
— Ela é linda! – Rouge fica deslumbrada com a atriz.
— Não sabia que você gosta de uma fêmea! – afirma Caninana risonha.
— Que isso Caninana! Ela... é só minha amiga! Ela me ajudou quando passei por uns momentos pesados! – por um motivo, Ashley fica corada – e além disso... ela pode tá bonita agora, mas antes ela era uma magricela e era mais branca do que um papel!
Ashley continua foleando a revista e vê que dentro dela há um cupom. É para um sorteio para uma participação para um programa de Archie Edgar.
— Nossa, já pensou se eu conseguir conhecer o Archie pessoalmente?
Ela preenche o cupom e o coloca em uma caixa de correios.
— O que tinha naquele papel! – pergunta Rochelle curiosa.
— É um cupom para sorteio! – respondeu a treinadora – é para participar do programa de Archie.
— Você vai para um programa de rádio? – pergunta Francisca empolgada.
— Bem, a possibilidade é mínima! – pondera a garota – é mais fácil eu achar um shiny do que ser contemplada!
Ashley anda pela cidade, ela passa em frente ao ginásio. Mas em frente a sua entrada está havendo um tumultuo. Silvestre, junto com o Cinder, estava querendo entrar no recinto de qualquer jeito. Mas na sua frente estava uma enorme Steelix fêmea.
— Cadê a imprestável da sua treinadora! – ele perguntava agressivamente.
— Já disse que ela está ocupada tratando um Pokémon! – respondia a metálica firmemente.
— É uma perda de tempo que ela está fazendo! Cuidado de bicho fraco ao invés de aceitar os desafios! – bravejava o garoto – talvez ela seja uma fraca covarde que só está morrendo de medo de perder para alguém como eu!
— MEÇA ESSAS PALAVRAS AO FALAR DE JASMINE! – furiosa, a Steelix desfere uma Cauda de Ferro no garoto e em seu Quilava. Os dois saem voando alto até caiem no mar.
— Ei Francisca! – sussurra Caninana rindo – o que é um pontinho vermelho voando até o meio do mar?
A Steelix olha para a Ashley e seus Pokémon. Num piscar de olhos, ela se aproxima deles. Ela faz uma cara sorridente que assustou a garota e seus companheiros.
— Em que posso ajudá-los?
— Er... só estamos de passagem! – a garota não queria treta com a enorme Pokémon. Mas seus parceiros estavam apostos para um possível ataque.
— Calma gente! Se vocês pretendem desafiar a Jasmine, só peço que aguardem até ela terminar de tratar um Pokémon! – disse a Steelix de forma mais tranquila.
— Er... tudo bem então! – a garota não queria aborrecer a Pokémon que tomava conta do ginásio e caminhou de volta para o Centro Pokémon.
— Espero que esse tratamento dê certo! – suspira a Steelix, assim que a garota saía de sua vista – não vejo o sorriso de Jasmine desde que ela adoeceu.
No Centro Pokémon, Ashley decidia seus próximos passos. Ela olhava o mapa e repara que havia um ginásio em Cianwood, uma cidade localizada em uma ilha ao sudoeste de Olivine. Para chegar lá, deverá atravessar duas Rotas marítima. Nenhum barco estará disponível nas próximas horas, mas poderá passar pelo mar com a ajuda de Caninana. Porém se for por conta própria deverá partir o quanto antes, pois acabou ouvindo na TV do Centro um boletim meteorológico no qual dizia que havia uma previsão de tempestade a noite. Ela ia se preparando para a viagem quando alguém entra afobado no centro Pokémon.
Era uma garota magra, de longos cabelos castanhos e usava duas maria-chiquinhas que prendiam duas pequenas porções deles. Ela usava um vestido verde claro com um blazer branco com um laço vermelho próximo ao pescoço. Ela parecia bem aflita e foi falar com a enfermeira responsável.
— Então o remédio dele finalmente está disponível?
— Se acalme Jasmine! – pedia a moça do outro lado do balcão – o farmacêutico de Cianwood disse que pode trazer o remédio na próxima semana.
— Próxima semana não vai dar tempo! Preciso desse medicamento para, no máximo, amanhã! – notava-se o desespero na face da garota – senão é capaz da Amphy não resistir...
— Não se precipite Jasmine! Hoje os barcos não vão navegar por conta do risco de tempestade! – informa a enfermeira.
— Se eu tivesse um aquático forte o bastante para navegar nos mares eu iria agora! – declara Jasmine.
Ashley acaba ouvido a conversa e intervêm:
— Com licença! Escutei a conversa de vocês, é que eu pretendo ir a Cianwood! Esse caso é tão sério assim?
— Querida, se puder me ajudar, vou te agradecer pelo resto de minha vida! – Jasmine coloca as mãos no ombro de Ashley – há duas semanas, o Pokémon que trabalha no farol, a Amphy, esteve muito mal. Ela está indisposta e com muita febre. Depois de muitos exames, acabamos diagnosticando a doença dela ontem, mas o remédio necessário para tratá-la se encontra na farmácia de Cianwood. Preciso dele o mais rápido possível.
— Se quiser eu posso ajudá-la com isso! – oferece a garota.
— Mas mesmo que você saia agora, é bom lembrá-la que a noite pode haver uma tempestade! – avisa a enfermeira – não tente navegar durante a noite. Se você for buscar o remédio, deixe o retorno para amanhã!
— Tudo bem! Então acho que devo trazer esse remédio amanhã, pode ser?
— Preciso desse medicamento com urgência. Mas sei que você não deve se arriscar, então se puder voltar amanhã! – Jasmine tenta se tranquilizar.
— Mas realmente foi bom essa moça se oferecer, pois sei que você poderia se arriscar no mar mesmo com a tempestade para ir atrás do medicamento – a enfermeira olhava para Jasmine – mas já que essa garota vai ir, então só peço que tenha cuidado, certo? – disse direcionado o olhar para Ashley.
— Certo! – a treinadora se dirige para uma cabine – então até amanhã!
— Até amanhã e muito obrigada! – disse a garota agradecida.
Ashley se troca e coloca um traje de lycra azul marinho que cobre suas pernas e tronco, que é apropriado para travessias marítimas. Logo, a garota vai à praia de Olivine e libera a Caninana.
— Hoje vamos ter que atravessar o mar para chegar a uma ilha que fica um pouco distante daqui. Temos até ao anoitecer para chegarmos lá. Você é capaz de nadar até lá.
— Vou fazer o meu melhor! Estava esperando que eu finalmente possa nadar no mar aberto! – responde a aquática determinada.
— Temos que ser ágeis, mas vamos com cuidado sim? – ela disse ao ver a empolgação da Gyarados.
Caninana entra no mar e Ashley sobe em suas costas. Depois de muito tempo, a garota finalmente volta a viajar pelos mares.
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Glossário
Cauda de Ferro — Iron Tail
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