Cinzas de Divergente

1 Capítulo 1 - Tris


Hoje é o dia do medo. O dia do teste.

Muitos me avisaram durante todos esses anos, mas não liguei... Achei que fosse menos assustador, a verdade é que minha família está me pressionando muito. Invés de eles me ajudarem, eles ficam me perguntando qual facção irei escolher, para tomar cuidado com minha escolha, pois ela é para o resto da vida, caso contrario virarei um sem-facção... A decisão não é mesmo muito fácil, não sei se continuo com minha mãe Erika, meu pai George e meu irmão Tom na Abnegação, ou se tento seguir minha vida própria, conhecer outras pessoas!

Minha facção não permite que sejamos vaidosos, por isso só olho no espelho uma vez por ano, que é quando minha mãe corta as pontas do meu cabelo. Entro em uma sala com apenas uma cadeira, uma prateleira e uma portinha grudada parede. Sento-me na cadeira e mamãe coloca a senha na porta para destranca-la, dentro se esconde o espelho. Ela pega a tesoura de cima da prateleira e começa a cortar, não conversamos muito, mamãe é bem na dela. O silêncio é tanto que posso ouvir o som de fios loiros caindo no chão.

Depois que ela acaba, tento dar uma espiadinha de leve no espelho para me ver, alias uma pessoa muda muito em um ano.

- Jà chega – mamãe diz, fechando a porta do espelho – não quero ter problemas...

- Tudo bem, consegui ver o bastante!

- Está nervosa?

- Um pouco, ainda não me decidi...

- Melhor pensar rápido, saindo da escola, você vai direto fazer o teste na prefeitura.

- Tenho tempo, a aula é a mesma...

- Seriam diferentes se você não tivesse repetido o ano – mamãe disse sem nem mesmo me deixar acabar a frase – se esforce esse ano, ou terá que falar com a dona da escola, e você sabe como ela é...

- Já recuperei minhas notas, se eu tirar zero em tudo agora eu passo de ano mesmo assim!

- Sim, está certa, mas se tirar mais um zero irá se ver comigo!

- Desculpe, foi só uma brincadeira!

- Tudo bem, agora vá tomar um banho para tomarmos café.

- Mas a aula só começa as 07:30, agora são 06:00, tenho tempo.

- Pare de ser teimosa, faça o que eu estou mandando, você e Tom ainda tem que pegar o ônibus...

- Okay, estou indo...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.