Cinzas

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Boa leitura!

Sakura abriu os olhos lentamente à medida que a luz do sol entrava por entre as cortinas levemente afastadas.

Com as mãos esfregou o sono para longe dos olhos. Parecia uma atitude inútil, levando em consideração que dormira tarde demais na noite anterior e tudo o que lhe havia acontecido nos últimos dias só servia de motivo para não levantar da cama.

Como a luminosidade não cedia, decidiu acabar de vez com todo o drama e enfrentar seus problemas de frente. Mais cedo ou mais tarde seria mesmo obrigada a fazê-lo e preferia passar por cima disso como uma verdadeira Haruno faria... Seu pai ficaria extremamente orgulhoso de saber que pensava desse jeito, mas não queria encher sua cabeça com assuntos banais.

Pés no chão, cabeça erguida e seu reflexo demonstrando o que o último mês de férias fizera consigo por dentro.

Os cabelos inimaginavelmente rosas estavam secos, sem brilho e pareciam mais com um morango murcho do que com a árvore que lhe dera o nome do lado de fora da sua janela. Arrastou o corpo até o batente da janela do quarto e sentou-se no pequeno encosto que ali havia. Encarou a manhã enevoada e respirou fundo, desejando que o dia prosseguisse normalmente, sem grandes surpresas.

Ouviu o barulho de panelas e pratos sendo postos à mesa, os pais estavam de pé. Foi até a porta, verificando se estava bem trancada como deixara na noite anterior, e logo em seguida caminhou em direção ao banheiro, jogando o pijama no cesto de roupa suja e fixando o olhar no espelho de novo. Como conseguira mudar tanto em tão pouco tempo? Como havia ela sido tão estúpida a ponto de deixar-se levar pelas emoções e não perceber a verdade por trás das promessas?, pensou.

Prendeu o cabelo em um coque mal feito e entrou embaixo do chuveiro. A água quente parecia um pequeno alerta de realidade nela. Finalmente chegara a época que mais temera: o primeiro dia de aula. Seu último ano, talvez o pior de todos. Imaginou como a receberiam lá, se seria caçoada ou até mesmo excluída por aqueles que sempre diziam ser seus amigos, mesmo que soubesse que aquilo tudo não passava de fachada. Entendia que boa parte da popularidade que adquirira no decorrer dos anos vinha apenas da fortuna de sua família e das relações profissionais que seu pai mantinha.

A questão era que nunca em sua vida precisara passar por uma provação como aquela. Finalmente descobriria se estava cercada por amigos verdadeiros ou se somente por lobos em pele de cordeiro.

Quando terminou o banho, enrolou-se no roupão e saiu do banheiro, dando de cara com sua cama toda arrumada, como se nem ao menos tivesse passado vários dias ali e com uma bela combinação de roupas em cima da mesma. Sorriu de leve sabendo que aquilo tudo era obra de sua mãe. Ela não sabia com detalhes do ocorrido, mas fora a pessoa que mais tentara fazer Sakura recuperar-se de sua pequena hibernação.

Vestiu-se imediatamente agradecendo a Deus por não ter que escolher o que usaria, com certeza teria pego seu pior vestuário.

Assim que sentiu estar pronta, agarrou a bolsa e desceu as escadas da casa em direção aos sons que ficavam a cada segundo mais alto. Normalmente teria ficado feliz em ver a alegria geral do lar mais brilhante do que nunca, mas Sakura não estava normal.

Foi só aparecer na cozinha que seus pais pararam de conversar e voltaram suas atenções à ela. O senhor Haruno nada disse, apenas deu um gole no café enquanto abaixava o jornal e dirigia-lhe um sorriso tranquilo. Era o jeito do pai de demonstrar todo seu apoio e compaixão pela filha, que apreciou o gesto bem mais do que os abraços apertados e os beijos exagerados da mãe.

– Como se sente, meu anjo? — perguntou a senhora Haruno, afastando-se da garota para olhá-la dos pés a cabeça, certificando-se que tudo estava bem com ela.

– Estou... Quase lá, mãe — respondeu.

Apesar de parecer impossível, Sakura raramente mentia; não gostava de ser enganada e por isso não o fazia com os outros, especialmente com alguém tão especial quanto sua mãe.

– Deixe-a respirar um pouco, Sora — Mizuho repreendeu a esposa, notando o desconforto da jovem.

– E você espera mesmo que eu ignore a quarentena dela? — revidou cruzando os braços e ignorando a presença da filha — Já foi terrível ter que esperá-la finalmente sair de debaixo das cobertas! Nunca deveria ter-lhe dado ouvidos.

– Foi o melhor para ela. Tínhamos que esperar que se sentisse pronta para enfrentar o mundo e...

– Ah, por favor, guarde seus argumentos para os seus clientes — voltando a dirigir-se à Sakura, disse: — Essa blusa ficou magnífica em você.

– Obrigada, mamãe. De verdade! — falou tentando parecer o mais simpática possível — E pode acreditar em mim, vai ficar tudo bem.

– Sim, com certeza — apesar do tom firme, Sakura notou que ela não estava muito confiante nas próprias palavras — Lembre-se que o meu número está na discagem rápida. Qualquer problema que tiver estou a postos para ir buscá-la.

– Mãe... — revirou os olhos pronta para começar a reclamar, quando foi interrompida pelo pai.

– Ela não tem mais cinco anos, Sora. Pode muito bem cuidar de si mesma. E isso não foi nada de mais, ela é uma Haruno — continuou, levantando-se e caminhando até onde as duas mulheres mais importantes da sua vida estavam -, vai superar logo.

Sakura deu um beijo demorado no rosto do pai, estendendo a mão com um sorriso enquanto o mais velho revirava os olhos e passava a mão pelos bolsos procurando a chave do carro. Assim que a encontrou, entregou-a à filha e observou enquanto ela dirigia-se à entrada da casa, passando pelos portões e logo depois sumindo com o veículo rua abaixo.

A cada esquina que ficava para trás, a garota sentia um nó em sua garganta crescendo e deixando-a sem ar. Estava começando a se arrepender de ter sequer cogitado a ideia de aparecer na escola no primeiro dia. Poderia muito bem ter esperado uns três dias, pelo menos. Quem sabe teria dado tempo suficiente de todo mundo esquecer o que acontecera, se é que já não haviam esquecido. Procurando ser otimista, ela ignorou todos os seus sentimentos preocupantes e continuou a dirigir.

Em alguns poucos minutos encontrava-se a apenas uma quadra da escola. Pensou um pouco e decidiu estacionar o carro atrás de umas árvores próximas ao estacionamento da escola; precisava evitar comentários e cochichos o máximo que pudesse. Tirou a chave da ignição e abriu a porta, antes de saltar para fora e enfrentar seu pior momento olhou rapidamente para seu reflexo no espelho retrovisor e colocou seu melhor sorriso. Podia muito bem estar arrasada por dentro, mas nunca permitiria que terceiros tivessem o gosto de vê-la mal. Nunca.

Ao dar seus primeiros passos no pátio, notou que muitos alunos lhe cumprimentavam como sempre, nenhum olhar diferente, nenhum cochicho, nenhuma piada, nenhum sinal de que soubessem do ocorrido. Ou mesmo que soubessem, talvez estivessem sendo compreensíveis, pondo-se no seu lugar e sendo boas pessoas. Ficou feliz por isso.

Caminhou pelos corredores lotados dando "tchauzinhos" alegres e abraçando alguns colegas mais próximos. Ninguém mencionara o que acontecera na festa ou mesmo o que acontecera a ela durante os dias que se seguiram. Sentiu-se bem, forte e pôde manter a imagem de alguém inabalável.

Correu o olhar entre as pessoas, procurando por Ino em todos os lugares, mas aparentemente sua melhor amiga fizera o favor de se atrasar... Mais uma vez.

Decidiu ir até o armário organizar tudo para o novo semestre que vinha e limpar todas as fotos e desenhos antigos que lá haviam e colocá-los no local ao qual pertenciam: o lixo.

Assim que aproximou-se do armário e colocou a senha, ouviu chamarem seu nome. Reconheceu a voz; ficou paralisada. Não era possível que ele estava tendo a cara de pau de vir falar com ela depois de tudo o que fizera. Ignorou o grito e abriu o armário, passando a mão imediatamente nas lembranças de uma vida outrora feliz. Amassou cada pedacinho de papel e os amontoou junto às fotos, colocando-os em seguida em um saco transparente. Estava prestes a ir em direção a lixeira quando notou que alguém estava parado bem atrás de si.

– Pensei que nunca mais fosse conseguir te encontrar!

Sakura virou-se e encarou os olhos azuis de Naruto que mantinha uma expressão de calma. Desviou sua atenção para a sacola que segurava nas mãos e impediu que sua vontade de jogá-la bem na cara dele lhe dominasse.

– O que você quer? — perguntou quase sussurrando.

– Queria conversar contigo — ele falou colocando uma das mãos encostada no armário e ficando bem na frente dela — Sei que as coisas entre a gente terminaram... Mal, mas não gosto desse clima chato.

Se não estava gostando, por que simplesmente não ligou logo depois?, foi o pensamento de Sakura enquanto assimilava as palavras dele. Não estava acreditando mais naquilo, nunca mais voltaria a deixar-se levar pelo rostinho bonito e a alma de criança ou pelos cabelos bagunçados que lhe davam um ar de imaturidade e ao mesmo tempo deixava-o aparentar ter mais idade... Sabia que sentiria falta de tudo, não só da pessoa que ele costumava ser como também de todos os bons momentos que tiveram juntos, mas agora era tarde demais.
Manteve-se calada, esperando para ver o que era, de verdade, que ele queria dela. Afinal de contas, Naruto Uzumaki era bom demais para rebaixar-se ao ponto da humilhação de pedir desculpas.

– Bom, espero que possamos voltar a ter nossa velha amizade. Sabe como é, né? Ainda continuamos juntos nos trabalhos do laboratório de Química e se eu não manter minha média, posso ser obrigado a sair do time de futebol.

Ah, claro! Ela já esperava por algo daquele tipo. Ele não mudava! Jamais mudaria. Ela precisava aceitar o fato de que eles agora não serviam mais um para o outro.

Tomada pela mágoa e pela raiva, levantou o rosto e exibiu seu melhor sorriso, aquele que não dava há várias dias e que sentia falta de usar, mesmo que naquele instante não passasse de uma simples fachada.

– Sinto muito, Naruto, mas creio que não será possível — Sakura refez o caminho até a lixeira e lá depositou o saco plástico que continha todas as fotos deles juntos, os presentes, as cartas. Notou o olhar questionador dele e perguntou-se sobre o que seria, o fato de não serem mais parceiros ou de ter jogado fora todas as lembranças concretas que haviam formado; mesmo assim, respondeu: — Pedi ao Kakashi que nos trocasse de duplas. Temari será minha companheira pelo resto do ano letivo e creio que você agora terá que aturar o Chouji do seu lado.

Retornou ao armário, fechou-o novamente e agarrou a bolsa, colocando-a no ombro. Olhou rapidamente o cronograma das próximas aulas e foi em direção à ala oeste, onde teria sua primeira aula de Biologia do semestre. Em poucos segundos, Naruto voltou a emparelhar ao seu lado, os olhos esbugalhados e o queixo no chão.

– Como você pôde fazer isso comigo?! — perguntou começando a chamar a atenção de alguns alunos presentes no corredor — Todo mundo sabe que o Chouji se preocupa mais em comer os marshmallows dele do que em todo o resto.

– Sim, eu sei — disse, indiferente.

– Então por que fez isso? Só por que acabei contigo?! Isso não é motivo pra tanta maldade.
Maldade?! — Sakura explodiu, jogando os braços ao lado do corpo, atraindo mais cabeças curiosas — Acho que isso é ser má? E o que você acha de ser humilhada na frente da escola inteira? Você já parou pra pensar no que você me fez? Tem noção do quanto que eu tive que aguentar por um mês inteiro? Eu te amava mais do que qualquer coisa, Naruto! Faria qualquer coisa pra te fazer feliz! Mataria e morreria por você. Graças aos Céus eu tive a chance de ver sua verdadeira personalidade antes de aprontar alguma besteira por alguém que não vale nem o chão que pisa!

O rapaz estava deixando a preocupação de lado e começou a sentir-se constrangido em meio a tanta gente observando a cena, incluindo algumas secretárias do departamento de contabilidades.

– Dá pra falar um pouco mais baixo? — pediu, entre dentes — Tem gente olhando.

– Que olhem! Que todo o mundo saiba o canalha que você é! — gritou apontando o dedo indicador na frente do rosto dele — Ninguém merece passar por tudo aquilo, garoto. Ser traída por alguém que ama e ainda mais com uma das minhas melhores amigas... Eu tenho nojo de estar perto de você. Por favor, Naruto, pelo pouco de compaixão que ainda resta dentro dessa caixa vazia que você chama de peito... Fique longe de mim. De preferência pelo resto da vida.

– Sakura... — ele suspirou, tentando puxá-la pelo braço, mas sem sucesso.

Ficou observando enquanto a garota saía de perto, algumas lágrimas já haviam escapado das esmeraldas e rolavam pelo rosto delicado. Ao virar-se, notou um imenso público parado, encarando-o. Não sabia se estava envergonhado pelo que fizera ou se estava daquele jeito apenas por estar sendo condenado por algo que já se tornara normal nos dias atuais.

– O show acabou! — falou, abrindo caminho por entre a multidão e abaixando a cabeça, evitando os olhares fulminantes.

Enquanto andava até a sala de Biologia, Sakura percebeu que um enorme peso havia saído de seus ombros. Passara tanto tempo enfiada em meio as cobertas e o rosto enterrado no travesseiro que nem se deu conta do tempo que estava perdendo por uma pessoa que não valia nenhuma lágrima sua. Devia estar agradecida, na verdade, livrara-se de um enorme problema e poderia focar nos seus estudos. Mesmo com os milhões que a empresa do pai rendia, sabia que sua vida estava na medicina. Não conseguia imaginar-se fazendo outra coisa que não cuidando dos mais fracos, encontrando respostas para doenças antes consideradas incuráveis... O pensamento deu-lhe um ar de esperança. Sabia que dali pra frente tudo seria diferente, tudo mudaria pra melhor.

Antes que percebesse, já estava próxima à sala e deu de cara com Ino na porta. A loira jogou-se em seus braços e deu-lhe um abraço apertado. Sendo tão fria na maioria das vezes e tão indiferente à maioria das coisas que não lhe favorecesse, a atitude da garota surpreendeu Sakura, que mais uma vez notou o quanto era amada e abençoada.

– Como você está? — perguntou a Yamanaka, soltando-a — Ah, é uma pergunta idiota, sei que você não está muito bem.

– Pra ser bem sincera contigo, Ino — respondeu Sakura -, estou muitíssimo feliz!

Um sorriso sincero e alegre surgiu nos lábios rosados da Haruno, provando que não estava contando mentira.

– Tem certeza disso? Por acaso o imbecil do Naruto inventou de fazer a sua cabeça? Por Deus, Sakura! Não me diga que vocês voltaram!

– O que?! Não, não é nada disso. Eu apenas percebi o erro que estava cometendo. Todos aqui têm sido tão legais comigo... Parece até que a festa do Neji nunca aconteceu.

– Fico muito contente de te ouvir dizer isso — falou pegando na mãe da amiga e conduzindo-a para dentro da sala de aula, como o professor ainda não aparecera os alunos aproveitavam para conversar, brincar e mexer em aparelhos eletrônicos.

As duas sentaram-se uma ao lado da outra, encararam-se por uns segundos até Ino romper o silêncio:

– Sei que você achava que era paranoia minha antes. E confesso que achei mesmo que fosse, mas eu já desconfiava desse jeito maluco dele de agir, sabe? Já tinha ouvido histórias. Só que ao mesmo tempo eu te conheço o suficiente pra querer evitar algo assim. Naruto podia ser o patife que fosse, se ele te fazia feliz, eu não ligava. Até porque, sejamos sinceras, você nunca me ouviria enquanto continuasse a achar que ele era um deus grego — riu de sua própria ironia, passando os dedos pelo rabo-de-cavalo — Ou pior... Um príncipe encantado.

Sakura riu levemente, estava acostumada a essas investidas de Ino, sempre reta e direta, zombando dos seus sonhos...

– O fato de ter descoberto a verdade sobre ele não muda nada em relação ao que penso sobre os homens.

– Não me diga que ainda ta nessa de final feliz, né garota? Por favor, Sakura. Será que esse último mês não foi o suficiente pra você aprender que...

– Foi mais do que suficiente, Ino — cortou, percebendo que o professor adentrara na sala e já dando o assunto por encerrado — Mas não vou permitir que um pequeno contratempo do destino destrua meu conto de fadas. Existe alguém pra mim, alguém perfeito em quase todos os sentidos, que vai me amar e que eu também amarei. Só preciso encontrá-lo!

– Hm, pode esperar deitada! — resmungou, cerrando as unhas.

– Bom dia, classe! — disse o professor, com um grande sorriso no rosto — Sejam bem-vindos a mais um ano letivo. Espero sinceramente que vocês, veteranos, aprendam com os erros do passado e ponham em prática o estudo no lugar da bebida dessa vez. E eu estou falando sério.

Uma leva de risadas preencheu o recinto, com as lembranças do trote dos formandos do ano anterior.

– De qualquer forma, — continuou andando até uma caixa de papelão que estava disposta sobre o birô — Kurenai pediu-me que distribuísse estes livros para que vocês já comecem a ler. Podem parar de fazer cara feia pra mim, nada tenho a ver com essa decisão. Além do mais, acho que o título pode agradar a maioria.

Com uma pitada de curiosidade sobre os alunos uma fila formou-se enquanto pegavam de um em um os paradidáticos que a professora de Literatura sugerira. Sakura e Ino ficaram no final e uma ponta de decepção surgiu no rosto de Ino enquanto segurava a capa dura do livro que acabara de receber.

– Romeu e Julieta? Fala sério!

– Ah, tenha paciência, garota! — Sakura riu, imitando o jeito de falar da amiga — Vai que no fim das contas você não termina gostando?

– Vou adorar! Especialmente se puder fazer a prova de acordo com alguma sinopse que eu encontrar na internet!

Voltando aos lugares, as duas prepararam-se para o início de mais uma continuidade de estudos. Mesmo com a aparência dura, Ino era tão estudiosa quanto Sakura e se irritava facilmente com quem tentasse atrapalhá-la durante a aula. E com os olhos fixos no quadro não deu espaço para Sakura perguntar-lhe se compareceria ao baile de início do semestre que seu pai estava proporcionando aos clientes. Mordeu os lábios, desejando que ela aceitasse o convite, lá estariam presentes noventa e nove por cento das pessoas mais chatas do país além dos seus filhos ainda mais monótonos. Sem contar uma parcela de sua família que vinha apenas para prestigiar o momento.

O som do toque, indicando o fim da aula, veio como música para os ouvidos da Haruno.

Enquanto todos se dirigiam à porta, ela segurou o punho de Ino e perguntou:

– Recebeu o convite pro baile do papai?

– Ah, sim, recebi — respondeu, sem acrescentar mais nada.

Com o suspense consumindo-a por dentro, Sakura pôs-se na frente da loira e voltou a questionar:

– E?

– E eu vou. Não se preocupe.

– Obrigada! — disse, aliviada.

– Não há de que. Estou louca pra te provar que não existe príncipe encantado em porcaria de festa nenhuma.

– E quem disse que vai ter um príncipe esperando por mim nessa festa?

– Sei lá, do jeito que você é, garota, é bem capaz de se apaixonar pelo primeiro que aparecer.

Apesar de saber que a provocação não passava de uma brincadeira, Sakura não deixou de considerar essa possibilidade. Talvez o seu término com Naruto fosse um sinal de que algo melhor estava por vir.

Notas finais
Gente! Desculpem a demora. Eu sei que eu falei que queria postar uma vez por semana, bem certinho, mas parece uma coisa... Quando estamos com vontade de voltar à escrever e tal, acontece alguma coisa na nossa vida pessoal que impede. Enfim... Finalmente consegui trazer o segundo capítulo e quero saber: Vocês estão gostando? Ta bom? Ta ruim? Ta longo ou curto demais? Sejam sinceros e me ajudem a melhorar cada vez mais. Se nada de mais acontecer comigo, em uma semana trarei o terceiro capítulo pra vocês. Até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.