Cinquenta Tons de Violetta

23 Capítulo 23 - Garota Quebrada


Notas iniciais
Desculpem a demora, o capitulo está pronto a algum tempo, mas eu esperei para poder postar junto o link do video que eu fiz.Eu sei, vai ser algo bizarro, mas deixem lá suas opniões sobre o video, mas antes leiam a fanfic e deixem suas opniões sobre o capitulo aqui.

Naquele dia, já novamente na capital, Tunis, aproveitariamos nossos ultimos dias para fazer compras, havia tanta coisa incrivel para se comprar na Tunisia que ficamos perdidos, e não era por consumismo, mas sim porque a Tunisia e um pais incrivel, com tantas cores e formatos que queriamos levar para casa e nos lembrar daqueles dias maravilhosos.
No dia anterior fomos ao Museu Nacional do Cartago e hoje acordamos cedo para conhecer a Medina de Tunis, um grande complexo de predios no coração da capital arabe, porem com uma aparencia europeia, repleta de monumentos e mercados onde poderiamos achar de tudo.Vimos lanternas arabes que compramos para meus pais, ficariam lindas no jardim deles e tambem levamos algumas para o nosso proprio que quando se colocava uma vela ficava belissimo com o menear da iluminação.
Visitamos um atelie de cobre batido e vimos ser feito diante dos nossos olhos brilhantes pratos de metal feitos a mão no ferro e martelo que tivemos certeza de que Kate iria adorar.
Compramos mantas feitas a mão para todos e vi quadros e porcelanas que eu sei que Violetta adoraria, mas embora eu visse muito dela naquele lugar aquilo pouco me afetava.Via seu gosto nos nargiles de prata elefantes e camelos grafados, mas escolhi levar um para Mia e Elliot e não para ela
—Fizemos muitas compras-Ana olhou para as muitas sacolas que Taylor colocava no carro e depois levaria para o hotel
Estavamos na calçada, em um restaurante enquanto viamos Taylor colocando nossas compras no carro.Ana comia tâmaras frescas com mel e eu boutargue de caviar vermelho, bebiamos suco de morangos frescos.Ana usava um vestido longo etnico que havia comprado em uma loja ali perto.Sua barriga disfarçava bem nele, mas Christian preferia admira-la com perfeição.
Terminamos nossos pratos e entramos no carro com Taylor, o ar-condicionado do carro nos era muito bem-vindo, so de imaginar que no dia seguinte voltariamos ao frio congelante de Seattle nos desanimava e ate nos fazia querer aproveitar mais o calor africano.
—Acha que eles vão gostar dos presentes?-Ana tirava da bolsa os brinquedos artesanais que haviamos comprado para Ted e Phoebe
—Claro que sim, eles nunca tiveram algo assim
Para Ted haviamos comprado um trapezista de madeira e Phoebe uma boneca de pano, eles estavam acostumados a brinquedos que eram praticamente vivos, falavam e se mexiam sozinhos, seria bom terem algo diferente.
O carro ia por ruas laterais e em baixa velocidade, tornando nossa viagem mais longa e demorada, mas queriamos isso, queriamos olhar pela janela e ver aquele lugar, aquele pais onde escolhemos recomeçar.Quando voltassemos para casa, para Seattle voltariamos a ser a esposa traida e o marido infiel, e talvez não desse certo, e aqueles dias que eram nosso fio de esperança se partissem e nos fizesse cair.Mas mesmo se eu não conseguisse ter Ana de volta, mesmo se eu tivesse realmente estragado qualquer chance de sermos felizes, aquelas lembranças não poderiam ser tiradas de mim.

Era fim de tarde quando o jatinho pousou no aeroporto de Seattle, ficamos taxiando por quase uma hora enquanto tiravam o gelo da pista, mas enquanto estavamos lá em cima eu fiquei admirando a cidade coberta de neve, ate os predios mais imponentes do aglomerado de construções megalomaniacas para ver quem tinha o predio mais alto estavam cobertos de neve, parecendo desertos e sienciosos.Toda a cidade estavam em tons de branco, cinza e azul.
Quando finalmente pousamos e sentimos a firmeza do chão a porta do jatinho foi aberta para sairmos, e logo todo o calor foi sulgado de dentro dela e absorvido rapidamente pela cidade congelada.Descemos e logo nossa visão começou a ser embaçada pela névoa que se formava com o contato de nossas respirações com o ar frio do fim de tarde.Taylor abria o porta-malas e tudo o que queriamos era o calor eletrico do carro, quando fui abrir a porta senti a maçaneta levemente congelada e ao fazer força pude ouvir o gelo se quebrando, Ana e eu nos aconchegamos no banco de trás e quando tudo estava guardado e Taylor atrás do volante pudemos partir.
Pegamos a via expressa que nos tirava do centro para a area nobre residencial onde moravamos a uma hora de lá e qunado chegamos ao nosso bairro fomos recebidos por uma longa fileira de arvores nuas e transformadas em cristal, a luz pálida do entardecer cintilava em galhos, folhas e pedras.As gramas sinteticas estavam esculpidas como esmeraldas e a água do chafariz do parquinho onde levavamos as crianças havia se transformado em diamante, dois arcos laterais de onde a água saia e agora permanecia no formado, cada um saindo de um dos golfinho saltitantes esculpidos de marmore branco.Todos os brinquedos do parquinho estavam cobertos por um fino esmalte de vidro; ate mesmo as poças de lama deixadas pelos carros na rua tinham um brilhante reflexo marrom.Tudo parecia deserto e duro, mas eu estavam em casa.
Assim que o carro as crianças sairam correndo pela porta principal, logo atrás delas estavam meus pais, meu pai com uma xicara de expresso fulmegante e minha mãe com os casacos deles dizendo para eles os colocarem.
—Nem preciso perguntar como foi a viagem de vocês-meu pai me deu um forte abraço com o braço livre-So de olhar para seus rosto vejo que foi maravilhosos
Estavamos felizes, descansados e bronzeados, não existe nada mais renovador que um belo bronzeado em pleno inverno.
As crianças logo nos esqueceram quando viram as malas cheias de presentes, e logo Ted estava apertando seu trapezista e Phoebe penteando os cabelos de lã de sua boneca.Abrimos na sala as malas de presentes e logo o carpete estava coberto por tapeçarias e peças de cobre.
Tomamos chocolate quente e tivemos um maravilhoso jantar, comemos costelas de carneiro com molho de mel e cravo, uma grande travessa de ervilha com bacon e salada de alface e rucula com alho-poró e pedaços de cenoura e cogumelos, para a sobremesa tivemos torta de maça e calda quente de caramelo.
Quando terminamos fomos para a sala onde as crianças tomaram chocolate quente e Ana mostrava as fotos para minha mãe, meu pai e eu fomos ao escritorio alguns minutos depois.
—Aqui está a correspondência e os recados
Ele me entregou dois papeis cheio de anotações com nomes e datas de quem havia ligado, mas o que me chamou a atenção foi um pacote que havia sido entregue pelo correio, eu senti ela ali, eu sabia que era dela, mas não mexi no pacote, ao contrario, eu o esqueci ali por três dias.


Precisava fazer uma conferencia com empresario de Hong-Kong, era quase meia-noite aqui e ainda de manhã lá, todos dormiam, mas eu estava de terno e esperava pela ligação deles enquanto o pacote parecia pulsar do outro lado do escritorio.Quando a conferencia começou eu o esqueci completamente, me concentrando em olhar apenas para a tela do computador, ela terminou quase duas da manhã, mas eu estava curioso.
Desliguei o computador e tentei ir embora, mas o pacote estava ali e eu queria abri-lo.O peguei e o levei ate o sofá do escritorio onde Robin havia sido feito, peguei um estilete e o abri.Era um livro, um album de fotos na verdade, com a capa azul Tiffany e bordas douradas.Comecei a folhear, passando de foto em foto, so haviam fotos nossas, nossas em Nova Iorque, nossas na California, ate nossas no Escala, fiquei surpreso com a quantidade de fotos que tinhamos, não achei que tivessemos tirado tantas, seu sorriso era lindo, ela era linda e isso ninguem poderia negar.
Tinha um cartão de Feliz Natal dentro do pacote tambem, quando eu o abri eu vi sua letra com caneta preta escrita em todo o papel, ate nos dizerem já gravados no cartão.

"1-Você e arrogante
2-Odeio como você sorri de lado e faz minha pernas ficarem bambas
3-Pare de ser tão resmungão
4-Embora diga que não, você e um mentiroso
5-Não seja tão convencido por ser bem sucedido, não e o primeiro a ser, e pessoas que cresceram em condições bem miseraveis são melhores que você
6-Você fica horrivel de laranja, odiei aquela gravata que você usou, nunca mais use nada laranja
7-Suas panquecas não são tão boas quanto você pensa que são, coloque menos açucar nelas
8-Quando fomos a California descobri porque e sempre o Taylor quem dirige, você e um pessimo motorista e não sabe fazer baliza
9-Tem um gosto músical muito entediante
10-As vezes você ronca
11-Caso não saiba, as pessoas o deixam ganhar no golfe, não use tanta força nas tacadas
12-(riscado)Helicoptos de brinquedo (riscado) Aeromodelos são para crianças
13-Coloque um pouco de cor no Escala, você não tem personalidade não?
14-Pare de ser tão mandão
15-Não pense que não dá para te ouvir cantando no chuveiro, porque da sim
16-Sua risada e irritantemente bonita, e me faz sorrir toda vez que a ouço"

Não entendi bem aquela lista, pareciam mais criticas.Aproximei o cartão do meu rosto, tinha o cheiro dela, laranja com um pouco de baunilha.
Ouvi a porta se abrir, fiquei ali parado olhando Ana entrar, ela estava de camisola, com sua barriga inchada marcando o tecido fino, seus cabelos caiam como cascatas de chocolate, moldando delicadamente seu rosto.
—Tudo bem?Estava te esperando, mas não veio dormir, pensei que tivesse acontecido alguma coisa
—De certa forma aconteceu
Olhei para o album de fotos na mesa, Ana parecia não entender, então eu lhe mostrei o cartão.Depois de ler o cartão e ver foto por foto do album, tudo em silêncio, ela pegou novamente o cartão.
—Eu gosto do seu gosto musical-seu leve sorriso me fez ficar tranquilo
—Só nisso que discorda?
—Tambem gosto das suas panquecas, mas as vezes estão um pouco doces demais, e...-ela deu uma nova olhada na lista-Acho aeromodelos bem legais
Deu um longo suspiro e voltou a pegar o album de fotos.
—Vocês ficaram na nossa casa em Malibu
—Não, não ficamos, apenas usamos a praia, mas não ficamos na casa.O pai dela tinha uma casa em Beverlly Hills, que agora e dela, ficamos lá
—Nova Iorque, quando disse que iria ajuda-la a resolver os problemas com o advogado-passou mais algumas paginas lentamente-Vocês parecem felizes
Em um momento Ana estava forte, folheando as paginas, e no outro o album caiu no chão em um baque surdo no momento em que ela o soltou para esconder as lágrimas.
—Não, Ana, não chore-eu a guiei ate o sofá onde poderia se sentar com conforto
—Isso doi muito, já doi so de lembrar-eu a deixei chorar-Por que Christian?Por que você fez isso?O que eu fiz para merecer isso?-suas palavras saiam embaralhadas pelos soluços e lagrimas
—Nada, você e perfeita e eu fui um idiota
—Sim, você foi-ela me empurrou com força e ficou de pé me apontando acusadoramente-Você fez isso comigo e com todos nos, você foi com ela para o Escala e ficaram lá juntos por muito tempo enquanto eu estava aqui sofrendo!Enquanto eu tinha que explicar as crianças porque o pai deles não voltaria para casa!
—Foi dificil para mim tambem
—Não, não foi!Você estava lá fazendo sei-la-o-que com aquela menina e eu estava aqui sofrendo por mim, pelos meus filhos, e por tudo o que passamos juntos, todos os altos e baixos, mas sempre juntos!-ela deu um longo suspiro e voltou a se sentar-Por que fez isso?
—Eu estava confuso, não era mais como antes, você estava sempre ocupada...
—Eu?Eu estava?Mas quando eu tinha tempo você e quem estava ocupado?Eu tinha que ficar parada esperando você aparecer ou poderia viver tambem?
—Quis dizer que nunca queria fazer sexo, e antes de dormir estava sempre lendo algum manuscrito ou algo do tipo
—E você enviando e-mails, assinando contratos, lendo relatorios...Mas mesmo assim eu não te trai
—E Simon Lair?-tive que perguntar, aquilo me consumia
—Quando comecei a sair com Simon estavamos separados, e quando ele começou a tentar algo comigo eu lhe disse
—E como estão agora?Quero perguntar isso a muito tempo
—Nunca tivemos nada, nunca Christian-via sinceridade em seus olhos-Mas pensei sim que poderia recomeçar com ele, principalmente quando você mostrou a todos que estava com uma criança
—Criança?-tive que rir-Ela não e criança
—Eu sei, ela e má, ardilosa, cruel e egoista.Sabe o que ela fez?Me enviou por e-mail um video dela com Simon
—O que?!-se não estivesse sentado teria caido, minhas pernas ficaram bambas
—Isso mesmo, e no e-mail dizia algo do tipo "Este e o segundo, arrume um terceiro que eu tambem vou tirar de você"
—Se não fosse isso você ainda estaria com Simon?
—Não, eu te amo Christian, e isso doi muito, doi não saber se ainda posso confiar em você.Doi pensar que amanhã pode aparecer outra.Doi todos os dias quando você sai para trabalhar e eu não sei se você vai mesmo ou vai se encontrar com alguem
Ana chorava tanto que eu temi que acontecesse alguma coisa tentei leva-la para o quarto, mas ela se recusou, então fui para a cozinha buscar água e no quarto pegar o calmante que o médico havia receitado.Ela os tomou de bom grado, já não chorava mais, mas soluçava.
—Você estragou tudo.Quando viemos morar aqui eu imaginei uma vida perfeita, com muitos filhos, uma casa confortavel e cheia de amor para eles, mas você estragou isso.Por mais que tentei, Ted e Phoebe vão se lembrar de quando o pai ficou morando fora por meses, e quando crescerem vão entender o porque mesmo sem que ninguem lhes diga.E Robin vai acabar sabendo tambem, e talvez ele pense que so existe para salvar o casamento
—Não e verdade
—Mas como ele vai saber disso?Ele vai acreditar no que quiser acreditar, talvez não estejamos juntos quando isso acontecer e ele pense que não foi o suficiente para nos mantes unidos
—Por que diz tudo isso?
—Porque era isso o que eu me perguntava todos os dias quando não tinha você o meu lado.Quando via seu lugar vazio na mesa.Eu imaginava isso sempre que você vinha buscar as crianças nos finais de semana e me perguntava "Será que vai ser assim pelos proximos dezoito anos?".Com eles vivendo aqui e lá, se perguntando de que lado vão ficar e como vão crescer confusos com tudo isso
Ficamos em silêncio por um tempo, Ana então pegou o album e voltou a vê-lo.
—Mia me contou porque você não queria que colocassemos o nome do bêbe de Brandom.Tambem me contou que ela seria a madrinha e não eu
—Não deveria ter dito isso
—Não a culpe, ela e uma mulher em sua primeira gravidez, está cheia de sentimentos e me contou tudo quando fomos comprar roupas para os bêbes.Mas eu não fiquei magoada, ate fiquei feliz-deu uma risada seca-Fiquei feliz por eu ser a madrinha e não ela, e cruel, eu sei, mas fiquei feliz por ter tirado algo daquela vagabunda pelo menos uma vez
—Ana-disse surpreso-Você não fala desse jeito
—Eu sei, e eu odeio isso, ela me faz dizer essas coisas.A xingo de nomes muito piores varias vezes ao dia!
Jogou o copo na lareira o fazendo quebrar cinco pedaços, dois deles cairam do lado de fora.
—Eu fiquei triste sim, muito triste, mas eu não estou só triste, tambem estou com raiva.E isso me irrita porque eu não consigo ter raiva de você e sim dela.Mas não foi ela quem me prometeu amor e fidelidade, não foi com ela quem eu me casei, foi com você, quem me traiu foi você, mas eu não consigo ter raiva de você porque eu te amo demais
—Tenha raiva de mim, eu mereço, mas pense no bêbe, você está muito nervosa
—Mas eu preciso falar agora, antes que o bêbe venha a nascer e tudo volte a ser uma bagunça-Ana olhou para o album-Não posso conviver com isso, com ela aparecendo a todo momento em nossas vidas, com você escondido no escritorio vendo fotos suas com ela.O que mais você guarda dela aqui ou no Escala ou no escritorio?
—Espere aqui
Sai do escritorio com passos firmes e diretos para nosso quarto e de lá para o closet, peguei o relogio que ela me deu no natal anterior, era um relogio lindo, realmente bonito, mas ela quem havia me dado.Voltei para o escritorio e Ana sem entender nada continuou sentada ali me vendo ir ate a gaveta da mesa do escritorio, peguei o kit da estrela que havia ganho.
—Isso e o que eu acho que é?-ela logo pegou o kit-Ela te deu uma estrela?E esse relogio?-abriu a caixa do relogio-O que você vai fazer?
—O que eu já deveria ter feito a muito tempo
No escritorio eu tinha uma lareira eletrica larga e no estilo colonial, com bordas de tijolos vermelhos e com fotos das crianças e um vaso de copos de leite em cima dela.Liguei o gás e acendi a lareira, o fogo de uma lareira a gás queimava diferente, era um fogo mais azulado e não tinha o trepidar das chamas na madeira.
Sentia os olhos de Ana em mim, quando me virei para pegar as coisas ela nem respirava de tanta expectativa do que eu faria.Primeiro joguei o kit da estrela, depois o relogio, ele fez um som estranho enquanto queimava, quase um choro metalico, primeiro ficou incandecente e vermelho, então o vidro querbrou deixando os ponteiros e os numeros expostos ao fogo, não fiquei surpreso quando ele continuou inteiro em sua estrutura, seria preciso um fogo muito mais forte para queima-lo.
Peguei então o cartão e o album de fotos, o album caiu aberto nas chamas, e eu vi ela sendo queimada, vi seu sorriso se contorcendo e logo virando cinzas.Ficamos ali por uns cinco minutos em silencio vendo as coisas queimarem.

Quando voltei ao trabalho na semana seguinte o frio já havia amenizado, ainda havia neve nas ruas, mas a maioria havia derretido e não havia mais caido durante a noite.Foi em uma manhã trabalhosa de quinta-feira que eu recebi o telefonema, minha mãe me ligou animada dizendo que estava indo para o hospital, Mia ia ter o bêbe, quando falei com Ana ela disse que estava com Kate e elas tambem esperavam minha mãe ligar com mais informações.Antes do final do expediente Elisa nasceu, minha mãe mandou uma foto, ela tinha cabelos muito escuros e não se podia ainda saber a cor de seus olhos.
No domingo elas já estavam em casa, todos no reunimos lá para espera-las, quando Mia entrou com o bêbe, Ava, Ted e Phoebe correram querendo ver a prima, e Kate logo a pegou no colo com delicadeza e começou a conversar com ela.
Era o dia de Elisa, todos queriam segura-la e ver como ela era, alguns diziam que se parecia com Mia, mas quando seus olhos abriram e revelaram brilhantes olhos esverdeados disseram que se parecia com Ethan.
Todos estavamos na sala comendo bolo quando alguem bateu na porta, as pessoas estavam tão distraidas com suas proprias conversas que não perceberam, mas eu sim, estava encostado no portal da sala prestando atenção de tudo de longe.Sem que ninguem percebesse fui abrir a campainha, e não sei se fiquei feliz porque havia sido eu e não outra pessoa.Quando abri vi um pacote enorme com um embrulho de fadas e joaninhas, mas quando a pessoa tirou o pacote da visão ambos ficamos surpresos.
Violetta estava mais magra, com as maçãs do rosto fundas, seus olhos tinham grandes olheiras que ainda assim não interferiam em sua beleza.Seus olhos estavam borrados de maquiagem, como se tivesse acabado de voltar de uma festa que durou a madrugada toda.Quando me viu ela sorriu, o tipo de sorriso que me deixa arrepiado.
—Oi
—Oi-respondi
—Trouxe isso para a Elisa
—Obrigado-peguei o pacote e fechei a porta, mas ela colocou o pé me impedindo
—Como você está?Como foi seu natal?
—Bom-coloquei o pacote no chão-Não tenho tempo para conversar agora
—Gostou do meu presente?-seu cabelo estava oleoso e com o que eu vi ser glitter, mas já deveria estar ali a muito tempo, já estava fundido nos fios-Comprei na Tiffany's, sei que não e muito dessas coisas, mas eu achei muito bonito-disse sorrindo
—Eu queimei-sua expressão de espanto e tristeza me atingiu mais forte do que eu pensei, foi preciso desviar o olhar para suportar a tentação de abraça-la-Não quero mais coisas suas, nada, queimei o album, o cartão, o relogio e o certifiado da estrela
—...-ela abriu e fechou a boca duas vezes, as palavras não saiam
—Agora se me der licença eu preciso entrar, e uma comemoração de familia-fechei a porta antes que ela pudesse colocar o pé no caminho
Quando me virei levei um susto, meu pai estava ali parado, a quanto tempo não sabia, mas independente disso, não seria bom.
—Venha comigo-ele disse
Na direção oposta a sala de estar, fomos ate a biblioteca que na verdade era mais uma sala onde havia o grande videogame de Ethan, com uma tela que ocupava uma parede inteira e uma cadeira que se parecia com um banco de carro e inumeros controles e uma prateleiras cheia de jogos.Figuras de ação em cubos de vidro enfeitavam onde antes haviam livros e um computador com três monitores estava onde antes era uma mesa de carvalho.
—Que cara e essa?-meu pai perguntou depois que eu dei um longo suspiro
—Últimamente tenho recebido muitos sermões
—Vai receber outro agora
—Eu não estava fazendo nada, so pedindo para ela ir embora
—Sim, eu vi, mas­ precisava ser assim?Você a magoou, e ela e uma pessoa e independente de qualquer coisa merece respeito
—Só não quero que ela continue insistindo e vindo atrás de mim
—Quem disse que ela veio atrás de você?Ela veio deixar um presente para o bêbe.Sim, entendo, não era bom ela entrar, mas não falasse aquilo para ela.Você realmente queimou essas coisas que ela te deu?
—Sim, era preciso, Ana não queria que eu continuasse tendo lembranças dela guardadas
—Entendo, mas precisava dizer a ela?Isso magoa Christian, e ela está passando por muita coisa agora.Soube de Ivana?
—Não.O que aconteceu?-aquilo me espantou
—Descobriu um cancer, foi morar com os filhos em São Francisco para começar o tratamento
—Mas ela tem a mãe
—Nicole precisa de mais cuidados que qualquer um, Violetta e quem cuidaria da mãe e não o contrario-meu pai ficou olhando as figuras de ação de Ethan-Que historia e essa da estrela?
—Como?-de inicio não entendi, ainda pensava em Ivana-Ela me deu uma estrela
—Nossa, isso sim e um presente-me pai afastou a cortina olhou pela janela para a entrada de carros-Pode imaginar como e dar uma estrela para alguem, lhe dar um pedaço do universo, algo tão puro e belo e depois ouvir que a pessoa queimou?Pode imaginar como e passar horas juntando fotos de momentos felizes com alguem, os relembrando e esperando que a pessoa tambem lembre da alegria daquele momento e depois ouvir que a pessoa queimou?
—Não queria ser cruel, mas eu quero que ela me deixe em paz, a todos nos
—Sou padrinho dela Christian, a amo como à uma filha, mas e dificil olhar para ela no momento, mais dificil ainda falar com ela e tentar saber se ela esta sendo sincera ou não.As vezes você não tem essa duvida?-ele soltou a cortina e me olhou
—Ela prometeu que nunca mentiria para mim.Alias, as vezes ela e ate sincera demais
Ele riu.
—Sempre foi assim.Uma vez ela quebrou um vaso lá em casa, e perguntamos se havia sido ela, não queriamos brigar, apenas queriamos que ela falasse a verdade.Mas ela negou completamente, ate que você perguntou e ela disse a verdade.Foi ate engraçado, ela te abraçou e disse que não mentiria para você
—Acha mesmo que ela sempre me amou?
—Amar?Isso e uma palavra muito forte, mas o que quer que ela sinta por você, vai continuar ali para sempre, não importa o que você diga-ele pousou a mão no meu ombro-Ela ainda está lá fora, não vá atrás dela, tudo bem?
—Sim pai
—Vamos voltar, estou sentindo cheiro de chocolate quente
Voltamos para a sala e o nariz e meu pai estava certo, haviam canecas de chocolate quente com marshmallow.Fui discretamente ate a janela e afastei a cortina, o carro de Violetta ainda estava ali, na vez seguinte que eu olhei porem ele não estava mais.
—O que e isso?-Ethan entrava na sala com o pacote que Violetta havia levado
—Havia me esquecido-me pai se pronunciou antes que eu tivesse tempo de dizer qualquer coisa-Um entregador deixou aqui tem algum tempo, acabei esquecendo de dizer
Com o pacote no chão, Ethan pegou o cartão e depois de ler o guardou discretamente no casaco, então meio receoso começou a abrir, Mia deu um grande sorriso e Ava e Phoebe logo quiseram mexer no presente.Era a casinha de bonecas alemã que Violetta tinha, estava com uma pintura nova, mas era a mesma casa, os mesmos moveis e ate as mesmas cobertas das caminhas de boneca.Quem usou a casinha primeiro foram Phoebe e Ava, que pegaram suas bonecas e começaram a brincar, quando fomos embora Phoebe disse que queria que a prima crescesse logo para poderem brincar mais com a casinha.
—Vai vim visitar sua prima so por causa da casinha de bonecas?
—Claro que não, tambem vou vim pelo videogame do tio Ethan-ela disse sorrindo igual Ana fazia quando estava brincando
Quando chegamos em casa contei a Ana o que havia acontecido, ela se mostrou compreensiva e disse que eu havia agido bem, não contei a ela sobre meu pai, mas ela deveria saber já que ele disse que havia recebido o pacote e não eu.

Já era Fevereiro quando o quarto do bêbe ficou pronto, com um papel de parede listrado na vertical em verde-claro e branco, o berço de madeira marrom clara já com o enxoval e o mobile balançando prequiçosamente, a poltrona de amamentação era branca e ao seu lado tinha um pequeno ipod com músicas de ninar para serem tocadas.Aquele quarto parecia ter sido tirado de uma revista de decoração, estava da maneira como Ana queria, estavamos prontos para a chegada de Robin.
—Ele está tão grande-Ana disse enquanto examinava o ultrasom
Como agora ela trabalhava em casa eram poucas as vezes que poderiamos almoçar juntos, mas sempre o faziamos depois de suas consultas de rotina, eu so ia para o escritorio a tarde e de manhã a acompanhava.Haviamos feito o ultrasom e agora enquanto almoçavamos no melhor restaurante de Seattle ela admirava a foto e eu a admirava, ela estava radiante com um bronzeado de verão que fazia seu sorriso parecer ainda mais reluzente do que o normal.
A todo momento Ana alisava os cabelos para então segurar o vento, havia acabado de corta-los na altura dos ombros e ainda não acostumada com o novo corte passava o tempo todo a mão nos cabelos.Ainda me lembro com clareza da primeira vez que a vi, ela estava luminosa, exatamente como agora.A leveza em seus gestos, a delicadeza de seu sorriso, a suavidade de seu toque.Aquilo era Ana, todo aquele conjunto de pequenos detalhes que a faziam única.
Poderia ficar a tarde toda olhando para ela, a admirando, mas já havia deixado o trabalho de lado por muito tempo, e o faria novamente quando Robin nascesse.Taylor me deixou na empresa e levou Ana para casa.
Já a algum tempo eu aprendi que quando esta tudo muito tranquilo e feliz, algo vem e acaba com a nossa felicidade, a minha terminou antes das três da tarde, quando a saida de incêndio se abriu e Violetta entrou fumando um cigarro, com uma mochila da Chanel e o uniforme escolar, por cima ela usava um casaco da Dior.Tinha os olhos fundos de olheiras e estavam envolta da fumaça azulada do cigarro.
—Inferno, preciso cancelar seu cartão de estagio-gritei enquanto batia as mãos na mesa
—Fico feliz em ver como sou bem-vinda-falou em um suspiro enquanto fechava a porta
—O que você quer?
—Só queria conversar-se sentou no sofá que havia no escritorio-Queria te ver
—Mesmo depois daquilo?-perguntei desconfiado
—Mesmo depois, embora eu devesse ter um pouco mais de orgulho.E vou ser sincera, tinha a esperança que me pedisse desculpas
—Você merece desculpas, mas não pode deixar de admitir que não deveria ter feito, poderia ter ido em outro momento, quando não estivessemos todos reunidos.Sua presença lá acabaria com tudo, não acha?-ela deu de ombros-Você viu os carros e pensou que tudo bem?
—Quero fazer as coisas voltarem a ser como antes
—Isso e impossivel
—Seus pais me disseram isso a algum tempo.Eles querem que as coisas voltem a ser como antes
—Admiro o otimismo deles
—Vai ficar ai?Eu não mordo-disse com um sorriso timido
Ainda estava sentado em minha mesa, queria manter distancia, era melhor.
—Eu soube sobre Ivana.Com ela está?
—Bem, foi morar com os filhos em São Francisco.Foi achado no começo, o que e bom, mas vai precisar fazer quimioterapia antes da cirurgia
—Espero que esteja bem
—E você, como está?
—Legal-ela acendeu outro cigarro-Semana passada fui lá, compramos perucas.Eu queria que ela usasse um blackpower rosa com mechas roxas, mas ela achou muito exagerado
Senti um mal estar, sempre vi Ivana com seu longo cabelo castanho, em sua maioria das vezes trançado ate a cintura, mas as vezes em festas ela o soltava, e ele ficava ainda maior, brilhante e sempre bem penteado.
—Sua mãe tem ido te visitar?
—Sim, ela vai lá para ver se eu não morri e nos encontramos no brunch todos os domingos no clube
Automaticamente anotei mentalmente para evitar o clube aos domingos de manhã.
—E a escola?Sua notas, essas coisas
—O mesmo de sempre
Respirei fundo e levantei, ela me olhou e deu um longo suspiro de alivio, talvez achasse que eu me manteria a distancia ate resoler expulsa-la.Queria ter feito isso, mas ela precisava disso.Me sentei no outro sofá, estavamos separados por uma mesa de café de vidro.
—Não deveria perguntar isso.Não crie esperanças por eu estar preocupado, mas não posso deixar de ficar.Dês de que terminamos, como tem estado as coisas?
Agora era um suspiro pesado, como se tivesse sido cercada por uma nuvem negra.Lágrimas quiseram sair, mas ela passou a manga do casaco nos olhos antes que elas fugissem.
—Dês de que você me deixou, todo dia tem sido pior que o anterior a ele.O que quer dizer que toda vez que você me vê e o pior dia da minha vida
—Não pense assim, talvez devesse conhecer novos rapazes, tenho certeza que muito rapazes da sua idade...-enfatizei o final-...adorariam namorar você.Um encontro, quem sabe não acha um bom rapaz que a ame como eu não pude
—Não fale de amor-seus olhos verdes e castanhso inflamavam de raiva e sofriam de tristeza ao mesmo tempo-O amor nunca fez nada por mim
Terminou o cigarro e o apagou no cinzeiro da mesa, aos poucos foi se deitando no sofá, acendeu outro cigarro e ficou olhando para a cidade pelas janelas que ocupavam uma parede inteira do escritorio.
—Viol...-ela me interrompeu
—Eu te odeio, e horrivel gostar de alguem e essa pessoa rejeita-la.Eu nem sei direito porque eu gosto de você, só sei que você foi a unica coisa que eu quis na vida-ela deu um longo trago no cigarro-Voce so sentiu pena de mim.Pena e pior do que odio, mas so perde para a indiferença
—Não foi pena, eu me deixei levar por você, pela sua beleza
—Muitas pessoas me falaram a vida toda que eu sou bonita, mas de que isso adianta se toda vez que eu vejo no espelho eu me sinto feia?-olhou para mim querendo que eu lhe explicasse
—Não existe nada mais bonito que um sorriso, talvez precisse sorrir mais-ela desviou o olhar, mas eu me inclinei para para frente procurando seus olhos-Por que não tenta sorrir agora?
Vi que ela não achou que pudesse, mas então por algum motivo que eu não sei eu sorri, e logo eu vi novamente aquelas curvas de seus lábios, seus dentes ainda muito brancos mesmo com o cigarro.Aquele sorriso era minha ruina.
O telefone da mesa tocou e eu fui atende-lo, já estava na hora da minha reunião, nem havia percebido o tempo passar.
—Estou indo para uma reunião-ergui uma sobrancelha para ela, ainda deitada no sofá
—Só vou terminar o cigarro e já vou
—Não, vá agora-disse firme-Não tente voltar, vou cancelar hoje mesmo seu cartão de estagio
Me ignorou completamente e continuou no sofá fumando.Não estava com vontade de brigar, apenas sai e disse para minh secretaria que ninguem nem ela deveria entrar no escritorio.

Quase uma hora depois voltava da reunião com vontade de ir para casa, mas estava ficando ate depois do horario para colocar tudo em dia, havia muito trabalho acumulado, e depois do antigo diretor financeiro me roubar eu passei a vigiar de perto as finanças, um trabalho extra que tomava boa parte do meu tempo, principalmente na época da virada de mês.
Mas havia mais trabalho extra quando cheguei no meu escritorio, Violetta ainda estava no sofá, mas agora dormia e usava meu casaco como coberta, havia tirado os sapatos e seus pés estavam agasalhados por um par de meias com gatos desenhados.
Me aproximei para acorda-la, mas ela dormia tão tranquila e profundamente que eu não tive coragem, pelo estado de sua olheiras ela precisava dormir.Sentei em minha mesa e começei a trabalhar.Terminei já eram quase oito horas e ela ainda dormia, me levantei, deixei os papeis na mesa para minha secretaria organizar e tirei meu casaco de cima dela.
—Já estou saindo-a cutuquei no ombro
Ela deu um longo bocejo e se espreguiçou, tinha uma aparencia melhor do que quando tinha chegado.
—Você não ter dormido muito ultimamente?-ela respondeu negativamente com a cabeça-Por que?
—As vezes vou a festas e quando chego já estou na hora de ir para o colegio.As vezes vejo filme e fico na internet ate tarde
—Você precisa de controle.Por que não volta a morar com a sua mãe?
—Depois que moramos sozinhos pela primeira vez não e possivel voltar para a casa da mãe
Nisso eu tinha que concordar, mas não queria que ela descarcasse a alternativa.
—Seria melhor para você, aposto que so tem comido coisas instantaneas e pedido pizza
—Acertou.Não gosto de cozinhar-ela calçou os sapatos
—Quando estava no Escala você cozinhava todos os dias
—Mas era para você, e diferente
Como não havia mais ninguem na empresa além do porteiro e seguranças eu disse que ela não precisava ir pela saida de incêndio, descemos o elevador juntos.Ela ainda cheirava a laranja, mas agora o cheiro do tabaco se misturava.Ela mexeu na mochila e pegou o cartão para poder sair.
—Estava falando serio quanto ao cartão, não tente voltar, vou cancela-lo amanhã mesmo
Na entrada do predio ela passou o cartão na roleta para liberar sua saida, já comigo o porteiro que vigiava o predio a noite ao me ver saindo do elevador correu e passou o cartão na meia porta de acrilico e eu sai por ali.Tinha cartão, o meu alias, abria qualquer porta do predio, mas eu raramente o usava, normalmente ficava em minha gaveta no escritorio.
—Tome-ela me disse entregando seu cartão-Não tenha o trabalho, fique logo com isso
Olhei em volta, os funcionarios olhavam para tudo, ate para a parede, menos para nos dois, mas era obvio que não queriam que o chefe os pegasse bisbilhotando.Peguei o cartão e quase sorri, ela parecia ter treze anos na foto, com seus cabelos cheio e ondulados moldando seu rosto, sua bochechas rosadas e um sorriso animado, quem quer que tenha tirado aquela foto sentiu o coração bater um pouco mais rapido ao ver aquele sorriso.Imagino que o motivo daquele sorriso era que ela havia conseguido a oportunidade de ouro de ficar perto de mim, dava para ver a esperança e emoção em seus olhos bicolores.
Faria algo que me arrependeria e que a magoaria muito, mas precisava fazer aquilo para deixar as coisas claras.O 'clack' do cartão pareceu ecoar por todo o andar e voar pelas portas fechadas para o deserto de neve recem-derretida do estacionamento.Seu sorriso havia se partido, seu rosto cortado em duas partes, a parte de cima tinha um par de olhos brilhantes e felizes, com uma pitada de sensualidade.Na parte de baixo um queixo erguido de orgulho e confiança e um colar em formato de libelula.
Temi olhar para ela, mas não poderia ficar olhando os dois pedaços de plastico quebrado, e só plastico, mas para ela não era, dado ao seu olhar toda a leveza que ela havia conseguido com seu sono no sofá havia sumido, ela agora era novamente palida, sem qualquer luz no olhar e seus lábios não tinham sorriso nenhum, ela os mantinha meio abertos de espanto.As lágrimas que não haviam saido no escritorio apareceram ali, um par de lágrimas silenciosas que traçaram um caminho brilhante em seu rosto para então cair em sua roupa em dosi pingos pesados.
Sem dizer nada, nem olhar para mim, ela passou pela porta de vidro e foi em passos apressados ate seu carro, assim que ela entrou eu vi meu Bentley entrar no estacionamento.Esperei do lado de fora ele chegar ate a entrada, enquanto isso tentava não olhar para o outro carro ali, sentia ela chorar, não sei como, mas eu sentia, ate podia vê-la, mesmo sendo impossivel, o carro álem de muito longe tinha vidros escuros.
Parecia que Taylor fazia o caminho mais longo na menos velocidade possivel, chegue logo, ou irei ceder a vontade de ia ali e secar suas lágrimas, me desculpar por ser um idiota, ela estava passando por tanta coisa sozinha, ela não tinha ninguem para abraça-la nos momentos dificeis.Ela estava sofrendo, e só eu conseguia faze-la sorrir, eu queria faze-la sorrir.
—Surpresa-o Bentley já estava parado a minha frente e a porta se abriu, Ana estava ali com um grande sorriso-Resolvi vim busca-lo hoje
Não sei o que estava pensando em fazer antes, talvez tivesse atravessado o estacionamento e entrado na Range Rover, mas esqueci quando vi o sorriso de Ana me aguardando entrar.Coloquei os pedaços do cartão no bolso do casaco e entrei, ali tinha tudo o que eu precisava, havia uma pessoa feliz que me fazia feliz, e apenas o sorriso dela bastava.

Notas finais
Não esqueçam de comentar, dêem uma olhada no meu livro e uma espiada no meu video. Video: youtu.be/s-F4a0pVGbc Livro: goo.gl/bFgwkk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.