Cinquenta Tons de Violetta

4 Capítulo 4 - Garota Tentação


Notas iniciais
Desculpem a demora, tive um trabalho para fazer que tomou muito meu tempo, além de meu filho ter ficado doente.Mas compensarei com outro capitulo logo

Três dias depois eu fui a minha mãe, ela havia terminado de decorar a casa, agora a decoração era basicamente, branco, azul, bege e chocolate; haviam mais

quadros e pinturas, espalhadas pelos corredores e a sala; mas enquanto eu ia a procura de minha mãe uma me chamou a atenção foi um quadro que estava perto da porta que

levava a varanda; era uma foto de um par de grandes olhos e sombracelhas muito arqueadas e grossas, chocolate como a cor das almofadas que agora decoravam o sofá novo

de minha mãe e cilios enormes e afiados como navalhas; e olhos tão bonitos que me deixavam sem folego; eles eram verdes com fios castanhos que se misturavam em linhas

irregulares e rebeldes que brilhavam como astros
–Christian?-ouvi minha mae, estava atras de mim-Reconhece estes olhos?-ela sorriu para mim
–Violetta-foi o que eu consegui dizer
–Aproveitei a reforma e o coloquei na sala, estava no quarto de hospedes
–Uma otima foto
–E esta nem era a mais incrivel da exposição
–Voce foi a exposição?-queria ter ido, mas não disse em voz alta, logo depois deste pensamento me policiei
–Fui sim, Phoebe havia ficado doente na data e vocês não puderam viajar.Cheguaram a aceitar o convite; acho que ate lhe trouxe um programa da exposição.Ana não queria

viajar para tão longe com a filha doente
–Talvez na proxima
–Espero que sim.Ela seria uma maravilhosa modelo fotografica.Pena não ser tão alta, conheço um olheiro maravilhoso, ele poderia agencia-la se ela tivesse altura
–Senhora Grey-a empregada veio com um embrulho, pelo formato deveria ser um quadro
–Coloque no carro para mim, por favor-minha mãe pegou as chaves do carro na mesinha ao lado da porta-Irei ate a casa de Violetta entregar-lhe o quadro
–Mas preciso conversar com você-tinha que pedir um conselho-E urgente
–Então vamos.Você pode me dar uma carona
–Não sera incoveniente?Eu não sou muito intimo de Nicole e de Allan
–Tambem não sou.Mas a esta hora eles não estão em casa.Liguei para Violetta e ela me disse que eles acabaram de sair, por isso preciso ir agora
–Certo, então aproveitamos para conversar
Taylor tirou o quadro do carro de minha mãe e passou para o meu, ele ficou acomodado no banco da frente.Eu e minha mãe fomos ao banco de trás, eu não me dei ao

trabalho de levantar a divisoria, eu podia conversar aquilo com Taylor ouvindo, não seria a pior coisa que ele ouvira sobre minha vida, nem a mais pessoal
–Você e Ana tem conversado?
–Sobre a crise?-ela sorriu para si mesma.Parecia ja imaginar o assunto da conversa-Tem sim.Ela tem me dito que vocês não estão passando por um bom momento
–Ja conversei com o meu pai.Com Elliot.Mas eu preciso do seu conselho
–Precisa de um conselho feminino?-ela estava adorando, mas eu não-Querido, eu e seu pai tambem passamos por isso, acho que foi ate pior.Os filhos nos tiram muita

energia, você tem que saber disso
–Eu sei, mas temos empregada, temos governanta, temos babá.Ela não se da ao trabalho de tirar uma unica noite para sairmos só nos dois, como antes.Me arrependo de ter

lhe dado a editora, e muito trabalhoso
–Você se arrepende de ter lhe dado independencia?
–Não a independencia, mas um compromisso tão grande.Ana havia acabado de terminar a faculdade.Eu deixo assuntos mais brandos nas mãos de subalternos para me dedicar a

ela, mas ela não faz o mesmo por mim
–Mas não e melhor uma mulher dedicada ao trabalho, do que uma que não liga para o trabalho?-não soube o que responder-Uma crise no casamento e algo comum ate para os

casais mais apaixonados.São em momentos como esses que sabem se são ou não feitos um para o outro.Mas e preciso dedicação de ambos
–Tenho medo de nos esgotarmos um do outro
–Meu filho, você e Ana são um dos casais mais apaixonados que ja vi.Não iram se separar na primeira crise
–Mãe-respirei fundo-O que a senhora acha sobre traição?
–Traição?-ela pareceu surpresa-Acho algo deploravel, a pior coisa que pode existir em um relacionamento e a traição-ela se arrumou no estofado para ficar de frente

para mim-Christian, você e um homem muito bonito; e eu sei que tem varias mulheres que não se importariam se você e casado e tem uma familia, mas eu sei que você e

melhor que isso-ela segurou minha mão, como quando fazia na minha adolescencia, apos meus ataques de furia-Tem alguem que esteja lhe provocando?
–Sim-aquele 'sim' não saiu, mas minha mãe sabia a resposta
–Eu a conheço?
–Sim-desta vez minha voz saiu
–Elena?
–Não, acho que ela ja aprendeu que não tem mais chance comigo
–Quem e então?
–Melhor não dizer.Resolvi não me aproximar mais dela
–Sera melhor assim.Mas ainda acho que e melhor você me dizer quem e.Não posso continuar a ter contato com alguem que deseja destruir o casamento de qualquer um dos

meus filhos
–Irei me controlar.Vou tentar melhorar meu relacionamento com Ana
–Já sei.Irei ficar com as crianças este fim de semana, ainda esta quente, e eles iram adorar a piscina.Saiam no sabado e so voltem no domingo
–Mesmo?-era uma ideia maravilhosa
–Duvido que Ana iria recusar se eu pedisse
A casa dos Benchley era proxima a de minha mãe, fico surpreso por morarem tão perto e ainda assim ela ter conseguido evitar Nicole por tanto tempo.Era uma casa

com paineis solares, duas grandes árvores logo na fachada, e uma outra na lateral direita da casa, todas ainda verdes pelo outono quente, a grama era verdissima, com

canteiros de flores; era uma casa bonita se você e um fã de natureza e se ve obrigado a morar na cidade.Taylor abriu a porta para nós, mas ficou no carro, eu me

encarreguei de levar o embrulho que continha o quadro por um caminho de calcario que nos levou ate a porta vermelha; fomos recebidos por uma empregada uniformizada,

que nos disse que Violetta estava na estufa, ela pegou o quadro e disse que o colocaria na bancada da cozinha.Tirando o dia do velorio, eu nunca vim na casa de Nicole,

minha mãe ja deveria ter vindo aqui mais vezes, ela sabia exatamente por onde ir, e onde ficava a estufa, era na realidade uma pequena casinha de vidro no canto aos

fundos do quintal, encostado na divisoria com o vizinho
–Violetta?-minha mãe chamou
Ouvimos um pedido para entrar, eu quase cai no chão quando a vi logo na frente, com um short e uma blusa curta, regando um pé de tomate, a trança longa caindo

na lateral de seu ombro.Éla se mostrou muito surpresa ao me ver, tanto que o tomateiro quase se afogou na chuva de água que ela pos nele.Largou o regador e limpou as

mãos em um pano, e veio ate nós, mas sempre olhando para mim com aqueles olhos maravilhosos
–Não sabia que estaria acompanhada
–Christian resolveu me fazer uma visita no momento em que eu estava saindo.Espero que não tenha problema
–Não, imagine.Mas eu teria me arrumado melhor
–Querida, o Christian ja lhe viu coberta de sorvete ate os cabelos.Você esta otima assim-minha mãe tirou um fio de cabelo do rosto dela-Vamos ver seu presente de boas

vindas?
–Vamos!-respondeu animada
Parecia uma criança na manhã de natal, abriu com paixão aquele embrulho.Então me voltou o pensamento que tive no dia do leilão, de quere ter lhe dado aquele

quadro, no fim, eu estava dando de certa forma.Subimos ao seu quarto, que ainda estava meio vazio, ela parecia ainda estar se acomodando, mas um cactus ao lado da cama

me chamou a atenção, ele parecia ser o unico traço do toque dela naquele quarto, ate a roupa de cama era um tom neutro de rosa; mas agora ela tinha o quadro, ate

haviam pregos na parede, com certeza esperando pela obra
–Obrigada.Não sei como agradecer
–Não e necessario.Sou sua madrinha, e minha obrigação lhe dar presentes
–Ainda assim, não precisava
Violetta parecia mais inofencia quando pega de surpresa, ela estava totalmente descontraida, quase que sem uma armadura para se proteger, ainda assim estava

bonita, ela tinha orelhas lindas, não sei realmente o que faz um par de orelhas ser bonito, mas o dela era.Embora seu quarto não tivesse muito toque pessoal, eu duvido

que ela seja alguem sem muita personalidade, ela apenas parecia um pouco desconfortavel com o ambiente, e naquele momento, ainda espantada por me ver
–Você gosta de jardinagem?-perguntei olhando para o cactus, então para ela
–Na realidade não muito.A estufa era da antiga dona, quando Allan se mudou continuou a cuidar, e eu gosto de ajudar quando tenho tempo.O cactus e somente uma lembrança

de Nova Iorque, e meio dificil criar plantas lá, o cactus e resistente, e sabe se adaptar
–Já esta nascendo uma flor-disse minha mãe-Você tem feito da jardinagem um hobby não e?
–Basicamente
–O que você gostava de fazer antes?-ela perguntou
–De tudo um pouco
–Mesmo?
–Sou de um lugar onde acabamos tendo que fazer tudo de uma vez, e de tudo um pouco
Nos encaramos rapidamente, aquele dia Violetta parecia uma adolescente normal, daquelas que se apaixonam pelo jogador de futebol do colegio, passa as tardes

estudando, e sai nos fins de semana
–Com licença, eu preciso ir
–Não que ficar para um café?-Violetta perguntou, pouco a pouco eu via em seus olhos a garota astuta que eu conheci recentemente, isso me fez ter certeza de que

precisava ir embora-Um lanche?
–Não, realmente preciso ir-queria me afastar dela o mais rapido possivel

Mau pude acreditar quando Ana aceitou a proposta de minha mãe, porem, eu mesmo vi que ela ja esta muito esgotada e que precisa relax.Era a primeira vez em

muito tempo que eu fazia uma reserva para um jantar romantico, fiz no Corvile's, um restaurante italiano que ela gosta; eu me arrumei cedo, e fiquei a esperando na

sala, ela chegou mais calma hoje, diferente de outros dias que ela chega apressada, pos ja tem algo pra fazer; algum manuiscrito para ler, um dever de casa para

corrigir...
Hoje não, hoje a noite era minha.As crianças desceram primeiro, a babá levava duas mochilas, uma de super-heroi, outra de uma princesa da Disney.Phoebe estava

com os cabelos castanhos claros trançados, toda de verde, ela esta naquele fase em que so que usar uma cor, a de hoje e verde, ontem foi rosa.Ted sentou-se do meu

lado, ele era mais apegado a mim, diferente da irmã, que preferia Ana
–Faz muito tempo que não dormimos na casa do vovô e da vovó-comentou Ted
–Você não que ir?
–Quero sim, só quis dizer.Sabe, quebrar o gelo
Ri com seu modo de falar, Ted ja esta na fase bem interressante, ele e um bom observador, quieto, porem muito direto quando e preciso abrir a boca.Ana se

juntou a nos, ela usava um casaco, mas via um vestido que ia ate os joelhos, era verde
–Fui eu quem escolhi o vestido da mamãe-anunciou Phoebe
–E eu gostei muito-respondeu Ana-Ela quem ira me vestir a partir de agora
Todos entramos no carro.Taylor iria ter folga, então quem dirigiu fui eu.Deixamos as crianças na casa de meus pais e fomos ao restaurante.Um lugar estupendo,

porem, ainda assim discreto, com uma decoração em tons neutros, nenhuma cor ambiente era chamativa.Só então vi o vestido de Ana, era de alça, com um decote oval, ela

usava um colar de perolas e pouca maquiagem.Ela segurava uma bolsa de mão preta, combinando com os sapatos pretos, que se eu não me engano, são os que ela comprou na

loja da Prada quando fomos a Paris na ultima vez.Peguei em sua mão e fomos conduzidos a nossa mesa, discreta, como eu gosto, não quero muita atenção hoje, ainda mais

sabendo o que nos aguarda depois do jantar
–Estou nervosa-ela disse quando o garçom nos entregou os cardapios-Muito tempo que não saimos juntos, Christian
–Não fique nervosa.Ja passamos por isso antes.Agora você e minha esposa
–Progredimos muito dês daquela epoca
–Continuaremos progredindo-fizemos nossos pedidos, o vinho veio logo, junto a entrada-Lembra quando estavamos jantando, em um lugar parecido com esse, e você tirou a

calcinha no banheiro?Ficou o resto da noite exposta
–Não me diga que quer que eu faça isso?
–Quero
Ana me olhou sapeca, eu me levantei e puxei a cadeira para ela, que desfilou ate o banheiro.Tomei uma taça de vinho enquanto a esperava, quando ela voltou,

pude ver o seu rosto vermelho e um sorriso escondido.Novamente puxei a cadeira para ela, que se sentou com cuidado, o vestido, embora ate os joelhos, era rodado, e um

movimento muito rapido o levantaria, revelando sua nudez
–Onde esta?-perguntei sorrindo
–Na minha bolsa
–Abra as pernas, quero ver
–Não-ela ficou ainda mais vermelha-Aqui não.Alguem vai ver
–Não vai não-derrubei meu garfo-Sera rapido
Me abaixei para pegar o garfo, a toalha da mesa não era longa.Me curvei e ela abriu as pernas, estava lisinha, pude ver tudo, Ana fechou as pernas e eu

levantei com o garfo.Ana escondia a vergonha com a taça de vinho
–A noite ja começou assim.Como sera a partir de agora
–Só ira melhorar-respondi-Você nem imagina o que planejei para hoje
–Espero que seja algo que me permita usar blusas de alça
–Talvez umas pulseiras a mais, para disfarçar a marca das algemas
–Tera algemas?
–Claro.Adoro você algemada
–Christian, calma.Vamos jantar primeiro
Nossos pratos chegaram, ficamos apenas nos olhando, o decote de Ana não era indiscreto, mas me deixava a vontade para imaginar.
–Estava pensando em algo estes dias-ela respirou fundo-Preciso que você considere a questão.E algo importante e serio
–O que?
–Estava pensando em termos mais uma filho
–Ana-fui pego de surpresa-Ja temos dois e não temos tempo para estarmos juntos.Imagine com três
–Mas eu quero tanto.Quero ter uma grande familia
–Irei pensar-pensar muito
–Se não quisesse, não teriamos uma casa tão grande
–Não temos mais quartos sobrando
–Temos o quarto de hospedes
–E onde ficariam os hospedes?
–Se faz tanta questão.Então faremos assim-ela parecia estar planejando esta conversa a algum tempo-Se for menino, dividira o quarto com Ted.Se for menina, dividira o

quarto com Phoebe
–A quanto tempo você vem pensando nisso
–Alguns meses
–Por que só me contou agora?
–Estava esperando um momento como este.Relaxado.Só nos dois
–Que tal começarmos a tentar hoje?-perguntei sorrindo
–Quanto antes melhor
Não comemos sobremesa, como ela disse 'Quando antes melhor'.Fomos ao Escala, ainda mantenho minha cobertura lá; para fins como este, para termos um lugar so

nosso, em total privacidade; como tempo atras, quando combinavamos de nos encontrar na hora do almoço e acabavamos voltando meia hora apos o fim do horario de

almoço.Mas não tem problema, eramos os chefes
Naquela mesmo dia por exemplo, eu resolvi vim aqui a tarde para preparar tudo.O quarto de jogos não era utilizado a algum tempo.Pus tudo o que eu precisava no

lugar, as algemas estavam logo na entrada.Foi a primeira coisa que usei ao entrarmos

No dia seguinte fui acordado com a campainha, meu pedido chegou; na tarde anterior pedi um café da manhã completo em uma delicatessen para ser entregue as nove

horas.Atendi e fiz o possivel para não deixar o café parecer comprado, embora ela fosse ter certeza de que não fora eu quem fizera.O servi na mesa que fica proximo a

janela panoramica para a cidade de Seattle, seria uma visão maravilhosa logo de manhã
Voltei ao quarto, Ana estava naquele estado de pré-despertar, coçando os olhos e se espreguiçando deliciosamente.O quarto estava escuro, o sol não entrava

pelas grossas cortinas neutras que iam do teto ao chão.Me sentei na cama e apreciei a visão de Ana em seu momento preguiçoso
–Me observando?-ela brincou escondendo o rosto com as mãos envergonhada
–Apenas vendo o sol levantando
–Eu sou o sol?-ela me olhou, agora sem as mãos escondendo o rosto
–Claro, você iluminou minha vida.Com você ate as noites são ensolaradas
–Christian-ela escondeu novamente o rosto envergonhada
–Esta com fome?Tem uma suntuosa mesa de café da manhã lhe esperando
–Irei tomar banho
–Vou lhe acompanhar
–Mas você ja tomou banho-ela passou a mão em meus cabelos levemente humidos
–Tomarei outro, agora bem acompanhado
Fizemos sexo no banheiro, depois tomamos café.Não conversamos muito, apenas nos curtimos, antes de ter que voltar para nossa vida rotineira que se iniciaria

assim que atravessasemos a porta do elevador para o estacionamento, rumo em direção a casa dos meus pais para buscar as crianças.E embora quisessemos, não enrolamos

nossa saida, sabiamos que tinhamos responsabilidades, eramos pais e isso significava colocar os filhos sempre em primeiro lugar
Assim que estacionamos vi o carro de Mia estacionado, paramos ao lado.Ja no hall sentiamos o clima iluminado, não havia ninguem, mas vimos a porta de vidro que

dava para a varanda estava aberta, e a empregada de minha mãe entrou com uma bandeja com pratos vazios e uma jarra de suco, tambem vazia
–Estão todos na piscina?-perguntei
–Sim, senhor
Ana segurou a minha mão para sairmos, mas antes, eu automaticamente olhei para o retrato de Violetta, e ela, como sempre, olhava para mim
Minha mãe nos recebeu com um sorriso, e dizendo como eles se comportaram, não vi meu pai, mas vi Mia segurando Phoebe em cima da boia dentro da piscina, Ted ja

nadava sozinho.A piscina de meus pais era aquecida, mesmo com o clima de inicio de outono, ainda sentiamos um clima ameno, embora na proxima semana sim começariamos a

sentir o verdadeiro outono que estamos acostumados.As crianças nem sairam para falar conosco, apenas acenaram e continuaram a brincar.Ana se sentou na espreguiçadeira

ao lado de minha mãe, perguntei onde estava meu pai e ela respondeu que estava no escritorio
–Ocupado?-perguntei na soleira da porta
–Não.Entre-ele fechou uma pasta-Como foi a noite?
–Divertida-não seria bom entrar em detalhes
–E como estão indo as coisas com Ana?Resolveu sua duvida em relação a traição?
–Acho que sim-embora disesse a minha mãe manter segredo, ela contava tudo a meu pai, claro, a não ser que eu fosse especifico e pedisse para ela não contar, mesmo que

o relacionamento deles fosse baseado em sinceridade, principalmente se tratando dos filhos
–Acha?Então não resolveu
–E dificil dizer, não sei se continuaremos assim, ou voltaremos a nosso clima puramente cordial-eu me sentei na poltrona em frente a ele-Apesar de que Ana me propos

uma coisa-eu olhei para tras, a porta estava aberta, mas todos estavam na piscina-Ela quer outro filho
–Que otimo!-ele se iluminou
–Mas pai, e se nada mudar?Ja estamos sem tempo, com um bebe teremos menos ainda
–Você não disse que ainda não sabe se tudo ira melhorar ou continuar como antes?Espere e veja, se mudar, reveja sua opnião
–O senhor tem razão-me levantei-Vai para a piscina?
–Não, preciso resolver um assunto antes-ele massageou as temporas-Estou resolvendo os assuntos de Violetta.O inventario do pai dele precisa ser finalizado o mais

rapido possivel
–Espero que seja resolvido
Não falei com muita convicção, mas acabei falando.Eu me levantei e andei lentamente ao corredor, mas ao virar para o corredor minhas pernas

paralizaram.Violetta, em minha frente, impedindo minha passagem, usando um biquini roxo
–Oi, Christian
Ela disse sorrindo, seu biquini não era ousado, era um biquini adequado para a ocasião, mas ver partes de seu corpo que ate então desconhecidas aos meus olhos

me afetou, o que não deveria, tive uma noite maravilhosa com Ana, meus instintos estavam satisfeitos.Mas havia algo que não estava satisfeito, meu lado dominador.Não

me porto mais como dominador com Ana, ela diz que eu não preciso mais, mas sim, preciso sim.Preciso descarregar a pressão em alguem, principalmente agora que tudo

parece estar cada dia mais comum.Alguns praticam esportes, outros tem hobbies, eu tenho um hobbie chamado BDSM
–Não sabia que você estava aqui-me recompus
–Acabamos nos encontrando-ela rebolou levemente o quadril-Gosta do que vê?
–Não estou vendo nada que me atraia
–Serio?Que pena-ela desfilou e ficou a minha frente-O que lhe atrai então?
–Alguem que ja tenha idade para beber
–Então você gosta de sair para uma bebedeira?
–Violetta, com licença
Desviei dela e voltei para a varanda, sabia que ela estava me observando, e eu ate mesmo me senti incomodado.Voltei a varanda, as crianças estavam colocando

roupões, Mia enxugava o cabelo com uma toalha.Ana fazia o mesmo com o cabelo de Phoebe
–Ja vão sair?-eu ia dizer, mas alguem atras de mim falou antes, Violetta
–Vamos almoçar-disse Mia
–Olá Violetta.Não havia te visto ainda
–Estava la dentro, fui ao banheiro
–Eu quem trouxe ela-disse Mia-Estavamos sem nada para fazer então a convidei para vim para a piscina
Violetta disse que iria ficar um pouco mais na piscina, todos entramos.Eu fiquei na sala, Mia foi com minha mãe e Ana para arrumarem as crianças para

irmos.Fiquei de costas a porta, mas sabia que Violetta me observava.Eu poderia ir embora, ir atras de Ana, mas eu quis ficar ali, quis sentir o olhar dela em mim, como

uma predadora.Me virei, e como esperava, ali estava ela, em pé, me olhando da beira da piscina, ela sorriu, passou a lingua nos labios e deixou o corpo cair ereto para

tras, dentro da piscina
Fiquei parado por um tempo, mas a porta de vidro aberta me chamava, dei passos que não me lembro, só percebi quando ja estava em pé na beirada da piscina, eu

podia ve-la me olhando atraves da agua, emergiu e eu pude ver o véu de água revelando-a como a uma sereia, ela sorriu, tinha labios carnudos e rosados naturalmente.Ela

esticou a mão, queria que eu a puxasse; assim como antes, eu poderia dar a volta, ir embora, ignora-la, mas meu braço teve vida propria, ele se esticou a ela, e eu

segurei sua mão, ela era leve, quase não fiz esforço algum para que ela, agora, estivesse em pé na minha frente, com os cabelos molhados, com gotas pingando em minha

roupa, o corpo brilhando.Os seios dela que era simplesmente perfeitos, com a firmeza de seus dezesseis anos, de um tamanho perfeito para minhas mãos
Ela riu de lado, e soltou minha mão, pegou uma toalha dobrada na cadeira e secou os cabelos com certo desleixo, jogou a toalha na cadeira e arrumou a peça de

baixo do biquini, ela virou para mim, e mostrou que deixa a depilação em dia.Levantou o rosto e sorriu ao ver que eu estava observando-a, e infelizmente, desejando-a
Não dissemos nada, ela se virou e foi para uma espreguiçadeira, se deitou, embora não tivesse sol o sufiente para ela se bronzear, eu me sentei na

espreguiçadeira do lado, em um angulo que não eramos vistos
–Sabia que na Europa muitas mulheres fazem topless?-ela perguntou de olhos fechados
–Não estamos na Europa
–Eu sei-abriu os olhos e olhou para mim-Na Europa tudo e mais divertido
–O que você quer?
–Ja disse, eu quero você
–Por que você me provoca desta maneira
–Não provoco, você que me vê de forma provocadora-ela se sentou-Não tenho culpa se você tem uma visão tão imprudente sobre mim
–E você e completamente inocente?
–Não diria tão inocente, mas se você não correspondesse eu não faria nada-os cabelos dela começaram a secar rapidamente, ficando frisados e cheios, mas não por isso

ela não estava linda-Então, como foi a noite?
–Não tenho que lhe dar satisfações
–Anastasia apanhou muito?-ela mais uma vez usou aquele tom de voz que sempre usava ao dizer o nome de Ana
–Minha esposa não apanha
–Ela não que mais fazer seus joguinhos divertidos?
–Joguinhos divertidos?-eu ri, embora não fosse correto
–Sabe, algemas, chicotes, vendas.Colocar e tirar coisas
–Você sabe demais
–Ja disse que tive uma breve experiencia com isso
Ela se aproximou, eu a olhei dos pés a cabeça, estavamos proximos o suficiente para nos beijar, mas um subito clique de consciencia me fez levantar rapidamente

e entrar na casa, eu estava suando frio.Aquele não parecia eu, pelo menos não o eu de agora, parecia com o eu de antes, antes de Ana.Violetta não me seguiu, eu ouvi

mais uma vez o som de água, vi sua silhueta em baixo da água
–Vamos?-perguntou Ana, trazendo as crianças
–Vamos-respondi, mordendo os labios