Cinquenta Tons de Violetta

3 Capítulo 3 - Garota Inesquecivel


Notas iniciais
Um pequeno capitulo sobre o tal amor de Violetta por Christian Desculpem erros, mas, após um pequeno problema com o corretor ortográfico no capítulo anterior eu o dispensei

Era uma lembrança que eu tenho como importante em minha memoria, anos atrás, antes de Ana, o dia em que eu voltei para casa e disse a meus pais que iria largar a faculdade.Eu tinha vinte anos, ainda consigo sentir a dor ao ver a decepção no olhar de minha mãe, e meu pai, ele estava realmente zangado, zangado como eu não via a muito tempo.Gustave estava lá, e Elena também, eles foram para me apoiar, lembro de eu mesmo ter pedido para Gustave ir, embora ele só tenha sabido do motivo junto a meus pais, eu sabia que ele iria me apoiar, já que, ele mesmo dizia que mais vale uma ideia na cabeça que um diploma na mão.Elena já sabia de tudo e iria anunciar que ela emprestaria dinheiro para mim; mas só diria quando meu pai se acalmasse
–O que você quer da vida Christian?Você e tão inteligente, tem talento; mas não vai conseguir um bom emprego, uma boa qualificação sem um diploma
–Pai eu já disse, vou começar meu próprio negocio-repetia esta frase pela quarta vez
–Como?Você e muito novo!Claro que pode iniciar uma empresa, mas não sem uma base educacional adequada-vi no batente da porta Mia nos observando, ela parecia bem atenta a nossa conversa, sendo que era para estar olhando Violetta, que também nos observava
–Carrick.Por favor, pelo menos ouça o que ele tem a dizer-pediu Gustave, ele olhou para a soleira da porta, mas voltou a olhar para o meu pai-Você nem ao menos ouviu a proposta dele
–Nem quero-meu pai se levantou e saiu andando, ficamos com um ocupante a menos na sala
–Mãe-não sabia o que dizer, tinha o discurso pronto do projeto da Grey Enterprises para o meu pai, mas não tinha um para tirar a decepção de minha mãe-Não vou decepcionar vocês, só quero explicar o que irei fazer
–Você poderia ter dito antes de largar a faculdade.Esperar ate terminar
–Não estava aprendendo nada.Só estava sendo treinado a pensar igual a todo mundo.Eu tenho uma ideia, e não posso deixar o momento passar
–Christian, só me deixe pensar um pouco-ela tambem se levantou e foi ate a soleira da porta-Venha querida, vamos tomar sorvete
Minha mãe pegou Violetta no colo, ela era uma criança muito bonita, com cabelos loiros que escureciam cada vez mais, e olhos que alguns diziam que ainda mudaria de cor, outros diziam que continuaria naquela mistura de castanho com verde.Gustave se sentou ao meu lado, Elena continuou na poltrona onde estava
–Não foi um bom começo.Mas se quiser ser um grande empresario, então precisa aprender a enfrentar momentos difíceis
–Eles nem me deixaram falar
–Você não deixou eles opinarem sobre o assunto antes de desistir da faculdade.Foi um choque para eles
–Por que você não vai lá falar com sua mãe?-sugeriu Elena-Se convence-la primeiro ela ira acalmar seu pai
–Tem razão, eu vou
O caminho entre a sala e a cozinha nunca foi tão longo, minhas mãos suavam e eu queria pensar que tudo iria se resolver com uma única conversa no cozinha.Minha mãe estava na bancada, e Violetta sentada ao seu lado, tomando sorvete em uma tigela grande.Tinha uma fita nos cabelos, e a boca suja de sorvete, ela me olhou com aqueles grandes olhos verdes e castanhos
–Ela gosta de você-comentou minha mãe quando Violetta sorriu para mim, era o primeiro sorriso que eu via no dia
–Que bom ter uma fã-respirei fundo e comecei uma adaptação resumida do discurso que treinei para meu pai-Mãe, eu vou conseguir, não irei decepcionar vocês
–Poderia ao menos nos perguntar antes.Você e o nosso mais velho, o primeiro a ir para a faculdade, estava tirando ótimas notas
–Eu estava com notas regulares.E tudo o que eu aprendia era pensar igual a todo mundo, seguir um fluxo.Eu tenho uma boa ideia, e sei que vou conseguir
–O que você acha?-ela perguntou a Violetta que estava toda suja de sorvete-Devo dar uma chance a ele-ela balançou a cabeça afirmativamente-Se ela diz, então tudo bem.Mas quero saber de tudo o que acontece, e se não de certo você voltara imediatamente para a faculdade
–Prometo
–Também e melhor falarmos com seu pai amanhã, vamos deixar ele se acalmar-ela usou um pano para limpar o rosto de Violetta, que logo iria se sujar novamente

Foi um choque para mim quando soube, não do divorcio, mas o motivo dele.Gustave recebeu um telefonema da emprega e voltou para casa, ainda havia uma briga, e policia em frente a casa, a mesma empregada chamou, ela agora, estava com Violetta no colo enquanto policiais na sala interrogavam Nicole e um rapaz.Pelo visto, ele era amante de Nicole, Gustave sabia dele, e ele entrou no quarto de Violetta, quando a menina gritou e a empregada chamou a policia.Quando o amante foi preso por abuso sexual e tentativa de estupro Nicole odiou a filha que ja não gostava, depois quando Gustave pediu divorcio, e mesmo sem acordo pré-nupcial ele levou o fato ao juiz, que viu que diante da situação Nicole não merecia um único centavo, vivendo assim de pequenos contratos como modelo, depois, com pena Gustave passou a lhe dar uma miserável mesada,
Fomos ao aeroporto, nos despedir de Gustave, ele esta indo morar em outro estado, minha mãe esta triste, mas o abraça desejando boa viagem e boa vida nova, ele acabou de se divorciar 'Preciso de um novo ambiente', disse a ela em meio ao abraço; em meu pai, um aperto de mão, dizendo que não se veriam com tanta frequência, mas que prometia sempre vim para datas comemorativas.Estou triste, meu padrinho era um bom homem, me ajudava e eu podia lhe contar tudo, bem, quase tudo, meu lado masoquista ele não conhecia
–Se cuide Christian, espero que sua empresa de certo
–Eu também espero
–Quero que você vá me visitar, mas eu seu jato particular
–Também quero que isso aconteça-disse sorrindo-Adeus Violetta-ela se escondeu atrás do pai, chorava muito, e infelizmente, todos sabíamos o porque dela chorar-Vamos, vai ir embora sem me dar um abraço?Assim vou ficar triste
Chorando ainda mais, se desgrudou do pai e meu abraçou, se jogou em cima de mim, olhei para trás e minha mãe se mostrou sentida, Elliot e Mia, acharam graça, aquela menina era louca por mim dês de que eu posso me lembrar
–Papai deixa eu ficar aqui com o Christian.Por favor
Seu pedido foi fofo, e desesperado, nossa, ela gostava muito de mim.Seu pai tentou lhe tirar de meus braços, pôs ela se agarrou forte, e eu não conseguia faze-la se soltar
–Só vou se você me prometer
–Vamos querido.Não e tão ruim-pediu minha mãe
–Certo, certo-me rendi perante a tanta insistencia-Eu prometo
–Promete o que Christian?-perguntou Elliot
–E Christian.Promete o que?-repetiu Mia, ambos riam
–Eu...-os olhei irritado-...prometo me casar com Violetta quando ela fizer dezoito anos
–Sim!-a garota pulou de alegria em cima de mim
Após mais despedidas, Gustave e Violetta embarcaram.Nunca achei que ela voltaria para me cobrar aquela promessa

Havia também um verão anos depois, eu estava na casa dos meus pais, meu pulso pesava pelo Rolex que eu usava.Já estava enriquecendo cada dia mais; o jardim dos meus pais estava verde e abafado pela noite de verão; Mia os visitava, ela fazia faculdade e costumava passar as ferias em casa; Elliot estava com Farrah, uma ex-namorada que na época achávamos que seria Sra.Grey, ele a beijava o tempo todo, mesmo ela ficando com vergonha.Haviam muitos convidados, era o aniversario de casamento de meus pais, Gustave e Violetta, claro, estavam lá, enquanto o pai conversava com outros convidados, a filha sumira, já naquele tempo ela tinha a mania de sumir subitamente; seus pais já estavam divorciados, ela deveria estar com uns sete anos
–Vamos Christian.Venha tirar fotos-minha mãe me chamou, e me arrastando sem demonstrar a falta de vontade eu vou, ela me beija no rosto, esta muito feliz, ela ama seus aniversários de casamento, diz que quando mais a idade aumenta mais os ama
Após tirarmos uma foto eu fui para a lateral da casa, não lembro o que iria fazer, mas lembro quem encontrei.Violetta, com um lindo vestido e como sempre uma fita nos cabelos, ela usava um batom vermelho, que depois soube ser de Mia, que o emprestara
–Ei, Christian!-ela exclamou ao me ver, quantas vezes a ouvi gritar meu nome pedindo minha atenção-Gostou da minha roupa?
–Muito bonita-falei sem entusiasmo, mas seu batom me chamou a atenção-Por que esta maquiada?
–Para você me beijar-fez um bico e fechou os olhos, esperando que eu a beijasse
–Violetta, você não lembra o que prometemos?-ela se emburrou-Somente com dezoito anos
–Mas e muito tempo.E você falou em casar, não em beijar
–Mas os casais só se beijam depois que casam-apostei em sua inocência infantil
–O Elliot beija a namorada, e eles não são casados
–Elliot e um palhaço
–Foi ele quem me disse.Mia me maquiou.Eles disseram que você precisa de uma namorada, está ficando muito rabugento
–Eles me chamaram de rabugento?-olhei para onde Elliot nos observava rindo, com a namorada ao lado
–Sim-ela abaixou a voz como se estivesse contando um segredo-Falam que se você não melhorar, ficara velho e sozinho, e será visitado por três fantasmas no natal
–Serio?-eu só pude rir com aquilo, talvez se não tivesse conhecido Ana isso acabasse sendo verdade-Então venha, irei fazer de Elliot um fantasma para que ele me visite no natal

Era comum eu ganhar um cartão de Dia dos Namorados dela, ganhava todos os anos dês de que ela tinha quatro anos.Sempre em fevereiro chegava uma carta vinda de Nova Iorque, as cartas só pararam quando eu me casei com Ana.Logo após o casamento, em nossa viagem de lua de mel, fomos para Nova Iorque, visitar Gustave que já naquela época não estava bem de saúde, mas continuava a trabalhar com afinco; eles moravam na Quinta Avenida, em um apartamento de frente ao Central Park.Almoçamos juntos em um belo restaurante, e a tarde fomos para seu apartamento onde conversamos bastando, ele gostou de Ana, disse que era uma bela jovem, inteligente e determinada, que eu deveria aproveitar, pós uma esposa como ela tinha mais a ensinar do que aprender
–Violetta?-ele chamou quando ouvimos a porta da frente abrir e fechar-Venha aqui.Temos visita, e você vai adorar saber quem e
–Quem?
Ela se apressou com um sorriso, mas ele sumiu ao me ver, ou melhor, ao me ver com Ana.Continuava com aqueles olhos verdes e castanhos, que só ficavam mais belos a cada dia, não usava mais fita no cabelo, mas sim uma presilha que prendia as cascatas castanhas que lhe caiam nos ombros ate o meio das costas.Seu pai lhe disse algo, mas ela não esperou ele terminar, saiu correndo, abriu a mesma porta pela qual entrou e foi embora, se aventurar nas ruas de Nova Iorque; antes dela correr eu pude ver lágrimas nascendo de seus olhos.Ana não entendeu nada, Gustave disse que ela era assim mesmo, não gostava muito de ficar em casa, sempre apressada, e que fora a cidade que a fizera assim.No dia seguinte, Gustave me ligou perguntando se Violetta havia ido me visitar, eu respondi que não, ela não voltou para casa depois que eu e Ana fomos embora, mas Gustave não pareceu se preocupar, ela pelo visto já havia feito isso antes, ele mesmo me disse e eu hoje concordo
–Ela gosta de desaparecer
Foi a ultima vez que vi Violetta dês de então