Cinquenta Tons de Violetta

9 9 - Garota em Ascensão


Notas iniciais
Comentem ;)

Como dono de uma multinacional, obviamente tinha compromissos fora do pais.Antes do inicio da neve, eu fui para a Europa, em três dias de viagem, indo primeiro a Inglaterra e depois para a França.Sempre no ultimo dia me dedicava a comprar algo para Ana e as crianças dos lugares onde ia; para Ted comprei dois jogos de videogame que so seriam lançados nos Estados Unidos na próxima semana, para Phoebe comprei uma boneca da Barbie edição limitada que só era achada na França.Ana, eu comprei uma bolsa na Maison Chanel.Havia achado que minha compras haviam terminado, ate que de carro, passei em frente a loja da Dior, e vi um belo conjunto que brilhava mesmo do outro lado da rua.
–Pare
Desci do carro e fui ate a vitrine, era um conjunto de colar de brincos de ouro, o colar era um passaro feito com rubis, os brincos eram apenas rubis.Entrei na loja e pedi o conjunto, que era mais caro que a bolsa da Chanel que eu deixei no carro e sete vezes o preço dos jogos de videogame e a Barbie Edição Limitada juntos.
–Foi feito somente um conjunto-disse a vendedora sobre a exclusividade da peça
Foi guardado em um estojo de veludo branco.Sai com a sacola da Dior como um criminoso, eu não sabia o que fazer com aquilo, pensei que seria melhor analisar bem as coisas antes de fazer algo.Poderia dar a Ana e dizer que foi comprado para ela, mesmo Ana sendo mais safira que rubi

Quando voltei para casa dei os brinquedos e a bolsa, mas o conjunto ficou comigo, eu escondi no cofre que mantenho no escritorio, atras da obra de Picasso.Voltei para minha mesa, onde assinava alguns documentos quando alguem bateu na porta.Estranhei, olhei para meu telefone de mesa, minha secretaria não me disse nada
–Entre
Esperei a porta da frente abrir, mas foi outra por que abriu, era a porta da saida de incendio, Violetta entrou com uma saia cinza que esvoaçou quando ela se virou para fechar a porta atras de si
–Então e assim que você entra no meu escritorio sem ninguem ver?
–Sim
–Vou trancar esta porta
–Não.Como vai ser se houver um incendio?Vai estragar esse seu rostinho lindo
Parecia algo comum, muito normal, ela, uma estagiaria, entrar na sala do dono da empresa pela saida de incendio
–O que veio fazer aqui?
–Vim fazer um convite
Ela me entregou um panfleto com o simbolo do Dakota Canyon High escrito 'O Mágico de Oz'.Era uma apresentação de final de ano que iria acontecer na proxima quinta-feira a noite
–Irei interpretar Dorothy
–Mas aqui diz que quem ira ser Dorothy e Alexia Nasar
–Ela foi suspensa.Agora eu serei Dorothy
–E você quer que eu vá?
–Quero
–Não posso.Isso seria estupidez.Por que não leva o Damien?
–Dei um fora nele.Depois daquele dia do aniversario da Ava ele ficou cismado que eu estava fazendo ele de idiota
–Mas você não estava?
–E você.Não tem feito Ana de idiota?
–Ok-coloquei o panfleto na minha gaveta-Eu mereci isso
–Você não vai?
–Não
–Senhor Grey-olhei para o telefone-O senhor Valade ja chegou
–Um minuto-respondi no fone-Estou ocupado
De cara emburrada ela saiu para porta de incendio, fazendo questão de bate-la.Olhei pra o quadro, onde atras estava o estojo com o conjunto
–Christian-passei a mão no meu rosto, falando comigo mesmo-Você e um idiota

Mais tarde naquele dia, tinha um almoço com Frederick Darcy no restaurante do hotel Rosewood, porem o transito não ajudava.Em meio ao engarrafamento vi a saia esvoaçante sendo revelada pelo sobretudo preto graças ao vento forte do lado de fora.O carro andava devagar pelo trafego, mas o suficiente para eu ve-la, sem ela me ver, pos estava no outro lado da rua.Um grupo de três homens passou e eu pude ver que mexeram com ela, fiquei indignado, eles eram mais velhos do que eu, talvez tivessem a idade de meu pai; todos os três viraram e pude ve-los dizendo algo.Porem, ela ao inves de continuar andando, se virou e foi ate eles
–Taylor, parei o carro
Acabamos por engarrafar ainda mais a rua.Eu corri para a calçada, quando cheguei, os três homens estavam espantados com ela, eu me aproximei
–Violetta-eu a chamei, os quatro me olharam-Tudo bem?Eles estão lhe incomodando?
–Na realidade, estão me decepcionando.Eles falaram que se me levassem para casa iriam acabar comigo.Mas quando eu cobrei eles ficaram assim, parecendo estatuas-ela cruzou os braços, e os olhou divertida-Será que não conseguem dar conta de uma garota tão jovem, nem os três juntos?
–Pare com isso.Vamos-eu a segurei pelo braço e a levei para o carro
Quando entramos eu olhei pela janela, os três homens continuavam a nos olhar, sem entender nada.Violetta riu silenciosamente deles, porem apos o momento passar ela me encarou pensativa
–Você esta me confundindo Christian.Me despreza, mas esta me seguindo
–Não estou lhe seguindo, apenas a encontrei na rua durante o caminho
–Mas por que você me trouxe para o seu carro?
–Não queria que você brigasse com aqueles caras
–Não tenho medo deles.Nem de ninguem
–As vezes o medo nos deixa mais inteligentes.E a coragem nos torna burros
–Então eu deveria abaixar a cabeça para eles.Me deixar ser assediada
–Não-ela estava certa-Mas e perigoso.Você precisa se comportar como uma moça.Parece uma qualquer
–Por que você se importa?
–Não quero esse tipo de atitude na minha empresa
–Apenas agi normalmente.Como os homens agem com as mulheres
–E você acha isso certo?
–Você não?Por que eles podem e eu não?
–E uma questão comum
–Então e comum se um homem paquera muito ele e fodão.Mas a mulher e, como você disse, uma qualquer-ela bufou-Esse papo e tipico de homens como você
–Como eu?
–Como você.Que acha que as mulheres devem cair a seus pés, mas se incomoda quando uma dá em cima de você; porque não acha certo não dar o primeiro passo
–Eu não tolero esse tipo de comportamento, nem de mulheres, nem de homens
–Como se você não ja tivesse fodido duas ou três mulheres de uma vez
–Por que?-tentei entrar no jogo dela-Não posso
–Pode, claro
–Você ja fez isso?
–Já, com três caras.Com mulher eu transei somente uma vez
–Serio?-não me parecia algo tão inacreditavel, vindo dela
–Sim.Acha que so você pode?
–Você que sabe
–Por favor, me deixe aqui.Afinal, não que ser visto com uma qualquer
–Violetta-segurei sua mão-Por favor, entenda, eu sou casado, não podemos ser vistos juntos
–Sua presença não vai me fazer falta-ela disse
–Senhor Grey-disse Taylor-O Rosewood fica a uma quadra daqui
–Não se preocupe.Não vou mais lhe pertubar-ela saiu do carro e sumiu em meio a multidão

Dois dias depois, na quarta-feira, eu fiquei esperando a porta de incendio abrir, mas Violetta parecia estar me evitando, não sabia se era por eu não ir na peça ou por eu tê-la ofendido quando a qualifiquei como uma qualquer.Me levantei e tirei o Picasso da parede, abri o cofre e tirei o estojo com o conjunto de rubis da Dior, eu os pegava varias vezes ao dia dês de que voltei de Paris.No dia anterior eu nem me dava ao trabalho de colocar o quadro no lugar ou fechar a porta, muito menos tirar o estojo da mesa, onde por quinze minutos ele ficou aberto me encarando enquanto eu tentava me concentrar em um balanço financeiro, quando so conseguia pensar em o que eu faria com aquele conjunto tão caro que eu mesmo me sentia mau por tê-lo comprado no impulso e só conseguia pensar em como eu me tornei mesquinho e soberbo com tantas outras pessoas necessitadas
Aquilo era mais que um conjunto de colar e brincos, era uma faca de dois gumes.Se eu desse a Ana eu estaria sendo um canalha de dar algo a ela que foi comprado pensando em outra pessoa.Se eu desse a Violetta estaria oficializando algo entre nós.Mas entre um e outro, pelo menos entregando para Ana eu poderia guardar a culpa somente para mim e evitar qualquer tipo de situação incomoda no futuro.Ou talvez não
No horario de almoço, daquela mesma quarta-feira, eu desci meia-hora antes do horario de almoço e fui com Taylor ate a editora.Dei o conjunto para Taylor guardar, enquanto fui pessoalmente convidar Ana para o almoço; ela se mostrou feliz e surpresa, fomos a um restaurante perto de onde eu deixara Violetta no outro dia.Estavamos no momento mais critico que ja tivemos, não nos falavamos, e agora quando queria saber onde eu estava me mandava mensagem.Queria mudar as coisa, queria fazer o certo
Para meu incomodo Ana usava azul, realmente, ela não era rubi.Deixando, porem, o esquema de cores de lado eu me concentrei em pedir um bom vinho, Ana adora vinho, e sempre foi assim que passamos nossos melhores momentos
–Estou feliz por estarmos aqui-ela disse-Acho que a ultima vez que sentamos para conversar foi a uma semana
–Quase isso
–Dês de antes do aniversario-disse abaixando a cabeça
–Dês de antes do aniversario-repeti
–Fui uma idiota, eu sei.Estava procurando algo que acabei culpando uma garota que nada tem relação com isso-balançou a cabeça cansada-Estava irritada por Kate e Elliot estarem brigando.Estava irritada por estarem brigando no aniversario da filha por um motivo tão banal como algodão doce.Estava irritada por você não ter impedido Ava de vê-los brigando
–Eu sei que errei, mas no momento nem pensei nisso
–Não foi sua culpa, eu tinha dito para Grace e Mia que iria olha-la, mas Ted e Phoebe vieram falar comigo e acabei tirando os olhos de Ava
–Você não tem a obrigação de cuidar dela.Ela tem pais, e eles tem que aprender a conviver juntos
–Acho que eles estão nos afetando-ela esperou o garçom terminar de servir o vinho para continuar-Kate me diz coisas absurdas, e eu acabo acreditando.Sobre você ter um caso
–Eu ja suspeitava disso
–Desculpe, eu sei que e algo absurdo.Você esta muito sobrecarregado com o que aconteceu com Andrew
–Estou com muito trabalho.Mesmo com um novo diretor finaceiro eu estou passando a verificar as contas da empresa.Depois do que aconteceu, parece que não posso confiar em ninguem
–Você já tem alguma suspeita de quem fez a denuncia?
–Não-certeza absoluta
–Sabe que isso e importante.A pessoa que denunciou teve acesso a algo muito sigiloso
–Contratei um especialista-mentira
Almoçamos colocando assuntos em dia.Estavamos tentando sintonizar nosso relacionamento, mas nossa conversa apos o classico pedido de desculpas voltou como sempre a se tornar automatica
–Ana, eu lhe trouxe aqui para lhe avisar que preciso viajar novamente
–Como?Já?Para onde?
–Vou para a Inglaterra novamente.Algo muito rapido
–Quando você vai?
–Vou na quinta-feira de manhã e volto na sexta-feira.Um assunto ficou mau resolvido lá
–Nossa, tão subitamente.Vou ligar para Gail e pedir que prepare sua mala
Ao fim do almoço, com mais um pouco de tempo para um café voltamos ao carro.Deixei Ana no trabalho e voltei para o meu, comentei com minha secretaria que precisava que ela disesse a Ana, caso fosse perguntada, que eu fui para Inglaterra.Quando cheguei em casa continuei com minha mentira, acho que faz tempo que não minto assim, mesmo que dês de que reencontrei Violetta tenho mentido muito

Na quinta-feira de manhã repeti o que sempre faço, acordei de madrugada, dei um beijo em Ana e nas crianças, mas ao inves de mandar Taylor me levar para o aeroporto, pedi que me levasse a um hotel.Dei instruções para ele fingir que eu estou longe, voltar e ter sua folga habitual nestas ocasiões.Antes ele ate viajava comigo, mas a não ser que eu esteja com a familia, era bom ele ficar em casa cuidando dele e aproveitando um tempo com a propria familia
Trabalhei de longe, como normalmente faço quando viajo, telefonei para minha secretaria e usamos um serviço de entrega para receber um documento.Naquela noite eu me arrumei casualmente, coloquei um gorro para me ajudar com o frio e a tentar parecer comum
Com um carro da empresa eu fui ate o Dakota Canyon High, com um sueter dobrado nas mãos entrei na peça, cujo o ingresso era uma peça de rouba de frio para doação.O teatro estava escuro, mas eu achei um lugar perto o suficiente para vê-la, mas no canto para permanecer em um espaço mais recluso
Estava cusioso para vê-la vestida de Dorothy.Quando as cortinas se abriram, eu a vi

Violetta mesmo se não fosse a principal já iria brilhar mais que qualquer um.Estava vestida como uma verdadeira Dorothy, com o conjunto xadrez, tranças com laço, e o sapato vermelho que não brilhou tanto quando ela.Ate nos momentos mais descontraidos, quando ela brincou com o cão de brinquedo representando Toto, perguntando 'Por que você esta tão parado?', ate os mais serios, quando ela chorou de tristeza pela crueldade da Bruxa do Oeste, ou de felicidade ao ver o Homem de Lata ganhar um coração
Ela não deveria conseguir me ver do palco, estava muito escuro.Quando a peça acabou e as luzes se acenderam, e todo o elenco se enfileirou para agradecer, ela pareceu me ver.Seu sorriso foi grande, iluminado, e consigo acreditar que não foi por causa dos aplausos
Todo o publico saiu, e eu logo fui para um lugar longe.Meus pais estavam ali, junto a Allan e Elena, que mesmo estavando quieta, não queria sair de perto deles, ou talvez da saida, onde provavelmente logo Violetta iria aparecer.Digo e feito, ela correu para fora, mas não pareciam ser eles a quem ela esperava encontrar, beijos e abraços depois, tudo visto a uma distancia segura, comigo misturado a multidão.Ela se despediu e passou em zigue-zague por todos
–Violetta-chamei
–Você veio!-exclamou se jogando em meus braços-O que achou?
–Maravilhoso.Você foi perfeita
–Obrigada.Mas e sua Anastasia?Ela lhe deu permissão?
–Não exatamente-olhei pelo corredor que estava se esvaziando
–Venha aqui.Quero que veja algo
Me puxou pela mão, e fomos em direção oposta a saida, quase no centro do colegio.Em uma vitrine cheia de fotos dentro, no alto estava uma placa 'Alunos Ilustres', e ela me apontou em meio a uma vereadora, dois cientistas e um cineastra minha foto de tempos de colegio, do anuario do ano de minha formatura, não era muito diferente de agora, só tinha menos barba e menos porte, junto a foto uma escrita 'Christian Grey, CEO Grey Enterprises, Turma de 2001'
–Quando a vi primeira vez quase roubei a foto, mas esta sempre trancado-tentou abrir a porta de correr de vidro-Mas tirei uma foto com o celular
–Serio?
–Sim, duvida?-ergui a sobracelha-Então venha
Fui levado a outra ponto do colegio, perto da quadra, paramos em frente a um armario que ia do chão ate pouco acima da cabeça dela.Ela abriu com a combinação e tirou sua mochila, pegou seu celular e o vasculhou, para me mostrar depois a mesma foto do mural
–Obrigado por me fazer acompanha-la a todos os lugares
–Tem que voltar para casa?-ela fechou o armario, mas não colocou a mochila de volta
–Na realidade não.Disse a Ana que iria para Inglaterra resolver assuntos de negocio
–Então...você esta livre?
–Sim
Nos olhamos sabendo o que o outro pensava, ela olhou em volta, comentou eu tinha combinado de sair com os amigos, mas imediatamente ligou e desmarcou; meus pais, Allan e Elena ja haviam ido, e estava sem carro, tinha vindo de carona com uma amiga de elenco
–Estava programado para sair com a galera.Então sabendo que ia beber não vim de carro
–Não tem idade para beber
–Não me venha com essa de bom garoto, que eu sei que você não e?
–Esta com fome?
–Ate que sim
–Vou pedir algo para comermos
–Vou trocar de roupa
–Você tem que devolver a roupa agora?
–Não.Vou levar para casa e mandar para a lavanderia
–Então não tire, fique assim.Gosto desta roupa
–E uma fantasia
–Sempre fui fã de 'O Mágico de Oz'
Emprestei meu sobretudo para ela colocar, esperamos não ter ninguem no estacionamento para irmos ate meu carro, a neve já começou a cair, e ela nos saudou com sua beleza pra melhorar ainda mais o cenario
Não fui para o hotel, fui para o Escala, Ana não iria ao Escala aquela hora da noite.Violetta e eu conversamos sobre a peça, me disse que ela só não ganhou o papel principal e sim a substituta, porque a outra garota, a tal de
Alexia Nasar só conseguiu por parecer com a atriz que a interpretou no clássico, e em como os sapatos era surpreendentemente confortaveis.
–Que comer besteira?-ela perguntou subitamente
–Besteira
Ela apontou para o drive-tru de uma lanchonete.Eu disse que se ela quisesse comeriamos, entramos na fila de atendimento, e ela pediu comida para quatro pessoas, dizendo que estava morrendo de fome e que não havia nem almoçado aquele dia.Enquanto eu dirigia ela passava aneis de cebola no molho e colocava na minha boca, não sei quando foi a ultima vez que comi em fast-food, mas gostei, não tão bom quando os restaurantes que frequento, mas era bom a praticidade de comer sem ter medo de se sujar e a grande quantidade que não nos deixava com gosto de quero mais
Quando chegamos no Escala, ela fechou o sobretudo 'Vão achar que sou uma prostituta', ela disse enquanto fechava os botões.Dividimos entre nos os pacotes de comida, eu deixei o estojo no porta-luvas.Subimos ate minha cobertura, colocamos os pacotes na mesinha de centro e ela se sentou no sofa, ligou a televisão no controle e colocou no jornal
–Você gosta de ver jornal
–Gosto, melhor que esses programas sem graça e ridiculos de hoje em dia.Mas eu gosto de programas sobre pessoas querendo economizar dinheiro
–Serio?
–Sim.Adoro ver as pessoas usando cupons.Eu usava em Nova Iorque
–Embora não precisasse
–Mas eu usava, gostava de ir com a Marion fazer compras
–Quem e Marion?
–A governanta da casa.Iamos eu, ela e a Carla; uma empregada que tinhamos
–Onde elas estão?
–Foram demitidas apos a morte de meu pai.Mas quando eu voltar para Nova Iorque elas voltaram a trabalhar comigo.Irei recontratar todos os empregados
–Quando você pretende fazer isso?
–Quando minha herança for liberada
–Então você pretende ir embora logo
–Sim.Decepcionado?
–Se você vai embora logo por que querer que tenhamos um caso?
–Se você se divorciar de Anastasia para ficar comigo eu fico em Seattle
Ficamos nos encarando, as noticias passavam em segundo plano na televisão.Eu bufou e pegou o hamburguer e deu uma bela mordida, e voltou a zapear pelos canais
–Não me cobre coisas que nem você cumpre
–Você gosta de falar o que bem entende
–Gosto, mas nem sempre faço isso-ela parou em um canal onde só passava filme antigo-'Uma Rua Chamada Pecado', vamos ver?
–Sim, já vi muitas vezes este filme
–E um dos favoritos da Grace
–Isso mesmo.Ela tambem lhe fazia ver?
–Viamos muitos filmes juntas quando eu vinha.Sempre de 1969 para trás
–Ela adora cinema antigo
Violetta ao terminar o hamburguer, se econchegou em mim, vimos todo o filme....
Desliguei a televisão, não queria que ela ficasse com sono
–Quero lhe mostrar uma coisa
Ofereci minha mão para ela levantar e ela aceitou, mas não fomos de mãos dadas, porem, mesmo que se um segurasse a mão do outro por mais de três segundos o outro não recusaria.Seguimos a escada, e parei em frente ao quarto de jogos, a chave estava no bolso de minha calça jeans.Quando abri, ela arregalou os olhos, sua boca se abriu levemente; em passos lentos, ela entrou e pareceu deslumbrada com o quarto, e não com medo como aconteceu com Ana
–Se você quiser pode ir embora
Ela me encarou por muito tempo, com sua roupa de Dorothy, a trança presa com laço.'E melhor ela tirar a roupa' pensei, mas quando teria a oportunidade amarrar e chicotear a Dorothy
Fechei a porta

Notas finais
Caso eu demore a postar algo mais, estou sem internet e este e o ultimo capitulo que eu tenho pronto, mas provavelmente devo escrever mais