Cinquenta Tons de Violetta
7 7 - Garota em Furia
Notas iniciais
Fui para casa logo depois, cancelei tudo naquele dia.Fiquei isolado no meu escritorio, jogado no sofá, não fui ver as crianças, embora as tenha ouvido no corredor.Quando chegou perto do horario de Ana chegar eu tomei um banho completo, podia sentir o cheiro de Violetta em mim, ate seu gosto ainda estava na minha boca.Conseguia sentir suas curvas, a maciez de sua pele, só de pensar nela eu não consegui me controlar, acabei me masturbando pensando nela.Talvez eu quisesse fazer isso a muito tempo; ate fiz pior, pensei nela enquanto transava com Ana, o tipo de coisa que somente um canalha faz, eu estava me tornando um
–Christian?-Ana me chamou do quarto, enquanto eu me secava no banheiro-Chegou cedo-ela me deu um beijo, parecia um tanto concentrada em me ver nu-Aconteceu alguma coisa?
–Aconteceu um coisa muito seria
Contei o ocorrido enquanto me vestida, omitindo o fato de Violetta ser a provavel delatora.Disse que havia recebido um documento por correio e que ao verificar nos dados da empresa eles eram verdadeiros.Ana se mostrou muito surpresa e ate triste, ela pensou na esposa e filhas de Andrew, elas eram bem proximas, costumam as vezes almoçar juntas, a esposa dele não trabalha, cuida integralmente da casa e das crianças de 8 e 11 anos; mas infelizmente eu não podia me deixar emocionar por causa disso, ele fez a cama dele, e agora precisava se deitar
–O pai de Andrew e rico, não vai faltar nada para elas-lembrei depois dela me fazer um discurso sobre minha atitude descabida em demiti-lo
Ainda assim, ela me pediu para contratar alguem especializado, disse que o faria na segunda-feira.Não jantei, não estava com fome, ao inves disso fiz algo totalmente fora de meus costume.Tomei alguns comprimidos e fui dormir as sete horas; com a conciencia pesada e a imagem da garota na cabeça
Na segunda, como dito, liguei para uma firma de contabilidade e finanças que analisou os ultimos cinco anos da empresa e não foi preciso muito para verem que ele estava me roubando, alem dos fornecedores que repassavam parte do valor extra para ele.Foi um prejuizo de quase dois milhões somente no ultimo ano.Assim tendo certeza, mandei embalarem tudo da sala de Andrew e mandar para sua casa
Fomos amigos no colegial, ele era um dos meus poucos amigos, foi um dos primeiros que eu contratei para trabalhar comigo, estavamos juntos dês do começo, e agora, ele me obrigou a manda-lo embora
Com este assunto acabado, outro passou a me pertubar.Como Violetta conseguiu os papeis?Tinha um palpite, mas para comfirmar somente perguntando a ela, e eu a evitava a mais de um mês, as sextas não saia de minha sala, ou então ficava o dia todo com compromissos fora.Ate evitei de visitar meus pais ou Mia, não queria encontra-la
Neste tempo tentei novamente uma reaproximação de Ana, ela não deve estar entendendo, como em um momento eu a evito, e no outro a quero perto de mim a todo custo.Porem mais confuso estou eu mesmo, que ainda não sei bem o que eu quero.Optei pelo o que era certo, ao inves do que era facil.Sai todos os sabados daquele mês com Ana, e algumas vezes durante a semana, fizemos sexo da melhor maneiro que alguem casado a seis anos pode fazer.Atendi a seus pedidos, iamos aonde ela queria, faziamos o que ela queria e no tempo dela.Ate fui a um dos ensaios de ballet de Phoebe como ela pediu
–Que passar o dia no clube hoje?-Ana me perguntou durante o café-Faz tempo que não vamos para lá-ela já havia percebido minha flexibilidade para aceitar suas condições
–Esta muito frio não acha?-olhei pela janela as arvores nuas e o tempo nublado
–As crianças querem ir nadar, e a piscina de lá e aquecida-olhamos juntos para as crianças, que olhavam esperançosas para mim
–Certo, vamos sim-sorriram para mim-Precisamos de um programa em familia
Na hora pareceu uma boa ideia.Apos o café nos arrumamos, e e dirigi ate Astroria-Georgia Club, que ficava em uma área o mais desubarnizada possivel, talvez para nos dar a sensação de privacidade.Era um bom lugar; tinham catorze quadras de tênis, uma pista olimpica, oito campos de futebol, dez quadras de basquete, piscinas internas aquecidas espalhadas por todos os lados, sauna.Alem de estar anexado a um enorme campo de golf
–Vamos procurar Mia-avisou Ana
–Mia?Ela esta aqui?
–Sim, disse que viria jogar tênis com Ethan
Os quatro seguimos ate onde ficam as inumeras quadras de tênis.Quase todas ocupadas, Ted achou Ethan no meio do caminho
–Que bom que vieram-disse Ethan segurando uma bolsa com raquete
–Não esta jogando?-perguntei
–Mia acha que eu não sou bom o suficiente para competir com ela-continuamos a andar ate a quadra número sete-Então arrumou alguem a seu nivel
Na quadra sete via do outro lado Mia jogando, e de costas para nós estava Violetta, com um talento para o tênis que poucas garotas da idade tem
–Quem esta ganhando?
–Ainda esta em zero
Ambas estavam tão concentradas que não nos viram, ate que Violetta marcou o primeiro ponto, e Mia assim pode nos dar alguma atenção, nos acenando do outro lado da quadra.Violetta se virou tambem, com sua maravilhosa calça preta da Nike colada no corpo, via cada detalhe dela, e o top branco tambem da Nike não escondiam nada, apenas firmavam mais ainda os seios dela
Violetta me olhou com tanto odio que eu quase achei que ela iria atirar a raquete em mim, mas acenou a cabeça para nos e voltou ao jogo
–Vamos nadar?-perguntou Ana para as crianças, que responderam com correndo ate a piscina mais proxima
Eu fui jogar golf junto a um conhecido que encontrei pouco depois, mas não conseguia me concentrar, apenas permaneci no jogo para não fazer desfeita a ele, mas acabei perdendo e nem ao menos liguei.A atitude de Violetta me deixou extremamente chateado, embora antes que odiasse suas demostrações de afeto, agora elas me faziam falta
Quando terminamos a partida, voltei a quadra de tênis número sete, onde agora Mia e Ethan jogavam, ela estava ganhando disparado.Não iria perguntar se eles sabiam onde estava Violetta, preferi descobrir sozinho.Andrei por todos os lados, evitando as piscinas.A encontrei na lanchonete, com sua raquete ao lado, bebendo uma limonada; quando ela me viu, pegou a raquete do chão e deixou o copo com metade do suco na mesa; e andou em direção oposta
Continuei a seguindo, ela apressou o passo, mas eu a alcancei e a puxei para uma sala vazia.Era um salão de dança.Ela me empurrou e tentou sair, mas eu a segurei e a impedi de sair do salão
–Qual o seu problema?-ela me perguntou-Uma hora me ignora, outra me persegue
–Por que você esta assim?
–Estou cansada de você.Seu covarde
–Covarde?-ninguem nunca me chamou de covarde-Eu não sou covarde
–E sim.Você tem fugido de mim há semanas-ela jogou a raquete longe, o barulho ecoou pelo salão-Você e um idiota.Não aguentou mais me humilhar por você
–Foi você quem apareceu do nada querendo que eu largue tudo, minha esposa, meus filhos, por sua causa-eu soltei seu braço
–Você correspondeu-ela deu uma risada ironica-Não e homem nem para admitir
–Como você conseguiu aqueles papeis?-ela franziu a testa, parecia que eu a tinha xingado de algum nome chulo
–Não e da sua conta
–E sim!-eu gritei, mas ela não se intimidou-Aqueles papeis eram papeis muito, muito sigilosos da minha empresa!-apontei para meu peito com certa arrogancia
–Não estou nem ai-ela respondeu como a criança mimada que ela era-Talvez seja um aviso para você melhorar o sistema de segurança
–Você transou com o Andrew?-por fim fui ao ponto em que eu queria
Violetta me pareceu mais ofendida ainda, ate meio receosa com o que iria dizer a seguir.Mas por fim ela riu, da mesma maneira ironica de antes
–Acha que eu sou o que?Com aquele nojento?
–Conheço Andrew a metade de minha vida.Sei que ele gosta de estagiarias, quanto mais novas melhor; e você era o alvo dele
–O conhece tão bem que ele o roubava bem debaixo do seu nariz
Ela tentou sair, mas eu a segurei
–Eu sei que estou errado, em muitas coisas-respirei fundo-Eu sou o mais velho, eu que tenho que ter responsabilidades
–Só porque e mais velho não pode errar as vezes?
–Não com base em tudo o que ja errei antes.Não se levarmos em conta meu cargo profissional.Muito menos eu sendo pai de duas crianças pequenas que precisam de mim
–Então você vai ficar para sempre na sua zona de conforto?Vai deixar de arriscar?
Não soube o que dizer.Quanto tempo faz que alguem me deixa sem palavras, ou melhor, sem saber como agir?Não me lembro.Ela era unica, ela era uma garota especial, e eu estava muito, muito, encantado por ela
–Você não e homem o suficiente
Quando ela, mais uma vez tentou sair, eu a segurei e a coloquei virada para a parede de vidro.Mordi com toda a vontade que eu tinha seu pescoço, ela gemeu, mas continuou tentando sair.Enrolei seu cabelo, preso em rabo de cavalo, em meu pulso, e a domei, como a um animal.Nos olhavamos atraves do espelho, ela estava zangada, como se eu não fosse digno de toca-la
Pus minha mão direita para frente, alisei sua barrida, desci lentamente para dentro de sua calça, ultrapassando a barreira da calcinha.Quando toquei sua vagina, tão quente, e surpreendentemente molhada, eu deslizei com facilidade dois dedos para dentro dela, com o polegar, estimulava seu clitoris.Ela ficava vermelha, e não tirava os olhos de mim, mas eu não a deixava virar o rosto, ainda a dominando pelos cabelos, eu só a permitia me olhar pelo reflexo.Pressionava minha ereção reprimida dentro da calça na bunda dela, que se empinava involuntariamente a medida que eu cada vez mais a masturbava.Ela segurou na barra de ballet e a apertada ao ponto de seus dedos ficarem brancos, com manchas vermelhas
Quando ela gozou seu halito quente embaçou o espelho, mas eu conseguia ver seus olhos revirando, e senti suas pernas bambas quase a deixarem cair, mas ela segurou firme na barra de ballet.A pulsação em minha mão me fez cada vez mais querer me colocar dentro dela, mas era muito arriscado; embora ela pulsasse como se quisesse mais, pedisse algo maior e mais satisfatorio do que meus dedos
–Me solta-ela pediu
Larguei seus cabelos, e ela se recompos.Pegou a raquete no chão e fingiu que eu não estava ali.Olhei em volta a procura de cameras, não as vi, embora a duvida de que haviam cameras atras dos espelhos me deixou receoso.Apos controlar minaha ereção, fui ao banheiro mais proximo me lavei, estava com cheiro de um ato ilicito que eu não queria esquecer
Talvez ainda quisesse evita-la, talvez não.Apenas me enganei falando que estava simplesmente deixando as coisas acontecerem.Aquela noite, apos o clube, transei com Ana loucamente, o pior momento, ou o melhor, foi quando a coloquei de quatro, e fingi que ela era outra, usando assim, toda a agressividade que Ana não merecia, mas que Violetta parecia gostar de receber
–Sabe, as vezes você parece diferente-ela comentou antes de dormirmos-Você parece aquele Christian de antes
–Preciso estravazar minha raiva de algum modo-tentei parecer casual-Tudo o que tem acontecido na empresa esta me deixando muito estressado
–Que usar o quarto de jogos amanhã?
–Certo-nada mais excitante do que sexo programado
Fizemos sim, usamos o quarto de jogos no dia seguinte.Mas claro, sem isso ou aquilo.Com Ana dizendo 'Isso machuca, preciso estar bem para cuidar das crianças', 'Aquilo deixar marca, não posso correr o risco de alguem ver'.O que sempre acontece.Mas eu amo Ana, amo mesmo, mas as vezes, homens precisam ser homens
A duvida de como Violetta conseguiu os papeis estava quase solucionada, so precisava de sua confirmação.Andrew não era idiota de deixar qualquer um mexer em seus documentos ou seu computador; eu sei que eles transaram, durante o tempo em que Violetta me contou no corredor, e eu recebi os papeis, ele ficou quieto.Não falou mais em conquistar Violetta, mas apenas dava certas dicas soltas ao vento, algo como ela ser muito talentosa, ou saber coisas melhores do que servir café.Comentarios tão bobos que somente damos atenção a eles depois que algo acontece
Com o meu pedido para investigar as finanças da empresa, o meu setor financeiro ficou ligeiramente bagunçado.E todos os outros ficaram um pouco confusos.Ironicamente, eu tive que ficar mais tempo lá que antes; talvez ate passasse mais do que era preciso.E ela, continuava a me evitar, estava sempre acompanhada pelo mesmo rapaz, cujo nome não me importava, o que importava era que acompanhada, eu, obviamente, não poderia falar com ela
Minha unica opção, era procura-la longe da empresa, foi em uma terça-feira, umas dez horas foi quando por fim tomei a decisão, quando liguei para Taylor e disse para preparar o carro pos iriamos sair.Ele me esperava na entrada da Grey House, lhe mandei ir para o Dakota Canyon High, esse foi meu colegio na adolescencia.Era um grande predio de tijolos, que antes fora uma fabrica de tecidos, mas hoje era uma conceituada instituição de ensino medio.Ficamos parados na porta, então eu a vi, com o tipico uniforme azul escuro e xadrez do Dakota, atravessando a rua ate uma loja que ja existe dês de minha epoca, a Baudelaire Shop, uma cafeteria que os estudantes sempre gostaram, estava sozinha
–Taylor.Chame essa garota
–Senhorita Werther?-ele se mostrou confuso
–Ela mesma
Saiu do carro e entrou na cafeteria, eu estava nervoso, muito mesmo, mas não aguentava mais.Apos quase dez minutos vieram juntos ao carro, e ele abriu a porta para ela, que não ficou espantada em me ver, ela segurava um suco em uma mão, e na outra um coissant.A mochila ainda nas costas, ela se sentou e Taylor fechou a porta.Pos o suco no porta copos e tirou a mochila com a mão livre
–O que você quer?
–Conversar-por incrivel que pareça, eu estava tranquilo
Ela olhou para Taylor, que na direção, mesmo de oculos escuros, sabia que estava nos olhando pelo espelho retrovisor.Eu fechei a divisoria entre nos com o botão que ficava logo ao lado do porta copos.Ela começou a comer e eu fiquei a observando, quando tomou o ultimo gole de seu suco, secou os labios com um lenço de papel da caixinha que sempre deixo no carro.Peguei as embalagens vazias mais o lenço usado e pus no compartimento de lixo que ficava escondido embaixo do apoio de braço
Ficamos nos olhando.Ela, como sempre, com as pernas de fora, mas com a saia mais longa do que os vestidos que ela normalmente usa casualmente.Estava com os cabelos em uma traça embutida que caia em seu ombro esquerdo ate o meio de seu seio.Ela tinha cabelos bem longos e volumosos que emolduravam perfeitamente seu rosto, mas com os cabelos presos eu via o contorno natural de seu rosto, ela tinha orelhas lindas enfeiadas com brincos de ouro em formato de libelula, um pescoço que parecia pedir para seu beijado que possuia um colar em conjunto com os brincos
–Então, o que deseja?
–Que tal um almoço?
–Ainda esta meio cedo-ela olhou para o relogio Cartier em seu pulso-Alem do mais, não seria um risco para você?
–Amoçariamos em meu apartamento que mantenho no centro.Pediria algo de um bom restaurante
–Claro.Afinal, não estava a fim mesmo de ter matematica hoje-ela disse enquanto eu abaixava o vidro
–Taylor, vamos para minha cobertura
–Sim senhor-levantei o vidro novamente
Ela cruzou as pernas e admirou a paisagem que passava pela janela.Seattle passou por nos, e ao chegar no centro me revi anos atras, com uma morena, indo para minha cobertura; me senti mais jovem e sem culpa alguma, fingi que era uma lembrança de um tempo em que eu não conhecia Ana.Entramos pela garagem, e saimos os dois; não precisei dizer nada a Taylor, sabia que ele não contaria nada a Ana, embora o que fizesse não fosse certo.Eu e Violetta subimos ate minha cobertura, ela não se surpreeendeu sabia que ela havia visto locais tão imponentes quanto, ela era uma garota vivida, embora fosse tão nova; mas ainda assim ela me mostrava um misterio que eu queria desvendar
–Gosto de comida arabe-ela pos a mochila no sofa e foi a cozinha, onde abriu a geladeira e pegou um pote de iorgute; depois, uma colher-Tem um restaurante que eu adoro aqui perto chamado Arabian East; deve ter o telefone na internet
So pude sorrir, ela estava mandando em mim, ninguem mandava em mim; mas ela era sexy ate com o iorgute, e eu tirei meu celular do bolso para procurar o telefone do restaurante enquanto ela se deliciava com o iogurte
Enquanto esperamos ficamos cada um de um lado da bancada da cozinha; ela me encarou, eu vi ali que gostava de ser olhado nos olhos por alguem com tom de desafio, ainda mais olhos lindos como aqueles; eu queria chegar mais perto, para ve-los melhor, mas eu o fiz pela duvida se eu me controlaria frente a frente com ela, ou se ela, com sua natureza atrevida, não tentaria nada que eu não devesse fazer, embora a esta altura dos acontecimentos, ja tenha feito coisas imperdoaveis.Então apenas observei seus olhos, esta bagunça de cores
–Heterocromia
–O que?-me assustei com sua voz
–Heterocromia sectorial.E um defeito genetico que deixa os meus olhos assim
–Defeito?-me pareceu estranho que Violetta tivesse algum defeito, mesmo um tão bonito
–Sim, defeito.Não sou perfeita igual a Anastasia-aquele mesmo tom debochado ao falar o nome de Ana-Afinal Christian, por que me trouxe aqui?
–Não tenho conseguido falar com você na empresa
–Sou apenas uma estagiaria, não achei que o dono gostaria de ter uma conversa em particular comigo
–Esta sempre acompanhada
–Isso lhe incomoda-mais uma colherada no iogurte
–Você e aquele estagiario estão juntos?-disse sem pensar
–Damien?Por que?-não respondi-Você que saber se eu ja dei pra ele?Afinal, você agora esta querendo saber com quem eu ja transei não e?
–Por que você tem sido tão agressiva comigo?
–Você me humilhou-ela terminou o pote e o deixou na bancada-Me beijou na sala de copia e depois fingiu que eu era um nada.Não me procurou depois, fugiu
–Não somos namorados, nem amantes.Você tem que saber que aquilo foi um impulso muito errado que eu tive
–Então aparecesse e disesse 'Eu errei'.Ao inves disso você me deixou ali largada.Eu posso ate estar errada nessa historia, mas você não esta certo
–O que você quer que eu faça?
–Que coordene sua atitudes com suas palavras
–Não tenho obrigação nenhuma com você-andei ate a janela e voltei-Mas sei que estou errado.Não tenho sabido me controlar diante desta situação.Que você criou
–Não vou negar
–Mas, por que você fez isso?
–Eu gosto de você dês de que me entendo por gente-ela abaixou o rosto, era a primeira vez que eu via ela abaixar o rosto, mas rapidamente voltou a ergue-lo-Durante estes anos eu não consegui te esquecer.Embora admita que não tenha tentado
–Você não teve namorados durante esse tempo?-tentava achar algo de adolescente comum nela
–Nenhum-ela riu-Meu pai ate teve uma conversa comigo perguntando se eu era lesbica
–Serio?-parecia algo que Gustave faria
–Sim.Ele se sentou a meu lado sem graça, segurou minha mão e perguntou 'Você minha filha não tem se interressado por homens...'sabe, um pequeno discurso, ate que ele disse 'Eu vou te amar independente da sua sexualidade'-ela riu, e se mostrou alegre e ao mesmo tempo triste-Foi algo muito fofo da parte dele
Apesar de tudo o que achava de Violetta, mesmo com ela sendo discreta e misteriosa, era possivel ver que ela não era feliz, digo feliz para uma adolescente, na idade dela, ja lidando com morte e rejeição
A campainha tocou, recebi os pedidos e os servi na mesa, Violetta levou os talheres e copos, eu escolhi um vinho tinto suave e com um teor alcolico um pouco alto para um almoço.Ela puxou a cadeira para mim, eu acabei me sentado; era divertido como ela tentava ser um cavaleiro comigo, quase que fazendo a corte
–Você e diferente-comentei quando ela se sentou
–Gosto de ser diferente-tomou um gole de vinho-A vida e curta demais para ser igual a alguem
–Violetta eu não vou parar ate você me responder o que eu quero saber
–O que você que saber?-ela deu uma garfada, sabia o que era, mas queria que eu perguntasse
–Como você consegui os papeis?
–Aquele cara pode ate ser inteligente, mas não e esperto quando esta excitado-outra garfada
–Como você descobriu?
–Estava levando café, ja estava de saco cheio dele, então não bati na porta, a empurrei e entrei.Ele estava no banheiro, no celular, conversando com alguem sobre uma comissão de 12% caso conseguisse aumentar o preço de um fornecimento de produtos de limpeza
–Ele te viu?
–Sim, viu.Desligou na hora e perguntou se eu não sabia bater-outra garfada e depois um gole de vinho-Foi assim que começou, eu precisava te contar, mas não poderia sair e deixa-lo ali suspeitando de mim, exibi um pouco de pele para ele
–E depois foi falar comigo
–Isso.Mas você não acreditou então eu tive que fazer algum coisa.Fomos ate um motel barato naquele dia.Ele ja era conhecido lá.Consegui depois de algum tempo, ficamos aquela semana toda nos encontrando, queria ter a confiança dele; foi na semana seguinte.Ficamos ate tarde, e ele quando foi no banheiro eu mexi no computador dele
–Como soube a senha?
–A senha dele e o aniversario da filha mais velha.Claro que eu pesquisei, tentei a dele, depois data de casamento, da esposa, então o da filha mais velha
–Você e bem astuta
–Enviei para o meu e-mail e imprimi em casa
–Alem de ter consultado tudo
–Claro, acha que eu iria simplesmente te mandar os papeis.Mas tambem logo de cara vi um conta errada, depois achei muitas outras
–Você e muito inteligente.A maioria das garotas da sua idade acharia aquilo complicado demais
–Tive ajuda da internet-riu descontraida
–Você me ajudou.Você não e tão ruim quanto tenta parecer
–Quando parecemos muito bons as pessoas tiram proveito
Passamos a conversar de coisas do cotidiano, nenhum de nos tocou no nome de Ana, talvez para fingirmos que o que faziamos não era errado.Terminamos de comer, e ela colocou tudo na lava-louças ou no lixo, depois de limpos, ela secou e guardou os pratos, estavamos limpando os vestigios de que estivemos ali
–O que quer fazer agora?-estava encostada na parede
–Melho irmos embora
–Se você diz-ela pegou a mochila
Saimos e pegamos o elevador, onde ela ficou na outra parede, longe de mim.Precisava leva-la de volta ao colegio, seu carro estava lá; no caminho ficamos quietos, eu queria saber mais sobre ela, mas não queria abusar de sua boa vontade, ela a pouco tempo estava com raiva de mim, embora ainda não estivesse mais tão amistosa como era normalmente.Seu carro era um dos pouco no estacionamento quase vazio, Taylor parou ali perto; nos despedimos, mas ela antes de descer segurou meu rosto e pareceu que iria me beijar, eu me aproximei, tentei encostar em seus labios, mas ela se afastou, abriu a porta e saiu.A divisoria entre o banco de tras e o motorista estava aberta, vi as sobracelhas de Taylor erguidas acima da linha dos oculos
–Vamos para a empresa Taylor-ele estava quieta, parecia petrificado-Vamos para a empresa Taylor-disse mais alto
–Sim senhor Grey
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