Cinquenta Tons De Vermelho

1 Capítulo 1:Noite Nevosa


Notas iniciais
Por favor,não me crucifiquem!
É a primeira fanfic que faço na minha vida(apesar de sonhar com histórias alternativas para os meus animes e desenhos favoritos desde a minha infância ao invés de ter sonhos normais)!!!
Talvez não tenha ficado tão caliente a ponto de classificar como "Hentai",mas acho que "Ecchi" é um pouco mais leve(o sei sobre sexo foi o que li em livros e em fanfics hentais).
Por favor,comentem qualquer erro de ortografia,ou se a história ficou muito chata,ou qualquer coisa do gênero.
Kissus,Kissus

Era uma noite fria de inverno, nevava do lado de fora da mansão Hellsing, lá fora o vento arrancava os galhinhos frágeis de algumas árvores. Já passava das três da manhã e todos dormiam, exceto uma pessoa.

Integra podia se cobrir com o todos os cobertores do mundo, porém sempre acordava sem nenhum pela manhã. A maioria das vezes o culpado era Alucard, mas ele não faria esse tipo de coisa numa noite destas. Ao contrário, fora ele quem a trouxe para o quarto depois de quase 16 horas de trabalho, ajudou-a com seus sapatos e pegou sua camisola para que ela se trocasse no banheiro. Agora ela dormia profundamente, e ele apenas observava numa poltrona num canto.

Os cabelos platinados da jovem caíam da cama e, por dois dedinhos, não tocavam o chão. Dormia de bruços, com as costas completamente descobertas, metade dos cobertores estava no chão. O vampiro cogitou cobrí-la, contudo achava que a acordaria se o fizesse, pois seu sono era leve e ela merecia descansar.

Atento aos mínimos movimentos de sua mestra e amor platônico ele tentava se segurar para não morder o pulso nu, branco tal como a neve que caía lá fora, magnificamente adornado de veias de Integra. Os olhos fechados dela e a boca curvada num sorriso tímido, a face despreocupada e aparentemente feliz eram como um quadro pintado por Leonardo da Vinci sobre a perfeição para Alucard. Podia ler os sonhos de uma pessoa, além de seus pensamentos, apesar de não ousar interferir, desejava em seu âmago que fosse ele quem lhe dava motivos para estar assim.

–Alucard...-Ela sussurou.Ainda dormia, mas ele se aproximou e sentou-se na cama com cuidado para não despertá-la. As feições dela mudaram, o sorriso tormou-se maior e face dava agora a impressão de que era um sonho muito bom com ele.

–Alucard...-ela chamou de novo-Alucard...eu...eu te amo.

Por essa ele não esperava. Não sabia se ela falava verdade ou se era apenas um sonho dela. Ele mesmo já sonhara uma ou duas vezes que gostava de uma certa mulher, mas em ambas as vezes ela simplesmente não existia. Integra se agarrava mais no travesseiro, trazendo-o para mais perto de seus seios e coração e ainda assim com a cabeça apoiada nele.

Exatamente como ela faria se fosse ele de verdade.

Alucard pegou uma de suas mechas loiras por entre seus dedos frios e começou a brincar com ela.

E se fosse verdade?E se Integra realmente o amasse assim como ele o fazia?

Olhou para a jovem mulher que ele salvou quando era garotinha.Bem lá no fundo de seu coração, sua parte ainda humana recriminava-se por desejá-la sexualmente desde seu primeiro encontro. Naquela noite ela nem desconfiava de como se usava um absorvente, mal tinha seios, muito menos corpo que insinuasse curvas femininas. Mas, mesmo assim, ele a desejou. Talvez fosse por sua inocência, talvez por seu medo. Todavia para Alucard, tanto fazia. Fosse o que fosse, ele a queria em seus braços enquanto ambos gemiam e gritavam de prazer.

Integra agarrou-se ainda mais ao travesseiro, e pressionou seu rosto contra ele, como se o beijasse. Depois, virou o rosto de novo, deixando apenas a bochecha contra ele.

–Alucard...te amo.-Ela sussurou outra vez.

Alucard se aproximou de sua mestra e a despertou com um beijo voluptuoso, explorando, pelo menos um pouco, a boca da amada. Ela respondia explorando a dele, permitindo que a sua fosse descoberta, massageando-o.

Porém, quando ela tomou conhecimento do estava sendo feito, apenas dez segundos depois que ele começou, Integra o empurrou com a mão direita para trás com toda sua força e com a esquerda pegou a arma que escondia em seu criado-mudo.

Pôs-se de pé em cima da cama e mirou bem na cabeça de seu servo.

–O que você estava fazendo, Alucard?

–Você disse que me amava...-Ele sorriu,cínico.

–O quê?!

–Enquanto você dormia, disse que me amava.

–Impossível!Eu não falo dormindo!

–Sim, você fala. Às vezes.Normalmente é sobre algo que te deixou estressada, mas hoje sussurou que me amava. Eu apenas a beijei para selar esse nosso estranho amor, condessa.-Ele lambeu os lábios frios como se fosse uma criança com a boca suja de chocolate, saboreando o gosto da boca de Integra.

–Seu filho-duma...

Ele se materializou com a ponta do dedo indicador sobre os lábios dela,calando-os por um instante.

–Não xingue a minha mãe...-Ele disse,rindo da raiva de Integra.

Ela mirou na cabeça dele e descarregou o pente, fazendo seu servo desaparecer.Depois correu para o criado-mudo, abriu a primeira gaveta e pegou mais dois pentes com balas comuns.

Ele gargalhou. As cortinas abriram-se de repente, deixando a luz da lua metade cheia adentrar o recinto. O espelho num dos cantos do quarto foi rearrumado de modo a refletir a cama e a mulher de camisola quase transparente, que deixava totalmente à mostra sua silhueta, com uma arma e dois pentes na mão. Ela não sentia medo, sua respiração mal se alterou, ao contrário, a cada segundo ela ficava mais relaxada. Além disso, atirava em Alucard com um nível de raiva semelhante pelo menos três vezes ao dia.

–Apareça!AGORA!-A raiva dela crescia,enquanto ele se divertia com isso.

Sabia que ela já tinha ficado um pouco excitada com o ósculo, o que ele fazia agora era aumentar a tensão sexual entre os dois. Ambos se excitavam com aquelas brigas, mas apenas Alucard o demonstrava.

–Foi você quem pediu...

Ele reapareçeu a apenas alguns milímetros da face de Integra, roçando seus lábios nos dela.

–Excitada?

Antes que ela revidasse com um soco nele, Alucard pegou seu punho ainda no ar e a beijou. A jovem tentou desprender-se, mas ele a puxou pela cintura com sua mão livre, diminuindo quase que totaltmente o espaço entre eles, deixando-a sem rota de fuga. Ele desceu sua mão devagar até o glúteo dela, apertando-o e massageando o lugar. Integra gemeu baixinho. Depois de alguns segundos, ela parou de lutar com a carícia e largou a arma e os pentes, pondo ambas as mãos nas costas dele, agarrando Alucard e trazendo seu peito liso contra os seios dela.

O beijo durou cerca de um minuto e vinte segundos, até que Integra ficasse completamente sem fôlego.

–Cretino.-Ela disse arfando-Aonde quer chegar?

–Quer mesmo saber?

Integra imaginou-se nua, deitada ao lado do vampiro, banhada em suor e com um sorriso de satisfação nos lábios.

–Exatamente, condessa.-Ele sorriu

Beijou-a novemente e a deitou na cama, não sem protestos, acariciando seu rosto e depois abaixando a alça de sua camisola, deixando seu seio esquerdo nu. Naquele momento ela percebeu que lutar contra ele não adiantaria e que seu corpo a trairia de qualquer maneira, já que sentia sua intimidade se preparando para ele.

Retirou o casaco que ele usava e desabotoou sua camisa, deixando o peito frio e liso dele totalmente exposto. Passou a mão no peitoral musculoso de Alucard, certamente herdados da época em que ele lutava como humano, sentindo-o, enquanto atiçava Alucard.

Ele retirou totalmente a camisola dela, deixando apenas a calcinha cor-de-rosa pálido, quase branca, cobrindo Integra. Tirou o restante de suas roupas com a ajuda dela, o cinto, as calças, as meias e ficou apenas de cueca boxer preta. Admirou sua amada quase nua, seus seios médios, mais para pequenos, sua cintura fina, na qual ele, com certeza, poderia fechar suas mãos, os quadris volumosos. Deu-lhe um selinho e começou a descer, beijando seu pescoço, lambendo-o e eriçando os pelos da mulher, além de arrepios.

Roçou os caninos na pele alva, fazendo a jovem estremecer.

–Não se atreva, sanguessuga.-Ela disse entre gemidos. Ele olhou para ela.

–Integra, quanto tempo mais vai gastar afirmando que não deseja a eternidade?Que não quer permanecer ao meu lado até o fim do mundo?-Integra começou a tatear a cama à procura da arma enquanto distraía Alucard, que acariciava um dos seios de Integra com a ponta dos dedos, com a conversa. Ele continuou a beijar o pescoço da Dama de Aço e a descer em direção ao seu seio esquerdo.

–O resto da minha vida, se for necessário. Ou até você desistir. O que vier primeiro.-Ele parou de beijá-la e olhou pra ela.

–Mas ambos sabemos que no fundo você quer a vida eterna. Então,para que mentir?Eu posso dá-la a você, aqui e agora, trocaríamos os papeis:Eu,o mestre,você,a serva.-A jovem encontrou sua arma e um dos pentes,recarregou e a engatilhou silenciosamente-Garanto que seria só até você poder se virar sozinha na sombras, pois se quisse alguém submisso para dividir a eternidade teria escolhido Celas.

–Achei que você tivesse escolhido ela...-O ciúmes brotou em Integra com o pensamento, sentimento que ela logo afastou.

–Não, eu escolho você. Sempre escolhi e sempre escolherei. Não são muitos os homens cujo o amor resiste a vários tiros certeiros, principalmente na cabeça.-Ele riu.

Ela rapidamente mirou a arma na cabeça dele, mas Alucard a arrancou e jogou no chão, perto da porta do banheiro. Fez o mesmo com o pente.

–Não precisa ficar com ciúmes, eu juro que não toquei na Policial. Aliás, eu juro que amo você, e somente a você e a minha maior prova é minha oferta. Juro que não se arrependerá.-Ele continuou com os beijos e começou a sugar um dos mamilos. Integra gemeu.

–Mas passaria o resto da eternidade, ou melhor, não-vida como você chama, a pensar como seria se eu tivesse continuado como humana.-Ela começou a acariciar as costas e a cabeça, gemendo mais ainda, do vampiro.

–E passará o resto da vida a se perguntar como seria se tivesse escolhido se transformar da mesma maneira.

Ele voltou a beijá-la, porém, desta vez com muita fome. E Integra o acompanhava. Ela passou as pernas nas do vampiro, e a língua em suas presas, o que só o atiçou ainda mais.

Ele podia ouvir o coração dela ressoar por seu corpo, seu sangue clamando por ele, sua intimidade pronta para o tão guardado momento.

Entretanto, ele não era um ser humano qualquer, ele era um monstro vestido na pele de um humano.

Arrancou a calcinha da até então imaculada Dama de Aço e drigiu-se à genitália que gritava para ser preenchida por carne masculina. Começou a favorecê-la no sexo oral, enquanto ela gemia alto, rebolando. Quando sentia que ela estava suficientemente lubrificada parou e a manobrou para que ficasse de quatro, de frente ao espelho. Queria ver exatamente sua expressão enquanto era penetrada pela primeira vez e sempre sonhou em fazê-lo de quatro, como dois cachorrinhos.

Apesar de enxergar melhor na escuridão total, ele abrira as cortinas afim de que ela também pudesse vê-los refletidos no momento de união dos corpos. Contudo, a luz lhe fora conveniente também, já que enaltecia as curvas de sua mestra. Rasgou sua roupa de baixo, tocando os pequenos lábios completamente molhados da jovem com sua dureza.

Abaixou-se para sussurrar a pergunta decisiva, todavia tudo o que ele ouviu foi o coração de Integra. Parecia uma reunião de todos os grupos de Taikô do mundo num só lugar, executando a mesma música, a mesma batida. O sangue dela fervia em suas veias, era como se estivesse implorando para ser tomado. Ele jamais conseguiria resistir.

Cravou os dentes na cútis do pescoço da amante, deixando um filete escarlate escorrer por entre os lábios frios e o líquido ferroso encher-lhe a boca. Integra gritou com a dor, mas logo passou a ser de prazer, a sensação de ter o líquido vital lhe era muito agradável, no mesmo tanto que o sexo oral.

Um segundo depois, quando o grito entrou em seus ouvidos, ele se arrependeu. Porém já era tarde e ela o segurava para que permanecesse sugando.

Olhou-se no espelho. Integra era a pura expressão do prazer, quase parecia ter um orgasmo agora, e ele viu apenas seus próprios olhos. Olhos animais sedentos por ela.

Ela gritou de novo. Agora já não podia ser chamada de Virgem de Ferro. Fora maculada. Ele soltou suas presas do pescoço da Hellsing.

Ele começou os movimentos assim que ela se acostumou, ambos gemiam no vai-e-vem, que aumentava a intensidade conforme as investidas. Até que os dois atingiram o clímax e desfaleceram sobre a cama. Alucard saiu de cima da amada, puxando-a para si e ferindo o próprio pescoço para que ela bebesse dele, ambos completamente encharcados pelo suor.

Lá fora o dia começava a nascer. E Alucard começava a pensar numa boa explicação para dar à pequena Hellsing.

Notas finais
Pra quem não sabe,Taikô são aqueles tambores tradicionais do Japão,com vários artistas apresentando-se ao mesmo tempo,com direito a paradas e gritos.
Acrescentei essa comparação depois de conversar com uma amiga descendente de japoneses que afirma que dá para sentir cada batida no peito durante uma dessas apresentações.