Notas iniciais
Oi meninas.... Já estou postando o capítulo de hoje, espero que vocês gostem de verdade. Muito obrigada pelos comentário que vocês deixaram, eles me fizeram muito feliz. Bom sem mais conversa aqui está mais um capítulo novinho pra vocês:

Estou dirigindo tranquilamente pela rodovia.. O meu Audi R8 pode atingir uma velocidade muito mais rápida do que a que eu estou, mas não me importo. Eu só quero dirigir sentindo o vento no meu rosto e escutando Crazy in Love da Byoncé, afinal eu também tenho meu lado glamuroso. Sigo para o Escala, faz tempo que não vou lá e quero pegar alguns "brinquedinhos” no quarto de jogos para fazer uma surpresa para o Christian. Decidimos manter o quarto de jogos no Escala por causa das crianças e de vez em quando vamos nos divertir nele. Estou ansiosa por está noite hoje comemoramos 9 anos de casados, é uma data muito especial.

Começo a me lembrar da noite anterior e do jeito apaixonado que eu e Christian fizemos amor. Será que eu nunca vou me cansar deste homem? Lembro-me de como ele me abraçou na noite passada e disse que me amava e que eu era sua vida, e do jeito que fizemos amor na varanda até o dia amanhecer. Sinto-me realizada ao lado do meu marido, ele faz eu me senti a mulher mais feliz do mundo.

Continuo o meu caminho revivendo cada detalhe daquela noite...

Ao chegar ao Escala estaciono na mesma vaga de sempre e sigo para o elevador onde digito a senha. Enquanto o elevador sobe não posso deixar de sorrir ao lembrar os momentos que eu e Christian passamos aqui, se os espelhos deste elevador falassem...

Chego à cobertura e sigo para sala passando pela entrada, a casa está vazia mais impecável.

Apresso-me para chegar ao quarto de jogos afinal não tenho muito tempo restante, logo será noite e tenho que me arrumar para o jantar. Tudo já foi preparado, jantaremos a bordo do barco do Christian “o Grace”, será uma noite só nossa e extremamente romântica.

Vou até a cozinha beber um pouco de água e enquanto faço isso olho de relance para o piano e vejo algo estranho acima dele, chego mais perto e percebo que o objeto estranho na realidade é a jaqueta do Christian. O que ele está fazendo aqui?

Oh meu Deus o Christian teve a mesma ideia que eu.

—Christian... Você está aí?- pergunto.

Ninguém responde.

— Christian sou eu, a Ana. Você está aí?

Silencio novamente.

Ando em direção ao quarto de jogos passando pela biblioteca e o escritório. O Christian não está em nenhum deles. Passo pelo meu antigo quarto branco de submissa que se tornou o quarto de hóspedes. Percebo algumas peças de roupa na Cama, provavelmente eu devo ter esquecido elas aqui na última vez. Sigo para a sala de jogos, ele só pode está lá. Giro a maçaneta e percebo que ela não está trancada, ele estava aqui, eu sabia. Lentamente vou abrindo a porta pronta para fazer uma surpresa, mas ao abri- la quem se surpreende sou eu.

Meus olhos simplesmente se negam a ver aquela cena, era doloroso demais, e eu começo a sentir a bile na minha garganta, aquilo era o pior dos meus pesadelos se tornando realidade.

Christian estava incrivelmente lindo com o cabelo desgrenhado, o seu peito nu exibia um tórax bem definido coberto por gotas de suor. Vestido com o Jens rasgado ele estava com um chicote na mão. E um sorriso lascivo no rosto.

Acima dele presa a uma corda estava o lindo corpo de uma mulher, vendada e amordaçada, seu cabelo castanho da mesma cor dos meus denunciava quem ela era. Ela era a 16° submissa de Christian Grey.

Não... Não pode ser!

Fico paralisada ao ver aquela cena. Quero sair correndo mais as minhas pernas simplesmente se recusam a me obedecer. Eu preciso sair daqui antes que o Christian me veja...

Christian continua com a sua depravação ao bater na garota, que geme toda vez que o chicote atinge seu corpo. Enquanto agita o chicote em cima do corpo da mulher Christian xinga ela e sorrir de modo perverso. Ele mantém a todo tempo uma postura rígida e superior, eu conhecia essa postura, era sua postura de dominador.

Não posso acreditar que o meu Christian está fazendo aquilo, meu coração nega a crer que o meu amor está me traindo, acabando com o nosso casamento só por uma foda depravada e sádica. Eu vou odiar ele pra sempre por causa disso.

Parecendo ler meus pensamento Christian se vira na minha direção me olhando com o olhar mais doloroso que já vi na vida, e sem dizer nada lágrimas começam a correr pelo seu rosto. Eu nunca pude imaginar tanta dor em uma só pessoa, parecia pesado demais para qualquer um suportar. Mas ele é que tinha acabado com tudo, ele foi que decidiu ir atrás de uma garota parecida comigo e com sua mãe para foder e realizar todos os seus doentes desejos sexuais. A culpa era dele, apenas dele.

E porque agora ele olha desse jeito pra mim como se o mundo dele fosse acabar ele tinha decidido que seria assim, agora ele teria que aguentar as consequências.

—Ana... — Com um gemido de dor ele fala o meu nome.

Era o bastante, eu não posso mais ficar aqui. Como se entendessem a minha necessidade as minhas pernas voltam a me obedecer e eu saio correndo dali. A última coisa que escuto é um grito visceral vindo da sala de jogos. Christian sabia que eu estava o deixando.

Corro em direção ao elevador alheia a tudo que está em minha volta, eu só quero correr, correr do Escala, correr pra bem longe dali... Correr do Christian.

Entro no carro e em disparada dirijo por Seattle, sem saber pra onde vou ou que vou fazer, simplesmente dirijo o meu Audi acelerando... Acelerando... Acelerando... E acelerando um pouco mais.

O ponteiro já passa dos 150 km/h, mais eu não ligo pros perigos de se dirigir tão rápido assim, eu só quero esquecer toda cena que eu acabei de presenciar.

O vento sopra no meu rosto enxugando as minhas lágrimas que não param de descer, tenho certeza que eu nunca corri tanto com um carro na vida. Isso é bom, isso me faz sentir livre.

Como o Christian pôde fazer isso comigo, depois de todos esses anos juntos e de tudo que passamos. E todas aquelas juras de amor? E todos os momentos felizes que vivemos.? Isso não era o bastante para ele? EU NÃO ERA O BASTANTE PRA ELE!

E tudo que eu fiz por ele? E todo trauma de uma infância triste que eu o fiz superar? E todo amor que eu devotei a ele e a nossa família? E os nossos filhos...

Meus filhos! Penso assustada

Piso no freio imediatamente, e por causa da parada brusca o carro começa a derrapar.

Minhas Crianças...

Penso em pânico, estou arriscando a minha vida dirigindo assim, eu tenho que voltar, voltar para os meus filhos, o desespero me atinge. E então tudo fica escuro e a última imagem que passa em minha cabeça é de Ella, Teddy e o Christian sorrindo pra mim.

Notas finais
E aí meninas?? O que será que aconteceu com a Ana... Por favor não me matem tá. Me digam o que acharam do capítulo... Bjos e até mais..