Notas iniciais
Capítulo com nova versão

16.Vizinho

De volta Peppers Hill, o cansaço da viagem não me deteve, eu queria colocar a mão na massa literalmente, queria treinar minhas novas receitas, criar outras, a feira me deu ideias para melhorar o restaurante, não que houvesse concorrência.

Descarreguei minha bagagem as pressas, e depois de um banho Rápido, corri até o Restaurante

–Boa tarde Caroline

–Belle, pensei que ia descansar hoje?

–Não quero perder tempo, tenho que por em pratica o que aprendi.- sorri para ela, mas era verdade, não suportaria ficar em meu quarto parada sem nada para fazer.

–Aliás Caroline, tive umas ideias para o festival que teremos semana que vem.

_É verdade o festival da Pimenta, esta vai ser a primeira que você participa, bem o que pensou para o festival?

–Vi tantas coisas lá, que minha mente esta a mil de ideias, mas tenho que ter sua aprovação.

–Carta branca a você minha querida, eu vou fazer minha tradicional receita de pimenta, vou estar atarefada com outras atividades que o prefeito me pediu.

–O Prefeito?

–Sim, George é um velho amigo de meu falecido marido, então me pediu um favor pessoal, o festival vai além das barracas de comidas e brincadeiras, ele traz bandas, o baile, exposições uma infinidade de atividades, como é o nosso maior atrativo anual devemos dar o nosso máximo.

–Então, deixe que da barraca do restaurante Angela e eu cuidamos ,tudo bem!

–Você é incrível Belle, parece que caiu do céu, acredite depois da morte de meu marido quase desisti de tudo.

–Desistir?

–O Restaurante, é complicado criar dois filhos e um negocio, mesmo em uma cidade pequena, se você não estivesse me ajudando tanto eu teria vendido a casa e o restaurante, e teria ido embora

–Ainda bem que não o fez, mas vou trabalhar, deve ter coisas acumuladas

Antes de começar minhas experiências na cozinha, fui ate o escritório, realmente Caroline não leva jeito algum para administrar, deixar tudo em ordem me tomou um tempo maior do que eu imaginava.

Farta da papelada, eu me direcionei a cozinha, não era meu habitual local de trabalho, porém eu aprendi a gostar.

Separei alguns ingredientes, farinha, ovos eram a base da massa caseira, porém o principal ponto aqui seria os meus testes em molhos.

Dentro da travessa eu coloquei os ovos acrescentei alguns temperos que davam o toque especial e único em minha receita, debrucei meu corpo sobre a bancada tentando alcançar o pote de farinha, meus dedos pegaram pela borda do enorme pote, e não venceu com o peso que ele exerceu ao virar, a poeira branca levantou-se por parte da cozinha formando uma nevoa.

Um pouco da poeira invadiu a minha garganta e olhos, fazendo minha garganta arranhar, a cena ao mesmo tempo hilária era constrangedora, farinha pela bancada, chão e em minhas roupas.

–Belle- o que é isso?

–Angela! Nem vi que entrou, menina, essa sou eu tentando cozinhar.

–Se o prato for você á milanesa! está perfeito! -Rimos juntas

–Vou continuar e arrumar isto antes que sua mãe queira desistir de me deixar fazer um prato para o festival da pimenta.

–Você tem visita!

–Visita? Eu fiquei temerosa, mas ao olhar para a expressão de Angela eu fiquei intrigada. Ela estava com aquele olhar que se vê em crianças antes de uma traquinagem. -O que foi?

–Vamos dizer que alguém veio de longe somente para te ver.

Meu coração passou a dar mais batidas que o normal, minhas pernas fraquejaram, senti o suor em minhas mãos se acumularem, não poderia ser ?mau passado não bateria assim em minha cara.

Tratei de tirar a poeira acumulada em meus cabelos inutilmente, retirei o avental, e fui em direção a porta, assim que sai da cozinha, me deparei com um homem de costas, não era a silhueta que eu tinha em mente, e nesse instante meus músculos relaxaram, mas não por completo, assim que ele se virou, meu espanto foi grande ao me deparar com dois olhos verdes me encarando.

–Pois não!-Tentei soar naturalmente, porém senti a pressão exercida em minha voz, Edward Cullen, eu lembrava claramente daquele olhar penetrante e marcante.

–Olá- Disse ele colocando sua mão em seu queixo, involuntariamente meu olhar seguiu seus movimentos caminhando ate o balcão.

–Sim, o que faz aqui?- sabia que estava sendo grossa, mas porra o que ele queria comigo.

–Vocês me disseram que eram de Peppers Hill eu buscava uma cidade pequena e tranquila para passar um tempo e terminar meu manuscrito.

–E queria falar comigo o porquê?- neste instante minhas mãos foram a minha cintura, eu parecia estar sendo mal educada, mas na verdade por dentro eu estava totalmente desconcertada.

–Jessica mencionou que você também venho para cá para escrever então pensei em conversar.- segui novamente com o olhar seus dedos, ele saiu de seu queixo, e desceu ate o balcão, meus olhos estavam fixos no movimento era como se tudo estivesse em câmera lenta, ele batia cada dedo no balcão, como se estivesse nervoso e impaciente, como se quisesse mais do que simples respostas rudes.

Estava me sentindo mal por estar naquele estado, então meu humor não era muito bom, meu tom de voz contradizia o que realmente eu sentia.

–Olha,e sta vendo que no momento estou trabalhando, mas quem sabe mais tarde.- cruzei meus braços e o encarei, tirando meus olhos de sua mão, que encantava eu estava com algum problema , pois nunca uma mão me trouxe tantas imagens como aquela.

–Desculpe então, nos vemos por ai.- ele ficou visivelmente frustrado com minha resposta curta, e me encarou com um olhar que parecia me despir por completo.

Ele sentou e vi Ângela seguindo ate a sua mesa, observei ela anotar um pedido, ele iria comer ali, voltei para dentro da cozinha completamente envergonhada da situação.

–Que ódio!-coloquei a mão em minha cabeça, tentando organizar o que acabara de acontecer.

–Que foi Belle?- Ang entrou na cozinha e eu podia ver em seus lábios a tentação em explodir em risos, mas ela segurou logo que observou meu estado.

–Ai este homem, o que ele quer comigo, não foi com Jessica que ele dançou depois, ele estava com ela Ang?

–Belle, mas não foi da Jessica que ele gostou, e isto esta na cara.

–Deixe para lá, vou voltar a cozinhar e distrair a minha cabaça.

Voltei para a massa, mas só o que conseguia era ter a minha mente cheia de imagens nada puras com o senhor escritor dedos longos e sedutor.

–Vou preparar o pedido dele- Ang respondeu assim que se virou para a chapa.

Pensei em coisas infantis como ir lá e apimentar o sanduiche, assim ele não iria nem pensar em frequentar o restaurante, porém iria ser um boicote contra minha amiga.

Meu foco agora era tentar me concentrar na receita, a todo tempo eu ficava imaginando alguma coisa que me fizesse ir lá na frente e poder mais uma vez admirar a presença de Edward, mas que merda estava havendo comigo, eu havia voltado no tempo de adolescente agora?

Indignada com minha própria ansiedade, rapidamente retirei o meu avental e sai da cozinha, olhei em volta e o restaurante estava quase vazio, a não ser pela família Antonelo que fazia um lanche, Nora e seu marido e dois filhos faziam isso quase toda tarde, senti meu sorriso amarelo

–Perdeu alguma coisa Belle?- Angela perguntou assim que se deparou com meu olhar varrendo o ambiente.

–Não... quer dizer...esqueci eu vim buscar algo...

–Ele já se foi, demorou muito- ela sorria de lado enquanto brincava com a caneta em suas mãos.

–Isso é irritante sabia- a encarei

–Não entendi Belle?

–Você fica ai me olhando como se soubesse de algo.

–Belle, vamos a cozinha- ela encarou Nora que estava atenta em nossa conversa, e pelas mas línguas ela era uma das maiores fofoqueiras da cidade

–Nem me vem com alguma teoria vã de romance- minhas mãos estavam no alto em rendição, enquanto entravamos na cozinha

–Nem vem você Belle, olhe esse homem veio ate aqui e algo me diz que não foi os atrativos a cidade, e muito menos Jessica, ele veio por outro motivo, e ele esta em minha frente tem cabelos escuros e uma lente castanha que acho inaceitável você usar

–Como?

–As lentes, um dia no hotel durante nossa viagem eu a vi tirar, e céus seus olhos claros são lindos em.

–Não isso, a parte de eu ser um interesse para Edward, Ang não se iluda.

–A iludida aqui não sou eu

–E quanto as lentes, pode esquecer isso por favor? por nossa amizade

–Se é importante para você tudo bem — ela deu de ombros.- mas escute o que eu digo.

Ela voltou ate o restaurante, voltei a minha culinária experimental.

Depois de terminar a massa e experimentar vários molhos picantes, cheguei a um que estava perfeito, fechei o restaurante após deixar todas as contas em ordem, voltei a pensão.

–Boa noite Belle.- a garota sorria largamente

–Jessica!- e ai tudo em ordem.

–Menina você nem sabe quem esta aqui, e veio se hospedar justo aqui.

–Sei Jess, já me encontrei com ele no restaurante. -Falei totalmente sem emoção, porém disfarçado o que eu sentia realmente, sabendo exatamente de quem se tratava

–Belle, ele não é incrível, nem chega aos pés deste caipiras da cidade aqui, aquele olhar parece ate ator de cinema.

Ri da forma como Jessica se comportava, parecia uma adolescente encantada.

–Sim ele é- Respondi o que me veio a mente, eu só vi o erro de minhas palavras quando elas foram proferidas, eu realmente achava isso.

Nem mais dei atenção a Jessica e seus surtos típicos de sua idade, Subi ao meu quarto, e retirei a roupa que estava lastimável pela poeira de farinha, e entrei no banho.

Eu não poderia aceitar isso, esse homem que do nada aparece, se dizendo escritor, as imagens dele não saiam de minha mente

A água relaxava meus músculos, e eu só conseguia pensar em Edward e seus olhos verdes, minhas mãos começaram a traçar meu próprio corpo, meus olhos se fecharam, minha mente vagou pela ideia do motivo que trouxe lene para Peppers Hill, quando fugi não imaginava um dia se interessar assim por alguém, mas eu ainda era mulher e jovem meu corpo tinha necessidades e desejos.

Quando percebi minha mão estava passando em partes intimas, onde naquele momento eu queria somente as mãos de Edward e seus dedos longos.

“Meu Deus” o que estou pensando, tratei de ajustar a água para o mais frio, e tentar retirar tais imagens, mas de nada adiantou, meu corpo era uma bomba de desejo pronto a explodir.

Por mais que minha vida fosse repleta de restrições e eu fosse submetida a ser uma submissa, Christian sempre me proporcionou orgasmos além do imaginável, e depois de seis meses era obvio que meu corpo implorasse por alivio.

Minhas mãos voltaram a traçar caminhos por meu corpo chegando a meus seios, senti a firmeza que a excitação trazia, também sentia que ali faltava um roçar de barba, um cheiro masculino, eu implorava por tal sensação, as imagens do rosto de Edward, sua face, sua barba por fazer.

Um suspiro leve saiu de meus lábios, minhas mãos continuavam a caminhar pelas curvas de meu corpo, meu baixo ventre se contraia em resultado da reação química interna.

Logo meus dedos chegaram a minha intimidade, a umidade estava presente ali, minha mente vagava as imagens das mãos de Edward, em seu queixo, e o momento em que ele as colocou no balcão, eram os dedos ele que estavam ali totalmente, os movimentos precisos e firmes em meu exato ponto de prazer, deslizei para minha entrada dois dedos, e o suspiro mais intenso saindo de minha garganta, suavemente os movimentos que eu fazia eram precisos, um alivio estava de certa forma sendo alcançado, os movimentos intensificados foram aumentando, minhas pernas começaram a tremer, e eu escorreguei o meu corpo pela parede do banheiro, sentindo o azulejo molhado, e mais um movimento preciso o alivio do orgasmo foi atingido rápido e intenso, nada comparado a um orgasmo que um homem me proporcionasse, porém era como se eu não estivesse sozinha ali naquele meu momento, Edward, estava presente vivido em minha mente.

Terminei o banho rapidamente, depois de conseguir me levantar, sai do banho caminhei de toalha pelo quarto, estava impaciente com essa situação me senti levemente culpada por ter me masturbado com as imagens de Edward, o homem cujo nada eu sabia, um homem que estava somente de passagem.

Isto me deu ideias, mas as retirei da mente, o perigo era meu perseguidor, e eu não podia jogar assim, eu era uma mulher sem passado, uma lacuna, e não podia colocar ninguém nesta vida.

Sentei na beira da cama, minhas mãos foram a meu cabelo, minha cabeça pendeu ate meus joelhos, um leve ataque de pânico estava por vir.

Escutei a fechadura sendo testada, em um só movimento meu corpo reagiu ficando em pé, no instante em que a porta se abriu

_Ow, esta entrando no quarto errado!!! -Gritei, sem pensar em mais nada.

_Desculpe. -Edward estava entrando com algumas malas em mãos, e virou-se imediatamente e tentou desviar seu olhar, porém não antes de arregalar seus olhos, procurei imediatamente algo que me cobrisse mais.

–Por que entrou em meu quarto?

–Bem a senhora da recepção acabou de me dar a chave e disse quarto 11, mas eu tentei entrar e nada da chave abrir, então testei nesta porta e deu, então achei que ela tinha se confundido e eu iria ficar no 10.

–Bem ela te deu a chave do meu quarto. Isso está obvio, não?

Ele continuou ali parado de costas, eu comecei a rir.

–Eu te aconselho ir e trocar, de chave, e me deixar colocar uma roupa.

–Desculpe novamente.

Ele saiu não consegui olhar seu rosto, mas podia jurar que ele saiu rindo.

Rapidamente vasculhei as gavetas colocando a primeira roupa que me veio a frente, desci correndo as escadas eu precisava esclarecer isso, assim que fechei a minha porta olhei para o lado e Edward estava abrindo a porta do seu quarto.

–Agora sim, essa é a chave certa-seus lábios se torceram em um sorriso meio encabulado, eu somente dei de ombros e passei por ele.

–Olha...

–Chega de se desculpar -falei sem me virar em sua direção indo a caminho das escadas

Ainda ao pé da escada escutei Jess e Evelin discutindo, mas assim que minha presença foi percebida elas olharam em minha direção

–Belle, desculpe o mal entendido querida, quem cuida das chaves é a Jessica, e ela deu uma saída na hora.

–Isto é porque minha mãe deve precisar de óculos, ela entregou a chave reserva do 10,ao invés da do 11, que mancada.

–Jessica nem se preocupe, sua mãe só se confundiu.

–Vai sair querida?- Evelin era um amor, mas era difícil sair sem ter que dar o relatório completo para ela, ou na saída ou na chegada.

–Vou tomar um sorvete a cidade está quente hoje.- Mesmo em estações de baixa temperatura se podia ter noites quentes em Peppers hill, e hoje além do calor minha mente estava repleta de imagens quentes.

–Boa noite- a voz atrás de mim era inconfundível , rouca e doce, ele pigarreou, o que me fez tremer e ter que me apoiar no balcão da recepção.

Senti meu rosto esquentar e corar, lembrando da cena de mais tarde, minhas ações durante meu banho e depois ele entrando em meu quarto, sentia que o fluxo de sangue de meu corpo estava todo sendo bombeando para meu rosto que esquentava intensamente.

–Boa noite.- Jessica dependurou seu corpo inclinando-se em sua direção, ela não escondia sua admiração por ele.- Vai sair?

Sua pergunta soou igual sua mãe, ela estava indo no mesmo caminho, a indiscrição em pessoa. revirei os olhos.

–Queria dar uma volta na cidade, conhecer um pouco. — meus olhos novamente acompanhavam o traçar de seus lábios, ao falar, e imagens possuíam minha mente poluída alias, mas tentei desviar.

–Posso te acompanhar- Jess se oferecia.

–Não mesmo filha, eu tenho que ir a casa de Caroline temos que organizar coisas do festival e você tem que cuidar da recepção.

Jess ficou decepcionada, eu tentei evitar a conversa e ia tentar me desviar.

–Mãe, você é uma estraga prazer.

–Belle! Ela ia sair tomar um sorvete, ela pode te levar.- Evelin nem imaginava que eu tentava fugir de estar perto dele.

–Eu, não, vou me encontrar com Angela agora e bem...

–Que isso Belle, a cidade é pequena, leve o senhor Cullen.

–Edward, somente!-Ele respondeu calmamente, seus olhos vagavam por todas nós, analisando as reações que a sua presença causava, um sorriso reprimido escapava em sua expressão.

–Isso! Edward- até a Evelin era enfeitiçada por aqueles olhares dele.- Leve-o ate a praça, ele deve estará com calor também um sorvete iria bem.

O sorriso de Evelin contrastava com a cara de desapontamento que Jessica fez.

–Tudo bem.- respondi ainda irritada com a situação.

Saímos caminhando, como tudo era calmo e tranquilo e perto eu quase não usava o carro, andar era algo comum aos moradores, mesmo a noite as pessoas caminhavam tranquilas pelas ruas.

–Anabelle, você realmente não gostou de mim!

Aquela afirmação me pegou de surpresa, o encarei e tentei entender de onde ele tirou isso.

–Eu? Porque pensou isso?

–Nada de mais seu jeito, suas reações, hoje pela manha no restaurante, agora não querendo sair comigo.

–Ah! Vai dizer que você não percebeu que a Jessica esta caidinha por você, eu estava me sentindo mal por ela, e hoje pela manhã fui pega desprevenida.

–Sim claro a mãe dela praticamente estava te jogando para cima de mim.

Rimos juntos da situação.

–Decerto Evelin também percebeu o comportamento de Jess e por conhecer a filha queria ela longe de estranhos.

–Bela amiga Evelin está me saindo, não deixa a filha sair com estranhos, mas o joga para mim.- bufei

–Viu, não esta gostando do fato de estar comigo.

–Edwaed! Eu mal o conheço e você também não sabe nada sobre mim para ir fazendo suposições, pela manha você me pegou em um momento crítico.

–Sei, acho que estava lutando com a farinha na cozinha.

Ri lembrando que estava toda suja de farinha quando ele me viu, e depois somente em uma toalha.

–Acho que não tivemos momentos muito bons ate agora, na verdade eu somente estive em situações constrangedoras.

–Deixemos isto de lado.

Chegamos a frente do restaurante.

–Vai trabalhar?

–Não! Angela mora atrás do restaurante, vou chama-la só um minuto. — Edward ficou esperando ao lado de fora.

Entrei pelos fundos e chamando por Ang.

–Belle!

–Caroline, quero falar com Angela.

–Ela acabou de ir a praça, parece que um rapaz veio até aqui,qual o nome dele mesmo?...- ela tentava se lembrar

–Se você Caroline não o conhece, Quem pode ser?

–Ah! Ė Ben, ele veio a pouco, parece que ia embora para a cidade dele e resolveu passar aqui, você deve o conhecer.

–Ben, sim, o conhecemos na feira, mas nossa ele teve o trabalho de desviar o caminho dele para se despedir de Ang.

–Acho que minha garota arrumou alguém que gosta dela, pena que mora em outra cidade., ele a convidou para tomar um sorvete.

–Tudo bem , acho que encontro ela lá, ate mais.

Teria de aguentar mais um tempo de caminhada com o senhor escritor gostosão.

–Onde esta sua amiga?-Edward perguntou assim que estava novamente ao seu lado.

–Ela já esta lá, vamos é por ali.

Os paços de minha sandália na calçada, e seus paços largos, era o único som que ouvi durante um tempo, calados caminhamos por um trexo, a respiração de ambos estava intercortada, e ofegante.

–Cidade grande nos deixa preguiçosos.- Edward comentou por perceber que seu fôlego estava se esgotando.

–Sim, eu já me acostumei.

–E você escolheu morar em uma cidade pequena assim do nada?

Era uma pergunta pessoal, mas estava cansada de ser grossa com ele, na verdade ao estar ali em seu lado minha vontade era de me atirar em seus braços longos, e dizer a verdade de cara, que eu o desejava , mas retirei este pensamento, suspirei e voltei a minha história de sempre.

–Depois que meus pais morreram, eu decidi me mudar para algum lugar calmo vim para cá para tentar uma nova vida, e ainda tentar escrever algo.

–Eu te disse, sou escritor também, me interessou saber que aqui vive um

Fiquei em silêncio, olhando para a rua iluminada pela luz do luar, uma lua crescente, trazia pouca iluminação, o vento sacudiam meu cabelo para o lado, dando uma visão de meu perfil para Edward.Algumas lembranças de Christian vieram em minha mente,balancei a cabeça tentando espantar os pensamentos e fixar no agora.

Ele indicou o caminho e o seguimos.A sorveteria era da Familia Antonelo, Norma quem cuidava do balcão a noite, era um ótimo trabalho para umas das maiores fofoqueiras ,as paredes pintada de branca e letras de preto e uma leve sombra, era um lugar pequeno, porém espaçoso, sentamos em uma mesa branca com duas cadeiras vermelhas, Estiquei o pescoço tentando encontrar Ang, mas sem sucesso.

–Qual sorvete? -Edward perguntou.

–Humm...morango.

–Vou buscá-los. Ele levantou-se , não conseguia evitar observar seus movimentos, eram precisos e bem calculados, a sua postura impecável ate mesmo era vista em seus andar

Depois dele voltar, coloquei a colher do sorvete em minha boca, Nora podia ser a maior fofoqueira da cidade, porém era a melhor produtora de sorvete que eu poderia conhecer ate hoje, sua receita caseira era deliciosa eu fechava meus olhos sempre que eu saboreava as primeira colheradas.

–O que foi?- falei assim que abri meus olhos me deparando com Edward me encarando.

–Nada é que é a primeira vez que eu vejo alguém sentir tanto prazer em uma colherada de sorvete

–Prazer?-

–Digamos que sua expressão sugeriu isso

–Oh! -falei colocando outra colherada na boca.

–Então, me fale mais sobre você Anabelle

–Já falei me chame de Belle,

–Tudo bem Belle,

–Eu não tenho muito mais o que falar, é sua vez de algo

–Eu já disse, decidi vir escrever...

–Pare, quero saber mais, olhe se eu for procurar algo sobre Edward Cullen, vou encontrar o que? Me fale de sua vida

ele imediatamente assumiu uma posição firme, ele ficou visivelmente tenso, seus lábios se fecharam em uma linha fina.

–Se eu quisesse pesquisar o seu passado? as vezes somos o que somos, oque importa o que fomos?

Engoli a saliva, senti minha garganta áspera era como se eu provasse meu próprio veneno, não poderia ser eu a exigir uma historia, não quando eu mesma era um livro a ser escrito.

–Desculpa, eu não queria ser muito indiscreta.

–Já pensou que as vezes as pessoas fogem de seu passado.

Palavras que além de se encaixarem em minha situação me fizeram analisar o que o próprio Edward escondia.

–Mas as vezes Edward, não somente fugimos de um passado, como fugimos de nós mesmos e do que podemos ter nos tornado.

Fixei meus olhos nos dele, por um tempo ficamos ali parados sem nada a dizer, eu tinha uma certeza agora, assim como eu escondia algo, Edward escondia também

minha mão ficou sobre a mesa, e como em um gesto comum Edward colocou a sua sobre a minha, naquele momento eu sabia que ali estava começando algo ao qual eu deveria dar um basta antes que ficasse intenso demais.