Cinquenta Tons De Medo - Diário de uma vida dupla
8 Capítulo 8- Até que a morte os separe
Notas iniciais
8.Até que a morte os separe
Pela manhã foi Mia que acordou-me. Ela abriu as cortinas deixando os raios de sol invadirem o quarto.
– Vamos lá hoje é seu dia.
Não sabia como fazer isto, acabar com tudo, mais seguir a diante não era uma opção. A empolgação de Mia só me fazia ficar com mais peso na consciência.
– Mia, acho que não posso fazer isto, é um erro...
– Bella, acalme-se é normal noivas ficarem assim no dia do casamento, vamos tome um banho com muitos sais e já vai relaxar. — Ela era alheia ao fato de sua própria mãe ter feito o que fez, ela achava que era um simples nervosismo de pré-casamento.
Mia estava animada e polvorosa com o casamento, não conseguia acabar com a alegria dela.
Entrei na água quente repleta de sais e um cheiro agradável invadia o banheiro Mia preparou o banho com carinho e dedicação. Deixei meu corpo relaxar.
Tentei focar alguma ideia para acabar com tudo, no entanto eu só estava puxando mais corda para me enforcar.
Quando a água deu sinais de estar esfriando levantei peguei a toalha sequei meu corpo e vesti o roupão que estava a minha espera.
Voltei ao quarto onde Mia estava com todos os preparativos a postos.
Uma bancada improvisada em cima da mesa do quarto de hospedes continha uma infinidade de apetrechos. Mia veio em minha direção enganchando em meu braço me conduzindo até a cadeira reclinável que estava no meio do quarto.
– Bella, vamos ser parentes, eu sempre quis ter uma irmã sabe, vivendo com homens sempre.
– Entendo, não tenho irmão, mas sou filha única.
A felicidade dela era radiante, como ia acabar com ela ali, eu tinha que fazer isto direito, até o sim eu tinha tempo, claro o sim ele poderia virar não.
O cabeleireiro, a costureira o estilista e maquiador, todos chegaram, eu não conseguia achar uma brecha, um momento em que eu pudesse por fim aquela tortura.
– Querida sorriso no rosto, sabe que o dia do casamento é o mais feliz para mulher. – Jean o cabeleireiro estava falando enquanto ele encaixava a trança no coque. O penteado que me pareceu perfeito na prévia agora parecia que era errado.
– Sim o dia mais feliz. — Respondi sem humor.
Meu estado constantemente era confundido com nervosismo o que ninguém entendia era que isso tudo era um erro, um erro enorme.
Mia correu com o espelho a minha frente tentando arrancar um sorriso de minha até então expressão sem vida.
A maquiadora reclinou a cadeira enquanto Jean foi arrumar os cabelos de Mia, fechei os olhos e deixei as imagens e as vozes da noite passada invadirem minha mente já conturbada com tudo.
O que Helena realmente fez a Christian foi algo deplorável, ela pegou uma criança traumatizada e o usou ensinando a ele o mundo de dominação. Não era somente o fato de que ela havia o seduzido ou até mesmo cometido um crime diante a lei e diante a moral, mas o pior estava em ela ter o incentivado a achar que precisa disso, precisa dominar tudo a sua volta.
Enquanto eu sentia as leves pinceladas em minha face eu fiquei ligando cada situação em que vi Christian lutar por controle ou quando ele lutava contra isso como ele ficava instável e vulnerável, eu não aguentaria essa inconstância
Assim que ela terminou olhei novamente no espelho, era o meu rosto envolto em uma máscara de beleza, a trança caia na lateral do meu ombro esquerdo, meus lábios e bochechas mais corados e os olhos marcados realmente estava ali uma noiva, porém faltava a vontade de estar naquela posição.
Levantei e fui em direção a cama, o vestido, meu vestido de casamento estava lá me esperando. Mia ajudou a estilista levanta-lo eu estava diante do meu futuro, iria me prender a uma pessoa que tem seus fantasmas tão presos a si mesmo que não poderia imaginar o que esperar dele.
Sentindo o cetim sob minha pele, as treliças e o zíper estavam sendo fechados pela costureira eu estava finalmente pronta olhei no espelho encarei a noiva que estava nele, vestido penteado e maquiagem estavam impecáveis, entretanto a noiva tinha algo de errado.
Desci as escadas da mansão deparando com os três pares de olhos me fitando.
Rosalie e Kate chegaram, estavam lindas com os vestidos de dama de honra e junto com Mia as três estavam perfeitas, o cetim cor de rosa, e o desenho que delineava o corpo das garotas.
Mia havia retirado suas mechas rosas deixando seu cabelo em um loiro quase branco arrepiado, Kate estava com cachos erguidos no alto de sua cabeça, enquanto Rosalie estava com um coque bem alinhado sem um fio fora do lugar.
– Você vai ser a primeira de nós a se casar. — Rosalie comentava com lágrimas nos olhos.
– Deixa de ser boba Rosalie já fez esse comentário ontem pelo amor de deus vira o disco.
Mesmo com minhas preocupações eu consegui esboçar um sorriso forçado.
– Bella está certa disto? Sabe que ainda dá tempo. — Rosalie insistia, ela ainda não ia com a cara de Christian, e nem fazia questão de esconder isso.
– Pare com isto, olhe para ela perfeita como noiva, e tirou a sorte grande!
Kate nem imaginava esta sorte. Ela havia deletado de sua mente todo período de perseguição e neurose de Christian, ela só conseguia pensar em como ele era rico e poderoso e um lorde.
– Trouxe uma coisa para você, é um empréstimo. — Rosalie tirou um par de brincos de pedras azuis claras quase imperceptível a cor e colocou em minha orelha. — Ai está agora está completa, algo azul que é emprestado e aliás muito velho é da avó Halle.
Como se superstição e sorte resolvessem meus problemas.
– E Jasper? — Falar dos Halle lembrou -me do irmão de Rosalie que não cheguei a ter uma cumplicidade maior por ele ter se formado antes de nós, porém Kate chorou muito a sua partida dentre todos seus amores falidos Jasper foi o que rendeu mais potes de sorvete que o normal.
– Ele estará presente, esqueci de comentar e está lindo Bella precisa ver. -Foi Kate a responder o que me deixou preocupada ela iria sofrer novamente assim que ele entrasse novamente em um avião.
Estavam todos animados. Mas eu precisava resolver isso antes que fosse tarde demais para voltar atrás.
– Mia, onde esta Christian, gostaria de falar com ele.
– Nem pensar, dá má sorte ele te ver antes e, aliás, ele já está com seu cronograma está ficando a postos em pouco tempo.
Merda só me restava mesmo o "não", ia ser vergonha publica mesmo, visto que não ir ao casamento estava fora de questão.
A casa aos poucos ficou vazia, a música foi iniciada, as damas se retiraram e eu sabia que todos estavam se colocando a postos para suas entradas.
Estava na sala quando meu pai entrou para me acompanhar.
– Filha você esta linda sua mãe ficaria orgulhosa. — Meu pai não conhecia Renne mesmo, se ela soubesse o que estou passando ela mesma colocava fim a tudo em um piscar de olhos.
– Ela já teria borrado toda maquiagem antes mesmo da cerimonia.
Rimos juntos, era visível a felicidade de todos.
A cada passo que dava eu me sentia como um animal se sente antes do abate, eu sabia que toda a imprensa cairia matando, iria ser o escândalo do século, eu teria que arrancar coragem dentro de mim.
As damas entraram antes, e ao tocar da marcha nupcial, meu pai segurou meu braço e conduziu-me.
Christian estava lá com seu olhar lindo e perfeito, duas piscinas azuis que transbordavam felicidade, mas escondiam segredos terríveis.
Ao ver Helena ao lado de Carrick a raiva me invadia, eu queria acabar com tudo logo, porém tinha muita gente ali.
A imprensa estava presente, era apenas uma revista, porém era o que bastava para um escândalo, observei a todos Jacob, José, as minhas amigas e damas do casamento, mal prestei atenção no discurso do padre.
Os flashs emitidos pelas câmeras de meus amigos me tiravam o foco de minha decisão.
Observei a família de Carrick, Eliott, Mia que estava tão felizes, e meu pai. O homem que eu amava porém fui embora para fugir de sua opressão, estava eu disposta a lutar contra a natureza de Christin eliminar esse pesadelo de minha vida o passado que o atormentava e estava tão próximo
Poderia eu fazer isso?
A hora chegou, quando o padre proferiu a pergunta:
– Isabella Swan aceita Christian Grey como seu legitimo esposo, para amar e respeitar até que a morte os separe?
Não poderia fazer isto ali, em frente a todos, demorei um instante o que provocou alarme entre todos, engoli seco, mais a única coisa que me pareceu certa naquele momento e saiu foi:
– Sim eu aceito.
Sim, como pude fazer isso?
Em instantes tudo ficou estranhamente lento e zonzo, eu acabava de assinar a minha sentença.
Durante a cerimonia, os cumprimentos, era como se estivesse passando um filme em minha frente, e não a minha vida que estava prestes a ir para o buraco de merda que era a vida de Christian Grey.
Assim que todos estavam se direcionando a festa, Christian me encarou com raiva percebendo meu estado.
– Dá para você melhorar sua expressão? Parece que acabou de sair de um funeral, e não de seu casamento!
– É bem provável.
Falei baixo de mais, mas ele ouviu, felizmente ele não aprofundou o assunto, a festa estava linda, entre fotos e atenção a todos, eu estava ainda em estado de choque, como eu faria para acabar com tudo isto? Eram tantas pessoas a serem magoadas, eram tantos assuntos a se resolver.
– Bella minha querida você pode me dar um sorriso? — José falou.
– Está quase impossível sorrir José. — Ele abaixou a câmera e veio perto o bastante para que o que falarmos ninguém ouvir.
– Aconteceu alguma coisa que eu não saiba?
– Eu só descobri que eu estou entrando em um inferno.
– Queridinha esse seu bofe tem algo nele que nunca engoli. — José falou olhando em direção de Christian.
– Eu vi as bandeiras anunciando de todos os lado, porém eu não dei atenção, deixei que algo me cegasse.
– Bem sempre há tempo de voltar atrás agora vamos tirar fotos para aproveitar.
– Como foi... Er... Ontem?- Falei tentando distrair minha mente de Christian.
Forcei um sorriso enquanto ele tirava fotos.
–Bem... Digamos que demos um passo pequeno, mais sabe que eu gosto do desafio de Jake ser proibido, ele tem aquela pinta de homem macho, que pega muita mulher, mais ontem olha entendi o que a mulherada gosta. Se é que me entende. — Consegui sorrir pensando na felicidade de José.
– José vai na calma, ainda verei vocês dois juntos como um casal.
– Quem sabe. — José deu de ombros
A festa ia muito bem, Mia estava tão animada que dava dó, ela ficou super feliz com a ideia de ter uma irmã.
– Bella, vem quero te apresentar a todos nossos primos.
A família me recebia de braços abertos, e aquilo estava cada vez mais difícil.
Meus amigos e minha pequena roda de familiares não comparava-se a tantas famílias importantes do circulo Grey.
– Bella, como tem gente neste casamento!
– Sim Rose, a família de Christian é muito influente.
– Eu só queria conhecer um, aquele grandalhão.
Rosalie apontava para Eliot meu agora Cunhado. Pensei um instante será que ele teve os mesmos problemas de Christian, mais a forma de como Christian e Eliot se comportavam era totalmente diferente.
– Irmão de Christian, vem eu te apresento.
– Eliot?
– Cunhadinha.
Ele me enlaçou em um abraço tão apertado e sufocante que me fez sorrir.
– Quero lhe apresentar a minha amiga e quase irmã Rosalie Halle.
– Prazer gata. — Ele olhou e encarou ela depois se abaixou e sussurrou em meu ouvido. -Como adivinhou que estava de olho nela desde a cerimonia?
– Acho que isso é um sinal. — Falei sorrindo e Rose me encarou curiosa.
Depois de apresentar Rosalie a ele, caminhei mais um pouco pela festa antes de me juntar ao meu agora esposo, queria ter tempo de pensar como agir perto dele, olhei em sua direção Christian não tirava os olhos de mim, mas seu olhar me deixava preocupada.
Cheguei a mesa onde Kate e Jasper estavam sentados.
– Jasper quanto tempo...
– Sim e olha para você, está linda.
– Obrigada.
Kate ficou me encarando
– O que esta errado Bella? — Como esconder de Kate que conhecia minhas expressões?
– Nervosismo de casamento.
Não deixava de ser verdade.
Assim que cheguei próxima a entrada da residência Helena aproximou-se de mim.
– Parabéns Isabella, vejo que conseguiu o que queria.
Naquele momento meu sangue ferveu, e não pude conter meu impulso.
– Creio que não foi bem o que você queria!
– Isabella, entenda, eu fui como uma mãe para Christian, e é claro que quero sempre o melhor para ele, mais se você o faz feliz, quem sou eu para julgar.
– Quem é você? Esta é a questão Helena, você era para ser quem protegia Christian, no entanto você é a pior das espécies, como pode?
– Pode o que Bella?
– Colocar esta merda na vida dele! Pensa que não sei que você abusou dele, e ainda quando ele era uma criança, isso é um crime, já pensou quando Carrick souber.
Neste instante vi a fúria nos olhos de Helena ela imediatamente pegou forte em meu braço e me encaminhou até dentro da residência a um local escondido.
– Quem te contou? Christian, aquele moleque, olha Isabella, há uma razão para Carrick nunca ter nem sequer desconfiado de meu relacionamento com Christian, eu posso acabar com a vida de todos, e se isto vir a publico a família se acaba, como acha que Mia ficaria?
– Você devia ter pensado antes de abusar de um garoto.
– Christian nunca foi um garoto comum, eu somente aproveitei o que tinha nele já, e se ele te contou mentiras...
– Ele não me contou, eu os vi ontem, e agora com esta sua confirmação...
Por dentro eu gritava de raiva mais Helena era a personificação da autoridade e intimidação. Nesse quesito ela foi uma ótima professora.
– Isabella, você não sabe com quem está lidando, você tem muita gente de que gosta, e eu não tenho nenhum problema em acabar com qualquer um... — Ela estava tentando virar o jogo jogando um sorriso para mim, mais eu percebia seu nervosismo.
– Você não ousaria...- Ameaça quem ela pensa que é?
– Ousaria, se você acabar com a minha vida e de Christian, eu acabo com qualquer um que você goste, eu tenho influencias querida!
Neste instante Christian nos avistou pelas portas de vidro e entrou.
– O que esta acontecendo?
– Nada. — Respondi, mais Helena não estava disposta a jogar limpo.
–Nada? Esta sua esposa não se põe em seu lugar, eu te avisei que não era uma boa ideia, ela não serve para você, ela acabara de me ameaçar.
– Ameaçar? Explique-se Isabella. — A forma com que ela o manipulava era repugnante.
–Não tenho nada a explicar!
– Bem eu falo querida, ela sabe de nós Christian.
– Não há um nós Helena entenda, Isabella. — Ele virou-se para mim. Vi suplica em seu olhar. -O que ouve?
– Não invente, eu os vi, e depois falamos disto, aqui tem muita gente.
– Não vá a lugar algum antes de eu poder me explicar.
– Acho que é tarde para explicações, temos convidados.
Sai em direção a festa deixando aqueles dois nojentos sozinhos, era repugnante imaginar Helena introduzindo aquela merda na vida de Christian, e pior quando ele era uma criança.
A festa se seguiu animada para todos, exceto para a pessoa que deveria estar mais feliz, a noiva.
– Vamos é hora da nossa dança. — Meu pai me estendeu a mão eu sorri para ele.
Ficamos no centro da pista montada e a musica começou, meu pai me conduzia perfeitamente.
– Andou treinado pai?
– Sim eu não poderia fazer feio em frente a tanta gente importante.
Sorri para ele meu pai era um homem vivido e trabalhador, suas rugas eram marcadas, seus olhos de um verde iguais os meus eram quase imperceptíveis.
– Pai acha que uma pessoa muda com o tempo?
– Depende filha, sua mãe, por exemplo, ela mudou quando casamos ela não era tão impulsiva como se tornou.
Ouvir meu pai falar de minha mãe era como enterrar uma faca em meu coração, claro que ele como homem negligenciou esse fato, minha mãe sempre foi o que foi, somente ela teve a ilusão de que as coisas fossem diferentes e então ela foi embora da prisão que se tornou seu casamento, hoje aqui eu sabia que se fosse honra-la um pouco eu deveria por fim a esse casamento.
Eu poderia rebater falar algo a meu pai, mais mesmo separados ele sofreu tanto com sua morte que eu deixei ele com seus pensamentos machistas.
Christian estava ao nosso lado encarei a sua mão estendida em nossa direção.
– Posso ter a honra de dançar com a mulher mais linda da festa?
– Claro, ela é sua agora. -Meu pai entregou minha mão assim como fez na igreja e aquele gesto que antes eu via como algo lindo e significativo, agora eu o vi com outros olhos, era como se fosse um ato machista de passagem de posse, não que eu estivesse estendendo a todos isso, mais naquele momento eu achei que significava em minha vida exatamente isso.
Começamos a embalar na musica quando Christian quebrou o silêncio
– Pode me ouvir Bella?
– Não Christian não há nada que você possa falar que fará eu mudar a ideia que eu tenho agora de você.
– Você deveria entender, isso acabou.
– Acabou mesmo? — Ergui uma sobrancelha. — Parece que para ela não acabou.
– Helena é doente.
– Acho que não é só ela quem é doente.
– Você esta vendo as minhas mudanças eu me esforço...
– Do que adianta os esforços? Eu vi como ela te manipula você sempre terá isso em sua vida!
Ele não mais rebateu sua expressão foi mudando de dor a raiva eu sabia que ele estava segurando para não explodir.
Assim que a dança acabou eu sai de perto de Christian antes que eu colocasse tudo a perder ali mesmo.
Ao despedir-me de quase todos, Kate percebeu meu estado e me arrastou ao banheiro da casa.
– Bella olhe aqui, eu já vi viúvas em funerais mais animadas que você em seu casamento, tem algo errado e você vai me contar.
– Kate, não há nada de errado, eu estou nervosa cansada...
– Pode ir parando, eu te conheço, e este casamento esta me parecendo um erro.
– Foi um erro, mais vou resolver tudo.
– Isabella, pelo amor de Deus, não acredito! Vamos resolver isto agora, acabe com esta farsa agora.
– Kate é mais complicado do que parece, deixe-me ir, prometo que resolverei tudo.
– Bella vamos... Vocês vão perder o vôo.
Mia batia na porta do banheiro.
– Calma Mia já vou.
Sai em direção a ela, Christian que me encarou de forma acusatória, ele estava tentando saber se eu tinha contado algo a Kate, mas ele sabia que kate com seu jeito impetuoso não deixaria quieto desta forma se soubesse de algo, e ela estava calma a medida do possível.
– Vamos trocar de roupa logo. — Mia me puxou pela mão e subimos as escadas entrando no quarto em que usei para me arrumar.
– Mia como é você e sua mãe? Como é sua relação?
– Digamos que seja normal, eu como toda jovem adolescente fiz sempre de tudo para chamar atenção mais descobri que ela tem muitas coisas importantes para fazer e não é falta de atenção que eu tenho.
– O que exatamente ela faz? — As perguntas saiam de minha boca sozinhas não que isso fosse me ajudar em algo.
Mia me ajudava com o vestido de noiva e eu colocava outro vestido igualmente branco porém mais confortável
– Minha mãe trabalhava antes de se casar como assistente social de adolescentes órfãos, depois de casada ela vai em muitos eventos beneficentes, mais Bella pare com perguntas sobre minha vida teremos anos para nos conhecer, se concentre em sua vida e em sua lua de mel .
Mal ela sabia a minha empolgação e pensar em Helena trabalhando com outros jovens órfãos assim como ela fez com Christian me deu embrulho no estomago.
Entramos no carro, e Christian assumiu o volante senti falta de James, o motorista e guarda costa.
– Vamos somente nós?
– Sim, precisamos conversar.
Olhei para traz James nos seguia com outro carro.
– O que quer conversar Christian?
– Sobre suas atitudes, Isabella o que está havendo?
– Tudo, eu soube que você tem esta merda na sua vida por culpa daquela Pedófila da Helena.
– Não vamos ser hipócritas Isabella, esta merda como você chama me fez ser o que sou hoje.
– E ai esta o problema, você não é só um controlador compulsivo, você é inconstante.
Eu gostava de nossas no noites de todas experiências que Christian fornecia, e quem não se encantaria com algumas coisas, mais a merda toda, o fato de ser controlada, isto não, Christian tinha uma visão deste mundo muito limitada ele a vivia em sua vida de negócios e pessoal.
Chegamos ao aeroporto onde seu Jato particular nos aguardava.
– Christian eu não posso.
– O que não pode Isabella?
– Isso, é tudo um erro, o casamento, tudo.
– Isabella, entre neste avião agora, e ai podemos conversar.
Os olhos de Christian eram de ódio, eu sabia que havia o irritado, eu tinha medo do que podia acontecer , ainda mais as alturas, mais não tive escolha, entrei no avião.
Depois de nos servir a aeromoça sentou-se e apertamos os cintos e o jato decolou, quando o avião estava em uma altitude segura Christian levantou-se.
– Então, agora vamos colocar tudo em pratos limpos. Ele me encarava.
– Pode nos dar licença?- Ele encarou a aeromoça que rapidamente levantou se seguindo para outra cabine.
Um medo me tomou, um arrepio em minha espinha, ele chegou perto de mim e pegou em minha mão, observou a aliança em meu dedo, e a dele.
– Isso Isabella, é algo que não se desfaz.
– Mas ai está o problema Christian, casamento, não é um contrato, sou sua esposa, e pelo entendi na sua conversa com Helena ela ainda sente algo por você e você ainda se rende a ela, eu não posso ficar nisso.
– Eu não sinto mais nada pela louca da Helena, ela coloca coisas na cabeça dela.
– Mais eu não posso carregar o nome dessa família que trás tantos segredos.
– Bella, isso mesmo agora você é Isabella Swan Grey, e não pense que vou deixar que desfaça isso, o que esta feito esta feito, mas você sabe como uma Grey carregando meu sobrenome você tem obrigações, e a primeira é aceitar que eu cuide de você.
– Cuidar Christian, mais sua visão de cuidar é totalmente absurda, eu queria ser sua esposa, mais depois de descobrir tudo isto, você e Helena.
– Não Bella, Helena é passado, deixei tudo isto quando te conheci...
– Não, eu vi como ela te domina.
Ele irritou-se e me encarou com olhar de ódio.
– Nunca repita isto, eu não sou dominado por ninguém mais Isabella, eu comando eu domino, meus negócios e minha vida.
– Não quero Christian, quero um marido e não um dono eu não sou uma propriedade.
– Isabella Swan Grey, você nunca vai deixar este casamento, sabe por que, eu não vou deixar, tenho recursos muito grandes. Aliás, você assinou um contrato antes mesmo de se casar hoje.
– Christian vai me manter a torno de chantagem obrigada? Que contrato é esse?
Lembrei-me da manha anterior ao casamento e dos papeis que assinei "confio em você" foi o que eu disse depois dele indagar se eu não leria porem tudo era parte arquitetada de um plano.
– Bella vejamos desta forma, você pode fazer do jeito fácil, aceite o que esta feito, terá uma vida de rainha tendo tudo aos seus pés, tendo tudo que eu posso te oferecer a vida de rainha ..
– A troco de que?
–Deixe-me cuidar de você a minha forma.
– Cuidar quer dizer controlar!
– Se vê desta forma lamento, mais pode fazer do jeito difícil, de qualquer forma não se livrará de mim, e ainda terei controle sobre você, só que pior sem ter as mordomias que posso lhe oferecer, posso ate te proibir de ter contato com seus amigos aos quais você ama muito, restringir sua saída, até mesmo te proibir de trabalhar...
– Você não ousaria, isso é irreal, eu posso te denunciar...
–Tente. — Ele aproximou seus lábios de meu ouvido e sussurrou cada palavra. -Tenho muito dinheiro Isabella, um contrato que você assinou em plena consciência e faculdade mental advogados, juízes policiais, sempre serão comprados facilmente.
– Que tipo de sentimento é esse?
– Eu te amo! — Ele falou isso com todas as letras firme e decidido muito mais do que a primeira vez. -Te amo que dói, te amo além do que se possa imaginar, e eu quero você, e agora que a tenho eu não vou perde-la, não vou admitir isso jamais.
– Isso não é amor é doença, você precisa de ajuda, Helena mexeu em sua infância.
– Você é a minha ajuda, não admito te perder, eu prefiro ver você morta a não te ter comigo.
– Eu não vou aceitar isso...
Nesse instante eu vi a sua inconstância ele segurou em meu braço forte me levantando do acento me arrastou até a cabine dos fundos.
– Me solta Christian.
Ele levantou meus braços ao alto de minha cabeça me prendendo contra a parede
– Você assinou um contrato pré nupcial querida, que te da direito a tudo que é meu, somos casados unindo tudo, bens materiais porém se você o ler com calma verá que esta mais ligada do que imagina a casa de seu pai já foi negociada.
– Como?
– Eu tenho domínio sobre o que esta em seu nome e seu pai ficou feliz quando a filha quitou a hipoteca da casa que deixou em seu nome, melhor quando ele ficou sabendo que vai ganhar uma residência nova.
Suas mãos começaram a traçar meu corpo eu estava ficando com nojo da situação Christian se excitava em saber que estava me dominando, que ele fizera tudo para me ter em suas mãos e manter seu domínio sobre tudo que eu sou.
– Você é um Sádico.
Seu sorriso se alargou, ele inalou em meu pescoço mantendo com sua forca meus braços no alto.
– Que bom que você esta entendendo. -Ele mordeu o lóbulo de minha orelha arrancando involuntariamente um suspiro de meus lábios.
– Você gosta... No fundo Isabella você precisa ser dominada, seu corpo pede por isso você se esconde por trás dessa máscara de querer liberdade , mais você precisa ser domada.
– Eu não preciso disso.
Sua mão subiu minha coxa, eu fiquei com raiva de meu próprio corpo por mesmo estando naquela situação humilhante ele reagir de forma tão permissiva. Seus dedos chegaram a minha calcinha revelando uma excitação que eu não controlava.
– Viu? Totalmente entregue Isabella, você é uma submissa nata, um diamante bruto precisando de lapidação.
– Eu não sou uma submissa Christian.
– Não mais é minha esposa e não pode escapar disso...
Ele me imobilizou de uma forma e me virou contra a parede, sentia meu rosto impensado contra o seu quando ele ergueu meu vestido com impetuosidade e rasgou minha calcinha.
–Christian me larga.
Eu me debati mais vi que isso o excitava mais ainda. Eu era uma fera indomável lutando contra a dominação sempre e Christina viu ali um desafio ao qual ele queria vencer a todo custo e era a forma doentia dele de se satisfazer então percebi que não adiantava lutar eu fiz minha escolha e agora estava convivendo com ela.
Ele ergueu meu corpo me encaixando nele. Suspirou em minha orelha e senti ele se encaixando entre minhas pernas estava encurralada e presa contra a parede da cabine, ele ali consumou nosso casamento ao modo Christian Grey.
– Você é minha Isabella, entenda isso minha.
Não lutei mais deixei que ele me possuísse da forma mais intensa e ferrada como seu jeito doentio o dava prazer e permiti que meu corpo relaxasse e sentisse também o prazer daquele momento.
Uma de suas mãos foi ate meu cabelo soltando meus braços, eu já não me debati mais, ele puxou minha cabeça para trás capturando meus lábios enquanto ele me penetrava intensamente.
– Você é minha entenda isso de uma vez por todas... Pois se não for minha Isabella não será de mais ninguém.
Na verdade somente me restava uma opção, aceitar minha sina, e minha vida.
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