Notas iniciais
Capítulo com nova edição

3.Que os jogos comecem

Mesmo eu estando sem acreditar no que acabara de fazer, foi só isto que bastou, quando percebi, já estávamos na porta de seu apartamento.

Christian nada tinha dito durante o caminho, nem seus lábios chegaram aos meus como imaginei que faria, ele manteve uma certa distancia, eu não imaginava o que se passava por sua mente.

Estávamos em frente a sua porta agora, ele dispensou James

– Saiba Isabella que se passar desta porta estaremos dando um grande passo.

" Uma bandeira gritando perigo se acendia, o que ele queria dizer com isso? "

– Porque?

– Você deve ter percebido que não sou visto com nenhuma mulher não é mesmo?

– Não. — Engoli seco. " — O que ele estava tentando me dizer? Em suas entrevistas pelo menos as que eu vi nada de estar com mulheres.

– Então, eu não sou homem de me dar bem com relacionamentos, e...

– Eu não estou aqui atrás de relacionamento Grey. — Falei aliviada, segurei a barra de seu paletó e o puxei para um beijo que ele desviou.

Ele segurou meu rosto e foi com seus lábios em meu ouvido e mordeu o lóbulo de minha orelha me arrancando um suspiro.

Então fiquei decidida a entrar totalmente neste jogo ao vê-lo abrir a porta, parte de meu ego queria entrar e provar daquela experiência, outra parte estava decidida a cair fora, sair correndo enquanto havia tempo.

Dei o primeiro passo ao desconhecido, recebendo de Grey um sorriso malicioso, assim que ele fechou a porta atrás de minhas costas, um temor cresceu.

O apartamento localizado na principal avenida da cidade, próximo a Biblioteca central, era dono de uma imponência que refletia a prepotência de Christian, ele não media esforços em ser Dono de coisas, quadros raros eram expostos , ele me conduziu pela ampla sala eu pude observar cada detalhe tentando não focar a minha mente no que estava por vir.

Ele me conduziu por um amplo corredor, as portas fechadas não me deixavam saber o que escondiam, o medo foi me invadindo, pensei se era assim que um animal se sentia ao entrar em um abatedouro.

Estava ciente de minha escolha, eu sabia que poderia acabar com tudo tinha confiança que ele não faria nada que eu não estivesse disposta. Paramos em frente a uma das últimas portas.

O quarto era comum, arejado e iluminado, um certo alívio percorreu meu corpo que relaxou um pouco, ele me fez um sinal que eu entrasse, entrei seguida por ele, que fechou a porta.

– Isabella veja bem, você começou esse jogo, mais aqui nesse momento eu gosto de ter o controle.

Encarei seu olhar e percebi que ali dentro daquele quarto ele se tornava outra pessoa, seus olhos eram mais que lascivos, eram profundos, devoradores.

Ele jogou a minha calcinha de renda que havia colocado em seu bolso em cima da cama.

–Acha que joguinhos que você viu em algum filme me fazem ficar impressionado?

– Isso é um jogo Grey?

– Depende de seu ponto de vista. Você me perguntou naquela noite na casa de Hanks se eu não jogava lembra?

Nesse instante ele me encarou nos olhos, engoli em seco lembrando das exatas palavras que ele usou.

–Você disse que jogos de blefe não fazem seu tipo de jogo. — Seus olhos estavam fixos nos meus, firmes lascivos e intensos.

– Eu não sei ser gentil.- Cada palavra era dita lentamente.

– E quem falou de gentileza em uma hora destas? — Meus lábios se repuxaram para o canto maliciosamente.

Foi o que bastou, ele em um único movimento retirou meu vestido jogando-o no chão, ele beijou minha clavícula e eu sentia os lábios quentes de Christian percorrendo meu corpo, suas mãos eram macias e aveludadas. Ele passava por minha pele, meus lábios desejavam provar os dele. Tentei o beijar e ele não o correspondeu, parecia estar jogando com meus lábios.

Eu estava me deliciando com esse jogo parecia que o beijo era proibido e que eu que deveria lutar para obtê-lo e essa expectativa me deixou mais sedenta.

Ele era totalmente dominante, eu não precisava comandar nenhuma ação, ele se encarregava de tudo. Ele se afastou me deixando ali parada em sua frente.

Ele retirou sua gravata, e continuou a me encarar, ele me analisava, como um predador analisa a sua presa.

– Está disposta à ir até o fim?

Uma palavra e eu poderia ir embora, ou somente me deixar ter essa experiência.

– Sim. — Eu disse, mais minha voz saiu temerosa, sem convicção, ele continuou a me analisar.

Ele foi retirando suas peças de roupa e revelou um corpo definido, eu tive em minha mente imagens dele malhando mesmo sendo um executivo atrás de uma mesa de escritório e eu tenho certeza que ele deveria ter tempo para isso o que me deixou mais excitada.

Nossos corpos ficaram unidos e ele me conduziu à cama e retirou meu sutiã, ele com seus lábios percorria meu corpo, meu desejo e excitação me faziam se arquear sentindo seus lábios quentes envolvendo meus seios.

–Vamos jogar um pouquinho. — Ele pegou a sua gravata e colocou em volta de minha cabeça cobrindo meus olhos, eu fiquei sentindo a expectativa, estar privada de um dos meus sentidos me deixava atenta aos outros sentidos.

Como ele disse mais de uma vez, ele não era gentil, mais preciso. A sensação de formigamento e um misto de eletricidade onde seus dedos tocavam me deixava ainda mais excitada, sentia meu baixo ventre ter contrações e minha excitação estar em um grau elevado ao quadrado do que eu já havia sentido somente por seus toques em minhas partes intimas.

Meus lábios soltavam gemidos involuntários, e eu ouvia uma respiração ofegante e prazerosa de Christian era um som reconfortante e prazeroso, como se ele estar ali me proporcionando aquele prazer o desse a mesma quantidade de sensações.

Assim que senti que estávamos preparados, escutei o rasgar de uma embalagem de preservativo e em seguida me penetrou e sem nenhum aviso ou preocupação seus movimentos eram impetuosos. Sua mão envolveu minhas costas elevando meu corpo de uma forma que toda sua virilidade fosse sentida em minhas paredes internas.

Foi assim por um longo período, nenhum beijo foi trocado, Austin retirou sua mão de minhas costas deslizando ela por minha coxa ate chegar em meus joelhos, ele segurou firme elevando eles dando mais liberdade para seus movimentos intensos.

Depois de apressar os movimentos ele se retirou de dentro de mim, segurou meu corpo com uma firmeza me fazendo virar de costas, apoiei meus antebraços na cama e meus joelhos, baixei meu ventre ficando totalmente entregue, ele segurou firme em meus cabelos suados, eu gostei da forma impetuosa que ele dominava a situação, jamais havia sentido algo dessa forma, ele não parou de me penetrar cada vez mais fundo e preciso, meu corpo começou a ter espasmos e logo senti minha satisfação chegar ao mesmo tempo que senti ele se debruçar sobre mim ofegante.

Sua face estava encostada em minha coluna. Nos mantivemos ali por um período de tempo que não soube calcular. Eu sentia as batidas de seu coração frenéticas se acalmando conforme os minutos passavam.

Eu queria provar mais de Christian, mais eu estava exausta, cansada, assim que ele se retirou de dentro de mim, meu corpo cedeu na cama. Ele retirou minha venda e eu fiquei tentando entender como foi intenso e impetuoso e nem lembro bem quando acabei adormecendo.

Assim que abri meus olhos estava escuro. Olhei para o lado e Christian não estava ao meu lado, um sentimento de frustração me invadiu, o que eu fiz de errado? Ainda estava sentindo seu cheiro, era como se ele ainda estivesse em mim, eu queria mais, a frustação da falta de afeto me dominou, eu sabia que era isso que eu buscava alguém que me deixasse a flor da pele na cama, eu nunca senti a falta de algo mais pessoal, porém com ele eu queria.

Levantei, acendi a luz ao lado da cama, um bilhete estava escrito :

" Fique a vontade, no banheiro da suíte tem toalhas limpas e um roupão, James pela manha providenciará roupas novas, Christian Grey"

A fata de uma palavra de afeto me dominou por completo, respirei fundo tentando não levar isso ao lado pessoal, afinal ele era Christian Grey ele não era visto com nenhuma companhia, e além disso ele foi bem claro em dizer que era ruim com relacionamentos.

Girei meu corpo saindo da cama e observei o estado de meu vestido no chão, as grandes janelas de vidro davam uma visão da imponente Seattle, caminhei e entrei no banheiro. Era arejado e nenhum vestígio de cosméticos masculinos nem nada, assim como o quarto era impessoal.

Confesso que a banheira foi tentadora, eu sentia certas partes de meu corpo doloridas pois a desenvoltura dele na cama era excepcional.

Eliminei as imagens de minha mente e liguei a ducha, entrei e a água na temperatura ideal me deixou relaxada, notei os cosméticos femininos colocados no box o que me deixou intrigada, eliminei pensamentos de ciúmes de minha mente.

Assim que estava perfeitamente limpa e relaxada sai do banho e enrolei a toalha em meus cabelos e vesti o roupão.

Sai do quarto e o mesmo largo corredor estava com todas as portas fechadas. Caminhei até que cheguei a grande sala e observei que na sala de jantar estava posta um café completo para dois, e Christian estava na ponta da mesa lendo um jornal.

Seus cabelos estavam limpos e escovados, ele não vestia um de seus ternos e sim uma camiseta polo, estava relaxado com uma das pernas sobre a outra.

Minha mente fervilhava o que eu deveria ter feito de errado? Ele não estava a meu lado pela manha.

–Bom dia. — Falei meio receosa. — Desculpa descer assim.

–Bom dia. — Seu sorriso se alargou o que me fez ficar mais relaxada. — Desculpe por isso, mais as lojas abrem somente as oito da manha e James deve estar logo chegando com algo, mas fique a vontade se não se importar pode me acompanhar em um café.

Suspirei aliviada e caminhei até a mesa, era uma cena estranha, eu de roupão e toalha na cabeça ao lado de Christian Grey.

Meu estomago fez alguns protestos sonoros assim que observei a mesa posta, estava repleta de guloseimas, me servi de algumas torradas e depois queijos, suco e café.

–Porque não estava ao meu lado quando acordei? — Perguntei dando uma mordida na torrada, era saborosa

– Não consigo dormir fora de minha cama!

Encarei ele espantada

– Como assim?

Ele me encarou sorrindo.

– Aquele não é meu quarto Isabella, tenho minha suíte.

Minha frustração ficou maior ainda se ele tinha um quarto com preservativos e cosméticos femininos era o local que levava as suas aventuras sexuais.

Uma repudia e ao mesmo tempo ciúmes de não se sentir única brotou em meu intimo.

– Devo confessar que me surpreendi com você ontem Isabella.

Suas palavras me fizeram quase saltar da cadeira

– Porque?

– Bem, creio que você foi de longe melhor do que eu esperava, desde o dia que vi a sua foto na agencia de companhia.

Quando ele mencionou esse fato eu não pude refrear minha boca.

– Como assim? O que quer dizer com isso?

Ele fechou o jornal deixando ele ao seu lado.

– Digamos que quando fiquei sem companhia para aquele evento ridículo de Hanks pensei em desistir, porém ele é um velho amigo e temos relações profissionais grandes, achei que seria tedioso estar presente sozinho quando resolvi procurar a agência, mais ao dizer as características da garota que eu procurava eles me entregaram uma pilha de fichas com foto, meu espanto ficou maior ainda quando a vi.

– Você me reconheceu?

– Sim, lembrei da garota que recusou me beijar a alguns anos atrás, e pode chamar de ego ferido, contudo eu acho que queria lhe provar algo.

Comecei a ligar as coisas, sim ele tentava me provar algo, me senti um pouco ridícula até aquele momento, eu queria sair correndo dali nem que fosse usando aquele vestido rasgado.

– Que bom que conseguiu tripudiar sobre sua vingança mesquinha e egocêntrica.

Arrastei a cadeira afastando-a da mesa, estava levantando quando ele gentilmente colocou a sua mão sore a minha.

– Desculpe, fique e termine de me escutar. — Sua voz foi firme porém vi seu olhar de súplica, engoli meu próprio ego e sentei esperando por mais explicações

– Na noite em que fomos aquele evento eu vi o erro que tinha cometido, por isso fui embora cedo, mais depois na reunião e no coquetel eu tive a prova, você é uma jóia rara, somente precisa ser lapidada.

– O que isso quer dizer?

Ele me deu um largo sorriso de lado

– Você é quase perfeita.

Não quis mais prolongar esse assunto, acho que da forma como Christian falou isso foi um elogio.

– Porque não me beijou? — A frustação me dominou e a duvida novamente.

– Não sou de afeto, como disse relacionamentos são complicados para mim.

– Mais já disse que não estava atrás de relacionamento.

– Diga isso aos tabloides.

Ele me entregou o jornal que estava lendo quando cheguei uma foto nossa junta chegando no coquetel estava estampada.

"Será essa a futura Rainha do império Grey?"

– As notícias correm rápido e de forma errônea. — Falei lhe entregando novamente o Jornal.

– Pois então veja minha situação eu nunca fui visto com ninguém, então claro que isso iria virar notícia, então sinta-se a vontade em recusar mais tenho uma proposta.

– Diga? — Falei intrigada.

– O que acha de ficarmos três meses juntos? Acho um tempo razoável para que os tabloides não me julguem por aparecer com uma desconhecida e depois nunca mais me verem com ela, sabe isso afeta a minha reputação

–E como três meses juntos podem por fim a essas especulações?

– Acho que se um relacionamento depois de três meses se desfaz acho que já não é algo tão frustrante.

– Teremos um relacionamento? — Sorri com a ideia tentadora.

– Digamos que sim, aliás terá de se portar como tal e sei que isso pode ser ruim

Nesse instante James entrou na sala carregando algumas sacolas

–Senhor Grey.

–James as deixe aqui obrigado.

Ele se retirou e eu mal olhei para ele, fiquei encarando as expressões de Christian, ele se voltou em minha direção.

– Então o que me diz Isabella?

– Posso me vestir e pensar um pouco sobre isso?

– A vontade.

Me retirei da mesa pegando as sacolas, fui até onde eu sabia ser o quarto extra da casa, já fazia mais sentido a falta de coisas pessoais, uma curiosidade me tomou de como era o seu quarto, mais espantei aquela curiosidade com outra coisa que me veio a mente.

Ontem diferente do nosso primeiro encontro, Christian não fez questão de desviar das câmeras, ele não tinha que ficar assim tão preocupado e pela manhã estava aliviado e sorrindo quando viu o jornal, ele sabia disso, era parte de seu plano.

Uma parte temerosa do perigo me percorreu, mais o fato dele ter feito essas artimanhas só para que eu aceitasse um tempo com ele me deixou lisonjeada. Era uma parte doentia que cresceu a mercê da expectativa que se ele estava se esforçando tanto para ter um contato comigo era porque ele realmente me achava especial.

Um sorriso malicioso brotou em meus lábios.

Coloquei os jeans e a camisa branca, um par de tênis. Parecia sim com algo que eu usaria em um dia de sábado e fui até a sala.

O café já tinha sido recolhido e eu encarei as costas de Christian observando as enormes janelas de vidro.

– Porque você usa de jogos? — Falei fazendo o se virar.

– Não entendo o que quer dizer?

– Poderia simplesmente me dizer que quer um relacionamento ou algo assim, você sabia das câmeras sabia da repercussão disso.

Um sorriso brotou em seus lábios.

– Sabia que você era inteligente, mais como te disse não sei como isso funciona e você fica ai repetindo que não está atrás disso, eu fico mais confuso.

Sorri em resposta ele tinha razão, eu não sabia se estava preparada para nada disso, Christian Grey não era algo simples.

– Posso ter algum tempo para pensar?

– Sim, quero que me dê uma resposta até a noite em um jantar.

– Tudo bem, agora tenho que ir, meus colegas devem estar preocupados, eu não apareci no apartamento.

– Até a noite, James a levará.

Fiquei meio receosa de como me despedir então fui até a sua direção e o dei um beijo na sua bochecha.

O cheiro de seu perfume marcante e o simples contato de meus lábios em sua pele me fez ter vontade de ficar ali pelo resto do dia, porém eu tinha que pensar mais nisso.

(***)

– Nos vemos novamente James. — Falei ao entrar no carro.

– Senhorita Swan, bom revê-la novamente.

Um certo constrangimento me invadiu, eu flertei com esse motorista e agora ele me encarava depois de eu ter saído do apartamento de seu patrão, a pergunta mental ficou ali me cutucando, será que ele sabe o que acontece com as garotas e seu patão? A resposta estava óbvia, sim ele sabia.

Assim que entrei no apartamento nenhum sinal de vida estava tudo quieto.

– Bella, onde esteve?

Jake falou assim que saiu do quarto vestindo apenas uma calça larga de pijama e deixando seu peitoral definido a mostra, era algo tão natural, Jake era como irmão e isso sempre manteve a barreira bem definida em nossa amizade.

–Desculpa não avisar, eu passei a noite fora.

–Agora vai me contar com quem? — Ele levantou a sobrancelha.

–Christian Grey.

Jack sorriu mais eu sabia que agora vinha o discurso de irmão, então sentei na bancada da cozinha enquanto ele pegava uma cerveja na geladeira.

– Vai beber tão cedo?

– Se cura a ressaca assim, não sabia? — Agora vamos a você.

– O que tem eu? — Ele ergueu a sobrancelha enquanto dava um gole na cerveja, então continuei a contar. — Bem ontem fomos a um coquetel e ai sabe acabamos no apartamento dele, foi bom acordei e estou aqui pronto

– Detalhes... Vamos não enrola!

– Tudo bem, ele foi maravilhoso na cama, um pouco frio, mais pela manhã não estava no quarto que fiquei, ele foi dormir no dele..

–Espera ele não te levou no quarto dele?

– Ele deve ser aquele tipo de obsessivo compulsivo sei lá, mais me deixe falar, ai ele me arrumou essas roupas pois o meu vestido foi rasgado.

–Intensidade em ... Eu evito rasgar as roupas das garotas isso da prejuízo.

– Ele me deu o vestido mesmo, mais era lindo.

– Bella, eu só quero duas coisas, que você não sofra e que não seja usada.

– Tudo bem Jake.

– Não! Estou falando sério, eu a vejo com esse joguinho ridículo com Mike desde a juventude e você perdeu toda sua vida de faculdade com esse relacionamento esquisito, eu não quero mais isso para você acorde e viva uma vida garota, e se esse for seu caminho siga e aproveite a oportunidade

– Tudo bem entendo o que você esta dizendo.

– Mais uma coisa, se esse cara te fizer mal, eu esqueço os milhões dele ou sei lá quantos zeros ele tem na conta bancaria mais eu acabo com ele.

– Tudo bem, vou até meu quarto descansar, a noite foi meio longa se é que me intende...

– Vai lá, se prepare assim que Kate acordar ela vai te perturbar.

– E eu não sei? — Levantei as sobrancelhas e fui em direção ao meu quarto.

Fiquei deitada ali somente pensando em tudo, estava cansada mesmo do relacionamento doentio que tive com Mike, algo novo e emocionante não faria mal algum.

De certa forma seria somente uma experiência nova, depois eu poderia desistir.

Ali estava a minha chance de alguma loucura em minha vida.

Após algumas horas eu estava em meio a um cochilo leve, minha mente estava cheia demais para um sono profundo, Kate bateu em minha porta.

– Bella, me conta tudo, você saiu com alguém ontem, pois chegou hoje...

– Calma Kate, vamos por partes, eu sai com alguém sim.

– Vi que quem te trouxe foi aquele motorista bonitão do Grey, danada você, conseguiu?

– Bem , na verdade não foi com o Motorista, mas com o patrão dele.

– Sério?! – Kate deu um pulo. — Christian Grey!

– Sério.

– E aí como foi?

– Intenso e estranho ao mesmo tempo.

– E ele quer te ver hoje?

– Sim, em um jantar.

– Amiga você tirou a sorte grande. — Novamente aquela pontada de ciúmes em sua voz, fiquei pensando que se fosse ela em meu lugar ela teria essa empolgação toda.

Assim que sai na sala novamente Jacob discordou de Kate no que era bom ou não nesse relacionamento

– Jacob pare de bobeira, para você ninguém é bom o bastante para mim.

– Bella, o Mike não conta ele é um babaca mesmo, mas algo não me cheira bem neste Austin.

– Você nem o conhece.

– E nem você, só o que vejo em revistas, mas sei o que falo. Sei detectar essas coisas de longe e esse cara, ele ... Bem a vida é sua, faz o que achar melhor, sempre teremos o estoque de sorvete abastecido para essas horas

O que Jacob não estava entendendo era que não se tratava de um relacionamento ao qual o pote de sorvete fosse resolver.

O sábado passou assim, tranquilo, depois de trocarmos as experiências de amigos das saídas de sexta noite.

Kate para variar estava se envolvendo com um cara, e eu sabia que seus relacionamentos não eram muito duradouros, o que indicava mais noites de pijama de flanela e potes de sorvete e Jackson foi com José fotografar uma exposição, mas depois foram beber em um bar.

Fui me produzir para encontrar Grey e acabou que Kate me ajudou com o visual.

O motorista James, que eu ainda ficava me perguntando qual seria o nome verdadeiro dele, me pegou as sete.

– Boa noite senhorita Swan.

– Boa noite, acho injusto você saber meu nome, qual é seu nome?

– James senhorita.

– Obrigada, mas acho que esse não é seu nome verdadeiro.

– Basta saber que é James

– Não aceito isso, você ainda vai me dizer seu nome verdadeiro garanto, trabalha a muito com o senhor Grey?

– O suficiente, sou o motorista e segurança dele.

– Hum, e você costuma pegar muitas garotas assim na casa?

– Senhorita Swan, são informações pessoais. — Soube que dali eu não tiraria nada. Chegando ao prédio subi ao seu andar, a mesa estava posta com o jantar e ele me recepcionou formalmente como sempre, nem parecia que já fiz sexo com este homem, ele era tão formal. Puxou a cadeira para mim.

– Então Isabella pensou?

– Pensei e vi que temos muitos pontos a discutir.

– Fale os quais que poderemos entrar em acordo. Ele tratava do assunto como se tratasse de negócios.

– Sei que estar ao lado de um Grey acarreta muita responsabilidade.

– Certo.

– Mais eu sou uma pessoa que presa a minha liberdade.

– Vejamos Isabella, quando se tem um relacionamento com alguém, é passivo desta pessoa saber onde a outra está, nosso relacionamento não vai ser comum, mais aos olhos de todos você estará comigo, então mais que justo eu estar a par de sua vida.

– Você fez com que aparecêssemos juntos quem realmente começou isso foi você.

– Sabe Isabella, eu poderia ter comprado o jornal e esta foto não estaria aí, mais não o fiz, porque eu a quero de uma forma diferente. Cara! Isso me pegou de surpresa.

– Por que?

– Isabella, já disse que você é uma joia rara, a única forma que sei me relacionar com alguém é nos negócios, mais eu quero realmente algo sério com você.

Caramba dupla, nem imaginava isso, ele quer algo sério só que da forma dele, não sei até que ponto isso era bom ou assustador, ou as duas coisas ao mesmo tempo.

– Mais se esta é sua intenção, um relacionamento implica confiança...

– Isabella peço que tenha paciência comigo, como eu disse não sei como ter um relacionamento, e eu realmente quero tentar então me ajude, tenha paciência comigo, vai precisar.

– Terei.

– Digo, eu sou acostumado a ter belas coisas, às vezes até mesmo coisas raras e gosto de cuidar do que é meu.

Aquelas palavras soaram como um alerta, mais ao mesmo tempo soaram como preocupação, se ele me achava realmente algo raro, ele iria cuidar de mim.

– Eu não sou uma propriedade. — Disse o desafiando, senti que lá no fundo eu exercia uma influência de certa forma nele.

– Não é, mas será minha namorada acho!

É claro que a arrogância estava em ação, mais eu estava tão intensamente envolvida com esta forma de jogar, queria ver até onde aguentava, a luz vermelha se acendia e PERIGO piscava, ele iria ao extremo por controle.

– Bem Christian. -Ele pareceu sorrir e gostar da forma que disse seu nome. — Se é um relacionamento que você quer, vejamos eu tenho exigências também.

– Pois diga.

– Em um relacionamento as pessoas convivem com amigos e familiares e se beijam.

– Primeiro ponto, lógico que vou conviver com seus amigos, se assim for o caso, pois é bom eu saber com quem você anda, segundo ponto família de minha parte eu não costumo ter um relacionamento muito a chegado à eles, no entanto sei que você não tem também.

– Como sabe?

– Fiz trabalho de campo antes, acha que não sei de sua vida? Tenho que saber com quem jogo.

– Mesmo assim, meu pai e eu não temos uma boa relação no entanto nos vemos no natal, épocas de festa, aniversários... Coisas assim.

– Sim isto será visto, e quanto ao ponto do Beijo, isso será algo a ser conquistado, você terá paciência comigo nisso não é mesmo?

Christian Grey tinha um medo.

– E sentimentos? O que pensa sentir por mim? Se quer tanto tentar que de certo...

– Não sei, confesso que com você fico de guarda baixa, a quero e só sei disso.

Eu também o queria, eu também tinha este desejo e então resolvi tentar, no fundo eu via que Christian tinha medos, talvez não quisesse se apegar, porém, quem sabe ele não seria diferente comigo? Observei claramente cada ponto discutido.

Christian cheirava a perigo e inconstância, mais ao mesmo tempo era tentador essa idéia de tentar algo especial, ser a exceção a regra, eu poderia mudar seu modo de ver os relacionamentos.

Segurei sua mão, vi que o simples contato físico o fez se arrepiar por completo, ele me encarou na expectativa eu retribui o olhar sorrindo.

– Eu aceito Christian, podemos tentar.

Vi seu sorriso de alívio e eu amei aquele sorriso no instante que o vi, era sincero e relaxado, eu teria de me acostumar com ele e suas várias maneiras de agir.

Teria de tentar e eu queria tentar.

– Creio que podemos comemorar isso não acha?

Senti a malícia em seu olhar, e sabia onde iriamos comemorar e gostei da ideia.