Cinderllena.
1 The cinderella.
Castelos grandiosos, mansões imponentes e famílias nobres. É disso que se constitui o reino de Whitinton, mas não é bem por ai que nossa historia começa.
Não, não. Ela começa mais pra baixo, depois do castelo um pouco mais abaixo das mansões virando a esquina e descendo a colina. É bem ali que nós deparamos com um velho casarão.
E é ali que mora uma pobre órfã chamada Selena, que depois da misteriosa morte de seu pai foi obrigada a morar junto a sua Madrasta que dia após dia a trata como se não fosse nada. E se já não bastasse ter que aturar tal Madrasta, Selena ainda é forçada a conviver com suas duas “irmonstras” Miley e Brenda.
Era uma bela manha ensolarada no Reino de Whitinton, os pássaros cantarolavam e alguns camponeses começavam a abrir suas respectivas lojas de especiarias. Mas saindo um pouco desse centro comercial e voltando para o velho casarão, podia se ouvir de longe uma voz agonizante berrando sem parar um único nome:
- SELENA! – a morena deu um salto da cama ao ouvir seu nome ecoar pela casa, não demorou muito para que ela reconhecesse a voz estridente e irritante de Brenda, a filha mais nova dos Cyrus. Ela esfregou os olhos trocou suas vestes e deixando sua cama por fazer foi correndo escadaria acima ver do que seria culpada naquele dia.
- O que foi Brenda? – perguntava a morena ofegante tentando manter a postura. Selena podia sentir suas pálpebras pesadas e todo seu corpo a implorando para que voltasse para cama, a garota bem que tentava, mas ainda não conseguira se acostumar com todos os trabalhos e tarefas que sua Madrasta a mandara fazer, e ela temia que talvez nunca conseguisse.
- Passou da hora de novo não é? – Brenda tinha o rosto pensativo enquanto penteava seus longos cabelos ondulados na frente do grande espelho de seu quarto – Hun, o que será que a mamãe faria se descobrisse?
- Ok, já passamos por isso algumas vezes então que tal pularmos essa parte? – disse Selena em um suspiro, já sabendo muito bem no que aquilo tudo terminaria – O que você quer que eu faça? – derrepente o olhar pensativo de Brenda avia se convertido em pura malícia pela pergunta feita por Selena
- Quero que engraxe meus sapatos, costure alguns de meus vestidos e arrume meu quarto por tres semanas. – Selena já estava pronta para protestar quando Brenda voltara a falar – E nem venha se lamentar pro meu lado irmãzinha. Sabe que Miley faria bem pior não é? – e aquela avia sido a primeira vez que as meio-irmãs concordariam com alguma coisa.
Não avia muito mais o que se fazer, sendo assim Selena assentiu e se retirou do quarto deixando pra traz uma Brenda que agora cantarolava feliz em frente ao seu espelho.
- Ei Sel! – dizia uma voz ao longe – Nossa, finalmente te encontrei. – se tratava de Miley, a filha mais velha dos Cyrus, Selena suspirou enquanto a morena se aproximava, se Miley estava a sua procura coisa boa não poderia ser.
- O que deseja Miley?
- Nada que alguém como você possa me dar é claro. – Miley riu debochadamente enquanto Selena dava um sorriso torto – Serio, só preciso que diga a mamãe quando ela chegar mais tarde que fui a biblioteca.
- Biblioteca não é? – Selena analisou Miley dos pés a cabeça e definitivamente alguém que usava tais vestimentas deveria estar indo pra alguma festa. – Eu, posso ir também? — perguntou Selena dando um meio sorriso, não que a morena fosse ingênua, sabia muito bem a resposta que sairia da boca de Miley. Mas ela tinha que tentar, já estava enlouquecendo presa tanto tempo dentro daquela velha casa. Mas Selena estava errada, porque no final das contas não foi bem um “não” que saira da boca de Miley:
- Esta brincando não é? Serio Sel, você e essas suas piadas! – e lá ia uma Miley toda risonha saindo pela porta da frente enquanto Selena só conseguia pensar que um “não” teria bastado.
Esfregão em mãos e tira pó na outra, ela começara a limpar a casa. Mais tarde teria de fazer o almoço, depois lavar, secar e passar as roupas. Terminar de arrumar a casa, fazer o jantar, cuidar dos animais da casa, o gato de sua madrasta e um filhote de beagle que ela criava escondido em seu quarto, tomar um banho e desmaiar em cima de sua cama nunca arrumada para ter que acordar alguns minutos depois para repetir tudo aquilo de novo.
Tarefas, tarefas e tarefas. Só mais um dia na triste vida da nossa protagonista.
Mas na manha seguinte daquela, a morena receberia uma notícia, um convite pra ser mais exata, que mudaria sua vida pra sempre.
***
E enquanto isso um pouco distante dali, especificamente no interior do castelo do rei:
- Isso não pode continuar assim Justin! – dizia o Rei entre berros com seu filho único Justin – Você só poderá ser proclamado rei quando arranjar uma noiva. E isso terá de acontecer logo!
- Querido, sejamos mais pacientes. – dizia a rainha tentando acalmar os genes do marido, ele suspirou e tentou se lembrar de todos os rituais que lhe foram ensinados para manter a calma em situações complicadas, contar ate dez, chutar um gato... mas não demorou muito para que Justin voltasse a tirar a calma de seu velho pai:
- Não se preocupe mamãe. Ele só esta assim porque começou a achar alguns fios brancos na cabeça ontem. – riu Justin sentado em seu trono folheando as ultimas noticias do jornal dos camponeses e seus olhos se regalaram quando ele viu que na verdade a principal notícia era ele — O que significa isso? – perguntou o loiro jogando o jornal para seu pai que riu com satisfação antes de se retirar da sala real. Tudo que restou a Justin foi virar-se indignado para sua mãe e a encarar com seu típico olhar de cãozinho abandonado suplicando para que ela tirasse aquela idéia estúpida da cabeça de seu pai, o Rei.
- Você terá que assumir o reino logo filho, sabe muito bem disso. – suspirou Pattie passando gentilmente uma das mãos por cima da cabeça do filho. Ela não poderia dizer que concordava com a atitude tomada por seu marido, Jeremy, mas ao mesmo tempo não conseguia se controlar com a idéia de ter uma nora.
- Eu sei disso e estou disposto a assumir Whitinton e ser um rei tão bom quanto os que governaram antes de mim. – dizia Justin também em suspiros – Só não entendo porque tenho que ter uma noiva para isso.
Os dois saíram então da sala para se dirigiram ao salão principal aonde o almoço estava sendo servido. Aquele era um caso encerrado e por mais que o príncipe quisesse não avia nada que ele pudesse fazer, uma vez que o rei já enviara todos os convites.
Voltando ao quarto aonde o príncipe estava, um jornal agora se encontrava jogado pelo chão, e em seu interior uma única noticia: “Baile real essa noite no castelo do rei. Todas as damas do reino estão convidadas.”
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