Cinderella: A Garota Mascarada - Dramione
3 Capítulo 3 - Decisão de Última Hora
Notas iniciais
Acordo no dia do baile ainda mais cedo. Por quê? Porque eu tenho que pegar as perfeitas roupas de Pansy e Judith.
Nesse exato momento já estou saindo para a escola. Georgia decidiu que eu iria de ônibus agora, não de carro junto com suas queridas filhas.
Espero o ônibus e quando ele finalmente chega, eu subo e procuro Gina com o olhar. Ela está sentada numa das últimas fileiras. Enquanto eu andava até ela eu pensava no quanto ela iria me perturbar. Gina passou a semana inteira pedindo para eu ir ao baile e hoje ela vai pedir muito mais, já que é sua última chance.
Sento ao lado dela e a comprimento. Depois de um tempo ela começa:
– Mione... Tem certeza que não quer ir ao baile? Ainda dá tempo, lógico, não vamos conseguir alugar a melhor fantasia, mas é melhor do que não ir!
– Gina, eu já te disse. Não. Eu só conheço você e quando você arranjar alguém para se atracar vai me abandonar e ficar beijando o garoto a festa inteira!
– Eu prometo que não vou ficar com ninguém!
– A questão nem é essa, Gina. Eu não quero ir, ok? Aproveito e vejo se consigo um tempo de estudo. Por falar nisso, eu consegui tirar dez na última prova de matemática, aquela que você me zoou por estar estudando, lembra?
– Ai, Mione, não venha me falar de estudo logo de manhã, mas que chata!
Eu ri e o resto do caminho foi silencioso. Eu perguntei com qual fantasia ela iria, mas ela ficou de birra e disse que não iria me contar se eu não fosse ao baile.
A aula inteira foi assim: Gina me enchendo a paciência e eu evitando MUITO o Malfoy. Se eu soubesse que ele estava num corredor eu dava uma volta gigante, só para não encontrar com ele. Você pode achar que eu estou exagerando, mas não estou. Para falar a verdade, isso nem é tão chato para mim. Como já disse eu realmente não gosto dele, então não me encontrar com ele não é nenhum sacrifício, a parte chata e ter que dar voltas imensas na escola, mas fora isso, está tudo bem.
O último sinal da escola tocou e por todos os lados só se ouviam conversas sobre fantasias, pares, bebidas e bailes. Todos estavam muito animados, menos eu, é claro.
– Tem certeza? – Perguntou Gina, pela última vez, eu espero.
– Sim, Gina, me desculpa, mas eu não vou, não. Tem certeza que você não vai me mostrar sua fantasia?
– Talvez eu tire uma foto hoje e te mostro amanhã. Mas se você estiver curiosa demais e quiser ver hoje, basta...
– Esquece Gina. Eu não vou ao baile.
Gina obviamente não gostou da minha resposta, mas não falou mais nada. Não gostava de vê-la desapontada, principalmente quando o motivo era eu. Mas eu não podia fazer nada.
Nós duas seguimos para o lado de fora da escola, onde os ônibus escolares nos aguardavam. Eu já estava quase subindo no automóvel, quando tateio o bolso, em busca do meu celular, e não encontro nada. Começo a procurar em todos os bolsos e digo:
– Gina, guarde um lugar no ônibus para mim, tenho que procurar meu celular.
Ela assentiu e entrou no ônibus. Eu fui para um banco e procurei na minha mochila. Nada. Corri para a última sala que eu estive, na sala do professor de matemática.
Bato na porta e, ainda bem, o professor ainda estava lá. Ele me manda entrar e é o que eu faço. Olho para a sua mesa e vejo meu celular nela.
– Este celular é seu, senhorita Granger? – Pergunta o professor.
– É, sim, professor. Ainda bem que o senhor o encontrou, estava desesperada atrás dele.
O professor me deu meu celular e eu agradeci, saindo correndo para fora do colégio logo em seguida, mas quando eu cheguei todos os ônibus já tinham partido. Tinha sido tarde demais.
Eu bufei de frustração. Terei que andar muito até chegar a casa, ainda tinha que arrumar o almoço, depois ajudar a minhas “irmãs” a se arrumarem e lavar a casa. Não podia ficar pior.
Mas, como num filme, fica pior. Encostado na parede, não muito longe de mim, está Draco Malfoy. Eu rapidamente escolho ignorá-lo e seguir em frente.
Começo a andar de volta para casa, mas, por ironia do destino, eu tenho que passar em frente de Malfoy. “Isso não é nada, Hermione. Quantas vezes você já passou em frente a uma pessoa? Isso é completamente normal”. Assumo uma expressão tranquila e relaxada e passo na frente do Malfoy fingindo que ele nem estava ali.
– Você é a irmã da Pansy, não é? – Ele pergunta, me fazendo virar.
Irmã não é o termo certo para isso, pensei, talvez serva. Sim, serva é o termo mais adequado.
– Sim – falo, já me virando para ir embora.
– E foi você que esbarrou em mim naquele dia, não foi?
– Sim – respondi, sem nem me dar o trabalho de me virar, assim, quem sabe, ele desistia.
Mas não foi o que ele fez, pelo contrário. Malfoy começou a andar ao meu lado, olhando fixamente para mim, como se estivesse me analisando.
– Naquele dia você disse que provavelmente não ia ao baile. Agora você já sabe a resposta?
– Sim, e a resposta é não. Agora para de me seguir e de me encarar, eu tenho coisas importantes para fazer.
– E eu não posso levar você até sua casa?
– De jeito nenhum! – Respondi parando de andar, nervosa só com a possibilidade.
– Tudo bem, mas por que você não vai ao baile? – Perguntou também parando.
– Porque não, tenho que estudar.
– Estudar! Jura que você não vai ao baile para ficar estudando? – lancei um olhar mortal a ele. – Tudo bem! Mas promete que, se você for, vai me procurar?
– É um baile a fantasia, mesmo se eu fosse poderia não te reconhecer. E não, isso não quer dizer que eu vá.
– Prometa que vai tentar.
– Se eu prometer você me deixa em paz? – Perguntei.
– Como você quiser.
– Tudo bem, então eu prometo. Apenas me deixe em paz – disse e voltei a andar.
Minha promessa não iria me trazer dano algum, já que eu não iria ao baile. Era melhor prometer isso do que ele me seguir até minha casa. Assim Pansy nos veria e ficaria doida, doida de raiva. Já estava ficando até aliviada, quando ele me chama novamente:
– E mais uma coisa! – Ele grita e eu me viro, irritado.
– O que foi?! – Pergunto, deixando minha irritação evidente pelo tom da minha voz.
– Você é Hermione Granger, não é? Era minha vizinha quando éramos mais novos e... quando seus pais ainda estavam vivos.
– Sim, sou eu – respondo, surpresa.
– Eu sabia! É bom falar com você novamente.
Então ele se vira e vai embora, deixando-me em paz de uma vez por todas!
Chegando a casa eu faço toda minhas habituais tarefas e depois começo a fazer a faxina, mas não dá tempo de acabar, pois Judith e Pansy exigem se arrumar muito antes da festa começar.
Pansy comprou que escolheu as fantasias, para ela era uma linda fantasia da Marilyn Monroe, o vestido era muito curto e o decote muito grande. Enquanto Judith usava uma fantasia de fada, comparada a Pansy ela estava ridícula.
Ás vezes eu tinha pena de Judith, ela era totalmente usada por Pansy e não conseguia perceber isso. Judith só fazia o que Pansy mandava, provavelmente foi a gêmea que escolheu a fantasia de fada para Judith. Com certeza Pansy queria ser a mais bonita das irmãs.
Depois de ajudá-las a se arrumarem eu termino de fazer a faxina. Eu só consigo terminá-la 19:45. Subo para meu quarto e fico enrolando lá. Até que resolvo ir mexer nas coisas da minha mãe. Quando meu pai morreu Georgia botou tudo que sobrou da minha mãe num canto escondido do sótão.
Começo a ver o álbum de fotos e tudo que eu já vi várias vezes, até que vejo algo estranho. A madeira de uma parte do chão se mexia. Arranquei a madeira por curiosidade e descobri que aquilo era um piso falso. Enterrado no chão ficava uma caixa enorme. Eu a pego e a abro.
A primeira coisa que vejo é uma carta. Eu pego a carta e começo a ler.
“Filha, eu não sei quantos anos vocês terá quando ler esta carta, nem sei se algum dia você a lerá. Mas eu quero dizer que eu te amo muito e sempre vou estar orgulhosa de você. Não desista, Hermione, finais felizes acontecem, basta você acreditar. Nesta caixa eu deixo o vestido que eu usei quando eu conheci o seu pai e uma máscara que ele me deu, combinando com o vestido. Nós nos conhecemos em um baile, o tema era ‘De Volta Para o Futuro’, como no filme, muita gente colocou vestidos modernos, mas eu quis algo antigo, então eu achei este vestido. Foi por ele que seu pai veio falar comigo, comentou que eu estava diferente das outras garotas, que eu estava linda.”
Deixo a carta de lado por um instante e olho com mais atenção. Tinha algo grande embrulhado num tipo de papel. Abro o embrulho e vejo um vestido vermelho lindo, comprido, elegante e que parecia ter vindo direto do passado. Depois vejo um pequeno pacote no fundo da caixa e o abro. Dentro dele tinha uma máscara prata com alguns detalhes vermelhos, era linda. Quando eu ia guardar a caixa vi algo brilhando, enrolado num embrulho de papel. Eu desembrulho e vejo um sapato de salto alto, prata cheio de pedrinhas brilhantes, junto do sapato tinha duas luvas, brancas que iam até o cotuvelo. Era lindo, tão lindo que eu achei que estava sonhando.
Eu me levantei e guardei a carta num lugar seguro e, por curiosidade, vesti o vestido.
O vestido coube perfeitamente, nem grande demais, nem pequeno demais. Estava perfeito e tinha caído muito bem com meu tom de pele. Também calcei o sapato, que coube. E, por fim, botei a máscara. Por incrível que pareça, eu estava linda.
De repente uma ideia louca me surge. Não tinha ninguém em casa. Georgia saiu e só volta meia-noite e meia, assim como Pansy e Judith, que já tinham saído porque iam passar na casa de uma amiga antes de elas irem para o baile. Meu vestido não era exatamente uma fantasia, quer dizer, não eu não era uma fada, com Judith, nem me inspirei em alguém famoso, como Pansy. Mas, de certa forma, era uma fantasia. Ou pelo menos era melhor que nada.
Peguei meu celular e liguei para Gina, ela atendeu no sexto toque.
– Alô?
– Gina?! Ainda dá tempo de mudar de ideia?
– Está falando sério? Não sei se vamos conseguir arranjar uma roupa...
– Não precisa! – Eu a cortei.
– Então tudo bem! Que bom que você vai, Mione! Ainda mais agora que David não vai poder ir ao baile, ele ficou doente e só me avisou agora, acredita?! Vou começar a me arrumar agora, faça o mesmo.
– Pode deixar, tchau! – Digo e desligo o telefone, rido de Gina. David era o par dela e Gina levava essa coisa bem a sério.
Tirei minha roupa e fui tomar um banho rápido, sem molhar meus cabelos. Depois do banho eu olhei para meu quarto. Não tenho maquiagem, e não posso ir ao um baile sem maquiagem. Então eu desci do meu quarto e entrei no quarto de Judith. Entre ela, Pansy e Georgia, ela é a mais burra, com certeza nem vai notar.
Eu entrei no quarto e fui direito para o lugar onde ela guarda a maquiagem. Sabia onde era, pois hoje eu tinha a ajudado a se arrumar. Sentei na cadeira e abri o estojo de maquiagem. A maioria das sombras, dos batons e dos gloss eram rosa. Procurei tudo que não fosse rosa, achei uma sombra perolada, um batom vermelho e só. Eu me maquiei e depois voltei para meu “quarto”.
Assim que eu cheguei, eu comecei a me vestir, depois eu vi que não tinha bolsa. Pensei em pegar uma de Georgia, mas era melhor não. Eu podia estragá-la sem querer ou Pansy e Judith poderiam reconhecê-la. O meu celular toca e eu o atendo.
– Alô?
– Mione? É a Gina, você já está pronta? Pode ir descendo, daqui a cinco minutos eu estou em frente a sua casa.
– Você não pode entrar? Por favor, eu preciso te mostrar uma coisa.
– Tudo bem, tudo bem. Então já vai abrindo a porta!
Desligo e celular e sorrio. Pego minha máscara, calço meus sapatos e vou para o primeiro andar, para esperar Gina chegar.
Alguns minutos depois a campainha toca e eu atendo a porta. Eu queria mostrar meu vestido e perguntar se ele podia ser considerado uma fantasia, estava muito nervosa em relação a isto.
– Hermione Granger você está perfeita! – Exclama Gina, entrando em casa.
– Obrigada, mas você acha que alguém vai me reconhecer? – Perguntei, enquanto botava minha máscara.
– Não, certeza absoluta. Sem querer ofender, mas ninguém te conhece direito na escola, então, usando esta máscara você vai ficar irreconhecível.
Eu sorrio de novo e tiro a máscara.
– E quanto ao vestido? Está muito exagerado, não está? Era o único que eu tinha!
– Não está nada exagerado, está perfeito!
Pela primeira vez eu olhei para a roupa que ela estava usando. Gina estava vestida com uma roupa de bruxa, mas não uma bruxa feia com nariz pontudo e uma verruga na ponta. Não, era uma bruxa com uma longa capa preta e uma mini-saia (bem mini) cinza pregada, a blusa era branca e de botões, mas os três primeiros botões estavam desabotoados. Ela também usava uma gravata mal colocada com a estampa dourada e um sapato alto da mesma cor da gravata. Na sua mão ele trazia uma varinha. Ela estava linda.
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=107346031&.locale=pt-br
[N/A: gente, a roupa da Hermione é a que está na capa, no link eu só coloquei aquele vestido porque não tinha um melhor, mas o vestido de verdade é o que está na foto de capa da fic.]
– Eu estou perfeita? – Perguntei. – Olhe para você! Você inovou o visual de bruxa feia, para bruxa sexy! Que inveja, queria ser criativa como você!
Gina apenas riu e falou para nos apressarmos, pois já estávamos atrasadas. Peguei meu celular e a chave de casa e segui Gina para o carro do pai dela.
– Você quer que eu ponha suas coisas na minha bolsa? – Perguntou Gina.
– Ah, sim, por favor – entreguei minhas coisas (minha chave e meu celular) para ela e voltei a andar.
De repente, me lembrei que eu tinha me esquecido de mencionar um detalhe. Paro de andar bruscamente e Gina olha, preocupada, para mim.
– Gina, esqueci de falar uma coisa para você. Meia-noite eu vou precisar estar em casa, se não Georgia descobre que eu saí. Tem problema?
– Claro que não, eu posso te deixar em casa, se quiser.
Um peso enorme saiu de minhas costas e eu abracei Gina. Nós entramos no carro e Gina girou a chave, ligando o automóvel, e deu a partida. Estávamos indo em direção ao baile.
~*~*~
Chegamos ao baile e Gina começou a procurar uma vaga para parar o carro. Porém estava muito cheio.
– Vamos fazer o seguinte: você salta aqui e vai entrando enquanto eu procuro uma vaga.
Eu ia recusar e falar que eu ia com ela, mas então olhei para meu sapato. Eu não estava acostumada a andar de salto alto, então, quanto menos andasse, melhor.
– Tudo bem, te espero lá dentro.
Saí do carro e observei, por um tempo, ele indo embora. Suspirei e comecei a caminhar em direção ao baile.
(POV Narradora)
O baile estava lotado. Muita gente dançando, rindo, conversando, se beijando e se divertindo.
Draco Malfoy estava num canto, conversando com os amigos. Mas não conseguia parar de olhar ao redor, procurando a garota que esbarrara nele, a garota que prometeu que iria procurá-lo se ela viesse ao baile. Por algum motivo ele não conseguia tirar a garota, que ele descobriu que se chamava Hermione Granger, da cabeça. Talvez por ela, aparentemente, não esteja totalmente apaixonada por ele, como as outras garotas, que desmaiam só por ficar perto dele. Enfim, o motivo ele não sabia, só sabia que queria encontrá-la logo.
O salão do baile era gigante. Tinha uma escadaria enorme na entrada, onde os convidados desciam para o baile. No centro tinha uma grande pista de dança e aos arredores tinham bancos, acentos, pufes... Além de um bar (que só dava bebidas alcoólicas aos maiores de idade) e um lugar onde tinha vários petiscos.
– Draco, você está prestando atenção? – Pergunta Pansy, rindo.
Assim que a garota chegou, ela começou a procurar pelo Malfoy. Agora ela estava junto com seus amigos e Draco.
– Ah, sim. Desculpa, estava distraído.
– Eu percebi! Na v...
Pansy parou de falar, pois neste momento uma garota linda entrou no salão e começou a descer lentamente a escadaria. Todos ali presentes pararam de fazer o que quer que estivessem fazendo e começaram a olhar para ela. A garota era maravilhosa, vestia um vestido longo e elegante de cor vermelha e uma máscara prata com alguns detalhes vermelhos.
– Ela não sabe o que é um baile a fantasia? – Perguntou Pansy com cara de nojo.
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