Cinco Minutos

9 Especial: Eu tenho meus motivos.


Notas iniciais
Olá meu povo!
Aqui estou eu, mais uma vez!
Essa semana eu decidi postar um capitulo especial, mostrando o inicio da dor da Hinata-chan e como o Naruto-kun a conheceu. Nesse capitulo eu tentei mostrar, e espero que tenha conseguido, a forma como a Hinata sofre com o pai e como ela começou a sofrer e a ser feliz (ao mesmo tempo) quando conheceu o Naruto. Tomei a liberdade de mostrar como os dois realmente se conheceram, como no anime. Eu achei a cena tão forte e legal, que decidi não mudar muito, só em alguns aspectos.

Terminadas as considerações, aí vai mais um capitulo!
Não sei se ficou muito bom, mas espero que gostem!
Boa leitura!


A garotinha Hyuuga acordou devagar. Levantou-se da cama e imediatamente correu até a cozinha. Sua mãe estava lá, pálida e meio doente, mas estava lá. Correu de novo, para abraçá-la. Hinata adorava a mãe. Não havia pessoa mais gentil e com o sorriso mais caloroso do que o dela. Ao contrário de seu pai que parecia ter uma incrível aversão a menina.

- Você escovou os dentes, querida? — perguntou a mãe de Hinata, sorrindo amavelmente para a filha.

- Ah, mamãe, eu preciso mesmo? — perguntou Hinata com cara de cansaço. — É chato. — ela fez um bico.

- Eu sei, Hinata, mas é importante. Agora suba de novo e escove os dentes. Que exemplo você seria para sua irmã? — perguntou a mãe com uma sobrancelha erguida.

Ah, é. Ela estava grávida. Já estava de oito meses e incrivelmente grande. Mas na opinião de Hinata estava linda. Mais do que nunca, apesar de, por alguma razão, estar cada dia mais pálida e cansada.

- Mas, mamãe, ela nem nasceu! — Hinata exclamou, com olhos incrivelmente grandes. Sua mãe riu.

- Sim, mas ela sabe das coisas. Os bebês são mais sensíveis que nós duas juntas. — disse ela, sorrindo para a menina, com cara de sabichona.

- Você acabou de inventar isso! — Hinata exclamou. Apesar de ter apenas cinco anos de idade, Hinata já era muito esperta para a idade. Era muito raro a mãe conseguir enganá-la. A mulher riu.

- Você sempre me pega. Mesmo assim... — a mais velha não conseguiu terminar a frase, já que uma voz fria e cortante a interrompeu.

- Por que está discutindo com ela, Yoko? — perguntou Hiashi, aparecendo de surpresa na cozinha. — É só uma criança. Não tem escolha aqui. — disse o homem, olhando friamente para a menina. — Você não ouviu sua mãe, Hinata? Ela mandou você subir e escovar dentes.

- Sim, papai. — disse a menina, tristemente, dirigindo-se para a porta de cabeça baixa. Quando finalmente desapareceu, Yoko olhou com amargura para Hiashi.

- Não precisava ter falado assim com ela, Hiashi. Foi duro demais. Ela só tem cinco anos e tenho certeza que ela acha que não é boa o bastante para você. — Hiashi a olhou, indiferente, como se aquilo não passasse da mais pura verdade.

- E ela não estaria errada. — disse ele para a mulher, frio. — Olhe só para essa garota, Yoko. Na idade dela eu já sabia pelo menos alguns jutsos. Tenho certeza que ela nem sabe o que isso significa. Yoko o olhou, horrorizada.

- Escute o que está dizendo! Você perdeu completamente o juízo? Ela é só uma criança e não tem que ser igual a você! — Yoko falou, abalada. A palidez em seu rosto se acentuou e ela cambaleou para trás.

- Yoko, você está bem? — perguntou Hiashi, preocupado. A mulher já havia tendo aquelas súbitas tonteiras já há algum tempo.

- Estou ótima. — disse ela, saindo dos braços do marido. — Fico surpresa que se preocupe com isso. — disse, olhando agora magoada para ele.

- Você sabe que sempre me preocuparei, eu amo... — ele ia dizendo alguma coisa, mas Yoko o interrompeu.

- Não, na verdade eu não sei. — ela disse e passou por ele, indo em direção à porta. — Não consigo saber... Quem você é? O que me trata com carinho ou o que não se importa com a própria filha? — perguntou ela, baixinho, mas ainda alto o suficiente para ele ouvir. Logo depois, saiu.

- Sou o que só quer o melhor para todos nós. — murmurou ele, saindo da cozinha logo em seguida.

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O dia se seguiu normalmente. Como prometido, a pequena Hinata escovou os dentes e logo saiu para tomar café na sala de jantar. Sua mãe a esperava, sorrindo. No entanto, logo esse sorriso logo desapareceu com a imagem que viu da filha.

- Hinata? Você estava chorando? — perguntou Yoko preocupada, estendendo o braço para que Hinata viesse em sua direção. A menina correu, já com as lágrimas lhe escapando pelos olhos. Ela havia mesmo chorado enquanto escovava os dentes. — Oh, querida, não chore, vai ficar tudo bem... — a mãe tentou confortá-la, mas nada fazia a menina tirar a idéia de que seu pai a odiava de dentro de sua cabeça. Quando Hinata se acalmou, sua mãe a afastou poucamente para olhá-la nos olhos. — Por que estava chorando querida? — perguntou ela, mas já fazia alguma idéia do que se tratava.

Hinata olhou para o chão, envergonhada e triste. Os olhinhos pequenos e inchados.

- Mamãe, papai me odeia? — perguntou ela. Mesmo sabendo vagamente do que se tratava, ouvir aquelas palavras saindo da boquinha de sua filha surpreenderam e assustaram Yoko, mesmo não devendo surpreender. Pelo modo como Hiashi a tratava, não deveria ser surpresa que a menina pensasse isso.

- Oh, meu Deus Hinata, não! Ele não odeia você! — disse a mulher. De alguma forma, era naquilo que ela acreditava. Hiashi não odiava a menina, não podia odiar. — Sente-se aqui, amor. — disse a mãe, colocando Hinata em seu próprio colo. — Ele não odeia você entendeu? — a menina só abaixou a cabeça, sem acreditar verdadeiramente na mãe. — Ele só... É muito rígido. Ele quer que você seja a melhor, porque você tem a capacidade de ser a melhor. Mas ele não odeia você. Ele quer só o seu bem. — disse Yoko, abraçando a filha, sentindo-a chorar baixinho no seu peito. — Ele ama você querida. — disse a mulher e Hinata se afastou, olhando em seus olhos.

- Ele me ama? — perguntou a filha, ingenuamente. Pensativa Hinata olhou novamente para as mãozinhas.

- Sim. — a mulher sorriu para a filha levantando seu rostinho pelo queixo. — Quem não amaria você? É a menina mais meiga, mais doce e mais inteligente que eu conheço. Você é única, amor. — disse Yoko e Hinata sorriu para a mãe.

- Você acha que eu posso ser tão forte quanto ele e ainda ser tão gentil quanto você, mamãe? — perguntou a menina, com os olhos ligeiramente mais abertos e brilhantes.

- Você já é, Hinata. — disse a mãe. As duas sorriram e se abraçaram. — Eu amo você. — disse a mais velha, ainda abraçando apertado a filha.

- Eu também amo você, mamãe.

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No dia seguinte, um movimento estranho fez a pequena Hyuuga acordar sobressaltada. Hinata levantou-se da cama e escovou os dentes imediatamente, para que seu pai não a repreendesse, como no dia anterior. Desceu as escadas como de costume, correndo. Quando estava no andar de baixo, alguém passou correndo por ela. Não viu quem tinha sido exatamente, mas estava segurando alguma coisa.

Escutou um grito de pura dor vindo de algum lugar da casa e sentiu-se completamente arrepiada. Tentou saber de onde tinha vindo e seguiu a voz. Era uma voz muito familiar.

Hinata correu por um dos corredores da mansão Hyuuga, tentando encontrar o lugar de onde vinha o grito. Viu um aglomerado de gente em uma porta. Só poderia ser ali.

- Força, Yoko-sama! A senhora vai conseguir! Força! — gritou a voz de uma mulher que Hinata não reconheceu. A única coisa que conseguia distinguir eram alguns gritos e gemidos que vinham do quarto e que agora sabia serem de sua mãe.

- Tragam mais água quente e alguns panos limpos! — gritou a mesma voz novamente. Hinata correu por entre o aglomerado de pessoas e conseguiu, mesmo que por um momento, ver sua mãe de relance. No entanto, alguém a afastou bruscamente para o lado, correndo na direção em que ela tinha vindo do corredor e a menina caiu no chão.

Sentiu uma mão a levantando e alguém se abaixou para ficar na sua altura e conversar com ela.

- Hinata-sama. — disse a pessoa. Era um homem. Hinata não o conhecia, mas parecia ser muito gentil. — Não pode ficar aqui agora. — disse.

- O que está acontecendo com a minha mãe? — perguntou ela, sem realmente entender do que se tratava a situação. Sua mãe estava sentindo dor. Por que não a ajudavam?

- Hinata-sama, sua mãe está dando a luz à sua irmãzinha! — disse o homem, sorrindo amavelmente para a menina.

- Por que ela está sentindo dor? — perguntou Hinata, ingênua.

- São dores do parto. É perfeitamente normal. Daqui a pouco, quando o bebê estiver do lado de fora, a dor vai passar e ela vai ficar bem, acredite. — disse ele, sorrindo mais abertamente, tentando fazer a menina entender a situação.

- Ela vai ficar bem? Promete? — perguntou a pequena, olhando atentamente para o homem a sua frente.

- Sim, Hinata-sama. Mas você não pode ficar aqui. — disse ele. — Quando sua irmã estiver aqui eu a chamo, pode deixar. — disse o homem, gentilmente.

- Então, se é assim... — a menina refletiu um pouco e depois sorriu para o homem. — Obrigada. — ela sorriu ainda mais e se curvou, correndo para o fim do corredor. O Homem sorriu. “Ela será bem parecida com a Yoko-sama. Muito gentil...”, pensou ele e logo depois se dirigiu para o quarto. O parto estava só no começo.

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Hinata ficou na entrada do corredor pelo que lhe pareceram horas. Estava ansiosa para ver sua irmãzinha e ainda mais para ver sua mãe bem. Quando a viu de relance anteriormente, ela pareceu terrivelmente abalada. “São dores normais...”, pensou ela, tentando se convencer de que era mesmo só aquilo.

Um choro estridente invadiu os ouvidos de Hinata. Sorrindo, a menina correu novamente para o quarto. Um estranho movimento a impediu de entrar. As pessoas cochichavam e alguns soluços abafados foram ouvidos, além do choro da recém-nascida. Quando finalmente acalmaram o bebê, Hinata conseguiu ouvir algumas palavras. A pessoa que as pronunciou parecia aflita.

- Chame imediatamente Hiashi-sama. Diga a ele que estritamente necessário que ele esteja aqui imediatamente. — murmurou a voz.

- Sim. — a pessoa correu para fora do quarto e Hinata só conseguiu sentir o vento depois que o outro saiu correndo em busca de seu pai. Não conseguia entrar pra ver sua irmã e sua mãe, pelo tamanho do tumulto que havia na entrada do quarto.

- Com licença... — ela murmurou, abrindo caminho entre as pessoas. Com muito esforço Hinata conseguiu, finalmente, ultrapassar todas aquelas pessoas e entrar no aposento.

- Mamãe! — ela gritou, sorridente, olhando para a mãe, na cama. Por alguma estranha razão, a mãe estava desacordada. — Mamãe, acorde! Minha irmãzinha nasceu! — disse Hinata, sacudindo a mãe levemente. — Mamãe, vamos, acorde. — a menina sacudiu a mãe mais forte. Uma angústia estranha a invadiu. Por que a mãe não acordava? Ela olhou em volta, todos as pessoas a olhavam com pena. Por que estavam olhando assim para ela? — Vamos, mamãe! — ela sacudiu a mulher mais forte, as lágrimas escapando de seus olhos.

- Hinata-sama... — ela olhou para quem a chamava. Era o mesmo homem que tinha falado com ela antes.

- Vamos! Me ajude a acordá-la! Por que ela não acorda? — perguntou a menina, mais angustiada do que nunca. — Por favor, me ajude... — ela estava começando a se desesperar.

De repente, um rosto familiar apareceu a sua frente. Era seu pai. Estava com o rosto apreensivo e preocupado. Olhou a sua mulher na cama e soube imediatamente do que se tratava o chamado urgente.

- Hiashi-sama... — alguém chamou o pai de Hinata. — Sinto muito...

Hiashi correu para o lado da mulher. Hinata o olhou esperançosa.

- Papai, a mamãe não quer acordar, por favor, me ajude a... — a menina tentou falar, mas Hiashi a interrompeu bruscamente.

- Você não enxerga o que está acontecendo aqui? — gritou com a menina, que se encolheu. — Ela está morta! Morta! — gritou Hiashi, indo para onde Hinata estava e pegando o braço de Hinata brutalmente. — Será que está tão difícil ver isso? — gritou ele, novamente, olhando para Hinata como se ela fosse estúpida.

Ele a levou, ainda pelo braço, para a saída do quarto, jogando-a com brutalidade do lado de fora. A menina soluçou, seus olhos mostravam dor e medo.

- Vá para o seu quarto, ninguém precisa de você aqui! — gritou ele novamente e Hinata correu, como nunca antes. Só queria estar longe daquele lugar. “Ela está morta! Morta!”, a frase se repetia milhares de vezes em sua mente. “Mamãe morreu?”, Hinata se desesperou. Não sabia o que fazer nem como fazer. Uma dor diferente a invadiu, parecia que um buraco fora cavado em eu peito. E parecia ser um buraco sem fim.

Fechou a porta do quarto atrás de si, quando finalmente chegou no local. Sentou em um canto e escondeu o rosto entre os joelhos, soluçando. O que ela iria fazer?

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CINCO ANOS DEPOIS

A irmã mais velha caiu, com o golpe forte demais que recebera da caçula. Hinata tinha o byakugan ativado e conseguiu ver, mesmo de costas, que seu pai balançou a cabeça em desaprovação. As lágrimas escaparam de seus olhos e quando finalmente teve certeza que ele havia ido, ela correu. Correu rápido e sem parar, para fora daquele clã, fugindo da reprovação e da dor que parecia que nunca iam passar.

Ainda correndo e com lágrimas embaçando sua visão, Hinata sem querer esbarrou em um grupo de garotos, derrubando-lhes os sorvetes que carregavam.

- Desculpe... — ela murmurou e tentou correr de novo, mas os garotos a seguraram.

- Você vai sair assim, sem se desculpar? — aparentemente eles não haviam ouvido seu pedido de perdão murmurado. Os garotos olharam para ela. — Ah! Olhem seus olhos! É uma Hyuuga! Deve ser tão prepotente quanto o Neji! — disse um deles, jogando Hinata no chão e segurando seus cabelos. — Vamos, nós estamos esperando! Peça desculpas! — gritou um deles, puxando seus cabelos. As lágrimas caiam de seus olhos. Tudo estava dando errado.

- Des-desculpe! — Hinata pediu de novo e de novo. — Des-desculpe! — ela gritou, mas os meninos não a soltavam, estavam se divertindo.

- Nós não... — um dos garotos tentou dizer, mas foi interrompido por outro, que já chegou fazendo barulho.

- Já chega! — gritou o garoto. Os meninos finalmente soltaram Hinata e ela pôde ver o rosto do seu salvador.

- Olha só, é aquele que é odiado por todos!

Hinata não soube o que aconteceu a seguir. Correu para longe, escondendo-se, mas ainda conseguia escutar o que acontecia com os garotos. Escutou alguns gritos de fúria e logo depois de um tempo considerável, silencio total. Tomou um pouco de coragem e saiu de seu esconderijo, vendo logo de cara o menino que a havia ajudado desacordado no chão. As lágrimas invadiram seus olhos e o desespero, seu peito. Hinata se aproximou do loiro e olhou atentamente seu rosto. Ele era muito bonito. Com esses pensamentos a menina corou violentamente, mas conseguiu sorrir. Olhou novamente para o menino e carregou-o com dificuldade para debaixo de uma árvore, onde havia sombra fresca. Tentou deixá-lo o mais confortável possível naquele lugar e sorriu para o menino desacordado.

Depois de algum tempo, sem saber mais o que fazer por ele, Hinata parou de encará-lo e começou a se afastar. Depois pensaria em como agradecê-lo. Por alguma razão tinha certeza que voltaria a encontrá-lo.

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Hinata arrumou-se sem exagerar para seu primeiro dia de academia. Estava ansiosa e muito nervosa ao mesmo tempo. Desceu às escadas rapidamente, já com os livros em mão. Desejava de coração que fosse um bom dia, depois do que tinha acontecido com seu pai e aqueles garotos no dia anterior.

Seguiu sozinha para a academia, andando lentamente para as ruas, era seu primeiro dia, mas ela sabia o caminho de cor. Não precisava que ninguém a levasse, afinal, ela teria que assistir às aulas sozinha, certo?

A menina suspirou e andou mais rapidamente. Ao chegar no local, surpreendeu-se. Apesar de ainda ser cedo, muitas crianças já ocupavam a entrada e riam, divertidas, parecendo animadas. Era o primeiro dia de aula de muitos, além dela, é claro.

Depois de algum tempo, o sinal tocou. Ela tentou encontrar a sala sem pedir a ajuda de ninguém. Era muito constrangedor.

Quando encontrou a sala de aula, Hinata tentou ao máximo parecer invisível e sentar-se em algum lugar em que ninguém pudesse encará-la. Felizmente encontrou um lugar no fundo da sala e sentou-se. Infelizmente, alguém teve a infeliz idéia de sentar ao seu lado. Hinata esperava de coração que não fosse uma daquelas meninas metidas ou um daqueles garotos ruins do dia anterior. Olhou para o lado. Surpreendeu-se e corou imediatamente. Era ele. Não sabia seu nome, mas sentiu o coração bater acelerado, sem entender realmente o porquê.

Ele a olhou. Pareceu reconhecê-la também, de algum lugar, mas pareceu ainda mais intrigado pela presença dela. Por que ela não havia saído, deixando que ele sentasse sozinho?

- Hum, oi. — o loiro falou, o que só fez Hinata corar ainda mais.

- O-o-o-o-o-oi. — ela gaguejou e se odiou por isso. Ele ainda a olhava, confuso, mas não falou mais nada. Apenas olhou para frente, onde Hinata ainda percebeu que já havia um professor.

- Olá, pessoal! — disse o homem sorridente. — Meu nome é Iruka. Mas vocês me chamar de Iruka-sensei. — ele ouviu os alunos gritando algo como “Sim, Iruka-sensei!” e sorriu para os novos alunos.

- Vamos começar nos apresentando! Que tal? — os alunos se entusiasmaram, diferente de Hinata que pareceu suar frio. Ela teria que falar em frente a todas essas pessoas? Tinha certeza que desmaiaria. O loiro ao seu lado pareceu perceber e ficou intrigado.


- Não se preocupe, menina bonita! — disse ele, amigavelmente, soltando um sorriso que fez o coração de Hinata bater acelerado e seu rosto ficar corado. — Eu sei que você vai conseguir! — disse ele. Hinata o olhou completamente extasiada, ele estava sempre a salvando.

Quando finalmente chegou a vez dele, o garoto loiro foi até a frente confiante e falou:

- Meu nome é Naruto Uzumaki! E eu serei o Hokage mais poderoso que vocês já viram! — disse e inesperadamente todas as crianças riram, menos Hinata. — Podem rir, vocês verão! — gritou o Uzumaki, e Hinata ficou encantada. Ele era... Demais. Tão confiante quanto ela nunca seria. De alguma forma ela sabia muito bem que ele cumpriria a palavra, ele se tornaria mesmo um Hokage extremamente poderoso.

Quando chegou a sua vez, Hinata simplesmente congelou na frente de todos. Alguns cochichos foram ouvidos e ela corou intensamente, sabendo que era o alvo deles. Olhou para cada um na sala e seu olhar parou sobre ele, Naruto. Inesperadamente tomou coragem nas palavras antes ditas por ele.

- M-m-meu n-n-n-nome é-é-é Hyuuga Hi-Hinata... — disse ela, um pouco mais baixo do que gostaria. Não disse o que queria ser. Não fez igual à Naruto. Simplesmente disse seu nome e voltou para o lugar. Com um pequeno sorriso e muito corada, Hinata murmurou baixinho, para que só Naruto escutasse.

- O-o-obrigada... — disse ela e desviou o rosto quando ele a encarou, sorrindo abertamente.

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Ele estava mais uma vez naquele tronco, treinando mais do nunca. E ela o observava atentamente, fascinada, com o coração acelerado. Ela tinha tentado falar com ele no dia que se seguiu, mas não conseguiu. Ele passou direto por ela e sentou em outro lugar, ao lado de outra garota, uma tal de Sakura. Por uma estranha razão Hinata ficara extremamente incomodada e triste quando Naruto trocou de lugar. Uma estranha dor se abateu sobre a menina. Era esquisita, não parecia nada com a dor de quando tinha perdido a mãe, era estranhamente... Aguda, como uma pontada no peito.

Agora, fazendo praticamente um mês de aulas, Hinata ainda não tinha conseguido puxar assunto e falar com Naruto novamente. Primeiro porque tinha muita vergonha, segundo porque... Bem, o que iria falar, afinal? Ele a acharia patética.

Hinata suspirou. Afinal, o que era aquela preocupação, aquele desejo em falar com ele novamente? Suspirou novamente. “Ele me salvou uma vez, eu deveria só... Agradecer.”, pensou ela, mas no fundo ela sabia que não era só por isso. Tinha uma outra coisa, mas ela não sabia o que era.

E ela tentou descobrir do que se tratava. Tentou falar com Naruto de novo também. Mas a cada vez que tentava, ele só passava por ela, como se ela não existisse. Como se ela fosse insignificante. Exatamente o que seu pai achava dela. Hinata ofegou. A dor se tornava a cada dia mais intensa, o que era estranho. Ele não fazia nada, só passava por ela. “Talvez esse seja exatamente o motivo. Ele passar por mim, como se eu não fosse nada...”, ela pensou e soube imediatamente que estava certa. Ela só não sabia por que doía tanto.

E então, tudo seguiu em frente. Eles não se falaram. Ele ao menos notava sua existência. Ela não conseguia tiram os olhos dele.

“Eu não volto atrás com a minha palavra! Esse é o meu jeito ninja!”, ele dissera, uma vez, deixando uma Hinata totalmente admirada. Isso, aquele jeito dele, tudo a fascinava, tudo a fazia querer seguir em frente, tudo impressionava uma Hinata que só desistia. E ele ao menos sabia disso. Mas ela não se importava. Ela seguia em frente, por ele, para tentar chegar até ele e caminhar ao seu lado, por mais que todos os escorregões e tombos para tentar alcançá-lo doessem. Porque, sabe aquele sentimento? Ela descobriu o que era. Era amor.

Hinata só não sabia, naquela época, que a dor iria se intensificar consideravelmente, principalmente por causa desse sentimento tão inoportuno que tinha por Naruto. Mas ela também iria descobrir, que, algumas vezes, era extremamente agradável estar apaixonada por Naruto Uzumaki. Porque fora ele que a salvou e a condenou ao mesmo tempo. Porque era dele que ela dependia para viver. Porque ele era sua razão para viver. E, mesmo que a dor se intensificasse (e ela se intensificou, com certeza) ela saberia perdoá-lo, mesmo que a dor nunca fosse embora. Porque ela o amava.

HOJE

Eles sorriam para si mesmos. A cachoeira só acentuava a sensação romântica e o clima só se alastrava. Naruto olhou para ela, ainda sorrindo e a puxou pela mão, colando o corpo no dela. Hinata ofegou, sabia, de alguma forma, que aquilo acabaria magoando-a como todas as vezes, mas simplesmente não conseguia resistir.

- Eu realmente gosto de pessoas assim. — ele disse novamente e sensualmente, deixando a voz roucamente sexy, fazendo a jovem suspirar arrepiada com o hálito quente e cheiroso invadindo o seu rosto. Ela sorriu ainda mais e seu coração pareceu aumentar quando ele a beijou.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Qualquer erro, por favor, me avisem!
Ah, e por favor, deixem reviews!

Beijos (: