Cinco Minutos
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Notas iniciais
obs.: As considerações estarão no final do capítulo
Boa leitura!
Já fazia praticamente duas semanas que Naruto não tinha nenhuma missão. Aquilo já o estava deixando nervoso, irritado e muito mau acostumado. Mas isso deveria ser bom, certo? O mundo shinobi deveria estar finalmente em paz, o que era bom. Ou então era só mais um período curto de paz, que terminaria em uma guerra sem tamanho definível, mas ele preferia ficar com a primeira opção. Mas, apesar de entediado, o rapaz de cabelos loiros também andava incrivelmente preocupado. Fazia duas semanas que não tinha missões. Fazia quase um mês que não via Hinata. Ele dizia para si mesmo que sempre pediria desculpas, que se ajoelharia aos pés dela, se fosse necessário. Mas o problema é que nunca a encontrava. Não, para dizer a verdade nunca a procurava. Ele sabia exatamente onde encontrá-la. E mesmo que isso acontecesse, ele sabia que não iria ter coragem. Ele ficaria envergonhado demais e estragaria tudo. Então, tudo que conseguia se perguntar era como estaria ela e com quem. Como estaria se alimentando? Como está indo o time de genins?
Naruto suspirou. Deitado em sua cama, ele viu que ia dar quase nove horas da manhã. Levantou-se, tomou um banho, escovou os dentes. Vestiu sua habitual roupa ninja e saiu do prédio. Pretendia, como sempre, comer um rámen de café da manhã.
O céu estava azul claro hoje, com nuvens brancas e transparentes no céu. Algumas gaivotas. Muito tranqüilo. Novo suspiro.
-Oe, Naruto! — ele escutou alguém o chamando, voz de homem. Suspirou novamente e olhou em direção ao som.
-Ah, olá Kiba. — os rapazes apertaram-se as mãos. — Como vai? — perguntou Naruto, mas o que ele queria perguntar era outra coisa. “Tem visto a Hinata?” — Tem visto a Hinata?
-Vou bem, eu acho. Hinata? Claro. Praticamente todos os dias. Eu e ela temos treinado juntos de vez em quando. — disse Kiba sorridente. Até demais.
-Sozinhos? — perguntou Naruto, não gostando nada do rumo daquela conversa.
-Claro. Por que, algum problema? — perguntou Kiba, desconfiado. — Você não gosta dela, gosta?
-Eu? D-da Hinata? Não, nem pensar. — Naruto ficou incrivelmente encabulado com a pergunta. Mas ele soube que não era por ser Hinata a garota referida e sim por causa da própria pergunta em relação a Hinata. Espera. Tinha a ver com Hinata ou não? Era extremamente confuso. Balançou a cabeça. Depois pensaria nisso. — Por quê? Você gosta dela? — perguntou Naruto, incomodado.
-É claro. Faz anos. Acho que finalmente estou conquistando ela. — disse o Kiba, sonhador. Tadinho, gente. Naruto pareceu ferver, mas a ultima afirmação o deixou estático. Ele... Estava conquistando ela? Não, impossível.
-Mas, ela me disse que... Amava outro cara. — a voz saiu embargada, tentando uma última cartada.
-Disse? Bom, mas se disse pra você e não pra mim, quem sabe se esse outro cara não sou eu? — perguntou Kiba, sorridente.
-É... Verdade. — disse Naruto, derrotado. Mas por que Hinata namorar Kiba o incomodava tanto?
-Bom, tenho que ir agora. Vou pegar o Akamaru no veterinário do meu clã. Até mais cara. — Kiba se despediu e se foi.
-Até mais. — Naruto disse, tarde demais. Ele tinha que procurar Hinata. Logo.
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-Que droga! — exclamou Kyo emburrado. — Por que vocês dois conseguem isso rapidinho e eu não?
-Porque você é um idiota, Kyo. — respondeu Aika, simplesmente.
-Ah, cala essa boca Otohiro. — disse o loiro, novamente, mais emburrado que nunca. — Hinata-sensei, será que dá para dar uma ajuda aqui? Eu estou meio desesperado sabe. — disse ele novamente para Hinata. “Ele parece com o Naruto-kun... Desajeitado... E tudo parece ser mais difícil para ele. Tomara que isso dê tão certo quanto deu para o Naruto-kun também.”
-Desculpe, Kyo-kun. Não posso ajudá-lo. O domínio do elemento tem que ser feito pelo dominador e não pelo seu sensei. Eu os ensinei a subir em arvores não foi? Por que não tenta controlar o chakra por todo o corpo e deixá-lo uniforme? É assim que isso funciona. Você só precisa de concentração e prática.
-Certo, certo. Eu faço sozinho. — disse o menino fazendo bico.
Naruto observava tudo isso sorrindo. O garoto era realmente ruim. Ele sorriu novamente. Gostava quando as pessoas tinham que fazer esforço. Se tudo fosse muito fácil, que graça teria? Ia ser muito chato. Sorriu de novo. Dessa vez não olhando para o garoto loiro e sim olhando para Hinata. Ela estava sorrindo abertamente olhando para um ponto fixo no chão. Parecia lembrar-se de algo que realmente gostava. Algo realmente forte, pois o brilho de seus olhos estava tão forte quanto Naruto nunca havia visto. Não, ele já havia visto aquele brilho, só não sabia o que era. Naruto despertou de seus pensamentos quando a própria Hinata despertou dos seus. Ela olhou para o relógio em seu pulso fino e viu que era tarde.
- Então, já passa das cinco horas da tarde. Quero parabenizá-los, clã Otohiro. Vocês foram realmente muito bem. Estão dispensados.
-Mas, e eu sensei? — perguntou o Aramatsu, revoltado.
-Quero falar com você a sós Kyo-kun. — disse Hinata tão doce que o menino faltou desfalecer de tão vermelho. “Ela... Quer... Falar comigo... A sós...” Droga, Hinata, deu esperanças ao garoto. “O que?? Ficou louca Hinata? A sós, com esse pirralho, você não está pensando em... Não! Você não pode fazer isso... Ele é uma criança e você... Você é boa demais para ele!” Droga, Naruto, deixe de ser imbecil.
Enfim, voltando...
-O-o-o que quer f-f-falar comigo sensei? — perguntou Kyo encabulado.
-Sobre seu treinamento de hoje. — “Graças aos céus! Nota mental: Hinata não ficaria com um menino dessa idade, ela é boa demais pra ele.” (Nota: Aff, cale seus pensamentos Naruto. --’)
-Meu treinamento? — perguntou novamente, decepcionado.
-Sim. Sei que não teve os resultados que queria e saiba que nem os que eu queria também. Eu queria que todos fossem bem de primeira, mas não é bem assim, não é? Todos tem seu tempo de amadurecer, eu mesma demorei muito para todo esse negócio de ser ninja. Pra mim foi bem difícil, porque praticamente ninguém nunca acreditou em mim. Mas, pode ter certeza, eu acredito muito em você. Sei que vai conseguir. — disse Hinata, sorrindo para Kyo.
-Serio? Demorou mesmo? E como seguiu em frente sozinha sensei? — perguntou o garoto curioso. “Nossa, não sabia que tinha sido assim tão difícil para a Hinata...”
-Ah, quem disse que eu estava sozinha? — perguntou a garota, bagunçando os cabelos do menino. — Hum, se eu te contar, promete que não vai contar pra ninguém? — Kyo fez que sim com a cabeça. — Então tudo bem. — Hinata estava pensativa, tentando descrever tudo. — Teve uma pessoa... A pessoa mais importante da minha vida... Ele me ensinou tudo que eu sei sobre o que é ser uma ninja... Ele é o homem que eu mais amo no mundo inteiro. — Hinata sorriu quando viu os olhos arregalados de Kyo. — Ele nunca nem mesmo tinha falado comigo. Mas eu sempre o olhava... Tudo foi sempre difícil para ele, mas ele nunca desistiu. Ele sempre lutou com unhas e dentes, ele sempre lutou pelos amigos, ele sempre cumpriu suas promessas. — Hinata fez uma pausa, suspirou e sorriu para seu aluno. — Ele nunca nem ao menos tinha me visto. Mas eu sempre o olhava. Sabe, foi o sorriso dele que me salvou.
-Serio? E por que? — perguntou o menino. A historia de sua sensei era muito... Intensa.
-Eu teria desistido. Mas foi por causa dele, por ele, eu nunca desisti... Nunca mais. E ele nem ao menos sabe disso. Não é frustrante? Eu o amo, vivo por ele. Luto por ele. E ele nem sabe disso. Mas eu não me importo. Contando que ele nunca deixe de ser quem ele é... A pessoa mais brilhante do meu mundo... Não importa se ele não saiba. Eu sempre vou amá-lo.
-Nossa, Hinata-sensei... Você é mesmo demais! — o garoto abraçou sua sensei. — Eu serei como você e como esse cara... Como é mesmo o nome dele? — perguntou o garoto para Hinata.
- O nome dele é: “Não importa qual é o nome dele”. O que importa é que você tenha entendido. Não desista, está bem? É o mais importante, a mais essencial regra ninja.
-Pode deixar sensei! Prometo nunca desistir!
-Muito bem, então. Pode ir para casa. — e só foi Hinata dizer isso que o menino saiu correndo. “Tão impulsivo quanto ele também...”
Naruto escutou a tudo nervoso. Estava corado, podia sentir. Seu coração batia acelerado. Mas por que tudo isso? Não era dele que Hinata falava, não podia ser. Mas a descrição era tão... Naruto. Não, não era ele, embora ele tivesse que admitir... Ele teria gostado muito de ser o amado de Hinata. Não que ele também gostasse dela. Pensou só que a idéia de ser amado por alguém como ela era... Extraordinária. Era como... Ser amado por Hinata, só isso. Não havia descrição.
-Hinata. — ele se aproximou dela. Ela continuava parada no mesmo lugar. Quando o viu, corou como sempre e aquele brilho estranho continuou lá. Não importava o quão vazio estivesse o olhar dela... Aquele brilho continuava, pequeno, mas continuava. Agora parecia tomar quase todo o rosto e não só os olhos dela. E o coração dele bateu acelerado. Dessa vez, do jeito que nós queremos que bata, embora ele mesmo não soubesse disso.
-Hinata... Já faz tempo... Será que dá para nos falarmos? Eu acho que estou ficando meio louco sem isso, sabe. — ele tentou dizer, mas ela pareceu confusa. E estava mesmo. Ela via os lábios dele se mexendo, mas não escutava ou entendia nada. Ele estava ali, era só o que importava.
-Hinata? Você está me ouvindo? — perguntou Naruto, vendo que ela olhava um ponto fixo nele. No rosto dele. — Estou sujo ou alguma coisa parecida? — perguntou, passando as mãos nos lábios, que era para onde ela estava olhando.
Hinata finalmente olhou para seus olhos.
-Desculpe, não estava escutando. Dá para repetir? — perguntou ela gentilmente.
-Ah, eu... Disse que queria fazer as pazes, ficar brigado está me deixando meio louco e...
-Ah, sim. Claro, tudo bem. — disse ela, por um momento louco esteve com vontade de pular em cima de Naruto e beijá-lo pelo resto da vida. Felizmente se controlou.
-Certo então. Vamos comer um... — ele ia dizer rámen é claro, mas ela o interrompeu.
-Hum, bolinhos de arroz? Chá? Aceito, vamos logo. — disse ela puxando-o pelo braço.
-Bolinhos de... Então tudo bem, a gente sempre come rámen mesmo. — Naruto sorriu, ela estava mais solta hoje. “Isso vai ser interessante.”
-Será que dá para chamarmos o Kiba? — perguntou Hinata, sorrindo um pouco.
Naruto estancou.
-Por que? — perguntou ele desconfiado. Será que ela amava mesmo o Kiba?
-Ah, eu não sei. Ele é meu amigo, sabe. Você poderia chamar a Sakura também.
O corpo de Naruto enrijeceu. Por que logo Kiba e Sakura? Sakura era quem ele amava e Kiba... Era quem ela amava? Não, não podia ser isso. Mas, por que não podia? Só por que ele não queria? Então, por que estava tão irritado? Por que queria encontrar Kiba, mas só para dar uns socos nele? Aquilo já começava a deixar Naruto confuso e ele odiava ficar confuso.
-Por que temos que convidar os dois? Além disso, aposto que Sakura-chan deve estar em algum plantão ou coisa parecida e o Kiba... Bem, ele deve ter alguma coisa para fazer. Não podemos ir só nós dois?
-Eu... S-só achei que não deveríamos ficar sozinhos. Se for mais de duas pessoas ninguém vai pensar de errado, nem você v-vai ficar com vergonha de mim e aí ficaremos bem e n-não brigaremos... — Hinata tentou explicar e parecia ser um motivo convincente, se o principal motivo não fosse outro. É claro que queria ficar sozinha com Naruto. Mas se isso acontecesse ela ficaria louca, tinha certeza. E se acontecesse de novo, ela não hesitaria e pularia em cima de Naruto e tudo ia ficar meio... Complicado.
-Olha, eu já pedi desculpas, não precisa ficar jogando em cima de mim. — disse Naruto meio magoado por saber que ela ainda não o tinha perdoado.- Se não quer me perdoar eu entendo...
-Não! Q-quero dizer... E-eu já o perdoei Naruto-san, só que...
-Então por que continua me chamando de Naruto-san? Quer saber, Hinata, acho que você não me perdoou coisa nenhuma. — disse Naruto, começando a ficar irritado com ela. — Por que não me chama de Naruto-kun? Você sempre me chamou assim!
-N-não e-eu... Eu já o perdoei, mas isso não quer dizer que não esteja magoada ainda! V-você não sabe o quanto isso... O quanto você... Nós... Meu Deus! — Hinata estava tão confusa que não conseguia nem formular uma palavra direito. Queria bater em Naruto por tentar culpá-la de alguma coisa, mas ao mesmo tempo queria beijá-lo. Com certeza ela estava começando a enlouquecer.
-O que? Eu não entendi o que você... — Naruto começou a dizer, mas Hinata o interrompeu.
-Será que dá para você ficar em silencio? Sua voz me confunde e eu estou quase... — Hinata tentou dizer, mas Naruto a interrompeu.
-O quê? Hinata, você nunca me mandou ficar quieto, o que houve? Sério, você está andando demais com o Kiba...
-Droga, fique quieto, senão eu... — ela estava começando a se desesperar.
-Quer saber, senão você o que? Vai me bater ou coisa parecida? — perguntou Naruto, ele estava com certeza muito irritado com Hinata.
-N-não... — ela tentou dizer mais uma vez.
-Então o quê?! — ele quase gritou.
E então, ela o beijou.
Seus lábios só estavam colados. Os olhos de Hinata estavam fechados. Os de Naruto estavam arregalados pela surpresa. Não durou nem cinco segundos e ela já tinha se separado. Ele não tinha retribuído ou coisa parecida. Ela se sentiu rejeitada e o buraco em seu interior aumentou mais ainda. Teve vontade de chorar, mas se conteve.
-M-me desculpe eu... N-n-não s-s-sei o que me deu... — ela estava incrivelmente corada. — D-d-desculpe...
Mas Naruto não estava entendendo, desculpar pelo quê? Ele piscou uma vez. Duas vezes. Lembrou-se do momento em que seus lábios estavam colados. Os dela eram macios e a pele dela tinha um cheiro bom. O mesmo que ele se lembrava. Chuva e flores. Ele estava estranho. Hinata o tinha beijado e ele queria mais, muito mais.
-Desculpa. O que você disse?
-Eu disse...- ela não terminou.
-Ah, cala a boca, Hinata. Eu não me importo com o que você disse.
Naruto a puxou e seus corpos ficaram colados. E, dessa vez, ele a beijou. E ela retribuiu. Naruto ficou dando selinhos nela por um momento. Logo após isso, pediu passagem com a língua, que ela cedeu prontamente. Ela tinha gosto doce e refrescante. Ele tinha gosto de menta. As línguas dançavam, conhecendo cada canto da boca um do outro. As mãos de Naruto subiram para as costas de Hinata, ficando uma na cintura e a outra entrelaçada no cabelo, empurrando a cabeça dela, aprofundando o beijo. Já as dela estavam uma no rosto dele, o acariciando e a outra em seu peito. Sentia o coração dele acelerado, mas achou que isso fosse só pelo momento e não por outra coisa. Suas respirações estavam ofegantes. Logo eles se separaram em busca de ar. Naruto encostou a testa na dela. Eles estavam de olhos fechados, mas logo abriram, juntos. Ficaram olhando nos olhos um do outro. Cada um vendo um brilho estranho nos olhos do outro.
-Isso f-f-f-foi... — Hinata tentou dizer, tentando conter o sorriso, sem sucesso. Naruto não estava diferente.
-Foi... Ahn... Bom. — disse Naruto, mas “bom” era uma palavra ruim para aquilo. “Incrível” seria uma descrição melhor.
-É... Bom. — disse Hinata sorrindo. Mas seu sorriso logo desapareceu. Isso não deveria mais acontecer.
-Acho que não deveríamos mais fazer isso. Você ama outra pessoa, Naruto-san.
-Sim. Eu... Amo outra pessoa. E você... Parece que ama outra pessoa também. -Hinata ficou calada. Naruto estava decepcionado. — Então, aqueles bolinhos arroz... Você ainda quer comer? — perguntou ele, tentando mudar de assunto.
-Claro.
-Então vamos logo.
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E lá estavam eles, mais uma vez, sentados de frente um para o outro. Dessa vez não na barraquinha de rámen. Era um restaurante tipicamente japonês. Hinata havia pedido bolinhos arroz e chá, como havia falado antes. Naruto, antes de perguntar umas dez vezes se tinha ou não rámen, resolveu pedir o mesmo que a garota, só que em vez de uma porção de bolinhos, pediu três de uma vez e, em vez de chá, resolveu pedir um sakê.
Hinata sorria abertamente de vez em quando, quando Naruto dizia alguma coisa idiota ou realmente engraçada. Outras vezes ela só olhava para ele, sem escutar uma única palavra, só o admirando. Naruto é claro, não percebia.
-Sério, Hinata, eu juro que você nunca mais vai me fazer vir nesse lugar. Os rámens são bem mais gostosos. — disse ele, fazendo bico, fazendo a menina rir um pouco.
-Serio? Então por que não vai embora e me deixa a sós com ela? — disse uma voz de homem que, naqueles últimos tempos Naruto tinha ouvido demais, mas que não desejava ouvir fazia muito tempo.
-Ah, e aí Kiba. Você não tinha ido pegar o Akamaru? Cadê ele? — não teve animação nenhuma ao dizer isso.
-E aí. Pois é, ainda tinham que fazer uns check ups nele. — respondeu no mesmo tom. — Oi, Hinata-chan. — disse Kiba, olhando para Hinata com os olhos brilhantes e admirados.
-Olá, Kiba-kun. — respondeu Hinata sorrindo para o amigo. Naruto não gostou nem um pouco disso. Desde quando ele a chamava de Hinata-chan? E por que ela o chamava de Kiba-kun e não o chamava assim também? “Porque você fez o favor de magoá-la, não só uma vez, aliás. A culpa não é dela, é sua, seu idiota.” , disse ele, para si mesmo.
-Posso me sentar com você? — a pergunta não foi direcionada aos dois e sim a Hinata. É claro que não, pensou Naruto, mas é claro que foi ela que respondeu.
-Sim, claro. — ela sorriu. Por que ela não parava de sorrir para o Kiba? Ela só deveria sorrir assim para ele e para ninguém mais.
Chamaram a garçonete novamente e Kiba fez o pedido (o mesmo de Naruto). Em pouco tempo, eles já estavam comendo.
-Quando nós vamos treinar de novo Hinata? Sabe que você precisa melhorar aquela técnica. — disse Kiba. Ele estava isolando totalmente o Naruto da conversa, já que o mesmo não sabia do que se tratava.
-Que técnica? — perguntou Naruto de boca cheia.
-Ah, é só uma técnica que eu estou fazendo, sabe... — disse ela, vermelha até a raiz dos cabelos. -Não é nada muito importante. Mas quando eu aperfeiçoá-la eu mostro para você. — disse Hinata, sorrindo para ele, e Naruto se sentiu muito melhor. Aquele brilho nos olhos dela sempre que o olhava era, de alguma forma, reconfortante. Ela não tinha aquele brilho quando olhava para o Kiba... 1X0 para o Naruto.
-Tudo bem, então. — respondeu o loiro, sorrindo de volta.
-Mas, Hinata, você não respondeu a minha pergunta. — disse Kiba, olhando desconfiado aqueles olhares que um dava para o outro.
-Hum, não sei. Estou meio sem tempo, sabe. O time da Kurenai-sensei toma muito o meu tempo e o clã está realmente me tomando muito tempo, meu pai...
Kiba não deixou ela terminar.
-Mas, você pode arranjar um dia, até arranjou tempo para comer com o idiota do Naruto... — disse ele, argumentando.
- Ei! — reclamou o Uzumaki, ofendido. — Cara, quando ela quiser sair com você, ela dirá, pare de pressioná-la.
-Seu nome é Hinata, por acaso? Enfim... Como eu ia dizendo, Hinata...
-O Naruto-kun está certo... — disse a Hinata vermelha. Ela o tinha chamado assim de propósito, para ele ver que ela o tinha perdoado. — Quando eu tiver tempo eu aviso.
-Ah, voltou a chamá-lo de Naruto-kun? — perguntou o Inuzuka, enciumado. Naruto sorriu enquanto bebia um pouco do seu sakê.
-Pois é, né? Para você ver. — disse o loiro, provocando. 2X0 para o Naruto.
-Olha aqui, seu...
-Parem! — disse Hinata. Não estava entendendo o porque de tanta hostilidade. Ah, Hinata, por favor né filha.... — Vocês estão parecendo duas crianças e... — ela respirou fundo. — Kiba, quando eu puder eu digo, serio. — disse. Naruto sorriu. Ela não o tinha chamado de Kiba-kun. 3X0 para o Naruto.
-Mas eu acho que isso não vai acontecer tão cedo. — disse uma quarta voz, mais velha, mais grossa.
Hinata estremeceu. Como ele a tinha achado bem ali? Meu Deus, como estava ferrada.
-P-papai? — perguntou ela, surpresa demais. Seu pai só a olhou do mesmo jeito frio de sempre, demonstrando seu desprezo por ela.
Até o coitado do Naruto estremeceu. Aquele homem, só de entrar no local deixou todo o ar pesado. Sua imponência era tamanha que os pelos do braço de Naruto se arrepiaram.
-Vejo que está se divertindo. — disse o homem, sem nenhuma emoção. — Mandei que a procurassem, foi assim que a encontrei. — disse Hiashi, como se estivesse lendo os pensamentos de Hinata, que estremeceu. — Você é mesmo uma vergonha. Comendo com esses dois quando poderia estar treinando para ver se melhora em alguma coisa e se torna útil dentro do clã. Como quer que a respeitem se você não se torna respeitável? — perguntou o mais velho, em alto e bom som, para que todos no local escutassem. — Daqui a alguns meses você se tornará a líder do clã e ainda se comporta como uma garota estúpida. Até mesmo Hanabi, cinco anos mais nova que você, é muito mais forte e centrada. Como eu disse, você é só mais uma ridícula. Levante-se, vamos para casa. Ainda dá tempo de treiná-La. — Droga. Parece que era game over para eles.
Hinata ouviu a tudo isso sem dizer uma única palavra, assim como os dois rapazes. Naruto apertava o copo de bebida com força, estava furioso. Já Kiba só estava chocado demais, sem qualquer reação. Hinata levantou-se e caminhou em direção ao pai, tremendo. Aquilo não deveria ter acontecido, não na frente dele... Mas agora já estava feito.
Ela deixou o local sem dizer uma palavra, sem se despedir dos dois. O copo que Naruto estava segurando quebrou, com a força que ele estava botando. Como aquele velho ousava falar assim com Hinata? Espera. Lembrou-se então dele mesmo. Não teria coragem de dizer aquilo, mas o pai da garota disse boa parte do que Naruto achava... Lembrou-se do que a Hyuuga disse ao seu aluno: “Pra mim foi muito difícil, por que praticamente ninguém nunca acreditou em mim.” Praticamente ninguém nunca acreditou nela. Nem mesmo ele. Como pudera simplesmente imaginar que Hinata o amava? Ele também nunca tinha acreditado nela.
Naruto pegou o dinheiro dentro da sua carteira de sapo e pagou pelo seu e pelo de Hinata, saindo do estabelecimento e deixando Kiba para trás. Tinha que conversar com alguém. Sakura ou Sasuke. E tinha que ser rápido.
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Sakura estava entediada, sentada na cadeira de sua sala. Hoje tinham lhe dado muitos papeis para preencher, por que os casos de ninjas precisando de cirurgias estava em zero. Ela se perguntava o que estaria acontecendo. Tudo estava muito calmo e isso era bom, mas por outro lado, muita calmaria era sinal de muito tédio. Suspirou e preencheu alguns relatórios.
-EU TENHO QUE FALAR COM ELA!
-Senhor, ela está ocupada, se desejar, posso falar com ela para ver se ela pode atende-lo. Ver como está seu caso... — a enfermeira tentou dizer, mas Naruto a interrompeu novamente.
-EU NÃO ESTOU DOENTE! EU SÓ PRECISO CONVERSAR COM ELA SOBRE UMAS COISAS! DÁ PARA SAIR DA FRENTE?!
-Senhor, por favor...
-MAS QUE DROGA ESTÁ ACONTECENDO AQUI? NARUTO, VOCÊ SABIA QUE ISSO AQUI É UM HOSPITAL? NÃO É A CASA DA MÃE JOANA PRA VOCÊ GRITAR DESSE JEITO, SEU IDIOTA!
-Ah! Sakura-chan, preciso mesmo falar com você... — Naruto tentou dizer, mas Sakura o interrompeu.
-ENTÃO POR QUE NÃO ENTROU LOGO E FICOU FAZENDO ESSA ALGAZARRA TODA?! — gritou ela irritadíssima.
- É que essa enfermeira não... — ele tentou explicar novamente, mas Sakura não deixou.
-NÃO PONHA A CULPA QUE É SUA NA COITADA DESSA MULHER, ELA SÓ ESTAVA FAZENDO SEU TRABALHO! — gritou a médica novamente.
-Hum, Sakura-chan, isso aqui é um hospital, será que dava para você falar mais baixo? — Naruto disse, já incomodado com os gritos da amiga.
Sakura ficou vermelha como Hinata costumava ficar e Naruto percebeu essa semelhança. A médica virou-se para enfermeira e disse:
-Desculpe por isso. — a garota sorriu amarelo. — Pode deixar que cuido dele agora. Obrigada. — a enfermeira fez uma reverência e saiu. Mas uma vez Naruto se lembrou de Hinata.
-Muito bem, Naruto. — ela deu espaço para ele entrar na sala. Sakura se sentou atrás da mesa e Naruto sentou na cadeira em frente a ela. — Em que posso ajudá-lo? — perguntou ela, tipicamente médica.
-Ahn... — Naruto ficou meio encabulado na hora. — Hum, é que eu... Bem estou meio amigo da Hinata e está acontecendo coisas meio estranhas...
-Ah, minha nossa! Você e ela não fizeram aquilo sem camisinha, né? — perguntou Sakura, temendo a resposta do amigo.
-O QUÊ?!! Tá maluca? Não é disso... Sakura-chan, não é sobre assuntos médicos ta bom? E, só para esclarecer, eu e a Hinata não temos feito aquilo... Embora tenha rolado um beijo e...
-Oh meu Deus! Vocês estão namorando? — Sakura perguntou animadamente, sabia que Hinata sempre nutriu um sentimento forte por Naruto.
-NÃO! Nós não estamos namorando! Quer deixar eu falar? — Sakura fez que sim com a cabeça. — É que, hoje, quando a gente foi comer uns bolinhos de arroz... — Sakura o olhou pervertida. — Não pense nada errado! Como eu ia dizendo... O pai dela apareceu e...
-E bateu em você por estar saindo com a filhinha dele? — perguntou Sakura, espantada.
-Aff, Sakura-chan... Deixe-me terminar. Enfim, ele não me bateu... Ele só... Começou a dizer umas coisas para a Hinata. Ele disse que ela era inútil e desprezível, que ela era ridícula... Eu fiquei furioso na hora, mas... Depois percebi... Em parte, era mais ou menos isso que eu penso sobre ela, a Hinata... E mais cedo... Ela disse que ninguém nunca acreditou nela... E eu não pude deixar de pensar que eu sou um dos que não acreditou e... Meu Deus, eu sou um cara ruim, não é? — perguntou Naruto angustiado. Toda aquela angustia daquele sonho pareceu voltar num piscar de olhos.
-Hum, você não é um cara ruim, Naruto, só que... A Hinata sempre lutou por reconhecimento e ela realmente ficou muito forte, muito mesmo... Mas parece que você reluta em reconhecê-La, parece que sempre vai vê-La e pensar na garotinha frágil de anos trás... Quer dizer, a Hinata é a pessoa mais gentil e delicada que eu conheço, talvez ainda seja frágil, mas não quer dizer que seja fraca. Ela é muito forte, Naruto.
-Eu não sei... Mas mesmo todos dizendo isso... Ela ainda parece muito pequena e às vezes, quando estou com ela, penso que vai desmontar com qualquer brisa... Eu só... Não sei, quero protegê-La, porque penso que ela não vai conseguir sozinha e se tentar vai se machucar e eu não quero que se machuque... — disse Naruto, olhando para as mãos entrelaçadas em cima da mesa. — Mas então... Mesmo que eu queira estar por perto e proteger a Hinata, eu quero ao mesmo tempo não estar, por que penso que alguém pode nos ver juntos e eu ficaria com vergonha se isso acontecesse. — Sakura olhou para Naruto horrorizada com este último fato. Tinha ficado com pena dele, até então, mas isso que ele disse foi a gota d’água. — Eu sei que isso é horrível, não me olhe assim. Mas é como eu me sinto. E, quando estamos juntos é tão Natural, tão simples... Que eu penso em como eu sou idiota por ficar com vergonha dela... Mas aí, chega alguém e, de repente, eu estrago tudo. Uma vez, quando o ero-sannin nos viu, a Hinata percebeu que eu fiquei com vergonha dela... A gente ficou um mês sem se falar... E eu não fui procurá-La até hoje, por que estava com medo de estragar tudo de novo.
-Hum, Naruto, você não deveria se sentir assim. A Hinata é muito boa e não merece isso. Não sei por que fica com vergonha dela. Todos na vila a adoram, por que ela é gentil com todos e além disso, ela é muito bonita... — disse Sakura, olhando para Naruto com uma cara ainda mais pervertida que a de antes.
-Sim... Ela é mesmo linda... — disse o loiro, logo após ficando vermelho com o sorriso que Sakura lhe deu. — Mas acontece que eu não consigo evitar de me sentir assim, sabe... E tem, outra coisa... — disse ele, parecendo com raiva só de pensar no assunto.
-O quê? — perguntou a rosada, curiosa.
-Tem o Kiba. — disse Naruto e Sakura o olhou sem entender. — Com seus sorrisos e olhares pra ela... Está me deixando louco.
-Hum, sério? — Sakura sorriu, internamente. — Sempre achei que ele era apaixonado pela Hinata mesmo. — disse provocando implicitamente.
-Hum, cara, como ele me irrita! Às vezes, quando Hinata fala dele, tenho vontade de encontrá-lo e matá-lo e todos irão se esquecer dele... Principalmente a Hinata. E quando ele aparece e fica se jogando em cima dela, cara! Ele não sabe o quão perto fica da morte! — Naruto parecia mesmo furioso ao falar disso.
-Ah, não se preocupe, eu acho que ela não o corresponde, sabe. — disse Sakura, com uma cara inocente.
-Sério? E de quem você acha que ela gosta? — perguntou ele.
-Hum, eu não sei... — mais uma vez, cara de inocente.
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- Bom, parece que finalmente terei um pouco de ação. — disse a médica animadamente. — Será que dá para conversarmos depois, Naruto? — perguntou ela gentilmente.
-Claro. Obrigado pela ajuda. Até logo. — a rosada se despediu e logo saiu. Naruto se dirigiu para a saída também. Desejava, profundamente que a amiga se desse bem nessa cirurgia. E que Hinata ficasse bem.
Enquanto isso, Sakura se dirigia à sala de cirurgia, ainda pensando na conversa que tivera com o amigo loiro. “Vocês homens são tão lentos... Como é que esse idiota não percebe que está apaixonado por ela? E que ela o corresponde? E como não percebe que isso que sente do Kiba é ciúme por causa da Hinata? E como, pelos céus, uma pessoa está apaixonada pela outra e ainda sente vergonha dela? Bom, só o Naruto mesmo. Tomara que ele descubra logo esse sentimento e pare com essa história sobre vergonha, porque a Hinata merece mais que isso... Vou conversar com o Sasuke-kun sobre isso... Talvez a gente pudesse dar um empurrãozinho...”
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No dia seguinte, Sakura andava rapidamente pelo distrito Uchiha levemente assustada. Aquele lugar lhe dava arrepios e só gostava de andar por ali quando Sasuke estava ao seu lado. Mesmo assim, praticamente corria para ver o namorado em sua antiga casa. Era a mansão principal do distrito. Fazia tempo que ela desejava vê-lo, tinha praticamente uma semana que não tinham um encontro descente, porque, ou ele tinha que trabalhar, ou ela tinha que trabalhar, ou os dois. Mas, dessa vez, Sakura ia visitá-lo em sua folga, que tinha caído propositalmente junto com a folga do moreno.
Andou mais alguns metros e finalmente alcançou a porta da casa de Sasuke. Tocou a campainha. Ainda era cedo, praticamente oito da manhã, mas ela planejara passar o dia todo junto com ele. Esperava que ele gostasse da idéia.
Depois de dois minutos de espera, Sakura finalmente ouvia passos em direção à porta. Mais alguns segundos e Sasuke apareceu à porta, com cara de sono e sem camisa, coisa que Sakura notou, mas não enrubesceu, pois estava acostumada a ir à casa do namorado e vê-lo andar sem camisa. Ela sorriu juntamente com ele. Beijou-o calorosamente, coisa que fez os sentidos de Sasuke despertarem totalmente. Este a puxou rapidamente para dentro de casa, fechando a porta com o pé e caído por cima de sua namorada no sofá. Ela sorriu por entre os beijos. Logo eles se afastaram em busca de ar.
-Pensei que ainda estivesse com sono. Vi sua cara quando abriu a porta. — disse Sakura, brincalhona, dando um sorriso que fez o coração de Sasuke acelerar.
-Tinha acabado de acordar, mas foi você quem conseguiu me despertar de verdade. — disse ele, dando um beijinho na bochecha dela. Que fofo!
-Hum, eu tenho esse poder. — disse ela convencida.
-É com certeza tem. — ele confirmou. Beijando-a novamente, mais calmamente dessa vez. Quando se separaram, ela lembrou-se de algo que tinha para falar desde o dia anterior.
-Hum, Sasuke-kun? — chamou ela. Ele a olhou. — Eu... Andei conversando com o Naruto. — disse ela. Sasuke prestava total atenção.
-E o que é que tem? Algum problema com o dobe? — perguntou ele, sem aparentar preocupação.
-Hum, nada de mais, na verdade. Ele conversou umas coisas comigo sobre, hum, a Hinata. — disse Sakura, sorrindo.
-A garota Hyuuga? E daí? — perguntou ele, começando a ficar desconfiado.
-Ele me contou sobre como tem raiva do Kiba, que fica se jogando em cima dela, essas coisas. Sabe como é né? — disse Sakura. “Vamos Sasuke, mate a charada!”
-Oh, merda! — exclamou Sasuke, olhando para ela de olhos arregalados e brilhantes, como se estivesse realmente feliz pelo amigo. E estava mesmo. Sakura riu alto. — Ele está apaixonado!
-Não é? Isso não é demais? Mas o idiota nem sabe que está apaixonado por ela, pelo contrário, disse umas coisas estranhas sobre ter vergonha de estar junto dela, ser visto por alguém, sabe... Como é que pode? Mesmo apaixonado... Enfim, o que você acha disso tudo? — perguntou Sakura.
-Eu acho, bem, ele sempre foi mesmo muito lento não é? Talvez só demore mais um pouco para ele perceber. Mas, talvez, a gente pudesse dar um empurrãozinho.
-Também pensei nisso. Você sabe aquele baile? O baile de primavera? Vai ocorrer daqui a algumas semanas. Quem sabe, não ajudamos ele a convidá-la? Tipo, sei lá, a gente chama todo mundo e essas coisas, cada um já com seu par programado, menos o Naruto e a Hinata e então ele a convida e percebe tudo...
-Hum, idéia legal. A gente faria essa reunião aonde? Seria tipo uma festa ou o quê? — perguntou Sasuke, querendo saber melhor sobre aquele plano.
-É, exatamente. A gente poderia fazer na minha casa. E, hã, acho melhor não convidar o Kiba, ele é apaixonado pela Hinata, sabe. — disse Sakura rindo. — Que garota disputada...
-Hum, legal então. Mas, que tal a gente esquecer isso por enquanto? — perguntou ele sedutoramente.
-Eu acho uma ótima idéia. — ela o beijou.
Notas finais
Daqui pra frente estarei postando com menos frequencia, já que eu meio que tinha esses capítulos prontos e agora voltarei a escrever. Além disso, tem a escola e essas coisas, então, não me matem! Juro que vou terminar essa história!
Espero que tenham gostado! E mandem reviews! Como já disse antes, isso me estimula a continuar escrevendo e postando!
Beijo ;*
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