Notas iniciais
Música recomendada para o capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=kOaqcfTZgno&ob=av3e

– Já que estamos juntos nessa, por que não contamos o motivo de cada um de estar aqui? – disse Robert, olhando para os dois.

– Por que você não começa, então? – disse Jack, que ajeitava sua bandana.

– Tudo bem então – respondeu o rapaz, que respirava fundo e começava a falar- Estou aqui porque há alguns meses atrás minha cidade natal foi aniquilada por esses bastardos, então quero me vingar deles.

– Um está aqui apenas por vingança, e você Vic?

– Eu? Fui mandada pela Interpol para me infiltrar no exército alemão e destruir os planos deles, mas tudo foi por água abaixo quando você me achou no meio daquele exército de imps, então, para não morrer, tive que desistir do meu disfarce.

– Bom – disse Robert, olhando para Jack – Temos aqui um vingador e uma agente secreta, e você, é o que?

– Estou nessa porque quero descobrir qual é o motivo do meu nome ser mortal...

– Oras, por que Jack seria um nome mortal? – disse Victória.

– Jack é um nome fictício, já que não posso sair falando meu verdadeiro nome para meio mundo.

– Por que não nos conta sua história, então? – disse Robert, colocando a mão em um dos ombros do menino.

– Quando eu era uma criança, andava pela rua com um pano cobrindo a boca. No começo eu não entendi por que as pessoas olhavam para mim com medo, ao invés de rirem de mim, a única que não fugia era minha irmã mais velha, Helena. Como nossos pais haviam morrido por causa de uma doença muito grave, ela passou a cuidar de tudo, enquanto isso, eu treinava luta com espada para protegê-la quando ficasse mais velho... pena que isso nunca aconteceu.

– Por que não? – disse a jovem, olhando para ele atentamente.

– Um dia, ela resolveu tirar o pano da minha boca e perguntar meu nome, pois nunca haviam dito à ela. Quando eu disse, vi o medo dominá-la, então o galho de uma árvore caiu e atravessou o peito dela, matando-a. Fiquei com medo e saí correndo para casa, mas quando cheguei lá, ela havia sido queimada pelos moradores da cidade, então o ódio me dominou e eu saí falando meu nome para cada um deles, e cada um morria de uma maneira diferente, desde atropelamento até suicídio. Depois disso, resolvi que era hora de ir atrás de respostas... foi quando a guerra começou e senti que iria descobrir algo se acabasse com ela.

– Quer dizer que seu nome mata qualquer um, é isso? – disse Robert, olhando para o céu sério.

– Quer dizer que o caso do assassino que dizimou uma cidade inteira sem armas... você era o assassino? – perguntou Victória, colocando uma das mãos em uma das espadas.

– Pode se dizer que sim... – disse Jack, que logo sacava sua katana e bloqueava o ataque da jovem, então pulava para trás com a espada em mãos.

– Como criminoso procurado pela Interpol, você tem o direito de vir comigo ou então a opção de ser exterminado.

– Quer que eu me renda? Acho melhor perder as esperanças disso.

Robert correu na direção dos dois, mas era tarde demais, pois eles já haviam pulado para um prédio e estavam lutando. Jack deu um mortal para trás e correu na direção de Victória, desferindo um corte vertical, porém a menina foi mais rápida e desviou, sacando sua outra espada e atacando-o com um corte duplo. O jovem se protegeu com a katana e acertou ela no queixo com o joelho, então a segurou pelo pescoço e a suspendeu no ar.

– Diga suas últimas palavras...

– Você... não vai se safar dessa – disse Victória, enquanto tentava se soltar.

– VOCÊS DOIS, PA...

Antes de Robert terminar de falar, uma explosão surgiu entre os dois, os jogando longe, então uma figura toda vestida de branca surge no meio de toda aquela fumaça.

– Não pode ser... – disse Robert, assustado com a pessoa que havia chegado.