Cinco Garotas e o SHINee

8 Capítulo 7 - Abram espaço que vai rolar briga.


Notas iniciais
Boa leitura! :D

Líh P.D.V.


O Jong me chamou pra sair, admito que fiquei ansiosa e muito feliz. Parecia um sonho ele estar gostando de mim, mas mesmo que fosse, eu não quero acordar. O problema maior era: Contar pra omma.

Contar pra ele seria a mesma coisa que assinar minha sentença de morte! Eu caminhei em direção ao quarto dos meus pais, onde minha omma estava revendo um caso do hospital, mas eu estava com medo de sua reação e rumei pra sala.

As meninas me olharam com aquela cara de "Vai logo ou eu arranco sua cabeça". Choraminguei pra mim mesma e levantei a contra gosto. Dessa vez, eu vou.

Eu estava em uma luta comigo mesma, pois ao mesmo tempo que sabia que eu devia fazer aquilo, a vontade de sair correndo também era muito grande. Parei na porta do quarto deles e surgiu um nó em minha garganta. O que eu ia falar? COMO ia falar? Eu estava completamente perdida!

A sensação de medo se apoderou de mim por um momento, mas decidi fazer o que sempre fiz: Fazer a coisa certa. Bati na porta devagar.



– Entre. — disse a omma, com a voz calma.



Respirei fundo e entrei no quarto devagar, como se fosse a jaula de um leão faminto que, a qualquer momento, engoliria minha cabeça. Tentei não parecer desesperada, mas eu sou uma PÉSSIMA atriz. Ele logo reparou que algo estava acontecendo e perguntou:



– Está tudo bem, filha?

– Está sim, omma. — falei baixo, controlando minha voz para não gaguejar de nervosismo. — Posso conversar com você?

– Claro que pode. — ele sentou na cama e pôs minha cabeça em seu colo. — Aconteceu alguma coisa?

– Omma, eu estou gostando de um menino — tomei fôlego para recuperar a coragem e continuar o que eu já tinha começado — E ele me chamou pra sair. E eu aceitei...

– Como é que é? — perguntou ele, respirando fundo — Repete devagar para eu ver se entendi.



Engoli em seco e tentei ao máximo não perder o controle e começar a chorar ali. Da última vez, ele quase matou o garoto que eu gostava porque ele achava — e ainda acha — que eu sou um bebê. Eu não quero que o Jong morra. Se eu quisesse ficar com o Jong, eu teria que enfrentar a omma... Mas porque tem que ser tão difícil?



– E-eu g-gosto do J-Jong e ele me chamou pra sair — minha voz morria aos poucos, mas tomei fôlego e falei o mais rápido que pude o que vem a seguir — E eu aceitei.



Se fosse para morrer que, pelo menos, fosse de uma vez só. Opa, ainda tem o appa. EU VOU MORRER!, choraminguei para mim mesma. Vi a omma sair do quarto e caminhar em direção ao apartamento da frente. DROGA!



Key P.D.V.


JongHyun tem estado muito diferente ultimamente. Meio que flutuando e isso estava começando a me irritar. Resolvi fazer o mais prudente numa hora dessas. Vou perguntar pro JongDino.



– O que te deu, JongDino? 'Tá todo meloso assim por que posso saber?! — perguntei, irritado enquanto ele cantarolava sei lá o quê.

–Pode! — respondeu ele, ainda meio distraído — Eu vou sair com a Líh.

– Quem?! — perguntei. As pessoas acham que eu me lembro de todo mundo que passa na minha frente. Não me lembro nem o que jantei ontem!!

– É uma das meninas que moram no novo apartamento!

– Ah, não, JongHyun! Não daquela casa, pelo amor de Deus!

– Por que?! — perguntou ele, confuso.



Esse Dino é um idiota mesmo. Como é que pode não ver que aquelas meninas soó querem fama as nossas custas? Elas são interesseiras. A tal da Sam beijou o TaeMin, a loira que parece ter uma bateria interminável beijou o Onew e a outra que parecia ter descendência japonesa estava dando mole pro MinHo e agora o JongHyun vem com essa? Qual delas é a tal Líh? A ruiva de olhos verdes ou a menina de cabelos pretos e olhos azuis?



– Porque ali não mora nenhuma garota decente! — respondi, sincero e contrariado — São meninas legais, mas ainda assim, não tem a nossa cultura ou a nossa noção de respeito. Mas não mesmo!

– Key, eu...

– Cala a boca, JongHyun! — interrompi, irritado — Eu não vou deixar aquele manequim de loja em liquidação jogar as vedetes deles pra cima dos MEUS bebês! — exclamei, saindo.



Se aquilo era um plano para aquelas meninas se aproveitarem dos meus bebês, estão muito enganados! Cheguei ao corredor e encontrei justamente com o dito cujo.



– Cadê o energúmeno chamado JongHyun? — perguntou ele, irritado e vermelho — Aquele cafajeste está querendo se aproveitar da minha bebê!

– Omma! — disse a menina ruiva, corada e com sua voz mal passando de um sussurro. Então é ela? JongHyun, você tem um péssimo gosto.

– Eu acho que é ao contrário! O JongHyun não precisa dela para nada, enquanto a sua filhinha ou sei lá o quê se aproveita da idiotice do Dinossauro para se promover socialmente! — falei o que pensava na cara dele.



Eu nunca tive medo de ninguém e não é agora que isso vai mudar. E se essa bicha loira a minha frente tentar fazer com que as suas menininhas se aproveitem dos meus amigos, vai ter o que merece!

Ninguém mexe com meus amigos e família e sai impune. Essa ruivinha não vale o prato que come.


– Como é que é? — disse o loiro, ainda mais irritado e vermelho — A minha filha nunca faria isso! Ela nunca nem teve namorado.

– Omma!!! — a menina corou ainda mais e olhoou pro chão.

– Como é?! — exclamamos eu e o JongHyun, que tinha acabado de sair de trás de mim. Ele ficou meio que paralisado não sabendo como agir — Você acha mesmo que eu vou acreditar nisso?! Eu não sou idiota e da outra vez eu não fiz nada porque o meu bebê me impediu, mas agora é melhor você deixar os seus projetos de filhas longe dos meus amigos, entendeu?!

– Olha lá como fala! — disse Dani, vindo pra cima de mim. Eu ia achar ótimo dar uns socos na cara dele, mas a aquela menina lá pareceu e se meteu entre nós!



Que ódio dessa garota! Essa briga não era dela! A menina se segurava para não chorar. É pra ter medo mesmo. Eu vou quebrar a cara da sua "omma". Mandei um olhar frio do tipo "Sai da minha frente" que ela ignorou e se virou para a bicha loira.



– Omma, vamos entrar, pelo amor de Deus! — pediu ela.

– Dani, você não vai começar de novo, né?! — perguntou Sam, aparecendo no batente da porta.

– Fica quieta, Samira, que você já está de castigo, não me irrita mais! — exclamou Dani, nervoso.

– E eu sinceramente não estou nem aí! — exclamou ela — Vocês dois estão parecendo crianças, fala sério!! E eu posso até estar de castigo, mas se vocês dois não pararem agora eu vou ligar pro síndico e falar que vocês DOIS — disse ela, apontando para nós — estão criando confusão no corredor!

– Samy, fica quieta! — disse a ruiva, sussurrando com aquela voz de criança irritante — Quer morrer, é?

– Eu posso ser mais nova, mas de uma coisa eu estou certa, eu sou 3 vezes mais homem que vocês jamais serão e se vocês resolverem brigar aqui eu posso até me ferrar, mas que vocês vão se arrepender disso, vão! — exclamou ela.



Ela tinha noção do perigo?! Eu quero acabar com ela agora! E eu ia acabar com ela, mas JongHyun viu que eu iria avançar na vadia e me segurou por trás, me imobilizando. JongDino, é bom me soltar, antes que meu alvo de ódio vire você!, pensei cheio de ódio.



– Omma, pára com isso, ok?! Haseyo! — implorou a menina, fazendo um dos aegyos mais bem feitos que já vi na vida. — Não vamos passar dos limites, omma.

– Passou dos limites quando tentaram fazer você sair com esse aí! — disse ele, apontando o Jong com a cabeça.

– EU aceitei com ele. — disse a menina, com a voz morrendo aos poucos.

– E seu pai vai ficar com o triplo da raiva que eu estou sentindo agora quando souber disso! — exclamou ele.

– E eu achava que M-Preg só acontecia em histórias!! — eu disse, fazendo deboche.

– Aí você já está exagerando e eu não vou deixar você falar assim!! — Ela veio pra cima de mim que parecia que ia me matar, mas JongHyun a segurou — Eu não vou deixar você falar desse jeito! E muito menos da minha onee-chan!



JongHyun a soltou. Aquela garota beirava a fúria e, instintivamente, dei um passo para trás. Ela estava me assustando! A menina ruiva que eu esqueci o nome a segurou pelo pulso com força e a parou com esse simples ato. Daonde ela tirou essa força toda?



– Antes era palhaçada, mas você está exagerando, então é melhor parar antes que EU tenha que resolver isso!! E pode ter certeza que isso você não quer!



Meu Deus, ela parecia um homem! Acho que ela me engoliria vivo se pudesse. Que medo! Definitivamente a Amber havia encontrado alguém tão macho quanto ela!



– Meninas. — disse o marido da bicha loira, furioso e empurrando as meninas para dentro — Entrem em casa agora!



O homem se virou para o marido lançando um olhar que eu conhecia bem. Um olhar que diz com todas as letras: "Nós vamos conversar mais tarde". Sam levantou as mãos como se rendesse e entrou, mas não antes de se virar e dizer:



– Vocês estão conseguindo destruir uma coisa muito bonita antes mesmo que ela comece! Vocês já gostaram de alguém, então, pelo menos, pensem nisso ok? — pediu ela, entrando ao lado da ruiva.



Ela conseguiu me fazer sentir mal. Nossa, como eu a odeio agora! Ninguém me faz sentir assim desde... Sempre. Eu não me sentia assim com nada que eu pudesse lembrar. Que ódio daquela menina agora! Detesto não estar certo.



– Vocês sabem que ela está certa, então, pelo amor de Deus, será que dá pra vocês pararem? — indagou JongHyun, irritado.

– Ok. Desculpe. Eu exagerei e, você, garoto com cara de bicho pré-histórico, fique bem longe da minha filha. — disse ele para o JongHyun, entrando no apartamento.



A menina ruiva saiu do apartamento novamente, sorrindo. Ela estava corada e tentava não olhar para mim, escondendo seu rosto com o cabelo vermelho.



– Jjong oppa, meu pai foi legal... — disse ela no beiral, olhando nos olhos dele e corando — Se ainda quiser sair, eu posso.



Ela fechou a porta novamente e eu me virei. E lá estava o JongDino, sorrindo que nem um idiota. SE LIGA, DINO, ELA NÃO GOSTA DE VOCÊ!



– Ela é linda. — ele disse, baixinho e completamente distraído.

– Você ainda não se ligou que ela só quer se aproveitar de você?! — eu perguntei, irritado.

– Ainda assim, elas são legais e eu gosto delas e principalmente DELA, então eu não me importo de ser usado! — respondeu ele, entrando.



Ele foi para o próprio quarto, cantarolando a letra de Juliette. Ai, que raiva! Eu ainda mato esse Dinossauro!



JongHyun P.D.V.


Eu entrei em meu quarto e fiquei vendo a paisagem lá fora. A noite estava estrelada e linda, eu não conseguia parar de sorrir. A gente ia mesmo sair junto. Por algum motivo pensar nisso fez meu coração bater mais rápido.



– Ih, pelo visto, 'tá apaixonado! — exclamou MinHo, aparecendo na porta.

– Cala a boca! — falei, corando.

– Onwt, que fofo! — implicou ele. — Nem tenta disfarçar que a sua cara deidiota está evidente!

– Me deixa pensar na minha ruiva em paz, MinHo. — eu disse, já voltando a pensar no riso de criança dela.



Líh, você, um dia, vai ter Kim como sobrenome.

Notas finais
E aí, o que acharam?