Cinco Coroas
7 Sequestrando Pequenas - Parte II
Nicholas não arrancou as roupas de Charlotte, precisava ser racional. E ela não estava ajudando com seus gemidos que escapavam pelos seus lábios entreabertos e o desconcentravam quase que totalmente. Nicholas retirou a seringa, porem Charlotte o parou imediatamente.
- Estricnina não irá matar-me, Le Roi.
- Talvez eu não queira matá-la, minha cética.
- Altamente duvidoso. – as palavras eram para sair sarcásticas, contudo pela forma ofegante que falava distorcia-as um pouco. – Estricnina me fará ficar desacordada por no mínimo 30 horas, onde deseja matar-me?
- Matar-te? – zombou o Rei. – Quais são suas teorias, Charlotte?
- Só tenho uma: Pela forma fantástica que me ama, não quer ver-me sofrer. Me envenenarás e mataras-me logo após, indolor.
- Tens uma imaginação fértil, amor.
- Não é difícil.
Ele a puxou para si.
- Ou talvez eu vá despi-la e jogar-lhe em uma cama, como uma escrava sexual. – sussurrou em seu ouvido.
Ela estremeceu.
- Tentador. Todavia não é de seu feito, estás a aprender com Hector? – antes que ela pudesse continuar, estricnina fora injetada em suas costas.
- É, Charlotte, realmente tentador.
Keira parou de correr quando perdeu o rastro de Jane. Algo estava terrivelmente errado. Passos rápidos chamaram sua atenção. Ela gemeu. Hector.
- Tcs, tcs, tcs – ele murmurou – Menina má quebrou o pescoço do Rei. Atrapalhou meus planos, docinho.
- Onde Jannet está? – perguntou temerosa.
- Possivelmente desmaiada num carro.
- O que fizeram? – perguntou alarmada. Hector se aproximava.
- Eu? Nada. Laurent por outro lado...
- Já não nos magoaram o suficiente? – ela choramingou. – Qual parte de mim deseja estilhaçar, Hector? Percebo que já possuem os Corações, queres magoar-me como fiz a ti? Sinto muito, Hector. Não era minimamente minha intenção. Perdoa-me.
- Acalma-te, anjo. Não irei magoar-te. – ele disse ao tocar o desenho da face da bela. – Tens um sorriso de anjo, mostre-o para mim.
- Já vistes um anjo sorrindo?
- Já vi anjos caídos sorrindo, conta?
- Conta. – ela fungou.
Keira se alarmou quando viu a seringa nas mãos de Hector.
- Mentiste, Hector. Disseste que não iria... – gaguejou a medrosa.
- E não irei.
- O que pretendes fazer? – murmurou a pequena com face angelical encolhendo os ombros.
- Iremos levá-las para lá. Para casa. Nosso lar.
- França. – Keira suspirou o nome antes de desmaiar.
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