Cinco Coroas
11 Corrompendo Keira
I Know You Care — Ellie Goulding
“I know you care
I know it is always been there
But there's trouble ahead,
I can feel it
You are just saving yourself when you hide it”
Corrompendo Keira
Os lábios de Hector estavam na coluna de Keira, ele estava por toda parte, em suas costas, seus cabelos, seu quadril, suas pernas... Tua pele é como seda, anjo... Ela escutou a voz inebriante dele encher seu ouvido, provocando-a, induzindo-a a perversidades. Obscuras perversidades. Prazerosas obscuras perversidades.
Um pequeno ruído a despertou.
— Bons sonhos, docinho? – ironizou Hector ao olhá-la.
— O que estás a fazer aqui, Hector? – perguntou temerosa e pulou da cama, assustada.
— Vim trazer-lhe o resultado dos julgamentos: Absolvida entretanto lhe és impraticável voltar a ser Rainha Francesa. – Hector comunicou sem mais delongas.
Keira assentiu lentamente, tentando, em vão, esconder a evidente decepção. Ela escutou um barulho de tecido e voltou seus olhos para Hector a tempo de vê-lo despejar sua pesada jaqueta preta de couro no tapete vermelho de veludo, revelando uma camiseta acinzenta.
— O que estás a fazer? – ela questionou desesperada.
— Restaurando o tempo que perdemos. – ele respondeu ao aproximar-se da pequena.
— Não desejo-te, Hector. – Keira murmurou respirando rapidamente.
— Não? – os olhos do Rei relampejaram de desconfiança. Ela moveu a cabeça negativamente.
Hector virou a cabeça lentamente para a enorme cama com dossel, seus olhos tornaram-se mais negros enquanto intensificava seu libido. Ele voltou a fitar Keira, conjecturando sobre como a levaria para aquela cômoda que parecia clamar por eles.
— Nem. Pense. Nisso. – disse Keira, prevendo os pensamentos maliciosos de Hector. Ele arqueou a sobrancelha para o desafio. Hector levantou Keira pela cintura e a jogou por cima de seu ombro, andou até a cama ignorando veemente os chutes e xingamentos, que podiam ser considerados tudo exceto chulos, de Keira e a jogou no leito. A pequena arrastou-se até o espelho e deitou sua cabeça no travesseiro, tentando em vão ficar o mais longe possível de Hector. Este engatinhava como um felino por cima de Keira, ele parecia farejar sua ânsia. — Fiques longe de mim, Hector. – ela avisou.
— Sim, docinho. E quer os meus lábios onde exatamente? Sabes que conheço tuas partes mais sensíveis... – Hector sorriu e ela corou, ele estava perigosamente perto. Keira puxou um travesseiro próximo e colocou entre eles, protegendo seus seios até a metade das coxas cobertas pela saia do contado permanentemente quente de Hector. — Quero-te Keira. E vou tê-la. De todas as críveis formas imorais que consegues imaginar.
O abdome de Keira doía ansiosamente e seus pensamentos estavam a começar a embaralhar-se, Hector invariavelmente tinha esse efeito sobre ela.
— Não quero-te. – ela repetiu inconvicta.
— Não? – ele questionou ao abaixar os lábios e morder o lóbulo da orelha de Keira. Hector franziu o cenho quando não sentiu o calor da pequena, um estúpido travesseiro estava entre eles. Ele desfez-se do objeto arremessando-o bem longe. Agora sim, estava bem melhor, na verdade, muito melhor. Podia sentir o coração da pequena se acelerando desarticuladamente. – Amo-te, Keira. Teme a meu amor por ser avassalador, todavia irei mostrar-lhe como é afável. – ele mordeu levemente sua clavícula. – É deleitável. – Hector subiu com os dedos a barra da saia de Keira, — É prazeroso — ela rapidamente bateu na mão depravada dele. Hector soltou uma risada ferina, sarcástica, selvagem.
— És um pervertido indecente, Hector. – ela censurou. — Tens uma malícia pecaminosa.
— E adoras. – ele respondeu com um meio sorriso ao olhá-la. Estava nervoso, creu no que Keira disse a respeito de não deseja-lo, magoou-se. Ela percebeu.
— Ruí por cobiça, Hector. – ela levou hesitante as mãos para retirar a camiseta dele. – Faz-me cobiçar-te a níveis astronômicos. Quero fundir meu corpo ao teu, provar da teu pecado e beber da tua ganancia. Ensina-me.
Hector sorriu obscuramente ao subir a saia dela acariciando a pele desnuda, provocando-lhe arrepios prazerosos. — Começaremos por algemas, docinho?
Ela assentiu.
... Porque o amor deles estava em sua forma mais tutora. Um amor pecaminoso que se deliciava com a malícia obscura. Era o amor perverso, em sua forma mais delinquente e delituosa. Voluptuoso. Despido de qualquer inocência ou candidez. Que sentia prazer ao ensinar a arte de ser obsceno ao coração mais purificado. Em sua forma mais incontinente. Era a voz da impureza...
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