Cilebe

1 Capítulo Final


Notas iniciais
Eu desenvolvi esse poema no intuito de participar do IX POESIARTE com o tema de raízes da África e o nosso ilustre Nelson Mandela.

Hoje completo cinco anos de idade,

Sou novo, mas andei muito pela cidade,

No meio dessas longas andanças

Encontrei-me com uma, das várias, crianças.

Desta vez eu estava sozinho, fugi da mamãe,

Assustou-me com sua brilhante mama e

Seus cabelos mal arrumados.

Despistei-a, espero não ter traumatizado-a.

Fitei aquele pequeno ser brincando,

Cibele, eu logo fui me apresentando.

Sem levantar o olhar respondeu-me, Acácio...

Mas pode me chamar de Akakios, a princípio.

Somos incoerentes, meu cabelo loiro — liso

E ele encaracolado — castanho, analiso...

Entretido com o seu brincar na areia

Em frente a sua casa, próximo a mercearia.

Pouco tempo se passou,

Minha mãe logo me encontrou.

Tentei me explicar de todos os modos...

Uma linda mulata surgiu, ficamos assustados.

“Vamos embora para casa”

Dito em coral e com olhar de ameaça.

Senti no ar um clima de rivalidade,

“Venha!” A voz soou com autoridade.

Recusei-me o local abandonar,

A minha mãe, pus-me a enfrentar.

Com sussurro de decepção começou a questionar:

“O que está fazendo? Devemos Voltar!”

Os três paralisados, surpresos,

Dei liberdade aos meus sentimentos presos.

“Mamãe por que age assim comigo?

A senhora sabe que não tenho amigo.

E quando finalmente encontro,

Impõe-me o fazer como um maestro.

O que tem de errado?

Em eu ser mais humorado.

Trocar risadas e brincadeiras,

Sem limitações em minhas maneiras,

Sair em aventuras com essa nova amizade,

Ter histórias para contar com honestidade.”

“Filho meu... Você não entende,

Do risco e do perigo, sozinho, que tende.

Escute sua mãe, não conhece esta gente,

Não sabe das maldades que elas têm em mente.”

“Como posso saber

Se acabei de conhecer?

Uma melhor aproximação, procuro estabelecer

E a confiança deles tento receber.

Não percebe que são essas pré-suposições

Que perturbam as verdadeiras definições,

Atrapalhando o bom relacionamento

De todos, neste exato momento.

Abra seus olhos e preste muita atenção

Devemos abandonar esta superstição,

Que só existe maldade dentro das pessoas.

Foram iludidas assim, mas algumas são boas.

Assim como a senhora, ela está preocupada,

Não desconsidera ninguém desta estrada.

Gosto dessas pessoas, pelo o que são,

A diferença! Melhor compreensão.

Então, ao menos dê uma chance,
Faça algo social, uma festa e dance.
Não podemos nos destruir por substantivos
E nem muito menos, por adjetivos”.

Somos todos um só, que precisou se dividir para pode se entender.

Notas finais
Bom pessoal, eu não passei no concurso... Mas fica aí pra vocês conhecerem o trabalho e comentarem se assim desejarem. Obrigado pela sua valiosa atenção :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!