Cilada
20 Um fim e um Novo Começo
Notas iniciais
– Tem sim! Porque não pensei nisso antes?! – falou o Kuchiki. – Vou providenciar isso e contatar a policia e meus seguranças. Shiba Kaien foi longe demais! – Comentou friamente.
Byakuya rapidamente saiu do local sendo acompanhado de Urahara. Ichigo ainda estava atônico, não conseguia pensar em nada muito claro, a única coisa que pensou e fez foi pegar as chaves de seu carro e sair do lugar sobre os protestos de Yoruichi que o pedia para ficar. Ele ignorou e se foi.
– Ah meu Deus! Ichigo volte! – A morena ainda o chamava.
– O que ele vai fazer? – Perguntou Miyako.
– Não sei – Yoruichi pôs uma das mãos na nuca, como se fizesse uma leve massagem. Estava tensa. – Você não sabe para onde o Shiba foi?
– Infelizmente não – ela suspirou cansada. – Sinto muito não ter falada nada antes, eu não sabia o que fazer ou pensar e acabei vindo tarde demais. Peço a Deus que nada de ruim aconteça. Sei que a Kuchiki-san está grávida... – esta continuaria se não fossem as lágrimas que molhavam seu rosto e a faziam soluçar.
– Não irei julgá-la por isso. Só espero que nada de ruim aconteça – a morena cruzou os braços e suspirou cansada. – Riruka...
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Kaien andava de um lado para o outro, parecia mais nervoso do antes e tudo isso depois de um telefonema. Pelo que a morena pôde perceber já haviam descoberto sobre o seu sequestro. Aquilo era um alivio e ao mesmo tempo uma grande aflição.
– Aqueles malditos! Ninguém vai estragar meus planos. Ninguém! – Ele jogou a garrafa de vodka que estava em uma das mãos num canto da velha sala. Depois caminhou até Rukia lentamente. – Minha amada não se preocupe continuaremos juntos até a morte – Kaien a pegou nos braços, ela relutou, mas suas forças já estavam se esvaindo, apenas ficou quieta. – Estou com saudades desse corpo delicioso... – Disse baixinho no ouvido dela que estremeceu com a ideia. Ele a levou até a cama que havia ali e a depositou sobre a mesma, logo depois ele levantou o vestido que ela usava e a tocou intimamente. Rukia gritou desesperada, todavia a mordaça em sua boca impedia que o som ecoasse pelo local. – Isso até que é bem excitante! – Ele foi mais ousado quando retirou a peça intima desta e novamente a apalpou eroticamente. Aquilo doía nela, não queria ser tocada novamente por outro homem que não fosse Ichigo. Seu corpo estava fraco e infelizmente entregue aquele homem, ou melhor, dizendo entregue aquele monstro. – Oh! Tem uma coisa que esta morrendo de saudades de você minha amada – O Shiba se levantou e deixou a mostra o volume que havia se formado em suas calças. Ele rapidamente se livrou das roupas de baixo e se posicionou sobre a mulher. – Quero ouvir sua voz Rukia... – Nesse momento ele retirou a mordaça.
– Kaien pelo amor de Deus pare com isso! – Pediu ela desesperada. Seus olhos ardiam e todo o seu corpo doía.
– Para com o que? Você vai gostar Kia e vai gemer loucamente meu nome... – Lentamente ele foi se encaixando nela, ela gritava para que ele parasse.
– Kaien pare! – Ela chorava por não conseguir afastá-lo.
– Geme meu nome vadia! – Ele estocava cada vez mais rápido e com força a cada novo grito desesperado da morena. Momentos depois ele se despejou dentro dela caindo cansado. – Foi uma transa gostosa apesar de você não ter colaborado muito... – Kaien se levantou e se vestiu. – Vou ser bonzinho com você, por enquanto vou te deixar solta. Mas não pense você que conseguirá fugir. Vou trazer algo pra comer. – Ele saiu e trancou o lugar, ali parecia um quarto, mas sem nenhuma janela, estas haviam sido fechadas com tijolos.
– Kami... – Com as mãos já livres ela tocou sua intimidade, percebeu que sangrava. Ficou apavorada, se é que poderia ficar mais. – O que eu faço? – Ela tentou levantar sentindo a incomoda dor entre as pernas. Rukia andou pelo quarto e encontrou um pano que não parecia velho e estava razoavelmente limpo. Com este ela se limpou, tirou o excesso de sangue e logo em seguida colocou a calcinha. Ainda sentia que estava sangrando, mas era pouco estava implorando a Kami que não piorasse. – Meu Deus! – Ela chorou mais uma vez. – Ichigo, nii-sama me salvem...
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Ichigo sentia seu peito apertar a cada minuto que se passava. Ele estava ficando louco de tanto desespero. O que faria sem sua baixinha, não conseguiria mais ver sua vida sem Rukia.
– Ichigo precisa se acalmar – Tentava Grimmjow amenizar a situação. Precisava de Ichigo um pouco calmo.
– Está difícil – ele suspirou, realmente teria que manter a calma.
– Daqui a pouco vão enviar as informações que o Byakuya solicitou sobre o GPS do celular da Kuchiki-san – falou Ishida que estava com o celular no ouvido. – Oh sim eu estou aqui — ele parou para ouvir o que a outra pessoa dizia. – Ok! Irei anotar – Ishida pegou rapidamente um pedaço de papel e uma caneta, anotou alguma coisa e finalizou a ligação. – Já tenho o endereço! Byakuya já acionou a policia e está se encaminhando para o local.
– Se aquele desgraçado fizer alguma coisa de ruim a Rukia eu juro que o mato! – O ruivo transpirava ódio.
– Acalme-se Ichigo! A polícia já está indo para o local – disse Ishida tocando amigavelmente no ombro do amigo.
– Tem razão, vou tentar me acalmar.
– Então vamos! Temos uma dama para salvar! – Chamou confiante Grimmjow.
– “Esteja bem meu amor!” – Pensou Ichigo.
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Byakuya estava num carro junto com um dos policias. Por ser um Kuchiki logo conseguiu que vários policias fossem acionados para o local onde Rukia estaria. Implorava em seus pensamentos que sua querida irmã estivesse no local. Não suportaria perdê-la, ela era sua única família.
– Pode ir mais rápido? – Pediu ele ao policial.
– Byakuya-sama já estou a cem por hora. Não se preocupe já tem algumas viaturas a nossa frente – respondeu o policial.
O Kuchiki suspirou, estava nervoso demais para falar mais alguma coisa, só queria ter sua irmãzinha perto de si novamente. Tinha prometido a seus pais que cuidaria de Rukia. – “Aguente firme nee-chan...”
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No cativeiro Kaien planejava sua fuga, de acordo com Riruka todos já sabiam sobre o sequestro da Kuchiki. Provavelmente Byakuya teria acionado até o FBI para encontrá-lo. Não deixaria Rukia ir, ao menos não viva...
– Vamos fugir da cidade meu amor. Eles nem vão perceber – ele traçava algumas rotas de fuga, precisava sair dali. Rukia estava desacorda e novamente com as mãos amarradas, minutos antes a mesma tentara bater nele.
– I-ichigo... – Chamou baixinho pelo ruivo, seus olhos estavam semicerrados. Ainda sentia que algo muito pior estava por vir.
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– Riruka eu não acredito que você pôde fazer uma coisa dessas! – Gritava Yoruichi para com a filha mais velha. – Você envergonha o nome dessa família.
– Ah dane-se a família! – Gritou a ruiva de forma abusada. – Como se eu me importasse com isso!
– Você realmente achou que o Ichigo voltaria com você, só porque a Rukia não está por perto? – A morena cruzou os braços. – Por um acaso você é burra? Riruka você o abandonou, ele sofreu e aceito que você havia ido embora. Ele seguiu em frente, se apaixonou por uma pessoa maravilhosa. Por que você não poderia simplesmente aceitar o fato que ele te esqueceu?
– É só questão de tempo pra ele voltar para mim – Riruka se sentou e cruzou as pernas. – Depois que aquela idiota sumir ou morrer, que seja ele virá correndo para mim e eu o receberei de braços abertos — ela sorriu.
– Ninguém vai morrer e infelizmente minha filha você vai ter que pagar o preço por isso. O Ichigo jamais voltaria com você!
– Ele vai voltar! Ele me ama sem... — A moça foi interrompida por um forte tapa que levou da mãe.
– Criança tola! – Yoruichi abaixou a mão. – Daqui você não sai, vai ter que prestar contas com a polícia agora. Devia ter pensando um pouco mais nas suas ações. – A mais velha saiu do quarto deixando a filha trancada.
– Yoruichi-san você está bem? – Perguntou Miyako que estava encostada na parede.
– Estou – a morena colocou uma das mãos nos olhos. – Nunca achei que minha amada filha a qual dediquei tanto de mim, faria uma coisa dessas...
– Eu sinto muito Yoruichi-san – a mulher foi ate ela e a abraçou, Yoruichi se deixou levar pela solidariedade e chorou toda a decepção e tristeza que estava sentindo naquele momento. – Tudo bem, tudo acabará bem.
– Arigato Miyako-san – ela enxugou as lágrimas. – É melhor vermos se as meninas estão bem, elas estão bem nervosas com a situação.
– Vamos sim – Miyako sorriu e seguiu a morena até onde as gemes estavam.
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Rukia ainda estava de olhos fechados quando sentiu alguém lhe carregando, logo percebeu que era Kaien, conhecia o cheiro dele. Ela não conseguia abrir os olhos, se forçou um pouco até que os abriu. Ele a levava para o carro. Nesse momento ela ouviu sirenes, talvez fossem para salvá-la. Então gritou, aproveitou que estava sem a mordaça. – Socorro! – Kaien rapidamente tapou a boca dela e a jogou bruscamente no banco da frente do carro.
– Fica caladinha, ninguém pode saber que estamos saindo daqui não é meu amor? – Ele tirou do bolso o lenço umedecido com algum tipo de sonífero. – Dorme um pouquinho minha linda – Rukia não pôde reagir segundos depois ela havia dormido. – Vamos embora! – Kaien entrou no carro e rapidamente deu partida na inquinação do carro, saiu “cantando” pneu.
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A polícia chegou ao local instante antes de Kaien sair, como o carro estava estacionado atrás do prédio, acabaram deixando passar. Byakuya chegou e logo foi procurar sua irmã. Ichigo chegou logo atrás, foi nesse momento que ouviram o barulho do carro. O ruivo sem pensar duas vezes pegou as chaves do carro e junto com Byakuya foram atrás de Kaien. Um carro da polícia ia um pouco mais a frente, rapidamente avistaram o carro do Shiba.
– Shiba Kaien pare imediatamente esse carro, é uma ordem! – Dizia um policial no alto falante do carro.
– Droga! – Kaien olhou rapidamente para o retrovisor do carro, viu a viatura e outro carro logo atrás. Rukia ainda dormia.
– Aquele desgraçado! – Dizia Byakuya.
– Rukia... – Ichigo mantinha sua atenção toda no carro onde Rukia estava.
Os carros corriam em alta velocidade, era uma estrada estreita e próximo dali havia uma curva perigosa.
Kaien mais uma vez olhou para trás, entretanto dessa vez ele disparou a arma contra o carro da polícia, esta que revidou violentamente. Novamente Kaien voltou sua atenção para atirar, mas dessa vez ele passava pela perigosa curva. A polícia novamente atirou e acerto em cheio um dos pneus. Fazendo o carro perder o controle e sair da pista, assim caindo num barranco, o carro capotou uma, duas, três, quatro vezes até ser parado por uma grande árvore que tombou um pouco pela colisão.
A polícia parou próxima a cerca de segurança e observou o acidente. Ichigo e Byakuya logo quando chegaram desceram rapidamente o barranco junto com uns policias.
– Rukia! – Chamou desesperado Ichigo. Ele chegou ao carro e se assustou ao ver o estado que sua amada estava. Rukia estava presa pelo cinto de segurança e de cabeça para baixo. – Meu Deus! – Ele tentou abrir a porta, mas estava emperrada.
– Rukia! – Byakuya chegou para ajudar, ele tremia. Temia pela vida da irmã.
Kaien como estava sem cinto de segurança foi projetado para fora do carro. Os policias haviam ido ver se ele ainda estava vivo. Constataram que ainda estava, entretanto estava por um fio, sua pulsação estava muito fraca.
Finalmente Byakuya e Ichigo conseguiram abrir a porta do carro. – Ichigo não podemos tirá-la daí, não sabemos a gravidade do acidente. – Falou Byakuya aflito.
– Precisamos tirá-la daí! Ela está sangrando – Ichigo estava desesperado.
– A ambulância já foi acionada, daqui alguns minutos eles chegaram. – Byakuya se aproximou da irmã e procurou verificar a pulsação dela, estava fraca.
– I-ichi... – Chamou ela baixinho, seus olhos estavam semicerrados.
– Meu amor tudo ficará bem – ele tocou na face dela que estava suja de sangue.
Nesse momento a ambulância chegou e os paramédicos correram para socorrer tanto Rukia quanto Kaien. A Kuchiki lutava para se manter acordada, mas sentia suas forças indo embora, ouvia Ichigo e Byakuya implorando para que ela não fechasse os olhos, sentia frio e medo, estava sentindo sua vida se esvair. Tinha tanta coisa que ainda queria fazer, entretanto parecia que tudo acabaria ali. Por fim seus olhos se fecharam.
– RUKIA! – Ichigo se desesperou, não suportaria perder mais uma pessoa amada em sua vida.
Byakuya não reagiu quando sua irmã fechou os olhos, ele estava desesperado, mas não conseguia transparecer isso.
– Senhores saiam de perto dela – pediu um dos médicos. Eles finalmente a tiraram do carro e a colocaram numa maca para dar os primeiros socorros. A respiração dela estava fraca, a levaram rapidamente para a ambulância para entuba-la, precisaria dos aparelhos para respirar. Depois disso Rukia foi levada para o pronto socorro, seu estava era grava. Ichigo e Bykuya não puderam acompanhá-la na ambulância.
Já no hospital a Kuchiki foi levada para sala de cirurgia. Os médicos sequer pararam para dar alguma informação a Ichigo e Bykuya que estavam aflitos com tudo aquilo.
Ichigo estava sentado e se mantinha calado, assim como o Kuchiki. O silencio foi quebrado quando Matsumoto chegou. – Byakuya!
– Ran! – Ele rapidamente se colocou de pé e foi ao encontro de sua amada, foi recebido com um abraço reconfortante.
– Tudo ficará bem meu amor – dizia ela baixinho a ele. Ele soluçou. – Amor a Rukia-chan é forte, assim como você! Ela sairá dessa!
Ele se afastou dela. – Obrigado meu amor. Eu tenho certeza que minha irmã não vai desistir, ela é uma Kuchiki – Byakuya suspirou, prenderia o choro que subia por sua garganta.
– É assim que se fala! – Ela sorriu. – Todos já estão vindo para cá.
Ichigo continuava imóvel no banco, seu pensamento não saía de sua amada Rukia. Assim que todos os amigos chegaram novamente se instalou o silencio. Todos estavam aflitos até que depois de duas horas o medico chamou Ichigo e Bykuaya.
– Bom – o médico começou explicar a situação. – O estado da senhorita Kuchiki é estável, ela não corre risco de morte – aquela noticia fora um grande alivio a eles.
– Quando poderemos vê-la? – Perguntou Byakuya mais tranquilo.
– Ela ainda dorme, ainda está sob efeitos dos remédios. Entretanto devo avisá-los que a senhorita Kuchiki foi violentada, encontramos evidencias de estupro – o médico viu o ódio nos olhos dos homens a sua frente, mas prosseguiu. — E infelizmente não conseguimos salvar o bebê, tentamos de tudo, mas ela não conseguiu segurá-lo.
– Ah meu Deus! – Ichigo estava nervoso. – Preciso vê-la doutor!
– Eu mato o Shiba! – Byakuya tremia de ódio.
– Não será preciso senhor Kuchiki. Shiba-san faleceu a caminho do hospital. Vocês podem visitar a Kuchiki-san, se ela acordar não a façam ter emoções fortes. Qualquer coisa podem me chamar, por enquanto só vocês podem vê-la. – O médico se retirou do local.
Eles olharam para a maçaneta do quarto e depois um para o outro como se estivessem tirando coragem sabe Deus de onde, assim finalmente entraram e encontraram Rukia deitada. Ela estava com um pequeno aparelho que a ajudava a respirar e outro que media seus batimentos cardíacos. Esta também tinha alguns curativos na cabeça e no braço.
– Rukia... – Byakuya proferiu o nome da irmã. Nunca imaginou vê-la naquela situação. O que lhe deixava tranquilo era saber que ela não corria risco de vida, obvio que ela teria traumas, mas eles venceriam aquilo juntos, como uma família. Ele se aproximou e tocou levemente na mão esquerda dela e a ficou olhando. – Ichigo vou dar a noticia aos outros. Daqui a pouco eu volto. Cuide bem dela – ele sorriu minusculamente e saiu.
– Oh meu amor – ele se abaixou e deu um leve beijo na testa dela. – Você ficará bem – Ichigo sentiu um leve aperto na sua mão. Rukia estava acordando.
Ela lentamente foi abrindo os olhos e se acostumando com a claridade do lugar. Sentiu vontade de chorar até encontrar o olhar caloroso de Ichigo. – I-ichi... – Devagar ela se sentou.
– Graças a Kami você acordou! Sente alguma dor?
– Um pouco no braço e um incomodo entre as pern... – Ela se encolheu ao lembrar-se de tudo o que passou nas últimas horas.
– Amor eu estarei aqui pra te ajudar no que for preciso, não só eu mais sua família e amigos – ele abraçou carinhosamente.
– Ichi e o meu bebê? – Ela o perguntou, Ichigo não diria nada ainda. O próprio médico a daria a noticia.
– Daqui a pouco o médico vem falar com você.
Nesse momento entraram no quarto Byakuya e o médico. O doutor verificou se tudo corria bem com Rukia e logo depois deu a noticia sobre a perda de seu bebê. Ela ficou desesperada, aos poucos foi consolada por seu irmão e Ichigo que não saiam mais de perto dela. Assim ela acabou dormindo novamente, dessa vez de cansaço. Todos esperariam pelo amanhã com esperança de que tudo voltaria ao normal.
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Poucos dias depois ela recebeu alta e foi recebida em casa com grande comemoração, todos seus amigos e sua família estavam lá. Nesse dia Rukia soube do desfecho de seu sequestro, apesar de tudo sentiu certa tristeza pelo falecimento de Kaien, jamais teria desejado aquilo a ele. Soube também que Riruka cumpriria um ano de prisão domiciliar por ajudar com o sequestro. Agora tudo estava mais tranquilo, aos poucos sabia que iria se recuperar de todo o trauma. Carinho e amor eram o que não faltava ali. Ela sorriu ao olhar todos contentes e só acordou de seus devaneios com Ichigo que chamava a atenção de todos.
– Pessoal, pessoal! – Ele batia levemente um talher num copo de vidro. – Agora que já tenho a atenção de todos – ele sorriu. – Quero fazer um pedido a pessoa mais especial que Kami pôs em minha vida! – Ele foi até Rukia. Todos no lugar estavam empolgados, com certeza aquilo seria o ápice da festa. Ichigo se ajoelhou em frente à Rukia e pegou uma das mãos dela. – Como eu já tenho a permissão do Poderoso Chefão – todos riram inclusive Byakuya que estava abraçado com Matsumoto. – Agora tenho que saber se você – ele abriu uma caixinha de veludo que tinha tirado do bolso. Duas lindas alianças de ouro branco estavam nela. – Kuchiki Rukia aceita levar meu sobrenome? – Ichigo sorriu e todos olharam para Rukia.
– Ichigo... – Lágrimas molhavam sua face, estava emocionada e mais que feliz. – É claro que eu aceito meu amor! – Ela o abraçou e o beijou, todos foram a loucura, mais ainda quando eles trocaram as alianças. Ali todos eles estavam virando uma página no grande livro que é o destino.
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Três anos haviam se passado e há quase dois anos Ichigo e Rukia haviam se casado. Karin e Yuzu haviam conseguido entrar na faculdade de Tókio, entretanto resolveram estudar na faculdade de Karakura. Ichigo ficou muito feliz, teria suas irmãs por perto por mais tempo. Tudo estava se encaminhado perfeitamente bem.
Rukia estava a esperar suas amigas, iam fazer compram para Neliel que estava grávida de sete meses, estava havia se casado com Grimmjow um pouco antes de Rukia e Ichigo, e agora espera seu primeiro bebê.
– Rukia-chan! – Neliel havia chegado, estava vestida com um vestido anil longo. Estala linda. As duas haviam se tornado grandes amigas.
– Nell! Você está linda. – Elogiou Rukia, no fundo sentia uma pontada de inveja da amiga, seu relógio biológico estava mais que disparado.
– Obrigada- ela sorriu. – A Hime,Yoruichi-san e Ran-chan já estão chegando.
Rukia suspirou. Nos últimos dias se sentia cansada demais. Minutos depois Inoue, Yoruichi e Matsumoto chegaram e elas foram às compras. Matsumoto estava só sorrisos exibindo a aliança de noivado, realmente o relacionamento com Byakuya era sério. Já Inoue estava sempre indo e voltando com Ulquiorra, eles não conseguiam ficar muito separados. Yoruichi estava feliz por voltar a fazer parte da vida de Ichigo, mesmo depois de tudo que sua filha fez a ele e Rukia, falando em sua filha, esta estava livre, ela resolveu recomeçar sua vida em Londres. Apesar da distância, a família a apoiou firmemente.
Elas conversavam alegremente na praça de alimentação, todas, menos Rukia, comiam alguma coisa. A morena não estava se sentindo bem, entretanto não falou a ninguém, estava enjoada e um pouco tonta. Ela se levantou para ir ao banheiro, mas a tonteira acabou a fazendo cambalear assustando assim suas amigas.
– Rukia você está bem? – Matsumoto foi ajudá-la.
– Estou enjoada e com tontura – Rukia se sentou novamente.
– Tome um pouco de suco – ofereceu Inoue.
– Arigato – ela bebeu um pouco.
Yoruichi se mantinha pensativa, até que resolveu falar. – Rukia querida seu ciclo menstrual está normal? — A morena tinha formação em enfermagem, mas depois que se causou decidiu se dedicar apenas a sua família.
– Três semanas atrasado, mas isso é meio que normal. Nunca vem num dia certo – Rukia tomou mais um pouco de suco.
– Você se lembra dos sintomas que teve quando esteve grávida? – Perguntou Yoruichi.
– Enjoos, tonturas, meus seios estão doloridos... – Rukia parou de falar, parecia pensativa.
– Acho que já percebeu não é mesmo? – Comentou Yoruichi.
– Rukia-chan está grávida! – Disseram juntas Inoue e Neliel.
– Será? – Perguntou-se Rukia.
– Vamos saber agora! – Matsumoto a levou numa farmácia que ficava próximo a praça de alimentação. Lá elas compraram um teste de gravidez e rapidamente todas foram para o banheiro. Rukia entrou numa cabine e as outras ficaram ansiosamente esperando.
A Kuchiki esperou cinco minutos para saber o resultado. – Kami! – E o resultado era positivo, com um grande sorriso no rosto ela saiu da cabine, logo suas amigas perceberam que o resultado dera positivo. Todas comemoraram.
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Dois dias haviam se passado e Rukia ainda não havia dado a noticia a Ichigo, esperara o dia de hoje para dá-la, afinal hoje era um dia especial, completariam dois anos de casados.
Era inicio de noite e Ichigo ainda estava no escritório, entretanto logo chegaria. Rukia havia preparado um pequeno jantar a dois, iria aproveitar que só estariam eles dois em casa para dar a noticia e comemorar. Ela estava na cozinha dando os últimos reparos, tudo tinha que estar perfeito. A morena já estava arrumada, vestia um delicado vestido vermelho um pouco acima do joelho e mais soltinho ao corpo, nos pés um delicado sapato de salto médio. Esta se encaminhava para sala quando Ichigo chegou, ela sorriu ao ver seu amado.
– Bem vindo de volta meu amor! – Ela foi até ele e o recebeu com um caloroso beijo.
– Obrigado meu amor! – Naquele momento ele pensou como amava Rukia, definitivamente ela o completava. – Você está maravilhosa, mas linda do que o habitual – disse sorrindo.
– Obrigada! – Ela pegou o casaco dele.
– Eu vou tomar um banho e já desce ok? – Disse ele e deu um rápido selinho nela.
– Não demore, tenho algo muito importante a dizer.
– Tudo bem – Ichigo subiu as escadas e logo foi para o banho, não conseguia parar de pensar no que Rukia ia lhe dizer. Não demorou muito e ele já estava devidamente vestido e voltava para sala onde sua baixinha o esperava. — Aqui estou meu bem – ele se sentou ao lado dela no sofá. – O que queria me dizer?
– Para que a pressa amor? – Ela riu. – Vamos jantar e depois te digo. Vem! – Eles foram para sala de jantar e assim prosseguiram com a noite. Depois de comerem e degustarem a sobremesa Ichigo já estava morrendo de curiosidade, até que finalmente Rukia deu indícios que ia falar. Ela o chamou para a varanda da casa de lá era possível deslumbrar de um céu estrelado com algumas pequenas nuvens. – Sabe Ichigo estava pensado em nos mudar para uma casa maior – ela estava em pé olhando para o céu.
– Maior? Mas por quê? Esta casa é perfeita para gente e as meninas gostam daqui – ele a abraçou por trás.
– Eu sei, todavia a família vai crescer – Rukia pegou as mãos dele e pôs sobre seu ventre.
– Vai crescer? – A ficha do ruivo ainda não havia caído até Rukia por suas mãos na barriga dela. – Você está grávida? – Ele a virou para olhá-la.
– Sim! Eu estou! – Disse feliz.
– Ah meu Deus! – Ichigo se ajoelhou e beijou a barriga dela. – Quando descobriu?
– Há a dois dias, fiz o teste de farmácia e depois o de sangue, deram positivo!
– A família Kurosakia vai crescer! – Ele se levantou e a abraçou.
– Nossos pais teriam orgulho da gente – comentou ela emocionada.
– Sem sombra de duvida – concordou ele. – Eu te amo Rukia – disse ele olhando no fundo dos olhos dela.
– Eu também te amo Ichigo – ela disse e ele a puxou para um beijo cheio de paixão, desejo, felicidade e principalmente amor.
Ninguém sabia o que o futuro traria a eles, entretanto enquanto um tivesse o amor do outro enfrentariam tudo e mundo se fosse preciso. A maior das ciladas que Ichigo se meteu, foi a mais certa de todas!
~THE END~
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