Cilada

12 Paz? Parte I


Notas iniciais
Oi pessoinhas lindas! Quanto tempo hein? Bom como havia avisado antes estava muito ocupada, já faz umas semanas que estou livre da faculdade, mas só fiquei livre mesmo de tudo dia 22/12. E só agora consegui terminar esse capitulo, quer dizer enrolar ne? Esse capitulo foi divido em duas partes. Espero que não matem ~se é que alguem ainda acompanha essa fic T.T~ Ah e feliz natal atrasado hohohohoh!
E Feliz ano novo adiantado rs!
Ate as notas finais!
o/

“Não quero um amor rasgado, remendado, pela metade. Demorei tanto tempo pra encontrar essa paz, acho que mereço uma coisa inteira, intensa, indestrutível.”
Caio Augusto Leite

Alguns dias haviam se passado, Kaien ainda ligava para Rukia todos os dias, mas Ichigo sempre sabia o que conversavam, já que a própria lhe contava sempre. O ruivo e a morena estavam se entendendo muito bem, sempre procuravam estar juntos, é claro que Ichigo em todos os momentos sozinhos com ela controlava-se o máximo para não acabar avançando o sinal. Era uma tarefa difícil, mas até que ele estava se saindo muito bem. No momento ele estava em sua residência, era final de semana e suas irmãs estavam em casa. Ele estava feliz e no momento sentia a paz que há muito tempo lhe faltava.

– Que bela manha! – ele abriu a cortina bege da grande janela de seu quarto fazendo a claridade adentrar calorosamente o ambiente. – Será que as meninas já acordaram? – se perguntou indo para o banheiro fazer sua higiene e banho matinal. Debaixo da ducha morna ele relaxou e quando saiu se enxugou e depois procurou uma bermuda quadriculada uma cueca boxer e uma blusa regata branca. Ele se vestiu e bagunçou levemente os cabelos, e logo em seguida passou um perfume de aroma simples e desceu para preparar o café para suas irmãs.

– Vejamos o que vou fazer? – ele abriu a geladeira e de lá tirou uma caixa de leite, uma caixa que continha um bolo de chocolate médio e depois algumas frutas como maça e uvas e uma jarra de suco de laranja. – Acho que vou fazer panquecas! Karin e Yuzu gostam disso! – Ichigo pegou alguns ovos e alguns outros ingredientes para preparar a massa, aos poucos a massa vai ficando pronta e ele foi colocando-as na frigideira. Depois de prontas ele colocou-as num prato e foi fritar alguns ovos com bacon. Enfim o café da manhã da família Kurosaki estava pronto. Ele apenas terminou de arrumar a mesa. – Agora sim está perfeito! – ele sorriu de seu magnífico trabalho na cozinha, e o melhor nem tinha sujado tanto assim, só algumas louças que já iria lavar e pó de farinha no chão. Ele realmente tinha que limpar antes que Yuzu acordasse! Depois de ter limpado devidamente a cozinha ele se dirigiu aos quartos das irmãs. Ou melhor, ao quarto, já que depois que seus pais morreram elas sempre dormiam juntas. Ele abriu lentamente a porta e viu sua irmãzinha mais nova dormindo tranquilamente. O ruivo se aproximou de Yuzu e a chamou calmamente. – Yuzu acorde pequena. O café já esta pronto.

– O-onii-chan – balbuciou ela despertando, sua voz era sonolenta.

– Não demore! Se não as panquecas ficaram frias! – ele foi ate a outra cama onde repousava Karin.

– Karin acorde! Eu fiz panquecas! – disse ele. – Só irei chamá-las uma vez! Se não vierem irei comer todas elas! – ele se assustou ao ver suas irmãs praticamente pularem da cama, ele riu. – Estarei esperando por vocês! – ele desceu as escadas calmamente indo de encontro à sala então este observou um belo retrato da Família Kurosaki. – Acho que finalmente terei um pouquinho de paz, Ka-chan To-chan. – ele sentou-se no sofá e quando ia ligar a tv alguém tocou a campanhia da casa. – Já estou indo! – Ichigo se apressou para abrir a porta e teve a bela surpresa de ver uma linda morena com uma grande cesta de café da manha. – Rukia?

– Ohayo Ichigo! Trouxe bolo e algumas outras delícias. Não vai convidar-me para entrar? – ela sorriu de forma meiga.

– É claro! Deixe-me carregar essa cesta. – ele pegou a cesta das mãos dela. – Nossa isso está pesado!

– Nii-sama veio me trazer. Ele tinha alguns compromissos hoje com a Matsumoto-san. Então resolvi vir ficar com você! Eu posso? – ela fez uma carinha pidona.

– Você nem precisa pedir permissão! – o ruivo seguiu para cozinha depositando a cesta sobre a mesa. Ichigo vai até ela abraçando pela delicada cintura e a trazendo mais para perto de si. – Eu estava com saudade baixinha! – ele falou próximo ao ouvido dela e depois depositou vários beijos no pescoço, no queixo e finalmente na boca. O beijo começou sereno, mas aos poucos foi ficando necessitado. Ele acariciava as costas dela, enquanto esta colocava as mãos debaixo da camisa branca dele. Eles são interrompidos por algo, ou melhor... alguém.

– Pervertidos! – disse uma rubra Yuzu.

– Oras Yuzu! Eles não estão fazendo nada de mais, talvez se tivéssemos demorado um pouquinho eles estariam fazendo algo a mais. – falou em um tom e sorriso malicioso. Deixando Ichigo nervoso e Rukia sem jeito.

– Karin, Yuzu! Há quanto tempo estão ai? – indagou encabulado.

– Acho que desde que ela colocou as mãos debaixo da sua blusa – a morena mais nova riu.

– Gomen! – se desculpou Rukia.

– Do que estás pedindo desculpas? Apenas faça nosso querido irmão feliz! – Karin sorriu e se sentou numa cadeira logo olhando o conteúdo da cesta trazida por Rukia.

– Hum... – indagou desconfiada Yuzu a irmã mais nova.

– Yuzu! – Diz Ichigo.

– Eu não disse nada onii-chan! – ela encarou Rukia séria e se sentou numa cadeira servindo-se de um copo de suco de laranja.

Ichigo falou bem próximo do ouvido de Rukia: – Não se preocupe, Yuzu vai te aceita. – ele tocou a barriga dela a fazendo sentir arrepios pelo corpo. – Você está linda meu amor!

– Ichigo, controle-se – ela sorriu e foi se sentar numa outra cadeira seguida pelo ruivo que fazia a mesma coisa.

– Isso é nostálgico! – falou Karin enquanto pegou uma fatia de bolo de chocolate com cereja. – Sabe Rukia-san se nossos pais soubessem que vocês estão juntos com certeza ficariam muito felizes. E acho que o to-chan iria ficar gritando e chorando que havia ganhado uma terceira filha – ela riu ao lembrar-se das idiotices do pai. – Com certeza ele faria isso. – ela comeu um pedaço de bolo.

– Vocês eram muito felizes ne? Eu nunca soube o que é ter um pai e uma mãe, meus pais morreram quando eu ainda era muito nova. Mas apesar disso fui criada com muito amor pelo os meus avôs. Pena que eles também me deixaram. – falou um pouco triste, nesse momento ela sentiu uma forte ânsia de vomito. – Ichigo onde é o banheiro? – perguntou tentando controlar o enjoo.

– Rukia você está bem? – falou preocupado.

– Enjoo! – ela colocou as mãos na boca.

– Vem comigo! – ele se levantou e a levou até o seu banheiro. O ruivo ficou do lado de fora esperando ela, enquanto a mesma tentava controlar aquele maldito mal estar.

– Ichi-nii o que ela tem? – perguntou Karin preocupada, ao seu lado estava Yuzu que não disse nada, mas por ser uma pessoa que sempre se preocupava com os outros. Acompanhava a irmã.

– Ela esta com enjoo. O que é bom para enjoo? – perguntou o rapaz.

– Lá na escola quando alguém tem enjoo eles dão chocolate. Talvez funcione com ela. – Diz Yuzu já indo buscar o dito chocolate. – Já volto!

– O que ela vai fazer? – perguntou o ruivo.

– Provavelmente indo buscar o bendito doce. – disse a morena sentando no chão. – Você sabe como a Yuzu é preocupada com os outros ne?

– Ela parece com a ka-chan – ele sorriu, nesse momento a porta do banheiro se abriu revelando uma Rukia muito pálida. – Rukia! – ele foi até ela e a carregou.

– I-ichigo – ela ficou envergonhada por ser carregada por ele.

– Fique deitada. A Yuzu foi pegar um doce, talvez melhore seu enjoo. – ele sorriu carinhosamente para a morena que já estava na cama dele, já que a mesma usou o banheiro do quarto do próprio.

– Aqui está o chocolate! – a loirinha entrou no quarto com uma barra de chocolate ao leite – Tome! – Yuzu encarava por um momento Rukia e disse direta: — Agora diga Rukia-san, você está grávida? – ela perguntou sem fazer cerimônia.

– Nani?! – ela ficou surpresa pela pergunta.

– Yuzu! – repreendeu Ichigo sério. – Isso é pergunta que se faça?

– Tudo bem Ichigo. – Rukia tocou suavemente no braço dele. – Não tem problema. – Ela olhou carinhosamente para a loira. – Yuzu-chan porque acha isso?

– Apenas um palpite! – Yuzu rapidamente se afastou dela e de Ichigo e foi para o lado da irmã que estava sentada numa poltrona no quarto.

Por um breve momento o clima no quarto se tornou pesado. O olhar fixo de Yuzu sobre a Kuchiki deixava esta extremamente nervosa. Não era um olhar irritado, ou ameaçador. Na verdade era um doce olhar preocupado e curioso.

Diante daqueles olhos, ela sentiu que devia dizer a verdade.

Procurando por forças, Rukia voltou seus olhos na direção de Ichigo, fitar aquele olhar carinhoso sempre a deixava melhor.

– Yuzu-chan, seu palpite esta certo... — balbuciou a pequena enquanto acaricia gentilmente o ventre. – Eu estou grávida! — o amor materno é algo engraçado. Rukia jamais vira aquela criança, ainda assim, sentia um profundo orgulho em anunciar sua existência. Prova disso era o grande sorriso que se destacava em seus lábios enquanto ela dava a noticia.

Yuzu e Karin apenas se encaram por alguns segundos. Elas não diziam uma palavra se quer apenas se observam procurando compreender aquelas palavras. Do nada, Yuzu se levantou do sofá e saiu correndo na direção de Ichigo. Ela praticamente se jogou no colo do rapaz o abraçando. – Parabéns onii-chan! — disse a moça emocionada enquanto lágrimas fluiam de seus olhos.

Procurando esconder a emoção, Karin também se levantou e caminhou ate o casal. – Você é uma danadinha Kuchiki-san! — disse a morena de modo brincalhão! – Há... Não acredito que vou ser titia!

Ichigo ficou muito feliz com a animação de suas irmãs, afinal, ainda que não fosse o pai da criança, ele pretendia cuidar desta com todo o desvelo. Porém, explicar este ponto as irmãs parecia um pouco complicado, por isso ele apenas coçou sem jeito aqueles cabelos laranja.

– Meio que... — balbuciou Ichigo procurando as palavras certas.

– Meio que? — arqueando uma de suas sobrancelhas, questiona Yuzu enquanto fitava fixamente o irmão.

– Ele não é o pai... — disse a Kuchiki em tom baixo e um tanto envergonhada.

– E isso faz alguma diferença? — Com um sincero sorriso em seus lábios, Kurosaki segurou na delicada mão de Rukia e a acariciou com carinho – Se você permitir eu irei cuidar desta criança, ao seu lado, como se fosse minha.

Emocionada, Yuzu apenas sorriu tentando não chorar naquele lindo momento.

– Como assim ele não é o pai?! — indagou Karin irritada. – Por acaso vocês são idiotas?- questionou ela não menos exaltada, mas ela relaxou a expressão seria. – Pai não é quem se diverte uma noite... — diz ela baixando a voz pouco a pouco. – Pai é aquele que cuida e protege. Um pai é aquele que ama! — por fim, ela sorriu de um modo tão doce quanto Yuzu.

– Karin-chan está certíssima! – concordou Yuzu sorridente. – Rukia-chan nós vamos nos esforçar para que sejamos ótimas titias! Ah! – ela teve uma ideia. – Porque não vem morar conosco? Assim Ichi-nii pode cuidar melhor de você e nós também nos fins de semana.

– O que? – disse surpresa a Kuchiki.

– Uma excelente ideia Yuzu! – disse Ichigo animado. – Então Rukia?

– Eu não sei Ichigo. – falou um pouco pensativa. – Tenho que falar com o nii-sama primeiro.

– Tudo bem. Mas eu espero que você venha para cá! – falou Ichigo.

– Sim. – ela sorriu para ele.

– Bom acho que eu e a Yuzu vamos deixa-los sozinhos ne? Ate porque vamos sair com o Toushiro e mais alguns amigos. – ela puxou a irmã.

– Karin-chan! – choramingou a mais nova.

– Bye bye Ichi-nii! – saindo do quarto junto com a irmã disse Karin.

Rukia riu da situação deixando Ichigo curioso. – O que foi?

– Nada demais. – ele olhou para ele. – Você tem uma bela família Ichigo.

– Mas sabe minha família vai ficar finalmente completa sabia? – disse ele se aproximando mais da morena.

– Por quê? – ela mordeu o lábio inferior, afinal sentia uma vontade de beijá-lo sem pudores.

– Minha família vai crescer com você meu amor... – ele sentou na cama e tocou a cintura dela agarrando-a e puxando-a para seu colo.

– Ichigo. – ela riu.

– Para com isso Kuchiki. Sei que quer me beijar. Então o que esta esperando? – ele a provocou mordendo levemente o lóbulo dela arrancando um leve gemido desta.

– Seu convencido! Mas você está certo eu quero sim! – ela enlaçou seus braços no pescoço dele e o beijou sofregamente. Ela acariciava as madeixas laranja enquanto se entregava mais ao prazer daquele beijo. Ela sentiu Ichigo tirá-la do colo e pô-la na cama ficando encima de si. Isso sem separar os lábios. Mas como o corpo humano precisa de oxigênio eles se separaram para respirar, mas continuaram com as faces bem próximas.

– Você é linda, sabia? – disse ele colocando uma das mãos dentro da blusa dela.

– Ichigo... – ela estremeceu com o toque quente dele.

– Eu quero você Rukia, eu preciso de você... – ele tocou por cima do sutiã em um dos seios dela e esta gemeu, mas logo foi calada pela boca do ruivo. Ele se afastou para olhá-la e viu a face corada da morena. – Seja minha Rukia. – ele tirou a blusa que vestia e observou o olhar de Rukia sobre si.

– Ichigo eu nunca fiquei com outro homem antes. Estou nervosa.

– Não se preocupe com isso, vou ser carinhoso meu amor. – ele mais uma vez a beijou, só se afastando para que ela retirasse a blusa que vestia. Ele a olhou com desejo e começou a passar a mão pela barriga dela a fazendo rir. – O que foi?

– Faz cócegas. – disse ela ainda rindo.

– E isso também faz? – ele beijou a barriga dela.

– Faz sim! – ela o puxou para beijá-lo, mas acabou tendo mais uma vez enjoos e ela saiu correndo em direção ao banheiro.

– Pelo visto vou te que esperar mais um pouco. – disse ele deitando de barriga para baixo tentando manter a calma, já que seu “amiguinho” já estava bem animadinho.

Depois de alguns minutos Rukia voltou ao quarto e deitou na cama ao lado do ruivo que a olhava sorrindo.

– Está melhor? – perguntou ele.

– Sim, mas estou com tanto sono. – disse depois bocejou.

– Vem cá meu amor. – ele a puxou para perto dele e a abraçou. – Pode dormir Kia. – disse ao ouvido dela.

– Uhum. – já bem aconchegada ao abraço dele ela fechou os olhos. – Obrigada Ichi.

– Obrigado você por está na minha vida. – ele acariciou com uma das mãos o ventre dela. – Eu te amo. – disse ele, mas ao perceber que ela já dormia deu um leve beijo na testa dela e depois de alguns minutos ele se levantou e foi falar com as irmãs.

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Em outro ponto da cidade estava um casal e seus dois filhos indo a caminho da casa dos Kurosaki’s.

– Kisuke será que o Ichigo não vai ficar com raiva da visita inesperada? – perguntou preocupada a morena chamada Yoruichi.

– Fique tranquila minha querida. Yuzu ficara feliz em ver Jinta e Ururu. Duvido que o Kurosaki-kun deixaria sua irmãzinha triste.

– Velho você só esta nos usando para falar com o cabeça de abobora? Que estúpido! – disse irritado o rapaz.

– Jinta-kun não fale assim. – calma como de costume tentava Ururu acalmar o irmão.

– Calada! – ele dá um puxão no cabelo da menina.

– Jinta! Não faça isso seu moleque delinquente! – ralhou a morena com o filho.

– Que família pacifica! – com certa ironia falou Urahara.

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De volta à casa dos Kurosaki...

– Karin-chan não íamos sair? – perguntou Yuzu.

– Yuzu você é mesmo muito inocente não é? – disse Karin fechando o livro que lia. – Apenas disse aquilo para deixá-los a sós. É parece que o Ichi-nii finalmente encontrou alguém digna.

– Isso quer dizer que em breve seremos deixadas de lado. – com a voz embargada comentou a loirinha.

– Não diga besteira Yuzu! Ichigo jamais nos abandonaria! – ralhou a mais velha.

– Jamais? Já esqueceu que estudamos num colégio interno? – com tristeza na voz ela retrucou.

– Por que ele não tem tempo.

– Ele só fez isso porque somos um estorvo para ele. – desabafou Yuzu chorando.

– É isso que você acha? – na porta do quarto estava Ichigo com os braços cruzados.

– O que queria que eu achasse? – com magoa falava ela. – Você apenas não quer ter problemas e por isso nos mandou para aquela droga de colégio!

– Yuzu! Pare com isso! – disse chateada Karin.

– Yuzu o que fiz foi para mantê-las bem e protegidas da minha tristeza. – falou Ichigo.

– O que você fez foi apenas pensar em si mesmo! Já parou para pensar em como nós nos sentimos? Também sentimos falta deles! Ou se esqueceu de que foi por culpa minha que eles nunca mais voltaram?! – chorando falava ela despejava todas suas tristezas daquele desabafo.

– Nunca diga isso Yuzu! – disse Karin abraçando a irmã, enquanto Ichigo ficava na mesma posição apenas analisando aquelas palavras. – Não foi sua culpa! – disse ela chorando. – Ka-chan e to-chan não gostariam de ouvir isso de você! Ichi-nii diga algo! – ela olhou seriamente para o irmão.

– Não tenho o que dizer. – serio ele saiu do quarto deixando as meninas sozinhas.

– Viu Karin? Ele sempre foge! – ainda chorando ela acusou o irmão.

– Yuzu você também disse duras palavras e o Ichi-nii não está acostumado com essa sua personalidade.

– Eu só não quero ser deixada para trás mais uma vez! – ela abraçou a irmã.

Ichigo estava próximo à porta do quarto das gêmeas quando ouviu o que a irmã mais nova disse aquilo definitivamente dilacerou seu peito. Seus pais jamais o perdoariam por isso, abandonar suas irmãs na droga de um colégio interno. O que ele tinha feito nos últimos anos? Que espécie de irmão ele era? Com esses pensamentos ele voltou ao seu quarto. Lá ele pegou dentro do armário uma pequena caixinha e foi sentar-se numa poltrona na varanda do quarto. Ichigo abriu a caixinha e de lá tirou algumas fotos de sua família e ficou a olhá-las. – Pai mãe porque nos deixaram. Yuzu e Karin precisam de vocês. – disse com pesar na voz quando sentiu um olhar sobre si.

– Elas precisam de você! – disse Rukia na porta, seus cabelos estavam um tanto bagunçados. Era uma visão fofa na opinião de Ichigo.

– Não queria acordá-la.

– Não acordou. O que houve? – perguntou ela caminhando ate ele.

– Nada demais. – ele a puxou pela cintura a fazendo sentar-se em seu colo.

– Não minta para mim Ichigo! O que houve?

– A verdade é que sou um péssimo irmão! Yuzu me disse coisas que nunca pensei ouvir dela. – ele abraçou a morena escondendo a face na curva do pescoço dela.

– Não diga isso Ichigo! – ela o fez olhá-la. – Elas te amam muito! Só devem estar com medo de ficar longe de você. Tive uma ideia! – ela sorriu e se virou para ele ficando com uma perna de cada lado do corpo dele e colocou os braços no pescoço dele. – Porque não matricula suas irmãs em uma escola aqui perto? Assim você pode participar mais da vida delas e elas vãos ficar felizes e ainda poderei conhecê-las melhor.

– Será?

– Claro que sim! Onegai Ichi! – ela disse ao ouvido dele.

– Será que elas irão querer? – disse acariciando a face dela.

– É claro que sim! Ichi suas irmãs te amam!

– Então vou providenciar a transferência delas! – disse sorrindo.

– Que bom! – ela ia beijá-lo, mas eles escutaram a buzina de um carro na frente da casa. – Quem será?

– Não sei, vou ver. – ele se levantou junto com Rukia no colo.

– Seu baka! Põe-me no chão!

– Por que eu faria isso? – disse rindo.

– Ichigo!

– Um beijo e te ponho no chão!

– Só um hein? – ela rapidamente selou os lábios do ruivo num carinhoso selinho.

– Só isso? – disse decepcionado.

– Você não especificou o beijo Morango. Trato feito me põe no chão.

– Mais tarde você não me escapa morena! – disse ao ouvido dela antes de pô-la no chão.

– Veremos. – disse sorrindo o vendo sair do quarto.

Ichigo descia as escadas da casa indo em direção à porta. – Quem será? – ele abriu a porta se deparando com seus antigos amigos. – Hã?

– Kurosaki-kun! – disse sorridente Urahara.

– Ichigo! – Yoruichi avançou sobre o ruivo o abraçando forte. – Que saudades!

– Mas o que estão fazendo aqui? – de cara fechada ele perguntou.

TO BE CONTINUED...

Notas finais
E então minna gostaram? Eu acho que ficou bem fraquinho, mas é um capitulo que vai introduzir uma personagem na continuação. Desculpa a enrolação T.T
Gente eu passei em todas as materias na facul! Mereço presentes? Que tal reviews? ~olhinhos brilhando ~
Beijãos a todos e nos vemos em 2013! Se eu tiver um surto de imaginação quem sabe eu poste antes?
Keithy♥