Cigaretts and Valentines

14 Turbulent Morning


Notas iniciais
Oi bebês!!! Capítulo novinho para vocês! Espero que gostem! Muito obrigada pelos lindos comentários do último capítulo! Amei todos! Nesse capítulo aqui, é como se já tivesse passado o mês de outubro! Quero comentários!!!! PS: leiam as notas finais!

Zeke

Era a primeira segunda feira de novembro. O vento frio já soprava e eu sabia que a neve não demoraria a cair. Eu tinha acordado cedo, e saído correndo para a Eaton's Company. Eu precisava falar com Tobias urgentemente.

_Bom dia, Albert — eu cumprimentei o novo secretário de Tobias. Eu não tinha entendi porque cargas d'água ele tinha mandado Cara para a recepção, e contratado Albert. Eu havia perguntado, mas Tobias não havia me respondido.

_Bom dia, senhor Pedrad. — ele me cumprimentou de volta.

_O senhor Eaton chegou já? — perguntei.

_Ainda não, senhor. — ele reponde, eu agradeci e disse que esperaria na sala de Quatro.

Eu olhava no relógio a todo instante, depois disso. Eu estava esperando Tobias chegar fazia quase uma hora. O assunto era muito importante, e eu sabia que ele ficaria furioso quando descobrisse o que o idiota do Eric havia feito.

Eu andava sem parar pela sala dele. Tobias nunca demorava para chegar. Ele sempre chegava entre sete e meia e oito horas. Eram oito e dez. Liguei no celular dele, só para escutar a musiquinha chata da caixa postal.

Peguei a chave do meu carro e sai da sala de Tobias.

_Albert, se acontecer de ele chegar, mande ele me ligar, urgente. — Eu disse, só para prevenir. Eu iria até a casa dele, mas podia acontecer de a gente se desencontrar.

Dirigi velozmente pelas avenidas e ruas, e dez minutos depois eu estacionava o carro em frente da mansão do meu melhor amigo.

Toquei a campainha insistentemente. Segundos depois, a porta se abriu.

_Zeke? Bom dia, menino — Anna me cumprimentou, sorrindo. Ela me conhecia desde pequena. Desde a época que eu e Tobias éramos crianças.

_Bom dia, Anna — eu disse, dando um abraço nela e depois a acompanhando para dentro da sala — Tudo bem?

_Tudo sim, rapaz. E com você? Você parece nervoso. — ela era observadora, sempre fora.

_Eu estou bem. Estou procurando Tobias, ele está?

_Acho que está dormindo ainda — ela deu de ombros — A porta do quarto dele está fechada e ele não desceu para tomar café.

_Eu vou até lá, tá?

_Fique a vontade. — ela respondeu, e depois acrescentou — E depois venha tomar um café.

_Pode deixar.

Eu subi rapidamente as escadas, e parei de frente a porta do quarto dele. Bati levemente e depois chamei seu nome. Nada, nenhuma resposta. Desisti de ser gentil. Abri a porta fazendo barulho e falando alto.

Tobias

Eu havia escutado o meu celular despertar. Eu realmente não estava com a mínima vontade de levantar, principalmente porque Tris estava aninhada junto a mim, com a cabeça em meu ombro e uma de suas mãos em meu peito. Me dava muita dó de acorda-la. Desliguei o despertador e voltei a abraçar Tris também. Arrumei o edredom sobre nós.

Nós estávamos passando muito tempo juntos, e ela vivia dormindo aqui em casa. Nós tínhamos ficados muito amigos, de uma maneira que eu não imaginava ser possível. Eu confiava nela, ela confiava em mim, e a presença dela era sempre leve, tranquila.

Voltei a adormecer um pouco depois. Hoje, eu iria mais tarde para a Eaton's. Dormi por o que me pareceu alguns minutos, até que acordei, sobressaltado, com alguém gritando dentro do quarto.

_Quatro, mas que caralho, por que você não atente a porra do celular? — Zeke, o melhor amigo que eu queria assassinar, estava gritando dentro do meu quarto, abrindo as cortinas, e deixando uma fraca luz do sol entrar.

_Mas que droga, Zeke. O que você tem? — eu respondi, meio zonzo ainda. Tris abriu os olhos e se limitou a ficar em silêncio.

_Você não chegava nunca na empresa, e eu preciso falar com você. Urgente — ele continuou dizendo.

_Zeke, será que você pode falar mais baixo? — Tris perguntou, me fazendo rir. — Você está me dando dor de cabeça.

_Ai, sério? Me desculpe, princesinha. — ele disse, jogando uma almofada nela. Almofada que eu consegui segurar, antes que e a acertasse. Zeke fez uma cara estranha — Mas espera aí. O que você está fazendo aqui?

_Hã... a casa é do meu namorado, então eu é que pergunto, o que você está fazendo aqui.

_Seu namorado de mentira, diga-se de passagem.

_Mas é namorado, não é verdade? — Tris disse, voltando a apoiar a cabeça em meu ombro e a fechar os olhos.

_Não vou discutir com você — ele suspirou e voltou a falar comigo — Mas é sério, eu preciso falar com você, urgente.

Alguma coisa devia ter acontecido. Zeke não era o tipo que ficava atônito por qualquer ciobinha. Ele não teria invadido meu quarto se não fosse importante.

_Tá legal — eu disse — Eu vou levantar.

Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Tris se mexeu e se afastou um pouco de mim. Ela apoiou a cabeça no travesseiro e se embolou na coberta. Eu dei um beijo na testa dela, depois me levantei.

Zeke disse que esperaria lá em baixo e eu fui trocar de roupa. Depois me dirigi até a cozinha, onde Zeke estava tomando café e conversando com Anna.

_Eu tenho vontade de te socar as vezes, sabia? — eu digo, assim que entro. — No dia que eu resolvo dormir mais, você aparece gritando no meu quarto.

_A culpa é sua. Se você tivesse levantado no horário certo, nada disso teria acontecido.

_Ah, vê se cala a boca e termina esse café — eu resmunguei, colocando um pouco de café pra mim e procurando torradas para comer.

Anna saiu da cozinha resmungando que eu nunca comia direito no café da manhã. Ela era o tipo de pessoa que achava que comer direito era comer pão com ovo, bacon, queijo, salsicha, fruta e suco. Ela vivia resmungando sobre a minha dependência em cafeína também.

_É sério, Quatro — Zeke me chamou, me trazendo de volta a terra — Qual é a de vocês dois?

_Qual é o quê? — eu perguntei, me preocupando mais em passar manteiga na torrada do que com o que ele estava falando.

_Você e Tris. Qual é a de vocês? Tipo... esse namoro é arranjado, você tá ligado né?

_Cara, nós somos amigos. — eu respondi, dando de ombros.

_Você tem certeza? Eu acho que ela está mexendo com a sua cabeça, cara. Ela vai te deixar pirado.

_Sim, nós somos amigos. — eu disse, mordendo a minha torrada e fazendo uma careta para Zeke.

_Sério, vocês dois... aí tem alguma coisa. Sei lá. Você vive mimando ela, que eu sei. Hoje perdeu o horário... não mexa em vespeiro se não der tempo de correr depois.

_Zeke, bro, cala a boca ou eu vou contar para a Tris que você insinuou que ela é uma vespa, e ela não vai ficar muito feliz com você, vai acabar contando para Shauna e ai você sabe né? Vai ficar sem sexo por um tempinho... e você fica chato pra caramba quando Shauna resolve fazer greve de sexo... — eu ameacei, deixando a frase morrer. — E você disse que tinha algo importante pra falar.

_Você está engraçadinho né? — ele disse, se sentando de frente a mim — Mas agora é sério. Quatro, os funcionários responsáveis pela parte da economia, das contas, pagamentos e tal, descobriram um rombo na empresa.

_O quê? — eu perguntei, quase gritando — Zeke, explique isso direito.

_Eles descobriram imediatamente, assim que o dinheiro foi desviado. Então, foram atrás, para descobrir quem tinha feito isso. Você não vai acreditar em quem foi. — ele finalizou.

_Quem foi, Zeke? — eu perguntei, atônito.

_Seu primo, Eric.

_Eu mato aquele filho da puta — a raiva tomava conta de mim. Que ódio daquele desgraçado. Meu pai tinha dado um cargo de confiança pra ele dentro da empresa, e era assim que ele retribuía.

_Eu ainda acho que ele ia tentar encobrir o rombo, mas não deu tempo. Entrei com uma liminar, pedindo o bloqueio da conta dele, e vim falar com você. A conta deve ser bloqueada até de noite. O que você vai fazer?

_Vamos marcar uma reunião de emergência. Pra hoje a noite. Quero que, além de você, estejam lá, meu pai, os acionistas mais importantes e ele, é claro. Vou denunciar esse filho da puta na frente de todos. Zeke, mande alguém ficar de olho nele hoje. Não quero que o percam de vista. — eu respirei fundo — Nós dois vamos procurar mais podres dele hoje, durante o dia. Vou fazer questão de chutar esse desgraçado de dentro da empresa. Quanto mais furos, menos defesa ele vai ter, e menos argumentos meu pai vai ter pra tentar defende-lo.

Meu pai adorava Eric. Eu tinha certeza que ele tentaria de tudo para achar uma desculpinha esfarrapada para Eric permanecer lá dentro da Eaton's.

Eu e Zeke terminamos e café e fomos direto pra a porta da casa. Estávamos próximos dela quando a campainha tocou.

Eu abri a porta.

_Shauna? — eu perguntei, meio confuso. — O que você está fazendo aqui? — Shauna estava acompanhada de Christina, Lynn e Marlene, as quais eu reconheci, e uma outra garota que eu não conhecia.

_Bom dia pra você também, Quatro — Ela disse, sorrindo — E eu estou atrás da Beatrice. Fui na casa dela e Natalie me disse que ela não estava, e que ela devia estar aqui, já que ela passa mais tempo com você e na sua casa do que na casa dela. — ela respirou depois de falar.

_Entrem — eu disse, dando espaço para elas passarem e as cumprimentei com um aceno de cabeça. Anna chegou na sala enquanto Zeke cumprimentava as meninas.

_Ezekiel Pedrad o que o senhor está fazendo aqui? — Shauna perguntou, assim que viu Zeke.

_Vim acordar meu melhor amigo, já que ele fez o favor de resolver ficar dormindo hoje — Zeke disse, dando de ombros.

_Ah sim, e bem, as outras vocês já conhecem, e está aqui é Susan. — Shauna apresentou. Eu e Zeke a cumprimentamos. — E aonde está Beatrice?

_Está dormindo — eu respondi, apontando para o andar de cima.

_Em qual dos quartos? — Shauna perguntou, já se dirigindo para as escadas.

_No quarto dele, é claro. Por que que você acha que ele perdeu a hora hoje? — Zeke disse, rindo, e eu dei um tapa na cabeça dele.

_Fiquem a vontade, por favor — eu disse para as meninas, apontando para os sofás.

_Eu acho que eu vou preparar um café para elas — Anna disse, sorrindo — Bom que a Shauna foi acordar a Beatrice, porque ela, diferente do senhor — ela disse, apontando o dedo pra mim — Gosta de tomar café da manhã direito.

Anna havia adorado Tris. Além de muito simpática e prestativa, Tris nunca resmungava do café da manhã super completo de Anna, e sempre concordava com ela quando ela dizia que eu só comia bobeiras. Anna não perdia a chance de jogar isso na minha cara.

Minutos depois, Shauna e Tris desceram as escadas. Tris estava com cara de brava. Ela odiava levantar cedo. Tris tinha trazido muitas roupas pra minha casa. Ela realmente passava muito tempo aqui. Ela costumava vir na sexta e ficar até segunda. Segundo ela, no fim de semana, a casa dela ficava mais "Nitizada" e ela preferia manter distância.

Tris cumprimentou todo mundo com um "bom dia" meio sonolento ainda, e parou ao meu lado. Eu a abracei e depois dei um beijo em sua testa.

_Bom, eu e Zeke temos que ir, mas fiquem a vontade — Eu disse, e Zeke concordou com a cabeça. Nós dois nos despedimos e nos dirigimos para a Eaton's. Nós tínhamos muito o que fazer.

Notas finais
A Lizzy Jackson me inspirou a fazer a Susan aparecer antes do previsto! Espero que tenham gostado da surpresa!!!! Quem sente cheiro de um certo casamento ameaçado? Hahahaha Beijos, até o próximo!