Cigaretts and Valentines

2 They Are Fucking Curious About Him


Notas iniciais
Oi amores! Muito obrigada por todos os comentários, obrigada a todos os que estão acompanhando a dic, e aos que favoritaram a história. Obrigada mesmo, de coração! Vocês me motivaram a postar hoje também! Continuem comentando!

Era manhã de sexta feira, quase 10 horas já. Hoje era o grande dia, do grande jantar. Me forcei a levantar da cama. Eu tinha hora marcada no salão, para arrumar o cabelo, fazer as unhas, a maquiagem e depilação. Eu queria estar deslumbrante hoje. Eu estaria deslumbrante hoje.

Ao chegar na cozinha, me deparei com a pessoa que eu menos gostava de ver pela manhã. Nita. A esposa do meu irmão, a víbora que morava nessa casa. A pior pessoa que eu conhecia.

_Bom dia, Beatrice. — ela sorriu falsamente.

_Bom dia, víbora. — Respondi, sorrindo mais falso ainda.

_Hoje é o grande dia... e sabe, eu estava pensando, você ainda não disse o nome do seu namorado.

_Hoje você conhece ele, mas pode ficar tranquila, porque você já sabe o nome dele.

_É um dos modelos da Prior's & Co? Quanto você tá pagando pra um deles fingir ser seu namorado?

_Acho que não é da sua conta né? Depois você me conta se acha que eu escolhi certo.

_Sabe, vou te agradecer antecipadamente. Ou você acha mesmo que seu pai não vai desconfiar que o seu namorado foi arranjado de última hora? Você só vai provar pra ele que é a irresponsável que todos sempre achamos que você fosse.

Eu ia simplesmente amar ver aquela cara de piranha mal comida dela, quando Tobias Eaton chegasse e eu o anunciasse como meu namorado. Não respondi. Eu queria deixa-la pensar que estava vencendo. Peguei uma maçã e fui até a garagem.

Entrei no carro, abri o portão, e sai rapidamente. Enquanto dirigia, me lembrei de dois dias atrás, quando Quatro havia me levado pra casa.

Eu ainda estava estranhando a ideia de me casar, principalmente com alguém que eu mal conhecia, mas a ideia de perder a empresa da minha família para Nita era mais perturbadora.

Quatro era uma pessoa misteriosa. Era difícil interpretar os olhos azul escuro dele. Ele era perturbadoramente eletrizante. Ele havia me dito o básico sobre ele, e havia me deixado com vontade de saber mais, de desvendar o mistério que era o jovem e implacável presidente da Eaton’s Company. Eu tinha a impressão que nós, de um jeito ou de outro, nos daríamos bem.

Estacionei o carro numa das vagas reservadas para os clientes do salão e desci rapidamente do carro. Eu estava quase na porta, quando o meu celular tocou e o nome Tobias apareceu na tela, acompanhado por uma foto que eu havia tirado dele, quando ele foi me deixar em casa. Nós havíamos começado a trabalhar na farsa ali. Ele havia salvo meu nome como Tris, e também tinha tirado uma foto minha. Nós precisávamos parecer íntimos, Quatro e Beatrice soava muito formal, para um casal apaixonado.

_Alô? — eu atendi, dando o meu melhor sorriso apaixonado, já que minhas amigas me olhavam, lá de dentro do salão. — Bom dia, meu amor, dormiu bem?

_Bom dia, Beat… Tris. Tem gente perto né? Boa ideia. — ele fez uma pausa curta — Liguei pra perguntar que horas você vai estar em casa.

_Vou chegar mais no fim da tarde. Acabei de chegar no salão… unhas, cabelo, maquiagem, depilação, sabe como é né?

Ouvi a risada baixa e gostosa dele:

_Sei como é. Me mande uma mensagem quando estiver saindo daí. Tenho uma surpresa pra você, mas quero mandar entregar quando você estiver em casa. Não se esqueça de ficar emocionada e exaltar como eu sou um ótimo namorado.

_Pode deixar comigo… não falho quando o assunto é esse.

_Espero que você goste do presente — ele disse e eu sorri, suspirando um pouquinho — Bem, não sei muito sobre o que você gosta, então comprei algo que eu acho que vai ficar bonito em você.

_Eu estou morrendo de curiosidade, de verdade. E estou muito agradecida. Você é um amor. Obrigada, mesmo. — Olhei para o prédio a alguns quarteirões de distância. Eu sabia que o prédio grande, luxuoso e chamativo, que facilmente era identificado, era a sede da Eaton's Company. A sede da empresa do meu namorado era a algumas quadras do meu salão de beleza favorito. Eu nunca imaginei que prestaria atenção numa coisa assim.

_Não foi nada... minha princesa. — ele parou por um instante — Casais apaixonados se chamam assim, não chamam?

_Eu sei lá — eu disse, imaginando a carinha de confusão que ele deve ter feito. — Nunca fui apaixonada por ninguém pra saber de uma coisa dessas...

_Eu te entendo. Somos iguais nesse sentido — ouvi a risada baixa dele — Em todo caso, eu preciso desligar. Tenho que resolver uns problemas aqui na empresa ainda. Te vejo de noite. Esteja linda.

Eu comecei a entrar no salão:

_Te vejo à noite. Te amo, e bom trabalho. To morrendo de saudades, mal vejo a hora de te ver. — eu suspirei — Você trabalha demais, amor. — eu disse, me divertindo com a cara das meninas ao escutar essa conversa. Eu não gostava de mentir pra elas, afinal, eram minhas melhores amigas, mas eu não podia garantir que elas não falariam demais, depois de beber muito.

_Hum... eu também te amo. — ele disse, de uma maneira foda. Ouvi vozes ao fundo, antes de desligarmos. Ele também estava atuando. Alguém tinha entrado na sala dele. Que os boatos comecem! Eu só esperava que a gente fosse convincente hoje a noite assim como parecíamos convincentes no telefone. Desliguei o celular.

_Beatrice Prior, conte-nos agora com quem a senhorita estava no telefone. — Lynn exigiu saber. Eu as encarei. Elas me olhavam fixamente, com a curiosidade presente nos olhares.

_Hum... eu estava falando com meu namorado — eu dei de ombros, e continuei andando, tentando passar pela barreira que elas tinham feito. Christina segurou meu braço.

_Você não tem namorado, Beatrice. — Ela me chamou de Beatrice. Isso significa que Christina está brava. O que não é um bom sinal.

_Vocês não conhecerem meu namorado não significa que eu não tenho um, ok?

_Ah, já sei. Qual dos modelos você escolheu pra namorar, pra poder apresentar pro seu pai na festa de hoje? — Marlene perguntou. Por que será que era difícil todo mundo acreditar que eu estava realmente namorando alguém, e não um modelo que estava me fazendo um favor? Esse assunto estava começando a me dar nos nervos.

_Tris, seu pai não vai acreditar nisso. Ele não é bobo sabe? Ele vai sacar que você inventou o namoro. Eu te disse que você não devia ter mentido. — Lynn acrescentou.

_Eu não estou namorando modelo nenhum, ok? Caramba, vocês são minhas amigas, deviam estar feliz por mim, porque eu estou feliz com ele.

_Queremos o nome dele — Christina disse, com aquele olhar que significa: se você não contar, eu mato você.

_Quatro.

_Tris, isso é um número. — Lynn disse, impaciente.

_Chamem ele de Quatro, eu estou falando sério. É um apelido antigo.

_Achei que nós fossemos sua amigas. — Christina disse. Ela continuava com cara de brava. — Mas você nem nos disse que estava namorando.

_Nós dois combinamos de manter segredo. Nenhum de nós quis chamar a atenção. Fiquem tranquilas, ele vai na festa hoje, vou apresenta-lo para todos os meus familiares e amigos hoje, e...

Eu já ia dizer que ninguém dos meus amigos conhecia Quatro ainda, e que elas estavam fazendo drama, e que elas estavam exagerando, quando Shauna passou pela porta do salão.

_Beatrice — ela praticamente gritou. — Quatro é um fofo. Meu Deus, como ele é um amor! Bem, ele queria mandar isso pra você só no fim da tarde. Mas, como eu sou curiosa, e como eu estava vindo pra cá mesmo, me encarreguei de trazer o embrulho. — Ela carregava uma caixinha delicada na mão. Senti os olhares das meninas em mim. Droga, droga e droga. Shauna devia ter ido na Eaton's com Zeke. Agora ela tinha ferrado minha vida com as outras meninas. As outras iam pensar que eu havia contado pra Shauna, e a discussão começaria novamente.

_Então quer dizer que nós não podemos conhecer o tal Quatro, mas Shauna pode né? Afinal, nós nem somos suas amigas... não nos conhecemos a séculos né? — Christina ironizou.

_Chega de ciuminho, por favor — eu disse, perdendo a paciência — Quatro é o melhor amigo do Zeke. Nós nos conhecemos na casa de Shauna e Zeke. É meio óbvio que eles iam saber né?

_É verdade. A primeira vez que eu vi vocês conversando, no sofá la de casa, eu sabia que vocês iam se apaixonar! Me lembro como se fosse ontem! — Shauna disse, convincentemente. — Vocês acreditam, eles chegaram lá praticamente juntos, e olha que não tinha nada marcado. Destino, eu acho. — Peguei a caixinha da mão dela, e em seguida, a abri. Ouvi as meninas falando alguma coisa sobre a Eaton's. Elas pareciam pensar que o meu namorado era funcionário lá, ou talvez algum advogado, amigo de Zeke.

Quatro tinha me dado de presente o colar mais delicado que eu já vira. A fina corrente de ouro carregava um pingente muito fofo, que formava um coração. Era simples, prático e eu havia amado. Era lindo. Meus olhos deviam estar brilhando.

_Eu acho que é rubi, mas não tenho certeza, só olhando assim. — Shauna disse, e eu entreguei o colar pra ela, enquanto pegava o bilhete que estava dentro da caixa. Estava escrito numa caligrafia bonita.

Meu amor,

Sei que nenhuma jóia se compara com a sua beleza, mas espero que goste desse presente. É um pequeno gesto, para mostrar-te o quanto te amo.

Com amor, Tobias.

Eu podia me acostumar com isso, definitivamente. Sempre gostei de ganhar presentes e mimos, principalmente acompanhados de bilhetes fofos. Mesmo num relacionamento de mentira, coisas assim são fofas. Eu estava começando a achar Tobias uma pessoa fofa. Ele não precisava ter mandado presente nenhum, mas havia mandado. Ele tinha um coração, no fim das contas. Logo ele, que sempre teve a fama de coração de gelo. A mídia havia dado esse apelido a ele, já que ele era um dos caras mais cobiçados do país, e nunca, nenhuma vez, tinha assumido um relacionamento publicamente, ou dito estar apaixonado por ninguém.

_É um advogado, certeza. — Marlene dizia — nenhum funcionário da Eaton's teria grana pra comprar um negócio desses, a não ser que seja um do alto escalão.

_Mas os do alto escalão são todos velhos. Deve ser um advogado famoso. Tris não namoraria alguém muito velho — Lynn rebateu. Eu não prestava muita atenção no que elas diziam, nem me importava. Elas estavam preocupadas se o cara era rico ou não o que eu julgava fútil. Um pensamento hiláriamente ridículo, já que vinha da pessoa que estava namorando pra conseguir levar a melhor na parte pela herança.

_Sinto informar que vocês estão completamente enganadas. Ele não é advogado, e nem velho. Mas não digo mais nada.- Shauna acrescentou, rindo. Ela estava se divertindo com esse mistério todo — Acho que vou até chegar no horário certo hoje. Quatro costuma ser pontual. Não posso perder a cara de vocês, quando verem quem roubou o coração da princesinha de Chicago.

Notas finais
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