Seus olhos chegaram a lacrimejar de tanto ódio. Vê-lo daquela maneira, nos braços de uma imunda qualquer que não pertencia à alta sociedade era como sentir-se ainda mais inferior a ela. Rebeca não suportava se sentir inferior a ninguém. O clima se tornou tão estonteante cheio de tensão dentro daquela casa que a chuva chegou, e aumentou em poucos segundos. Os móveis pareciam chorar junto com o céu, pois o que aquela chuva significava era justamente isso... Tristeza. Coincidência ou não, aconteceu, mas o que Rebeca não esperava era que Bernardo não aguentaria mais um de seus discursos.


Antes que alguma decisão pudesse ser tomada, Jazmim soltou-se dos braços de Bernardo. Na verdade, Bernardo a deixou subir antes que Rebeca enlouquece-se e ele perdesse o controle.


– Pensa que eu não sei o que acontece nesta casa Bernardo? Pensa que sou cega? – Rebeca se aproximou. – Acha que vou aturar que você fique comigo e coma essa vadia quando quiser? CANSEI DE FICAR CALADA E ACEITAR TUDO O QUE VOCÊ FAZ!


O olhar de Rebeca se dissipou entre as escadas, fitando quando uma garota morena sumira por entre elas.


– VOLTE AQUI! VOCÊ FAZ PARTE DISSO!


Rebeca não deu mais um passo sequer para frente, as mãos de Bernardo lhe jogaram longe antes que ela pudesse pensar e fazer alguma coisa. Não havia como esse fim ser diferente. Bernardo há muito tempo não a suportava mais.


– Você só está na minha casa em consideração ao que tivemos Rebeca. Hoje não temos mais nada. Se não está satisfeita, vá embora!


– VAI ME TROCAR POR UMA CIGANA SUJA? – Rebeca se aproximou de seu rosto, pouco a pouco, quase o beijando. – Acha que ela é melhor do que eu?


Bernardo afastou o rosto, sentindo as mãos de Rebeca lhe apalparem o membro por cima da calça.


– É isso o que você quer? – Bernardo levou a mão até seu cabelo, puxando devagar para baixo. Rebeca mostrou os dentes em um sorriso malicioso apertando seu corpo contra o dele.


– Quero você e sei que também me quer. Vamos nos livrar dela...


Imediatamente, seu corpo foi lançado contra a escada, fazendo Rebeca ficar de costas. A loura segurou com força o corrimão da escada, mas não desmanchou o sorriso dos lábios. Sua saia foi levantada até a cintura, fazendo Bernardo arrancar sua calcinha com toda a força, enquanto Rebeca gemia alto. Balançava os quadris, jogando o cabelo para trás o fazendo ser o apoio de Bernardo quando ele se encaixou sobre suas pernas. Estava como um animal, enraivecido e Rebeca tão pouco parecia se importar como estava excitada o suficiente para agir da mesma maneira. Bernardo apenas abaixou as calças, puxando Rebeca para justo de seu corpo com força... A mulher reclamou, mas recebeu um puxão que a fez ficar em silêncio.


– É isso que você quer?


Não estava tão preparada daquela maneira, Bernardo a penetrou com uma força, rápido o que fez parecer que ela estava sendo rasgada por dentro. Não sabia que ia ser daquela maneira. A dor se tornou horrível, mordia seus lábios para não gritar fazendo o batom vermelho manchar uma parte de seu queixo. Começou a tentar se afastar, mas não conseguia... Pediu para ele parar.


Bernardo não ouviu. Estava possesso, com raiva daquela mulher que achava que era dona de alguma coisa ali dentro. Já fazia tempo que desejava dar uma lição nela, mas nesse momento não aguentaria mais ficar um segundo na presença dela.


Apenas quando Rebeca gritou de dor foi que ele parou. Pegando a mulher pelo braço assim como ela estava e a puxando com agressividade até a porta.


– O QUE ESTÁ FAZENDO? VAI SE ARREPENDER BERNARDO!


Bernardo a jogou na rua, enquanto a chuva aumentara cada vez mais. Logo após, a mala com suas roupas se abrira com o impacto da queda, e enquanto Rebeca chorava e as recolhia Bernardo trancou a porta respirando fundo. Tantas coisas mudaram, ele não se sentia mais o mesmo... E por alguma razão, também sentira que não podia mais ficar assim. Ter Jazmim para si é a coisa mais prazerosa que já fez na vida, mas não podia mudar sua vida por causa disso. As coisas que acontecem no presente, hoje, não mudam nada sobre quem ele é e sempre vai ser. Bernardo não pode ignorar isso. É um líder, um exemplo a ser temido e respeitado... É o homem que vai ser lembrado na história... Talvez como revolucionário, talvez como um membro de uma das famílias mais poderosas, ou como um homem importante e cruel que muitas vezes manchou as ruas com sangue. O fato, é que essa história abranja tanto o sofrimento e a felicidade de uma menina cigana, como a vida enlouquecedora do homem mais poderoso do país. É... Não podemos nos esquecer disso.


...


Da janela, um olhar triste ainda não conseguia acreditar no que acontecera, e embora não gostasse de Rebeca, ninguém merece ser tratado de forma tão desumana como aquela mulher foi tratada.


Seu corpo já estava acostumado a arder por dentro, e embora durasse menos do que o esperado para “perder” os sentidos, Bernardo subiu as escadas, cambaleante em direção ao quarto de Jazmim. O barulho era evidente, e a cigana não esperou Bernardo chegar à porta no quarto. Trancou-se.


Houve esmurro, chutes, cabeçadas, mas nada fez a cigana encolhida em frente a porta abraçando os joelhos se recusava à abri-la. Derramou algumas lágrimas, de certa forma, com as mãos em cima dos ouvidos desejando que tudo aquilo acabasse, que aquela tortura psicológica cessasse.


Demorou alguns minutos para aquilo acontecer, os gritos de Bernardo já não eram mais ouvidos e a garota agora já enxugara as lágrimas secas. Se colocou em pé, com as pernas trêmulas, espiando pela fechadura. Nada. Delicadamente depositou a mão sobre a chave da porta, destrancando-a... Esperou alguns segundos, respirou fundo. Após a porta ser aberta, não havia ninguém, olhou para os lados para ter certeza e a fechou novamente sem tranca-la. Provavelmente Bernardo caíra de bêbado na cama. Com Jazmim não foi tão diferente, porém foi de cansaço. Depositou a cabeça sobre o travesseiro, enquanto seus olhos azuis conseguiam enxergar uma parte da lua que parecia sorrir pra ela. Era como se a magnífica criação do universo pudesse entrar no seu coração e sussurrar baixinho: Tudo vai ficar bem.


E sim, a cigana se permitiu acreditar... Mais uma vez.


...


O relógio marcara 8:23 da manhã. Jazmim acordou com dificuldade, esfregou os olhos e espreguiçou-se. A preguiça se manifestou mais do que o normal, ficou ainda alguns minutos na cama. Por fim levantou-se, tomou um banho, vestiu uma roupa confortável e antes que pudesse descer algo pequeno chamou sua atenção. Ela não havia percebido, ignora os detalhes quando está sozinha, mas uma caixa com um laço não é de se desprezar. Imaginara de quem fosse. Foi então que lembrou... Era seu aniversário.


A morena sentou-se no pé da cama, curvando o corpo até alcançar a pequena caixa e a depositando em cima de suas pernas. Desfez o laço com cuidado, tentou adivinhar o que havia dentro, mas antes que pudesse abri-la se deu por si. Foi como um flash em sua cabeça de tudo o que havia acontecido ontem, de certa forma havia esquecido o fatos e isso fez com que ao raivoso ânimo voltasse. A caixa revelou um lindo colar de pérolas... Seus olhos chegaram a brilhar ao ver tamanho tesouro, nunca havia recebido um único presente assim. Respirou fundo, e vencida por seu orgulho colocou a caixa de lado e a deixou ali antes de descer as escadas... A cigana definitivamente não seria comprada tão fácil. Não Agora.


...


– Criança, anime-se!


Sandra entrara na cozinha despertando Jazmim de seus próprios pensamentos. A cigana apenas sorriu ainda sem ânimo nenhum.


– Nesse dia tão especial... Não pode ficar emburrada dessa forma.


– É um dia como qualquer outro. – Sussurrou Jazmim.


– Claro que não é! Só se faz dezesseis anos uma vez!


Sandra sorriu de forma confortável, e Jazmim adorava aquele sorriso, sempre se sentia bem ao lado dela.


– Sandra, só se faz todos os anos uma vez.


Jazmim apoiou o rosto nos braços enquanto a mulher a fitara com uma expressão questionável. Parecia estar escondendo algo importante, embora Jazmim nem percebesse isso.


Ajeitou-se na cadeira, e ficou futricando em qualquer objeto que encontrara ali por cima, pelo menos até Sandra a levantar.


– Não há mais quem te aguente assim.


– Me deixa, não estou em um dia muito bom...


Sandra sentou-se ao lado fazendo a cigana fitar os olhos castanhos daquela mulher. A face de Sandra era marcada por traços da idade, porém era robusta, trabalhadora, uma mulher guerreira e que já sofrera muito na vida.


– Eu vi o que aconteceu ontem querida, mas não pode deixar que isso acabe com o seu dia. Eu sei que é especial pra você... – Sorriu. – Eu li um de seus livros...


Jazmim sorriu pela primeira vez no dia fazendo Sandra mexer em seus longos cabelos pretos.


– Obrigada.


Sandra não disse mais nada, apenas saiu em direção à outra parte da cozinha. Jazmim continuou onde estava por mais alguns minutos e depois se acomodou no sofá para ler um livro. Passou toda a manhã dessa maneira, praticamente, apenas após o almoço onde ela e Sandra almoçaram juntas, foi que a empregada a surpreendeu.


– Feliz aniversário, feliz aniversário... – Cantarolou Sandra enquanto trazia nas mãos uma forma com um bolo feito por ela mesma. Jazmim abriu a boca categoricamente, e por fim gargalhou, com os olhos arregalados.


– Não creio! – Jazmim se aproximou da mesa. – Nunca comi um desses. De que é?


– Chocolate!


Sandra o colocou sobre a mesa, tirando do avental uma caixa de fósforos e acendendo todas as dezesseis velinhas.


O parabéns foi cantado em poucas vozes e poucos aplausos foram dados, porém aquele momento era tão mágico para a cigana que quase a fez chorar de felicidade... E nunca chorou por isso.


– Agora, faça um pedido e sopre as velas.


Jazmim fechou os olhos, deu um pequeno sorriso e fez um pedido especial que nunca esquecera na vida. Não vou dizer aqui o que ela pediu naquele momento, apenas posso afirmar que esse pedido se realizou. Apagando as velinhas, uma onde aplausos foi ouvido atrás de si, mas apenas quando a voz se tornou evidente foi que estremeceu por completo.


– O que pediu? – A voz grossa de Bernardo se dissipou o que fez Sandra fingir que estava arrumando algumas coisas e Jazmim girar os calcanhares em direção a ele.


– Se eu contar não se realiza.


A cigana torceu para ele não interromper sua saída, mas Bernardo não era idiota. Sabia que ela estava tentando escapar dele.


– Gostou do meu presente? – Bernardo se aproximou, escorando-se na parede.


– Não acha que é qualificado demais para uma cigana suja, senhor?


Bernardo a encarou sério. Não acreditava que aquela menina estava ofendendo a si própria para atingi-lo e ainda com as palavras de Rebeca.Tirou a gravata e o casaco e puxou o banco que Jazmim estava sentada para próximo de si.


– Então me diga um presente digno de uma cigana...


– Não irei fazer isso... – Jazmim desviou o olhar.


– E por que não?


– Porque estou me limitando a não querer nada que venha de você...


Bernardo gargalhou, não ficou irritado, achou engraçado a forma como ela falava. De braços cruzados, parecendo uma criancinha que estava desobedecendo à mãe.


– Então me conte porque está irritada?


Jazmim o encarou com o cenho franzido, enquanto Bernardo parecia mais distraído que o costume. Definitivamente, acordara com bom humor.


– Ainda pergunta? – Jazmim levantou-se. – Como pôde jogá-la no meio da rua Bernardo?


– O que? – Bernardo ergueu o corpo, não acreditando naquelas palavras. – Está defendendo quem tenta matá-la? Ela mereceu o destino que teve!


– Ninguém merece isso. – Jazmim mordeu os lábios inferiores, segurando as próprias lágrimas nos olhos. – Será que não entende Bernardo? Não é por ela...


Bernardo respirou fundo, abrindo os braços logo em seguida, fazendo Jazmim o abraçar com força. Após um abraço de conforto, os dois se afastaram, o que fez Bernardo a mostrar outra caixa.


– Trouxe outro presente. – Sorriu. — Todas as mulheres o cobiçam há anos, estava parado em frente à vitrine.


Bernardo abriu uma caixa com um vestido preto e prata, magnífico para qualquer mulher de “classe”, mas não pra ela. E Bernardo tão pouco compreendia.


– Não te entendo... Qualquer mulher esbanjaria estes presentes! – Os dois se sentaram com as mãos apoiadas sobre a mesa.


– Não sou qualquer mulher Bernardo.


A forma que Jazmim lhe falara era de uma maneira tão adulta e forte, que soou como se ela tivesse mil espadas para se proteger de qualquer pessoa que se aproximasse. Ele notou isso, e de certa forma, as coisas se tornaram mais interessantes pra ele.


– Então me diga. – Bernardo se aproximou de seu corpo, se encaixando sobre as pernas de Jazmim e quase tocando seus lábios, depositando o calor de leves sussurrou sobre sua face. – Peça-me o que quiser que eu lhe darei. Não há nada que eu lhe negue... Não possa conseguir!


Os olhos de Jazmim encontraram o chão antes de fitar a face de Bernardo. Com o toque de seu dedo sobre o rosto da garota, ela finalmente ergueu o rosto abrindo a boca pra falar por poucos segundos.


– Quero algo feito por você... Somente por você.


A cigana não desviou mais nenhum segundo daqueles olhos belos e frios. Bernardo sentira como se ela aprisionasse sua alma, com força, embora era ele quem a abraçara naquele momento. Beijou lentamente seus lábios, e aos poucos pressionou seu corpo contra o dela, Jazmim chegou a ouvir o coração de Bernardo bater. Aos poucos, as mãos de Bernardo lhe cobriram as pernas, fazendo subir o vestido branco que a garota vestia.


– Cruze as pernas minha cintura. – Sussurrou Bernardo.


Jazmim obedeceu e com um movimento Bernardo a fizera sentir seu membro atingir a intimidade seminua da garota... Ele já estava excitado o suficiente... Ficava assim só de fitá-la e de estar perto dela. A desejava de todas as formas possíveis, e às vezes odiava a si mesmo por isso... Enlouquecia perto daquela menina.


Bernardo pressionava seu membro já ereto fazendo Jazmim soltar pequenos gemidos... Em poucos segundos Jazmim já cravava as unhas nas costas nuas de Bernardo. Os beijos se tornaram mais intensos, o que fez Bernardo abaixar a parte de cima do vestido da garota, deixando seus seios a amostra. Beijou seu colo, mordeu de vagar, enquanto sua mão deslizou em direção a feminilidade da cigana.


Jazmim começou a sentir sensações incríveis, ele a estimulava de tal maneira que incrivelmente ela chegava a sorrir. Bernardo se abaixou fazendo Jazmim abrir os olhos rapidamente, porém os carinhos de Bernardo voltaram a acalmar, assim como sua voz.


– Feche os olhos.


Jazmim obedeceu, sentindo – após Bernardo afastar sua calcinha. – A língua quente invadindo sua intimidade. Ela mordeu os lábios inferiores, respirou fundo, enquanto todas as lembranças ruins que tinha presa dentro da memória foram desaparecendo. A garota gemia baixo, segurando os cabelos de Bernardo com força enquanto o mesmo deslizava as mãos por sua perna. Por fim, seu coração acelerara, as pernas bambearam e ela pareceu chegar aos céus. Jazmim foi ao máximo do prazer com os toques de Bernardo, e pela primeira vez ele sentiu uma parte de si completa como nunca havia sentido antes. Levantou-se com um sorriso, a beijando mais uma vez nos lábios com força a fazendo sentir o gosto do próprio prazer.


A cigana a olhou nos olhos, enquanto Bernardo levou uma de suas mãos até seu membro já ereto.


– Segura com força. – Sussurrou.


Jazmim o masturbou exatamente como ele mandara, mas o palavra “insatisfeito” se encaixava ao temperamento de Bernardo.


– Me chupe! – Sorriu maliciosamente. – Mas não encoste os dentes, não vou gostar nada...


Jazmim o fitou estupefaça com aquelas palavras, não sabia como reagir. Por fim, agachou-se e levara o membro de Bernardo à boca, fazendo exatamente o que ele lhe mandara. É claro que ela não tinha experiência, mas sentir a boca pequena e quente de Jazmim o dava um prazer incondicional.


Bernardo gozou em sua boca, o que fez Jazmim tentar se afastar rapidamente.


– Não cuspa, engula!


Não queria, mas obedeceu. Bernardo a segurou com força contra seu corpo, beijando seu pescoço enquanto a colocara de costas... Penetrou Jazmim de vagar enquanto segurava suas mãos contra a mesa.


– Seja minha, só minha.


O ritmo aumentou, os gemidos de Jazmim se tornaram altos... Logo seu coração acelerou mais uma vez, fazendo Bernardo sorrir.


As mãos do homem apalparam seus seios, enquanto Bernardo a penetrara com força... Não demorou a gozar. Jazmim em nenhum momento, incrivelmente, sentiu dor. Bernardo a proporcionava minutos de longo prazer e o que nunca imaginara fazer por mulher nenhuma, já que Bernardo não se importava com o prazer das mulheres que já dormia, as consideravam apenas objetos.


Não negava mais para si mesmo, com Jazmim era diferente. A queria apenas para si, negava um dia ter que a deixar... Não gostava nem de pensar dessa forma. Mas o que acontecia? Será que estava se tornando dependente daquela feiticeira? Por um segundo Bernardo se perdeu em seus pensamentos, queria se perder, fugir um pouco da realidade que parecia o matar aos poucos.


A cigana o analisava com os olhos, terminantemente.


– Por que me olhas assim?


– Está pensativo.


Bernardo ficou em silêncio e Jazmim fechou os olhos, com a cabeça apoiada em seu colo. Ficando alguns segundos com a garota em seu colo, acariciando seus cabelos até achar que a morena estava dormindo. Bernardo a pegou no colo e subiu as escadas, a largando em cima de sua cama. Esperou mais alguns segundos, analisou aquela menina de beleza descomunal... Como podia ser tão bela?


O homem abaixou a cabeça, lembrou-se do que acontecera na noite passada e acariciando seu rosto sussurrou...


– Me desculpe.


Talvez a primeira vez que ele falara aquelas palavras se não para seu pai, no passado. Bernardo desviou seus pensamentos, beijou seus lábios devagar e se afastou. Caminhando em direção à porta, fitou a garota mais uma vez antes de sair. Nunca admitiria se perguntasse, mas sim, Bernardo se sentiu incomodado de certa forma por tudo o que aconteceu. Não apenas pelos fatos da noite passada, mas por toda a história...


As marcas do passado ele tinha certeza que nunca poderia apagar, e nem tentava, apenas queria manter escondido dentro de si mesmo o passado, e os sentimentos que tinha em relação a isso.


Fitou Jazmim dormindo, e de forma serena e calma falou baixinho.


– Feliz aniversário...



Notas finais
O próximo capitulo vai ser bem melhor, prometo! bjs