Notas iniciais
O capitulo ficou pequeno mas bem interessante, espero que gostem!

Ela não era um anjo mas era parecida com um. Se tivesse asas talvez ate desconfiaria, pois a forma que ele a olhara revelava que cada milimetro de seu corpo foi percorrido com os olhos analistas de um homem frio. Jazmim o estava olhando perplexa e de maneira amedrontada, afinal o rosto de Barnardo Guilertina, possuia um olhar que transmitia medo, feições perfeitas e um sorriso maquiavélico. Não podia negar tamanha beleza, de ambos os lados. Pois de um, a beleza era delicada, pura, ingênua...

De outro, a beleza era agressiva, estonteante e até enloquecedora.

- Sabe quem eu sou menina? — Bernardo entrou no quarto, passando por entre os móveis e indo em direção a Jazmim. Como um caçador que persegue a sua presa.

- Não. Mas se não sair agora eu vou gritar.

O homem sorriu. Ela só podia estar brincando... Se fosse verdade que não o conhecesse não poderia culpa-lá, embora achasse que fosse mentira.

- Bernardo.

Ana aparecia na porta, com a felicidade de uma criança que ganhara doce.

- Vejo que já conhece minha nova garota. — Ana foi em direção a Jazmim, mexendo em seus longos cabelos pretos. — Linda não acha?

- E atrevida. — Respondera rispido.

— Como?

- Atrapalhou meus pensamentos com esse tipo de música selvagem.- Olhou Jazmim de uma forma que iria matá-la, a garota se encolheu, sentindo os pêlos do corpo se arrepiarem.

- Você que atrapalhou a minha música. — Jazmim soltara a língua. Apesar de ser educada, não aceitava nenhum tipo de ofensa a sua cultura. — E salvagem é a maneira que o senhor se refere a quem nada sabe ou conhece!

— ORA SUA...

- Meu nome é Jazmim. — Interrompeu a garota docemente, fazendo a forma com que ele gritara se tornasse extremamente ridicula, e Bernardo odiava isso, odiava ser tratado como pouca coisa.

- Falo como acho que devo com quem quiser, e como quiser. Ponha-se no seu lugar e não me faça ter que sujar as mãos para matá-la.

Jazmim pode sentir aquelas palavras atravessarem-lhe a alma, como se quebrassem todos os seus ossos do peito. Abismada e sem reação, Ana interrompeu como pôde.

- Silêncio Jazmim. Me encontre na minha sala para termos uma conversa...

A garota passou por Bernardo sem nem olha-lo nos olhos, onde após sair Ana se aproximou do amigo.

- Nossa! Me desculpe... Não sei o que dizer...

- Tem que adestrar melhor as suas cadelas Ana. — O homem falou sério.

- Não se preocupe, não vai acontecer novamente.

Bernardo concordou com a cabeça e saiu do quarto, com o olhar daquela garota na cabeça. Como ela ousou a falar com ele daquela maneira?

Ana sabia que não poderia deixar aquilo por isso mesmo, e embora quisesse ignorar, não seria possível. Ficou pensativa por alguns minutos e logo depois saiu do quarto, onde Camila entrava.

- Fique no quarto.

Falou séria para Camila, saindo e batendo a porta. A garota percebeu que Jazmim não estava no quarto e temeu. Afinal, ela podia ter fugido e isso poderia ter custado sua vida, mas ela voltou... Devia isso a ela.

Ana entrou na sala onde Jazmim estava, sentada em uma cadeira em frente a sua mesa. Aproximou-se da garota e ficou de frente para a mesma.

- Bernardo Guilertina é o homem mais poderoso do país. — Ana se apoiou na mesa. — E aqui nós temos regras Jazmim. Essa casa está de pé graças a ele, eu estou viva graças a ele. O que você falou é inaceitável.

— Mas... Ana fez mensão para ela calar-se.

— Aqui há consequências, e você pertence a mim portanto deve respeito a ele!

Ela disse apenas isso e saiu pela porta. Jazmim não entendeu, no entando alguma coisa angústiava seu coração cigano.

O estrondo na porta não assustou tanto quando os dois homens que entraram por ela, tempo nao teve nem de a garota girar a cabeça para trás. Seu corpo frágil foi puxado em direção a mesa, onde suas mãos foram presas pelos fortes braços dos homens que a aprisionaram. Tentou se soltar inútilmente, já que o medo a impedia até de falar.

Não conseguia ver quem estava em suas costas quando sua blusa foi rasgada, mas pode ouvir o estralo que alguém fez com a cinta ao se aproximar de sua pele. A mão fria parecia brincar com as suas costas nua, provocando um medo horrivel em seu coração. Seus olhos não acreditavam na imagem que surgira em sua frente, onde Bernardo Guilertina fitara cada parte de sua angústia como se ela fosse apenas um simples inseto.

A cinta atingiu suas costas a fazendo soltar um grito e apertar a mesa com força. O mais dificil de apanhar naquele lugar, era apanhar em frente ao homem que havia "pisado" em suas origens. Para Bernardo, aquela era uma das cenas mais satisfatória que já vira, onde cada estalo da cinta das costas de Jazmim mostrava o poder que ele tinha sobre qualquer pessoa daquela cidade. O grito dela era música para seus ouvidos.

" Grite... Implore..."

Ao que parecia ser a última cintada, fez Jazmim se agachar de dor enquanto suas mãos eram levadas novamente em direção a mesa. A voz grossa e rouca sussurrou em seu ouvido.

- Peça desculpas.

Jazmim ergueu os olhos em direção a Bernardo.

Diz a história que ciganos são rancorosos, mas para Jazmim, não era uma questão de ódio e sim de dignidade. Olhar nos olhos daquele homem e pedir desculpas, doia mais a alma do que ser espancada a noite toda. Por isso, ela apenas olhou em seus olhos e disse:

- Não.

O homem se surpreendeu com aquela reação, mas ao invés de o deixar irritado passou a diverti-lo. Ver aquela criatura linda e frágil desafiá-lo era como pela primeira vez, ter um desafio digno de sua total atenção. Se afastou da janela e foi em direção a porta, onde se aproximou da garota em passos lentos.

Jazmim se negou ao olhar em seus olhos. Virou o rosto e sentiu a mão quente de Bernardo invadir sua cintura...

— Eu vou fazer da sua miserável vida um inferno.

Sussurrou em seu ouvido. Tocar aquela jovem cigana o excitou de certa forma, e ao ver o quão submissa ela tava a seus dominios quase o fez perder a cabeça. Aproximou seus lábios do pescoço da jovem fazendo a mesma se encolher e tentar se afastar, onde a mão grossa de Bernardo apertou seu corpo fortemente contra o dele.

- O que está fazendo?

- Sentindo seu medo.

Ele permaneceu sério, mas se afastou ao dar conta do que estava fazendo. Tinha o ódio correndo em suas veias, a vontade era de lançar a arma e matar aquela menina com um tiro certeiro na cabeça. Porém, uma idéia muito mais perversa lhe veio à memória.

- Mais dez.

Falou de forma severa e saiu pela porta, onde as mãos de Jazmim fincaram-se a mesa e seus olhos se fecharam. Ouvindo o chibatar e sentindo a dor que parecia percorrer-lhe todo o corpo.

Quando a tortura finalmente acabou, Jazmim caiu no chão e ali ficou por mais de uma hora. Tentando convencer a dor de seu corpo que não passava de um longo pesadelo... Ela entendeu as consequência de se recusar a pedir perdão, e não se arrependia, afinal, a única coisa que permanecia intocável era sua dignidade.

A dignidade cigana que corria em suas veias como cavalos mustang correm livres.

Quando a porta abriu, quem apareceu foi Camila, indo em direção a cigana que já dormia deitada no chão frio.

- Jazmim, está bem? — Camila a sacudiu fazendo a garota abrir um pouco os olhos e tentar se levantar. Não conseguiu se erguer, caindo novamente. — Calma, vou te ajudar!

Camila a carregou. Já era noite e todas as meninas já haviam saído para os bares ou estavam com outros homens. Jazmim dormira naquele chão frio pedindo perdão a Deusa se fez alguma coisa que fosse necessário tal punição, pois não conseguia enxergar aquelas palavras de tal forma. Seu povo a ensinou tudo: Seus principios, respeitos, honras... E embora naquele momento tudo o que lhe foi ensinado desapareceu, a jovem cigana menteve a dignidade dentro de si e prometeu a si mesma, nunca entregá-la por nada.

Abriu os olhos após alguns minutos que a colocaram na cama. Estava de bruços, com Camila cuidando dos ferimentos de suas costas. Molhara o pano e torcia enquanto Jazmim mordia os próprios lábios abafando a dor.

— Calme, já estou acabando. — A cigana não respondeu tal afirmação, só desejava levantar e tomar um banho, ainda sentia o cheiro repugnante daquele homem em si.

- O que você fez para deixá-la tão zangada?

- Eu discuti com um monstro. — Bufou.

- Monstro?

- É. Um homem frio, repugnante, nojento e injusto.

As lágrimas caiam dos olhos da cigana, que descarregava o que prendera quando estava apanhando.

— Está falando de... De... Ber-er-nado? — Camila falou seu nome como se o próprio a estivesse ameaçando com uma arma.

- Acho que é esse nome. — Você está louca menina? — Ela se levanatava, fazendo Jazmim fazer o mesmo e ir em direção ao espelho. — Ele pode te matar só de olhar diferente pra ele.

- Se fosse assim, teria me matado. — Disse Jazmim um pouco irritada. Não entendia como um só homem podia ter poder sobre tantas pessoas. E embora sentisse medo, nunca se submeteria a ele.

Olhou as costas no espelho, e não estava tão ruim quanto imaginara, embora a dor que sentiu não afirmasse isso.

- Não se preocupa. O homem que lhe bateu nunca deixa marcas nas mulheres... Ana o mataria.

- Então, não sou a primeira?

Camila soltou uma gargalhada tirando uma muda de roupa de seu armário e jogando para a cigana.

- Nem a primeira e nem a última. — Ela se aproximou. — Comprei isso pra você.

- Obrigada.

Jazmim foi em direção ao banheiro e antes que pudesse entrar Camila parou em frente a porta.

- Obrigada por não ter fugido.

Camila foi em direção a cama e se deitou, enquanto Jazmim fechou a porta sem conseguir sorrir, e deixou a água que atingira seu corpo, levar embora toda a mágoa, toda a tristeza e toda a dor que sentira naquele dia. As lágrimas não pararam de cair de seus olhos nem por um segundo. Mesmo após sair do banho, onde havia ficado quase um hora, se deitou com os cabelos molhados e cansada, se pôs a chorar até pegar no sono finalmente.

Camila ainda ficou acordada até Jazmim dormir, ouvindo seus choros abafados. Pensava que talvez fosse pelo arrependimento de não ter fugido quando pode, ou até pela surra que levara. Porém, mau sabia ela, que jazmim chorava pela vida que lhe foi roubada tão violentamente... E como conseguiram em poucos dias, fazê-la sofrer de quase todas as formas possiveis.

As mulheres dançavam em suas langeries de seda, mostrando seus corpo exuberantes e quase nús. Alguns completamentes. Era o quinto copo de Alcool que Bernardo Guilertina tomara enquanto fitara uma exuberante prostituta que se oferiam apenas pra ele. Homens que se diziam importates o cercavam de ambos os lados, e era comprometimento de cada funcionário o cumprimentar anter de passar por ele.

Sua vida quase sempre foi assim, mas seu passado não são fatos para contar agora.

O que o deixara incrivelmente excitado, era a forma como aquela mulher se movia de várias maneiras, se submetendo a várias possições para atrai-lo. Teria aquela mulher em sua cama e a comeria de tantas formas que ela sentiria que estava sendo partida ao meio. — Era esse seu desejo nesse momento.

Largou o copo com força e foi em direção ao diretor, apontando a mulher morena que dançara. O diretor sorriu e concordou com a cabeça onde em menos de um minuto, Bernardo já estava no carro esperando a mulher com que marcara. Não gostava de esperar atrasos, era completamente impaciente quando se tratava disso... E quando vira entrar no carro o arrancou antes que ela pudesse fechar a porta.

A mulher sorria de forma vitoriosa. De fato, ser escolhida por Bernardo Guilertina, era como ganhar na loteria no mundo das prostitutas. Bom pro reconhecimento, não na hora do sexo.

A prostuta morena que escolhera se chamava Amanda, mas provavelmente seu nome verdadeiro não foi revelado. Bernardo sabia escolher uma mulher como nenhum outro, no entando, seu ódio com o que havia acontecido, e principalmente sua excitação pela dor fizera com que cada parte do corpo de Amanda sofresse com isso. No entando, aquele homem sabia como proporcionar um prazer único em cada mulher. Chegando no quarto onde levava as mulheres — Nunca em seu próprio.

Arrancou a gravata do pescoço como se fosse apenas um pedaço de papel e tirou a camisa branca, revelando o corpo musculoso que cobriu quase que por inteiro o corpo de Amanda. Normalmente não se preocupa com o prazer que proporciona as mulheres, apenas em seu próprio. Pois vê prostitutas apenas como bonecas de pano que ele tem em suas mãos, podendo fazer o que quiser. Arrancando as poucas roupas da mulher como um lobo feroz e faminto, a lançou contra a cama, chupando e mordendo seu pescoço de uma forma que a fez ficar excitada em poucos segundos. Bernardo tinha esse poder, com um simples olhar parecia arrancar a alma das pessoas e revelar seus mais profundo segredos.

Lambeu os lábios e segurando seu sexo entre as mãos, o levou a boca logo por inteiro. o homem virou a cabeça respirando fundo, e quando fitou nos olhos da mulher que o dava prazer... Sim, ele pode jurar que era a jovem e atrevida cigana. Podia até enxergar seus lindos olhos claros e um sorriso maroto que cobria-lhe o rosto. Levantou o rosto da mulher, o analisando, onde a miragem que sua cabeça criara não era mais a mesma. Abriu as pernas de Amanda e a penetrou com força, com sede, onde o grito de prazer e dor pareceu uma melodia agradavel ao seus ouvidos. Lembrou-se de quando vira a menina apanhando e de quando fitou seu olhar, recusando de qualquer forma o perdir perdão. Puxou a mulher pelos cabelos e a virou de costas, penetrando seu ânus com fúria. É claro que Amanda já estava acostumada, e isso fez com que tivesse forças para olhar para trás e o mostrar um sorriso safado...

- Você gosta né vadia.

Puxou seus cabelos a penetrando por completo fazendo a mulher soltar um grito, sentindo ser rasgada por dentro e gozando na mesma hora. Bernardo mostrou os dentes em um sorriso maquiavélico, e quando finalmente gozou, deixou a mulher cair ao seu lado, onde adormeceu em poucos minutos.

- Prostitutas...

Girou os olhos e acendera um cigarro como sempre fazia, puxando as cobertas que cobriam o corpo de Amanda a fazendo abrir os olhos.

- Vá embora. Não estou afim de acordar e ver a sua cara.

Ordenou seco, fazendo a mulher de pernas bambas, juntar suas roupas e sair do quarto.

Bernardo atravessou a sacada, admirando a lua cheia e colocando-se a pensar sobre sua vida. "Bom, talvez não fosse tão mau assim." - Gargalhou ao pensar nessa possibilidade, afinal já fez coisas piores que o prório Hitler.

Segurou um copo de Rum entre as mãos e o bebeu em apenas um gole.