Estou em um trem que esta me levando para uma pequena cidade popularmente chamada de cidade dos lobos. A razão é que até quarenta anos atrás nessa pequena cidade a cada hora alguém morria morto por “lobos”.

Esse lobos na verdade são metamorfos, ou os populares lobisomens, minha família caça essas criaturas desde que foram descobertas. Meu pai se afastou dessa obrigação após conhecer minha mãe e os dois se mudaram para Los Angeles para viver uma vida feliz e longe dos lobos de das caçadas. Porém a duas semanas meu pai e minha mãe foram mortos por um lobo e eu agora estou indo morar com meu tio e o restante da minha família paterna no covil desses metamorfos malitos.

Mas dessa vez eu vou cumprir com o destino da minha família e dar fim a cada um desses lobos e vingar a morte dos meus pais.

Assim que o trem para na minha estação eu desço e logo sou recebida por um abraço repentino.

— A quanto tempo prima! – Violet fala empolgada.

A ultima vez que vi Violet foi em uma reunião de família a dois anos atrás.

Ela se afasta e eu posso ver que ela não mudou nada, continua com seu sorriso alegre, olhos castanhos brilhantes, pele clara, corpo magro e com a mesma altura mediana que eu.

— Com foi a viagem? – Meu tio Ulisses pergunta se aproximando de nós duas.

— Longa. – Eu respondo olhando para ele.

Meu tio também não mudou em nada, continua com seu jeito calmo, cabelo castanha, barba mal feita, olhos cor de mel idênticos ao meu e do meu pai e tão alto quanto uma girafa.

— Vamos pegar suas coisa e seguiremos para casa. – Ele fala se direcionando as bagagens.

— Vai ficar com o sótão só pra você como seu quarto. – Violet fala enrolando seu braço no meu. – Meu pai fez questão de esvaziar o lugar pra você. Você é muito sortuda. – Ela fala me arrastando atrás do meu tio.

Eu odeio essa intimidade que ela toma com as pessoas.

— Se quiser podemos trocar de quarto. – Falo me soltando dela.

— Vou pensar na oferta. – Ela fala enrolando seu braço em volta do meu novamente.

Assim que meu tio pega minhas malas seguimos para a caminhonete dele e vamos em direção a casa da nossa família, onde meu tio vive com sua esposa, Violet e seus dois filhos, Vitor o mais velho dos irmão com vinte anos e Bruno e caçula com doze anos, Violet tem a mesma idade que eu dezesseis.

Assim que chegamos a casa o imenso portão de ferro se abriu e meu tio continuou o caminha acompanhado de arvores em ambos os lados as arvores sumiram e no gramado baixo e casa de madeira se erguia. Meu tio estacionou bem frente a varanda e nos descemos.

A ultima vez que estive aqui eu tinha cinco anos e para mim as historias que meu pai e meu tio contavam sobre os lobisomens eram apenas isso, historias que me faziam ter pesadelos a noite.

— Seja bem vinda a sua nova casa. – Violet fala animada ajudando meu tio a pegar minhas coisas.

Assim que entrei em casa podia sentir o cheiro do almoço, a sala continua como me lembro bem ampla e com a enorme televisão que ninguém usa, a lareira com a foto da família em cima, os sofás bem no meio com um tapete de urso no meio e uma mesinha em cima.

— Eu coloquei o básico para um quarto, mas aos poucos você pode ir o moldando ao se gosto. – Meu tio fala subindo a ampla escada de madeira a direita junto com Violet e eu os sigo até o sótão, tem um guarda roupa, uma escrivaninha e uma cama, como ele disse o básico. A janela e ampla e tem uma boa visão do bosque atrás da casa.

Assim que coloco minhas roupas no guarda roupa eu ponho a foto dos meu pai na escrivaninha junto ao meu notbook e alguns dos livros que eu trouxe, então desci e segui para a sala de jantar, todos se levantaram.

— Seja bem vinda, prima! – Vitor fala com um sorriso gentil, sua marca registrada.

— Queremos que se sinta em casa. Minha tia fala se sentando junto ao restante.

— Eu vou tentar. – Eu falo me sentando ao lado de Violet e de frente para Bruno.

— Como é a vida em Los Angeles? – Bruno pergunta se servindo.

— Normal. – Eu respondo indiferente.

— Que chato. – Bruno fala sentando.

— Não pra mim. – Eu fala me levantando e começando a mi servir. – Eu gosto do normal.

— Então se mudou pra cidade errada. – Bruno brinca.

— Eu não tive muita escolha. – Eu fala me sentando.

— Vai ver que logo vai se acostumar com as coisas aqui. – Minha tia fala se servindo junto ao meu tio.

Eu duvido muito.

Depois do almoço eu volto para o sótão, pego a foto dos meus pais e deito na cama. Dói não tê-los mais aqui, não ter mais o abraço da minha mãe, nem as piadas horríveis do meu pai.

Eles se mudaram para ficar longe dessa briga e esses lobos malditos os seguiram mesmo assim, só pra ter o prazer de matar.

Eu levanto da minha cama e vou até o porão onde a família guarda as armas de caça, olho para cada uma delas e pego um rifle pela primeira vez na minha vida, certifico se esta carregada e saio da casa.

— Onde esta indo com isso? – Violet pergunta me seguindo.

— Pra qualquer lugar. – Respondo seguindo rumo a caminhote.

— Sabe usar isso? – Violet pergunta entrando na caminhonete ao mesmo tempo que eu.

— Vou descobrir. – Falo ligando o carro e Violet põe o cinto.

— Não precisa vir comigo. – Eu falo engatando a macha.

— Tenho um palpite de que esta errada. – Ela fala olhando para frente.

Eu começo a dirigir sem rumo e para no meio do outro bosque descendo da caminhonete com rifle.

— Sabe pelo menos no que vai atirar? – Ela pergunta descendo.

— Na primeira coisa que eu ver se mexer. – Respondo olhando pelo visor atrás das pragas dessa cidade.

— Nesse caso vou voltar para o carro. – Ela fala entrando.

O silencio reina no bosque e cai a fixa da burrice que estou fazendo, eu nem sei como se atira nisso.

Eu relaxo meu corpo e ouço um ruído, mi viro e posso ver um vulto preto entre as arvores, deparo um pouco mas identifico o lobo negro me encarando com seus olhos azuis.

Seu tamanho e o dobro a de um lobo normal o que indica que ele é um metamorfo em um movimento rápido eu aponto o rifle pra ele.

— Não! – Violet grita da caminhonete e na distração eu caio no chão com o lobo em cima de mim.

Seus olhos estão fixos nos meus, é como se ele estivesse me analisando procurando algo,eu estou imóvel, paralisada pelo medo, essa é a primeira vez que estou diante de um lobisomem.

— Não faz isso. – Violet fala se aproximando. – Ela é nova aqui, não sabe das regras.

O lobo dá uma boa olhada em mim, rosna e se afasta com cautela.

Eu olho para o rifle ao meu lado e vejo diante de mim a oportunidade de vingar meus pais, em um movimento rápido pego o rifle e me levanto apontando para o lobo.

— Não faz isso. – Violet fala colocando a mão no meu ombro.

O lobo permanece com os olhos fixos nos meus e ergue a cabeça, como se me desafia-se a atirar. Estou prestes a puxar o gatilho quando mais lobos surgem atrás dele, cerca de oito.

— Vamos embora daqui. – Violet fala abaixando o rifle e me puxando para trás. – Esse é o território deles.

Nos entramos no carro e saímos do lugar voltando para casa.

— Onde estavam? – Meu tio pergunta assim que nos duas entramos na casa.

— Beatriz queria saber como se usava o rifle. – Violet fala jogando a arma para o pai que estranha a noticia.

— Por que? – Ele pergunta analisando a arma.

— Quero matar cada metamorfo que exista nessa mundo. – Eu falo tomada pela fúria.

— Sua mãe não queria essa vida pra você. – Meu tio fala colocando a arma em cima da mesinha.

— Isso não faz diferença. – Eu falo subindo a escada.

— Eu posso te ensinar. – Vitor fala ao mesmo tempo que abro a porta para ir pro sótão.

Eu o ignoro e entro subindo pro sótão.

Notas finais
Essa é minha primeira historia espero que gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.