Cidade dos Lagos
11 No fim da ladeira
No final do dia, estávamos eu Clarie e Daniel numa cafeteria ao norte da rodovia interestadual, eu tinha minha pilha de folhas, copias das edições do jornal da cidade, e os dois, um livro muito parecido com o que eu achei nas coisas de Jenna, haviam as mesmas fotos dentro dos dois, e quando percebemos isso acabamos nos encarando sem saber o que fazer, nem dizer.
– Então o que isso significa?
Clarie pergunta a nos, que nos entreolharmos, em seguida observamos a única diferença entre os álbuns à capa, uma com o brasão dos Angret e o outro com o dos Pierce.
– Alex você pode perguntar pra sua tia. – Daniel me diz arregalo meus olhos levemente.
– Quer me ver morta Daniel?
– Não claro que não.
– Então eu não tenho coragem de perguntar nada Jenna ela me mata apenas com o olhar.
– Eu pergunto pra minha avó. — Clarie se oferece e nos voltamos a ela esperando que continue com que está dizendo. — Ela não vai me negar, minha avó e totalmente diferente te Carrie, e eu vou agora, porque eu tenho que ver o Craig. Então até mais os dois.
Ela se levanta colocando sua bolsa sobre o ombro, sorri e nos da as costas saindo do café com ar vintage, percebo que Daniel está me observando enquanto folheio um dos livros.
– Daniel...
– O que foi?
– Para. – Levanto meus olhos a ele que sorri envergonhado. – Eu preciso ir.
– Está bem. Quer carona?
– Não, eu estou de carro. Eu te ligo qualquer coisa.
– Claro. Tchau Alex.
– Tchau Daniel.
Me levanto juntando as minhas coisas e ando até a porta, e atravesso o estacionamento até o carro preto e ao abrir a porta jogo minhas coisas no banco do passageiro, fecho a porta e sem ao menos eu colocar a chave na ignição as portas travam e o carro da re, e simplesmente sai andando sozinho.
Entro em desespero, a rua é uma ladeira e no final dela há uma curva, mas do jeito que estou indo eu vou parar no lago, começo a gritar sem saber o que fazer, vejo Daniel correndo rua a baixo até que ele para seus olhos estão arregalados e a cada segundo ele fica menor ainda. Logo o carro simplesmente para, e ele corre até a mim e as portas se destrancam. Ele a abre e me tira de lá tremendo me abraça quando quase caio sobre meus joelhos.
– O que está acontecendo Daniel?
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