Cidade dos Lagos

8 Eu vejo gente morta


Notas iniciais
Nossa olha que criatividade pro titulo u.u E LM Forever obrigado pelos comentários C:

Por Alexandra

Eu não entendo porque isso está acontecendo, só sei que está realmente me assustando, e ao ver Clarie viva, isso me assusta mais ainda, não que eu não esteja feliz em vê-la viva. Daniel segura as minhas mãos e eu as aperto com força. Não estou me importando com o que Jenna pensa dele, eu não sei o que penso dele, principalmente depois do que Daniel disse a mim em sua casa na lareira depois do apagão.

– Mas... Clarie gagueja e me volto a ela com lagrimas em meus olhos, ela está pasma, assim como eu.

– Eu não sei o que está acontecendo, mas você estava morta aqui no chão dessa sala, eu só sei disso...

Tento não soluçar, e Daniel me encara logo se voltando a Clarie, parece conversar mentalmente ou algo do tipo, ela remexe em seus cabelos nervosa engolindo um seco.

– Eu... eu vou pra casa, depois nos conversamos sobre isso Daniel... Alex.
Clarie coloca as mãos no bolso e sai pela varanda fechando a porta.

–Daniel me desculpa eu não queria... É só um pouco assustador, e estranho, e eu devo estar ficando louca...

Me levanto caminhando até a janela lateral agora sem as cortinas que tirei para levar a lavanderia. Me sento com minhas mãos no rosto. Daniel toca meu ombro levanto minha cabeça me voltando a ele.

– Me explica o que aconteceu... o que você viu...

Ele se senta do meu lado, o encaro lembrando de tudo o que ele disse sobre nossas famílias, se e realmente verdade é totalmente errado ele estar aqui agora, e eu mesmo sabendo que não devia gostar, gosto disso. Do errado.

– Eu estava pegando as caixas para levar as cortinas pra lavanderia, e quando voltei para sala eu vi Clarie com os olhos arregalados assustados e sangue escorrendo no canto de sua boca... Havia sangue pra todos os lados... então vocês entraram e eu fiquei feliz por ela estar viva, mas...

– Você se sentiu louca por ver ela morta, não é?

Ao completar minha frase concordo com ela, era exatamente o que queria falar, mas não teria coragem de admitir que estou ficando mentalmente insana. Daniel sorriu calmamente como se entendesse isso, mas não entende não é? Ele não viu alguém que está vivo, morto no chão.

– Eu vou pra casa Daniel... Vou comer sanduíches e ver filmes, e não sair de lá como eu estava fazendo antes de inventar de vir pra cá, e tudo isso acontecer.

Me levanto pegando a caixa de cortinas sujas, Daniel recosta sua mão em meu ombro e me volto a ele, os olhos verdes penetrados em mim como se tentasse adentrar minha mente e ler meus pensamentos.

– Não é a primeira vez. É Alex?

– Primeira vez o que?

Resmungo engolindo um seco em minha garganta, eu nunca disse nada sobre isso a ninguém. E eu estou com medo, confesso que não quero que Daniel saiba disso. Ele arregala os olhos levemente e apenas isso se torna irritante no estado em que estou.

– Você sabe. Que você vê gente viva... morta?

– Eu não... Me desculpa Daniel, mas é estranho falar isso assim pra você.... Me desculpe.

– Então é um sim...

Ele toma a caixa em suas mãos e começa a caminhar apagando a luz, o sigo fechando a porta, e pegando a caixa de volta.

– É um sim. Está bem? No dia em que eu te conheci...

– No dia em que você acha que nos conhecemos, mas não foi...

– Nos conhecemos a mais tempo, muito mais... Você já me disse isso Daniel. Eu vi uma ruiva de vestido vermelho morta eu falei com Clarie, agora me lembro era ela, e depois quando voltei a ruiva não estava mais lá...

O celular em seu bolso toca provavelmente indicando que há uma mensagem ele o pega e se volta a mim logo depois de observar o visor, com uma expressão triste surpresa e meio perdido.

– Acho que já sei quem você viu... Minha amiga Angelina Costren.