Cidade de Ossos
2 Capitulo 2
Notas iniciais
[...]
Sai da janela e fui em direção a porta e a abri era o Diego segurando duas canecas esfumando.
–Eu pensei que podia querer um chocolate quente, esta frio lá fora.
–Obrigada.
Estou tentado me dar melhor com Diego pois quero saber algumas coisas. -Você não quer ficar aqui? Eu estava treinando assim você me ajuda.
–Desde quando precisa de minha ajuda? Você não me odeia?
–Eu achei melhor tentar ser sua amiga em vez de inimiga. E você poderia me ajudar com isso.
–Ok, eu vou me sentar então. Que feitiço esta aprendendo?
–O do vento, estou começando já com os 4 elementos.
–Hum... Cuidado ao beber esta quente.
–Ah, obrigada mas eu esfrio.
Tentei puxar o ar por de baixo da janela mas só consegui uma pequena brisa gelada melhor isso do que nada não é, mas isso era muito pesado apesar de ser simples doía minha cabeça.
–Acho melhor parar.. Eu disse com a mão na cabeça.
–Eu vou sair.. Tchau!
–Tchau. Ele saiu e fechou a porta então peguei meu celular e coloquei nas minhas musicas, mas tinha uma pequena diferença estava em outra ordem e tinha musicas novas achei estranho mas não liguei as musicas eram igualmente boas mas aquele celular não era meu, entrei nas mensagens e era um tal de Leon, Leon Vargas devia ser aquele menino que eu trombei ao fugir do Diego, sim eu me lembro de algumas coisas pois ainda estava consciente nessa parte. Esperei a Lua chegar no céu estava frio e nevava, resolvi ir a escola procurar a sombra dele, achei de quando nós caímos no chão depois disso tudo se misturou me deixando confusa a Lua se nublou impossibilitando a visão de seu rastro, peguei um fio de cabelo no chão e devia ser dele e levei para casa, já estava cansada usei muito minha visão e corri muito para chegar a escola ainda era novata naquilo tudo, cai na cama e dormi.
Acordei com fome e senti cheiro de sangue fresco, não era humano e sim de alguma carne que minha tia separará me arrumei, e desci cada vez mais faminta na geladeira achei uma jarra de sangue e comi um pedaço do bolo que Esmeralda fez, estava pronta mexendo no celular do Vargas quando o Diego chegou escondi o celular ele não podia saber que eu me comunicaria com um humano ele me impediria seria perigoso demais na opinião dele e ele estava certo.
–Ora, ora, vejo que já acordou!
–Sim, dessa vez já foi mais fácil... Cada dia esta mais fácil fingir ser humana.
–Que bom! Daqui a pouco já vamos.
–Ok...
Mandei uma mensagem para o meu celular, é quase certo que o Vargas já teria visto a diferença combinei de nos encontrar no lanche no lugar mais afastado possível e ele logo me respondeu que o melhor lugar era na ala dos menores perto do parque. Agora só tinha que fingir ser amiga de alguém para o Diego me deixar em paz.
–Vamos Fran?
–Claro! Levantei e peguei minha jaqueta pois estava frio e deveria nevar muito em breve eu sentia, fomos a sala e eu me sentei ao lado de uma menina não era tão chata como imaginei.
–Oi sou a Francesca.
–Oi, eu sou a Cami... Você namora o Diego?
–Não sei. Por que? Perguntei curiosa sua bochecha estava vermelha e ela ficou com a respiração acelerada igual a seu coração. Ela sorriu falsamente mas depois ficou seria.
–Você promete não contar a ele?
–Prometo! O que foi?
–Eu... Gosto um pouco...dele.
–Serio graças a deus alguém gosta dele... Quer dizer, e desde de quando?
–Esse ano que começou tudo, após ele me salvar de um bolada na queimada... Ai que burra eu sou eu estou contando que gosto dele justamente pra pessoa que ele gosta!
–Se eu contar um segredo você também promete que não vai contar a ninguém?
–Prometo!
–Da sua palavra?
–Sim!
–Eu sou prima dele... Só fazemos isso porque a mãe dele pediu, nem me pergunte o por que pois não irei responder.
–Ok... Então você me ajuda?
–Só se você me ajudar!
–Ok... Eu te ajudo em sei lá o que você queira e você me ajuda a se aproximar dele!
–Ok... Eu quero que distraia ele enquanto eu converso com uma pessoa. Pode ser?
–Pode mas quanto tempo vai demorar?
–O recreio inteiro! Fechado?!
–Fechado!
Demos um aperto de mão enquanto o professor entrava, antes da 3ª aula acabar a Cami me perguntou.
–Estou bonita?
–Sim e eu?
–Sim... Eu estou nervosa.. E se ele desconfiar de você?
–Fica tranqüila eu sei mentir muito bem.
–Muito obrigada Francesca.
–Acho que você já merece a honra de me chamar de Fran.
Ela sorriu e tocou o sinal para o recreio eu peguei o celular e coloquei no bolso da minha calça jeans rasgada fui ate o Diego e inventei mais uma de minhas mentiras.
–Então eu fiz amizade com aquela menina, conversa com ela e vê se aprova.
–Ok... Vem vamos lá.
Eu chamei a Cami e falei que no meio da conversa já ia sair, e foi isso que fiz demorei um pouco para descobrir o lugar e quando cheguei tinha um menino sentado no balanço de cabeça para baixo arrastando o pé como se escrevesse na terra já com um pouco de neve eu cheguei perto dele e tossi forçado para ele me notar ele logo "apagou" o que avia escrito e me olhou.
–Desculpa por ontem eu estava fugindo do meu... Do Diego!
–Tudo bem. Ele falou sem me dar a mínima apenas voltou a atenção ao chão.
–Posso me sentar?
Disse me referindo ao balanço ao lado dele, ele apenas assentiu então me sentei.
–Aqui esta seu celular, suas musicas são boas tão quanto as que costumo ouvir.
–Você viu minhas musicas?
–Eu não queria foi meio que acidental...
–Tudo bem, aqui esta o seu. Qual é seu nome?
–Serio você não sabe? Nem mexeu no meu celular para descobrir?
–Não... Gosto de privacidade. Ele disse inclinando um pouco o corpo que o fez balançar.
–Prazer meu nome é Francesca e eu já sei que se chama Leon.
Ele me olhou e olhou minha mão esticada e a pegou mas logo largou.
–Você esta na mesma sala que eu?
–Não sei... Você é a aluna nova?
–Sim...
Olhei reto ate o vidro de uma sala infantil e vi um reflexo de uma mulher cabelos compridos e grisalhos me assustei e olhei imediatamente para trás soltando um gritinho.
–O que foi?
–Leon você viu?
–A mulher?
–Sim..
–Já vi sim, ela é a faxineira. Meu coração se alivio por alguns segundos parecia que iria saltar do meu peito.
–Você não acha que esta frio para ficar aqui fora?
–Eu já me acostumei com o frio..
–Você mora aqui a quanto tempo?
–Desde que nasci, você se mudou recentemente não é?
–Sim... Vim para casa de minha tia.
–Então o Diego não é seu namorado?
–Claro que é! Eu falei tia porque... Eu me apeguei a ela mas é a mãe do Diego, vamos dizer que é a minha sogrinha.
–Você mexeu nas minhas notas?
–Não!
–Ok... Eu não gosto que mexem lá.
–Posso passar o recreio com você?
–Pode... Mas o que te faz querer isso?
–Eu apenas quero não tem um motivo exato.
–Por que se mudou?
–Por que... Meus pais viajaram para o aniversario de casamento deles e eu não podia ir junto... No que você quer se formar?
–Não sei... Queria ser alguém que mudasse o mundo.
–Eu também quero mudar o mundo e mostrar minha força, ser livre! Não depender dessas pessoas insuportáveis que mandam em você e decide o seu futuro..
Pronto desabafei era o que eu precisava a raiva de todas as pessoas a falsidade vieram em minha mente e fiquei um pouco descontrolada deixando o vento denso. -O que te da paz nos momentos de raiva?
–Acho que socar a parede não conta mais, então acho que é ouvir as musicas e sentir que a letra foi feita para ser jogada em sua cara nesses momentos ruins. Tudo no mundo tem uma conexão que se você reparar bem vai achar...
–Eu acredito que essa "vida" "comum" que temos não passa de uma ilusão, um treinamento, para separar as mentes fortes das mentes fracas...
–Seus pensamentos de alguma forma é compatível com os meus. O que é estranho, nunca pensei que alguém algum dia iria me entender... Como você gasta seu tempo infeliz?
–Em treinamento, psicológico e físico.
–Eu cuido da minha irmã, o que me deixa triste é saber que ela me usa como exemplo.
–Mas você é um exemplo!
–Isso prova que você não me conhece... Agora tenho que ir..
–Fazer o que?
–Ler. É o melhor jeito de se perder o tempo... Mas o pior para esquecer a realidade.
Não intendi o que ele quis dizer com aquilo mas não quis perguntar, realmente já estava bom de conversa por hoje uma pessoa fechada se abrir assim daquele jeito com poucas e verdadeiras palavras já eram o suficiente. Voltei para o lugar onde Diego e Cami percebi um clima e não quis estragar eu peguei meus fones e escutei musica escorada em uma árvore mais isolada, umas meninas correram na minha direção as mesmas de ontem e me arrastaram ate Diego e Cami eles estavam se beijando eu fiquei feliz mas como tinha o papel de namoradinha dele armei barraco mas antes disso vi o Leon me observando depois voltou o olhar ao livro eu queria correr pra lá mas tinha que acabar com aquilo esperei o beijo acabar e falei para a Cami bem baixo para as menininhas não escutarem.
–Eu vou armar um barraco só para fingir fica tranquila pois estou muito feliz por você!
Ela sorriu pra mim e eu comecei piscando o olho para o Diego que sacou tudo.
–Seu desgraçado! Como você pode ter feito isso comigo?! Eu te amava! Disse fingindo um choro e deu um tapa na cara dele.
–Terminamos tudo! Nunca mais quero ver sua cara seu imprestável!
Sai de lá correndo para fingir que estava puta mas o que eu fiz foi fugir do Diego com certeza ele iria querer explicações, eu já estava longe quando escutei alguém chamar meu nome eu corri mais e torci o pé então parei e o olhei a pessoa para minha surpresa era o Leon.
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