Cidade das Cores

1 Os quatro Domínios.


Notas iniciais
Espero que gostem!

O Reino do Mar.

Annabella acordara contra sua vontade, que era de dormir até o mundo acabar, mas ela fora convocada para ir até a Sala de Reuniões do Palácio, e ISSO não era uma boa coisa.

Ela prendeu os longos cabelos loiros em um rabo de cavalo e nadou até a Sala de Reuniões, onde estavam sua mãe, as três criadas que cuidavam de Bella e suas irmãs e...

Pela espuma-do-mar! Seu pai também estava lá!

- Bom dia, Bella. — todos disseram, em um uníssono.

- B-Bom dia. — Bella gaguejou, assustadíssima.

A mãe de Bella resolveu se pronunciar:

- Querida, eu sei que você está assustada em ver seu pai aqui, mas pode ficar tranquila, não é por sua causa. — a Rainha, Katherina, sorriu e Bella soltou o ar, aliviada. — Mas nós temos problemas maiores. Lembra-se do acontecido na Cidade das Cores, Bella?

Bella assentiu com a cabeça.

- Lembro que eles chegaram muito perto de descobrir o Segredo de Água. — Bella murmurou, ainda assustada com a ideia de ter seu precioso segredo revelado.

- Exatamente. — desta vez quem falara fora o pai, Joshua. — As pessoas estão chegando perto de descobrir os segredos de todos os Domínios.

Os olhos de Bella se arregalaram. Como assim de todos os Domínios? O mundo ia virar um caos se todos soubessem manejar os quatro elementos! O Governo das Cores deveria fazer algo a respeito, mas a Cidade das Cores parecia tão perigosa agora. Bella se lembrava de quando ela brincava nas praças coloridas da Cidade das Cores, lá foi onde ela andou pela primeira vez, pois as sereias só são sereias quando estão em contato com a água.

- Mas.. — Bella começou e assustada percebeu que não tinha palavras para continuar. — Não é...

- Possível. — completou a mãe. — Isso é o que nós achávamos e provavelmente nossa maior fraqueza. É possível sim, Annabella, e está acontecendo.

- O que eu posso fazer para ajudar? — perguntou Bella. — Por que eu também estou participando da Reunião?

- Nós e os governantes dos outros Domínios tivemos uma Reunião semana passada. Lembra-se? — começou a mãe.

Bella assentiu.

- Descobrimos que nossos herdeiros têm quase a mesma idade. — ela continuou. — Kaitlyn, do Reino das Fadas, tem 16 anos, assim como você. Luke, do Reino dos Lobisomens e Christopher, do Reino Vampiro, tem 17.

- Achei que ainda eram crianças. — murmurou Bella, que nunca havia visto nenhum daqueles herdeiros.

- Nós decidimos formar um grupo com vocês quatro. — continuou Katherina, como se não tivesse sido interrompida pelo comentário desnecessário de Bella. — Eu confio em você e os outros confiam em seus herdeiros para irem até a Cidade das Cores e descobrirem o que está acontecendo. Nós sabemos que será lhes dado uma missão, não sabemos a dificuldade da missão e vocês deverão completá-la e voltar para os Domínios com sua tarefa cumprida e, de preferência, intactos.

- Mas.. nós não correremos riscos de vida, certo? — Bella perguntou, notou a cara de preocupação da mãe e arregalou os olhos. — Correremos...?

- Sim, querida. — Katherina suspirou. — Mas espero que dê tudo certo.

Bella fechou os olhos e repetiu todas as instruções mentalmente, os abrindo depois de alguns minutos com a pergunta:

- Quando e onde os verei?

- Vocês se reunirão no Domínio Loth, passarão lá uma temporada sendo treinados e se conhecendo. Depois de algum tempo partirão para a Cidade das Cores. — respondeu Katherina.

- Quando? — perguntou Bella, novamente.

- Hoje. — o pai respondeu.

- O QUÊ?

O Reino das Fadas.

- O QUÊ? — gritou Kaitlyn, que ouvira o mesmo discurso de seus pais.

A mãe de Kaitlyn, Athenora, se ajeitou na rosa que usava como assento e pegou mais uma xícara de chá que flutuava perto dela.

- Você ouviu muito bem, Kaitlyn. — ela murmurou. — Nós partiremos hoje a noite.

Kaitlyn olhava a mãe como se quisesse dizer: "COMO ASSIM? VOCÊ ME AVISA HOJE QUE EU VOU TER QUE LUTAR CONTRA ALGO QUE NINGUÉM SABE DIREITO O QUE É, NEM ME DÁ TEMPO PRA ME RECUPERAR DO CHOQUE QUE É SABER QUE NOSSO SEGREDO QUASE FORA REVELADO, ME JOGA NUM GRUPO COM DESCONHECIDOS E QUER QUE EU PARTA NO MESMO DIA?" mas ela sabia que não adiantaria de nada.

- Hm... — Kaitlyn suspirou, pegando um bolinho que parara na frente dela. — Vamos voando?

Athenora assentiu negativamente com a cabeça.

- Vamos de carruagem. — ela respondeu.

- LEGAL! — sorriu Kaitlyn, comemorando com uma pequena dancinha que não saíra muito bem em uma rosa gigante que flutuava, por isso a menina quase caíra.

Fora dado à Kaitlyn um tempo para descansar e pensar sobre o assunto, a garota agora estava em seu quarto encarando o teto, sentindo-se muito infeliz. Ela começou a brincar de levitar as coisas e descobriu que poderia levitar a si própria.

- Incrível!! — ela gritou, enquanto lentamente se levitava até bater a cabeça no teto, ela caiu na cama novamente. — Eu consigo voar! Isso me dá mais chances nesse perigo que vou enfrentar. Será que eu conseguiria levitar algo junto comigo?

Ela tentou levitar uma flor e a si própria ao mesmo tempo, fora extremamente fácil, mas ela sabia que seus colegas pesavam mais que uma flor e nem tudo seria fácil assim.

- Kat? — alguém batia na porta, Kaitlyn reconhecera a voz, era sua irmã menor: Alice, de 7 anos. — Posso entrar?

- Claro Ali, entra! — Kaitlyn disse, jogando-se na cama novamente.

Alice entrara silenciosamente e se sentara na cama de Kaitlyn.

- Você... vai embora? — ela perguntou num sussurro quase inaudível.

Kaitlyn suspirou, ela e Alice eram muito próximas e não tinha nenhum jeito que não fosse horrível de contá-la como seria sua missão.

- Tenho que ir, Ali, a mamãe confia em mim. — Kat disse, mas sorriu para a irmã. — Eu vou salvar nosso Domínio, isso não é legal?

- Vai ser perigoso? — perguntou Alice.

Kaitlyn mordeu o lábio, não queria esconder a verdade de sua irmã, ela merecia saber.

- Vai, Kat.. — ela suspirou. — Mas eu vou voltar bem, prometo.

- Mesmo? — Alice perguntou, uma lágrima escapou de seus olhos.

- Mesmo. — disse Kaitlyn, decidida, e Alice se fora tão rápido quanto chegara, deixando uma Kaitlyn preocupada para trás.

- Ina... — ela começou.

No Reino dos Vampiros.

- Creditável! — gritou Christopher, encarando o espelho de seu quarto, ele ajeitou os cabelos encaracolados e deu um longo suspiro. — Isso não pode ser verdade!

- Mas é. — cantarolou sua irmã mais velha, Jenna, brincando com o seu cabelo.

- Jen, por quê eu e não você? — perguntou Christopher, olhando fixamente para a irmã.

- Não sei, Chris. — ela respondeu. — Talvez porquê você é homem, ou mais poderoso que eu, não faço ideia.

- E se eles forem todos fracos? — Chris perguntou, ele já vira uma vez a fada Kaitlyn, ela era mais bonita que todas as outras fadas, mas beleza não era sinônimo de poder. — Não vou cuidar de todos!

- Não veja por esse ponto. — murmurou a irmã, ainda distraída. — E se você for o mais fraco de todos?

Christopher explodiu em uma gargalhada.

- Não poderia ser! É loucura! — ele disse, ainda rindo.

- Não seja tão convencido! — ela jogou uma almofada nele. — Eu ouvi dizer que o Reino dos Lobisomens só tem ótimos manejadores, e a Fada Kaitlyn está tendo ótimos resultados em seus exames e impressionando todos, nós só não recebemos notícias de Annabella, a Sereia.

- Uma Fada, uma Sereia, um Vampiro e um Lobisomem. — disse Chris. — Nós vamos realmente ser um grupo estranho. E se a Sereia não tiver duas pernas, só cauda o tempo todo? E se a Fada só ficar voando por aí, avoada como as fadas pareciam ser? E se o Lobisomem se comportar como um cachorro? O que vai acontecer?

- Pare com esses "e ses", Chris. — aconselhou a irmã. — Isso só vai te deixar mais preocupado. Não beba sangue, apenas coma comida humana e não importa o que você ache dela.

- Tem um gosto horrível! — protestou Chris.

- Vocês quase não vão ter tempo de comer, então aguente! — sorriu Jenna. — AINDA BEM que você foi o escolhido e não eu!

Christopher a encarou com um olhar mortal, como se quisesse dizer: ME DÊ UM MOTIVO EXTREMAMENTE BOM PARA EU TER SIDO O ESCOLHIDO E NÃO VOCÊ SENÃO EU TE QUEIMO!

- Acho que você foi o escolhido por ter a idade mais próxima dos outros. — disse Jenna, como se pudesse ler a expressão no rosto do irmão.

- Isso é... — começou Chris.

No Reino dos Lobisomens.

- INJUSTO! — gritou Luke para ninguém em especial, o rosto estava vermelho, ele estava tirando terra do quintal e colocando de volta, coisa que costumava fazer quando estava nervoso.

- Na verdade, é uma honra. — disse uma voz atrás dele, Luke se virou e encontrou seu melhor amigo, Louis, que sempre o ajudava.

- Uma honra, Lou? — ele perguntou. — Não acho que seja uma honra, acho que é uma coisa horrível e desnecessária!

Louis sorriu. Os dois meninos eram muito bonitos, o que chegava a assustar.

- Nós todos confiamos em você, Luke, não entende? — ele perguntou. — Você vai nos SALVAR, nós e nosso segredo!

- Por que eu e não você? — ele perguntou.

- Eu não sou o herdeiro na linha direta de sucessão. — Louis respondeu, simplesmente. — Sou só seu primo, o não-honrado-o-bastante.

- Você e os outros meninos fariam um trabalho melhor que eu! — ele disse, pensando nos amigos, todos iriam adorar a ideia e aceitar sem pensar nem uma vez. — Eu não quero ir!

- Mas você vai. — disse Louis, por fim. — A decisão não é sua, amigo, você terá que ir.

Luke suspirou, Louis colocou uma mão em seu ombro.

- Tomara que eu não vire babá de nenhuma Fada ou Sereia. — ele disse, rindo.

- E tomara que elas sejam bonitas! — completou Louis, os dois amigos riram e resolveram voltar para dentro do Castelo, onde Luke se arrumaria para o que quer que o esperasse e Louis iria almoçar, despreocupado.

Notas finais
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kisses!