Cidade Sitiada

8 Capítulo 07: Você me faz querer morrer


Notas iniciais
Descobertas vindo aí!

Naquela noite, o casal Cullen, Maruja, Lisandro, Molina, Leona e Porcel, que tivera que levar Chinita, já que nenhum dos vizinhos pôde cuidar dela, haviam jantado com Leopoldo e após a refeição, que era sangue para os vampiros e gazpacho, uma cremosa sopa espanhola, para os humanos, o vampiro prior iria expor seu plano, mas se viu obrigado a mudar de ideia quando Edward contou suas descobertas e sobre como os amuletos haviam sido espalhados pela cidade, inclusive mostrando o mapa de Buenos Aires marcado com o pentagrama...

— Então Mariano pretende...? Por favor, eu quero estar errado – a voz de Leopoldo havia subido uma oitava.

— Você sabe então o que ele pretende somente baseado no que eu disse? – perguntou Edward.

— Não tenho certeza, mas, se for o que penso, nós teremos que ser rápidos – respondeu Leopoldo deixando todos nervosos, ao que Porcel se levantou bruscamente: — Rápidos para impedir o que, senhor Belmondo?

— Muito provavelmente um ritual diabólico chamado “Despertar Demoníaco”, que consiste em colocar para fora o “passageiro sombrio” de todas as pessoas, criando uma situação de caos e violência que pode destruir tudo em um curto período de tempo. Se for como penso agora, Mariano está usando a Argentina como campo de testes para futuramente dominar o planeta, porém, esses amuletos só podem ser tocados por mãos amaldiçoadas por magia negra, por isso tenho a certeza de que ele não está trabalhando sozinho. Precisamos descobrir quem é o aliado dele e mais importante, agora que sabemos onde estão os amuletos, destruí-los usando uma mistura de pérolas negras, flor de lótus e espinhos de rosa branca com poção de pureza, que é feita com a essência de rosas brancas e água corrente de rios – disse o vampiro espanhol ao passo que os outros ficaram bastante espantados com o que ouviram.

— Esse Mariano quer dominar o mundo por que? – perguntou Maruja horrorizada.

— Ele sonha em reconstruir o outrora glorioso Império da Espanha, que praticamente dominou o mundo por mais de um século antes que o Império Britânico quebrasse a banca deles. Ele sempre foi excessivamente devotado a rainha Isabel e depois aos herdeiros e quando o império entrou em declínio, só faltou ele enlouquecer completamente. Sempre consegui conter os avanços dele contra mim e meus aliados, mas por cinco décadas ele desapareceu sem deixar traços e só agora resolveu voltar, com uma conspiração maligna em mente. Nunca pensei que ele faria isso e muito menos dessa forma – respondeu Leopoldo, em seguida sorrindo para a policial.

— Francamente, com respeito, mas essa ideia não me parece muito frutífera, considerando o modo como ele está agindo – disse Bella refletindo sobre o que ouvira.

— Supondo que o ritual desse certo e as pessoas entrassem em guerra umas contra as outras, influenciadas por seus passageiros sombrios, o mundo inteiro seria arruinado em uma questão de meio ano ou pouco mais, que é a duração do efeito do rito diabólico, isso se contarmos que ele ocorra depois que aconteça na Argentina. Com o planeta devastado por essa guerra interminável, Mariano se aproveitaria do momento para tomar controle de tudo e ninguém poderia evitar, estando todos enfraquecidos após semelhante situação – disse Belmondo sério.

— Nem você poderia fazer algo? – perguntou Molina com certa desconfiança.

— Os passageiros sombrios dos vampiros se manifestam com muito mais força. Eu ficaria completamente insano se isso ocorresse e não poderia nem comigo mesmo. Sendo um Morresi, você deveria ter conhecimento disso – respondeu o espanhol.

— Sou caçador de demônios, não bruxo. Meu tio sabe melhor dessas coisas. Nunca me interessei por magia, exceto pela Witchblade, já que eu sou o usuário – disse o policial.

— Se você e Leona quiserem nos ajudar a combater esse mal todo, melhor fazerem suas lições de casa – disse Porcel ainda mais sério que Leopoldo ao passo que Isabella parecia analisar José Armando.

Molina nada disse enquanto Leona fechou a cara para o delegado. Edward, porém, achou aquela expressão muito parecida com a que Rosalie, agora ex-namorada de seu irmão Emmett, fazia quando se zangava. O jovem achava aquilo realmente estranho, pois embora as expressões humanas não mudassem demais de uma pessoa para outra, as pessoas tinham maneiras peculiares de se expressar e a maneira de Rosalie e Leona o fazerem era parecida demais.

De repente, Edward lembrou-se de quando seu irmão, na noite anterior, enquanto ele dormia, ligara para desabafar sobre o fim inesperado de seu relacionamento, contando que Rosalie simplesmente sumira sem deixar pista alguma, incluindo demissão do emprego, nenhuma roupa ou objeto pessoal deixado para trás e destino ignorado, isso já fazendo algumas semanas. Será que...? Não podia. Entretanto, o fato de Rosalie Hale não ter um passado muito sólido para contar sempre deixara os Cullens com a pulga atrás da orelha. Edward Cullen, naquele momento, desconfiava de uma possibilidade que não o agradava.

Logo após a tensa conversa, Leopoldo colocara uma música alegre para diminuir a tensão dos fatos recentes e convidara Maruja para dançar, ao que esta aceitou sorrindo e assim, eles dançaram colados por algum tempo. Ao mesmo tempo, Isabella continuava analisando a forma de se portar de Molina, que já começava a se sentir incomodado com o comportamento “terapeuta” de Isabella enquanto Edward fora até a sacada onde Leona fumava...

— É estranho, sabe?

— O que? – perguntou ela sem emoção alguma.

— Você e minha ex-cunhada tem uma incrível semelhança na parte física e na forma de se expressar. Fica até parecendo que vocês são gêmeas separadas na maternidade – disse Cullen sério.

Ela nada respondeu quando Edward disse, ao notar que Leona não tinha algo a dizer: — Faz quatro semanas que o Emmett foi abandonado pela namorada e coincidentemente, você está aqui nesse mesmo período. Ainda, você está usando o pingente “gota de água” que ele deu a ela meses atrás. Aliás, você e ela são exatamente a mesma pessoa! Eu reconheceria essa joia até no inferno porque eu o ajudei a comprá-la! Pode ser que não dê para ver com clareza porque a sua blusa esconde, mas eu pude ver e você está usando o presente do Emmett! Como você pôde...?!

— Edward, por favor! Eu não queria, mas simplesmente eu não poderia arriscar a vida do Emmett dessa maneira! Sou uma caçadora de demônios! Não sei se poderia aguentar perder o amor da minha vida para um demônio desgraçado! – exclamou Leona/Rosalie.

— Será que você sabe o quanto o meu irmão está sofrendo com a sua desaparição repentina?! Pelo amor de Deus, até o seu nome você foi capaz de mentir! Você não tem vergonha na cara?! – os gritos de Edward chamaram a atenção de todos, especialmente de Molina, que correu para a sacada já vermelho de raiva: — Quem você pensa que é para gritar com a Leona?!

— Leona Morresi? Ou melhor, Rosalie Hale, a minha ex-cunhada que desapareceu repentinamente, deixando o meu irmão arrasado! – o rosto de Edward parecia uma pimenta malagueta, tamanha a vermelhidão.

— Como é?! – Maruja e Leopoldo exclamaram ao mesmo tempo enquanto José Armando não compreendia exatamente o que estava acontecendo.

Leona olhou envergonhada para todos, especialmente para o casal Cullen e logo voltou para sala, apagando o cigarro em um cinzeiro prateado na mesinha ao lado do sofá, onde ela sentou-se pesadamente olhando para Edward e Isabella...

— Eu devo explicações a vocês dois. O meu nome real é Leona María Morresi e sou caçadora de demônios como meu irmão-primo José Armando. Eu fui para Seattle para empreender uma caçada a uma mulher-demônio ruiva que estava aterrorizando a cidade na época e durante uma confraternização do meu então emprego de procuradora de seguros, conheci Emmett e me apaixonei por ele de tal forma que pensei seriamente em abandonar minha carreira para ter uma vida normal. Porém, quando matei a maldita, ela jurou antes de virar pó que os parentes dela destruiriam tudo o que eu mais amava e não pude suportar imaginar que sua família e sua esposa sofreriam por minha culpa, até porque os demônios, por piores que sejam, são muito unidos quando uma família, então eu decidi que o melhor era ir embora e esquecer o Emmett. Até mesmo queria devolver o pingente e os outros presentes que ele me deu, mas não tive coragem. Inclusive voltei a fumar, sendo que havia parado por causa dele porque ele não queria me ver doente. Como ele se preocupava comigo... – ela dizia quando começou a chorar copiosamente, sendo imediatamente consolada por Molina, que não tinha coragem de dizer alguma coisa, pois certamente a deixaria pior do que ela já estava.

Bella se aproximou mais e acabou por se sentar na mesinha do centro: — Você temeu que sua vida pudesse prejudicar Emmett, não? Leona, eu sei que você vai achar minha conversa coisa de “terapeuta de escritório”, mas eu acho que você já deve ter passado por isso para ter tomado uma decisão tão extrema...

— O que você sabe sobre nós, Isabella?! – Molina exclamou muito alterado e continuou: — Mesmo com toda a coragem que temos, infelizmente pagamos o preço por nossas escolhas. Isso, às vezes e infelizmente, inclui a vida de pessoas que amamos. Você não tem ideia da força que precisamos para suportar todo o tipo de coisas horrendas que vemos e do quanto precisamos da mesma para consolar familiares e amigos que perdem seus entes queridos por culpa de demônios e afins. O Mal não tem prazo de validade, Bella. Se você não puder combatê-lo, os outros não farão por você. Ainda, tem gente que não se importa com isso e joga na cara de quem o faz. Nós dois e outros tantos temos que mostrar a esses espíritos de porco que eles não têm razão alguma! Então, antes que você tente consolar a dor da Leona usando a sua psicologia, aprenda a enxergar a dor das pessoas!

— Molina, não seja grosso com Bella, ela apenas quis ajudar! – Porcel não aprovava a conduta do subordinado.

— Dessa vez o delegado tem razão, meu irmão. Entendo Isabella e não posso negar que ela está certa ao dizer isso. Os meus primeiros sogros, pais do meu primeiro namorado, foram mortos por demônios. Eles eram pessoas maravilhosas e não mereciam semelhante destino. Por isso eu jurei nunca mais me envolver com pessoa alguma para que ela não sofresse com a minha condição, porém, não fui capaz de cumprir o juramento e ainda, fiz Emmett sofrer muito. Não culpo você e sua família por me odiarem, Edward. Eu deveria ter tentado mais. Sei que é possível, afinal, meus pais são tão felizes e unidos, porque não posso então ser capaz de construir uma família com amor? – disse Leona agora se sentindo mais alegre.

Molina, de repente, sentiu uma enorme amargura seguida de angústia tomar conta de seu coração, pois era muito provável que ele, sendo usuário da Witchblade, vivesse mais tempo do que um humano normal, o que acarretaria futuras dolorosas perdas. O policial se perguntava se valia a pena ficar vivo por tanto tempo, pois quem garantia que ele seria feliz? O preço para ser capaz de combater o Mal era alto demais, porém, estava disposto a pagar seu tributo, pensava José Armando.

O policial não tinha a mínima ideia de que Leopoldo se sentia do mesmo jeito, mas ele já conhecia de cima a baixo a imortalidade. Isso não raramente o afetava, pois o espanhol nunca dividira sua vida com ninguém e ao contrário de outros vampiros priores, que tinham um imenso harém de vampiras, preferencialmente voluptuosas e sensuais, Belmondo nunca realmente tivera um grupo de noivas e ainda sonhava em encontrar um amor verdadeiro, uma mulher com quem pudesse suportar o peso que a eternidade lhe causava na maioria dos dias. Talvez, a resposta para suas súplicas estivesse no sorriso lindo e espontâneo que Maruja lhe dera naquela noite enquanto eles dançavam.

Mas será que ele tinha coragem suficiente para tornar aquela corajosa policial no que ele era? Ele não tinha como responder aquela pergunta, pelo menos não ainda. Foi quando ele disse: — Você é certamente capaz disso, mas passar metade da sua vida tendo que se mudar por causa das caçadas é algo bem difícil. Seu marido e filhos sofreriam com isso. Está pronta para encarar algo assim?

Leona nada respondera, pois não podia simplesmente voltar aos Estados Unidos e querer voltar com Emmett de forma tão repentina, até porque os Cullens deveriam estar com profundo ódio dela por ter ido embora sem dar aviso e deixado o filho deles em profunda depressão.

— Encaramos coisas piores, Leopoldo, pode apostar – disse Molina bufando.

— Eu sei que não devia dizer isso, mas acho que você fica mais bonita com seu cabelo original. Te dá um ar mais espontâneo – sorriu Bella.

— Eu gostava de ser a “Ursinha Loira” do Emmett, mas, isso passou e não tenho como voltar atrás. Ele certamente não vai me querer mais depois do que fiz – disse ela com tristeza.

Isabella nada disse depois, pois sabia que apenas o tempo daria as respostas para as tantas perguntas que o coração de Leona fazia naquele momento. Ao mesmo tempo, Edward se perguntava por que reclamava tanto de seu dom quando outras pessoas viviam muitas vezes situações piores do que a dele.

Enquanto isso...

— De novo isso, querida? Honey, você sempre tem que deixar nosso quarto bagunçado quando atrai alguém para se alimentar? – perguntou ele, para depois olhá-la mortalmente furioso: — E você não deixou um golinho para mim, não é?

— Há uma senhorita desacordada na banheira esperando para ser desprovida do sangue por você – riu ela, que no momento ainda se alimentava do pescoço de um jovem policial, que junto com sua namorada, tivera a má sorte de encontrar a vampira em um bar dançante.

— É assim que gosto, mas nem sempre gosto quando você resolve dividir nossa cama com as vítimas – disse ele indo em direção ao banheiro.

A vampira olhou sua jovem vítima e disse: — Agora sim vou poder realmente dar um jeito no Porcel. Ele nem vai saber de onde virá o tiro que vai matá-lo.

— De novo você com essa ideia de matar o delegado? Sei dos seus problemas com ele, Constância, mas você sabe que isso não é assim tão fácil – disse o vampiro, que alguns minutos depois veio com sua vítima de volta para o quarto, pronto para sugá-la.

— Me escute bem, Juan Pablo, eu me vingo daquele delegado carraspana ou não me chamo Constância Altavista Edgeworth! – gritou ela.

— Constância, eu também não vou com cara daquele aeroporto de mosquito, mas não posso permitir que você faça algo tão idiota. Ou quer que ele desconfie sobre você? Pense com cuidado, querida! – exclamou o vampiro sem saber que Porcel já tinha conhecimento sobre vampiros embora não soubesse que sua arqui-inimiga fosse uma vampira.


— Acho que você está certo, afinal de contas. Se o delegado aparecesse morto de repente, a polícia entraria em alvoroço e ainda, as primeiras suspeitas cairiam em cima de mim, considerando que os subordinados do Porcel me detestam e que a maioria do pessoal da promotoria o venera quase como a um mestre – bufou a vampira, que por fim desistiu de usar sua mordida para manipular o jovem policial Miguel: — Preciso achar um modo melhor e mais discreto de eliminar aquele delegado amaldiçoado.


— Não se preocupe, pensemos com cuidado e armemos um plano depois. Agora, carpe noctem, puppa! – exclamou alegremente o desejoso vampiro que queria ter outra noite picante com sua esposa enquanto Miguel e sua namorada seriam deixados, inconscientes e pálidos pela perda de sangue, pelo criado do casal, próximos a um hospital, pois não seria exatamente inteligente deixar rastros de vampirismo.


Simultaneamente, “L” observava o casal de vampiros a uma distância considerável: — Enquanto eu viver, ninguém irá tocar Antonino Porcel e vocês estão nesta lista, malditos. Estejam prontos para quando eu atacar!


Logo depois, o detetive mascarado continuou sua jornada noturna enquanto Isabella, Edward e Maruja voltavam para casa com a carona de Molina, tendo Leona no banco frontal do passageiro e Porcel tinha ido com Lisandro e Chinita. Não tinha mais clima para conversa, então Leopoldo e os outros, em comum acordo, decidiram se encontrar dali dois dias, pois na tarde seguinte, Belmondo tinha negócios a tratar.


No dia seguinte, Isabella decidira se encarregar do almoço, pois percebera que Maruja estava bastante cansada da noite anterior ao passo que Edward a ajudava. Tranquilamente o casal cozinhava, mas de repente foram surpreendidos por “L” na porta da cozinha, ao que Bella quase derrubara a panela do fogão: — Por favor, não faça isso, seja quem você for! Imploro, não nos assalte ou qualquer coisa!


— Amada, acalme-se, esse é “L”, o detetive do qual eu falei naquele dia quando Leopoldo falou conosco pela primeira vez após a festa da senhora Sosa – Edward estava assustado com a presença repentina do investigador mascarado e perguntou: — O que o traz aqui a essa hora?


— Infelizmente não pude encontrar o delegado Porcel porque ele teve de ir atrás de uma denúncia junto com seus subordinados, então tive que vir aqui. Preciso dar-lhes um alerta: alguém em breve atentará contra a vida do delegado e este alguém é uma grande inimiga dele e não vai descansar até conseguir o que quer – disse ele.


Edward e Bella logo se lembraram do ataque furioso de Maruja ao ouvir falar de uma promotora capaz de aprontar de tudo e mais um pouco para obter um veredicto que a fizesse vencer, porém, não sabiam o nome da pessoa, pois a policial ficara tão alterada que sequer mencionara como ela se chamava. O jovem ortopedista perguntou: — Você sabe o nome dela?


— Constância Altavista Edgeworth. O que ela tem de bela, tem de perigosa e mortal. Aviso que ela é capaz de passar por cima de qualquer um em nome daquilo que ela quer. Nem mesmo vocês escapariam da fúria dela – disse “L” sério.


— Por quê? – perguntou Bella sentindo a cor das faces sumir.


— Se ela souber que Porcel tem amigos verdadeiros a prezar e principalmente, uma filha a quem ele ama mais que tudo, não pensará duas vezes em feri-los para torná-lo vulnerável. Portanto, cuidem-se – disse o detetive para em seguida sumir sem dar tempo de Edward ou Bella despedirem-se.


O casal Cullen, de repente, não sabia o que fazer, porém, sabiam que manter-se unidos era a primeira coisa que deveriam fazer se quisessem passar por aquele tempo de horrores.


Isso se ambos soubessem que, desde muitos dias, um misterioso alguém vestido de negro estava com seus olhares em Bella e que Edward se veria impelido a lutar pela mulher de sua vida...


— A linda boneca de porcelana do cabelo cor de cobre... que será somente minha até que nenhum dia dessa vida me sobre.

Notas finais
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