Notas iniciais
É assim foi como um homem que pega fogo tentou pular de um prédio de dez andares.

Corro pela rua noturna. Por que é a única coisa que eu venho fazendo? Por que eu estou evitando pegar fogo e tentar correndo? Por que eu estou fugindo?
É claro. O noticiário. Eles acham que a explosão é um começo de uma série de atos criminosos, assim como o segundo foi a minha luta com Edward. De acordo com o nada que esses policiais conseguiram achar, foi um lança chamas e outras armas ilegais. Como o Edward. Eles, da polícia, não conseguiram achar nada de identidades, mas não quer dizer que eles não sabem quem nós somos. Nós somos quaisquer uns que tentarem correr quando a polícia mandar nós pararmos, e se isso ocorrer, eles têm permissão de fogo hostil.
Eu não quero soar o alarme de pessoas com super-poderes, então continuo com a minha super audição, e super velocidade, mesmo que seja mínima.
A Revolucionária. O Edward. O Homem Rino... Que é... Zack? Pode ser. Mas eu mal posso pensar. Edward me deu uma surra. Foi ela quem me salvou. Quem era ela? Das milhares de pessoas afetadas. Me lembro de Caitlin. Mas minha irmã ficou em coma. Queria que fosse o contrário. Ela havia dito.

Mas ela está em coma, Jack. Pensa!

Eu ainda vou descobrir.

Sábado eu vou para o hospital local. Um dos únicos perto da minha escola. Sei que ela está lá porque foi lá onde a maioria das pessoas afetadas pararam

Vou para a recepção, onde uma moça me atende. Tem uns 17 anos, mas não seria possível, já que até recepcionista em um hospital é difícil de ser uma opção de emprego para nós, afro-americana, cabelo encaracolado moreno preso em um coque.

–Olá, como posso ajudá-lo?-ela me pergunta. Eu penso.

–Pode me mostrar o estado da saúde da... -droga. Não sei o nome dela. Roddley é o sobrenome. Começo a ouvir as outras pessoas da sala falando. Um médico sai do corredor, sussurrando com a enfermeira. Mas com a minha audição, parece como se estivessem usando megafones.

–Sua saúde não decaiu, doutor.- diz a enfermeira. -Mas o interessante é que...- ela mostra um panfleto. -Ela possui esse ferimento nas costas. Parece que está curando, e é um corte de faca.

–Não está aberto.- observa o médico. -Cicatrizou.

–Sim, mas então nós não havíamos percebido isso antes. Parece que Selena não vai sair daqui tão cedo.

–Alô?- pergunta a recepcionista, me chamando. -Tenho gente na fila, poderia ser mais rápido?

–Selena Roddley.

–Amigo, parente?

–Amigo.

Ela tecla no computador por um instante, e diz: -Sala 13 , esse mesmo andar. Poucos minutos, está meio tarde para visitas.

Aceno, e vou andando até a sala 13. Ela está deitada, imóvel. Uma respiração lenta. Chego mais perto, e vejo o braço. Deve ser o machucado que os doutores estavam falando. Não é profundo. Mal parece existir.

Não é o corte do Edward. Agora isso ficou estranho.

–Então você não é a Revolucionária.

Eu saio apressadamente, antes de perceber que havia alguém me esperando para sair. Chapéu e casaco, mas quando olho para trás novamente, ele já saiu.

Na escola, eu vejo que Leyland me espera.

–Você não vai acreditar no que aconteceu!

–O que?- eu paro para falar, mas ele continua correndo. Sigo ele. Tem uma multidão reunida ao redor de um ônibus tombado. A polícia tenta nos manter parados. Tem um corpo, arranhado por garras longas. Foi um Super, como eu. E bem pior do que eu.

A noite, após a aula, tenho um plano. Pulo os prédios de seis andares, primeiro subindo pelas escadas laterais do prédio. Vou pulando de seis a sete, oito a nove, e paro no topo de um prédio de dez andares. A distância abre uma cidade de sons. Milhares de sons unificados em uma orquestra. Ouço carros, passos, conversas, risadas, mas o que atrai minha atenção é um som reptiliano e longo.

Então eu pulo do prédio, entrando em chamas e rezando para funcionar. Penso rapidamente e ajeito meu corpo para baixo, e começo a planar. Em pouco tempo, estou em frente ao Super, meu coração batendo acelerado.

–Parado aí!- grito pro Homem-Réptil. Repentinamente, sua pele começa a se transformar. Escamas a pele.

Eu conheço ele.

–Ethan?

–Ei!- ele parece confuso, e sua pele se transforma em réptil novamente. Sua voz fica destorcida. -Como...você...me conhece?

–Não importa, Ethan.- digo para o réptil, mas ele se afasta. Eu posso te ajudar! Você não precisa matar.

–De que você está falando?- ele dá um passo para frente, e dá um rugido. –Eu não matei ninguém!
Tento acalmá-lo, afastando-o com a minha mão em chamas, mas eu tento pensar. Não foi ele. Nem Edward. Ou será que podia ter sido Edward? Antes que eu me decida, Ethan me soca com a cauda, é parte para cima de mim. Pego fogo, o que deve assustar Ethan, já que ele está no estado de sangue frio. Estou certo. Ele mal tenta atacar.
Mas ele sobe a parede, e pula em cima de mim, me arranhando e batendo. Com um punho, agarro sua pata esquerda, o que o deixa nervoso, e tentando se soltar. Com a outra mão, dou um soco em sua barriga, é outro direto no seu queixo, soltando me. Com isso, ele foge.
Próxima noite eu vejo quem matou o motorista. Mas de manhã vou ter aula, então vou dormir.
–Chegou tarde, filho. Quer me explicar por que?- meu pai abre a porta de casa por mim. –Entrou numa enrascada com Leyland de novo?
–Foi só uma vez pai.- eu falo, me lembrando da noite em que eu acabei na delegacia. –E foi por causa que o Leyland quis entrar no bar, eu não.
–A curiosidade mata, filho.
Foi a mesma coisa que Edward me disse.
No próximo dia, tento chegar cedo. Dessa vez eu perdi o ônibus mesmo. Então corro, é realmente, porque sem querer eu alcanço o ônibus. Olho para baixo, para que ninguém que me viu aproximando me reconhecesse.
Após a primeira aula, depois de ter percebido a falta do Ethan, vou conversar com Caitlin. Ela está sentada em uma mesa só, e não está sozinha.
–Ei! Jack!- Caitlin me chama.
Porque eu já vi aqueles cabelos morenos como o da irmã. Como ela está aqui? Foram dois dias atrás eu a vi em coma...
–Que tal conhecer a minha irmã, Selena?

Selena me olha, com os olhos penetrantes.