Cidade 12

6 Capítulo 6: A Retomada da Cidade 4


Notas iniciais
Oi! Esse capítulo não saiu segunda porque ouve alguns problemas técnicos (mentira, eu que me esqueci de postar mesmo), mas pelo menos ele está aqui e espero que gostem.

Dia do ataque.

Pensamentos a mil, nervos à flor da pele, engolidas em seco. Para começar, uma das coisas que você precisa saber é que, embora muito próximas, as Cidades 4 e 12 tinham climas diferentes uma da outra. A Cidade 12, por ficar acima do trópico de capricórnio, estava na zona temperada da Terra. Já a Cidade 4 ficava na zona equatorial, e ainda por cima era rodeado por um deserto, o que deixava o clima árido.

Aí você me pergunta: “por que eu precisaria saber disso?”. Bem, existe uma diferença entre batalhar no calor e batalhar no frio. Os países europeus, durante a campanha africana, sofriam muito no clima da África, já que suas roupas eram adaptadas para climas mais frios, e não climas mais quentes. Pense bem: a Cidade 12 ficava em cima de uma serra, estava na zona temperada da Terra, tinha campos e pastagens envolta de si e ficava perto do mar, o que fazia a temperatura média ser de uns 17 graus. Já a Cidade 4 ficava envolta de um deserto, estava na zona equatorial da Terra, ficava longe do mar e praticamente não havia relevo, era tudo planície ou depressão, o que fazia a temperatura média ser uns 32 graus. A ração de combate, as roupas de batalha, até mesmo a disposição dos soldados sofriam alterações.

Mas isso não importava para Midas. Ele não havia dormido, passara a noite toda se preparando para aquele dia. Ele organizou a posição de seu exército desse modo: o pelotão 1,2,3 e 4 iriam diretamente para a Cidade 4, lá eles cuidariam de matar os soldados Superiores. Os Gobins e Orcs iriam montar a primeira distração na Cidade 67, deixando para o pelotão 5 fazer o trabalho atrás deles. O acampamento seria protegido pelos Ogros, que juraram lealdade total aos humanos Inferiores da Cidade 12. Bem, essa era a formação básica, a formação que Midas havia falado para os soldados, mas havia muito mais por trás, havia uma estratégia que os levaria a vitória, e Midas sabia disso.

– Muito bem, se posicionem soldados! – gritou o general para todos os pelotões reunido ali no centro do acampamento — Vocês já sabem bem seus lugares. Quando Roland disparar esse sinalizador que está na mão dele, a batalha vai come...

BAM!

Roland disparou o sinalizador. O general olhou chateado para ele e reclamou:

– Eu ainda nem havia terminado de falar!

– Um discurso seu não irá alterar o rumo da batalha, pode ter fé nisso.

O general bateu o pé e admitiu que Roland estava certo, mas só no pensamento, ele nunca iria falar aquilo para Roland.

Bem, a batalha havia começado. Os pelotões 1,2,3 e 4 já corriam em direção a Cidade 4, e os pelotões 5 e os Orcs e Goblins já marchavam em direção da Cidade 67. Nessa batalha havia algo que Midas nunca usara em nenhuma outra batalha: walktalks.

Walktalks são aqueles rádios policias que permitiam os soldados de se comunicarem um com o outro. Midas tinha um rádio desse para cada pelotão, e em cada rádio havia um GPS. A sacada dessa jogada era a seguinte: Midas iria ficar na barraca dele, no acampamento (e essa era a razão da proteção dos Ogros). Na barraca dele havia um enorme telão que mostrava o campo de batalha, daquele telão ele poderia ver o movimento do seu exército e, graças a equipe de batedores do Roland, os movimentos inimigos também.

Essa era a principal jogada daquela estratégia. Ele havia contado para seu exército uma estratégia totalmente diferente daquela que ele havia planejado, e ele iria mudar os movimentos dos pelotões de última hora.

– Vamos começar com isso. – disse Midas, pegando o primeiro walcktalk, o walcktalk que correspondia a o pelotão 1, que avançava na rua principal da Cidade 4, ele o botou na boca e continuou a falar – Virem na próxima esquina, pelotão 1.

Na tela foi possível ver o pelotão 1 entrando num beco estreito. O motivo daquele movimento era que uma pequena força inimiga da Cidade 67, que estava escondida em outro beco, havia percebido o pelotão 1 e iria começa-lo a segui-los pela rua principal.

– É o seguinte, — continuou Midas – ficam aí paradinhos, quando eu dizer “já” atirem, certo? – nessa hora o garoto estrategista recebeu um “sim” vindo do walcktalk — ... JÁ!

E bem quando a força inimiga passava pelo beco em que o pelotão 1 estava escondido, a força da Cidade 12 começou a atirar e erradicou o pequeno grupo inimigo. Foi nessa hora em que Midas percebeu que o pelotão 3 estava em sério perigo. Como o pelotão 3 era o que iria se aventurar nos lugares mais propícios a haver inimigos, eles foram o único pelotão que receberam os mesmos escudos que Midas usara para se defender no forte de Follet. O problema do pelotão 3 era que eles estavam no meio de um cruzamento de 4 ruas, e 4 grupos razoavelmente grandes se aproximavam por essas ruas, cercando o pelotão 3. Midas pegou o walcktalk do pelotão 3 e falou:

– Rápido, posição Sigma! – Nessa mesma hora 15 pessoas com escudos saíram de dentro do grupo de pessoas armadas e fizeram uma parede de escudos circular, protegendo o pelotão 3 em 360 graus – Todos aquele que carregam escudos, vocês darão um passo para frente agora! – e todos os que formavam a posição Sigma deram um passo pra frente, deixando uma abertura grande o suficiente para colocar um braço entre um escudo e outro. Midas continuou – Soldados com armas de fogo que estiverem próximos das paredes de escudos, posicionem suas armas nas posições Norte, Sul, Leste, Oeste. – dessa vez os soldados com armas de fogo usaram a abertura entre os escudos para posicionar suas armas bem nas direções das ruas em que viam os inimigos – AGORA PODEM ATIRAR!!! – gritou Midas, em êxtase.

E os soldados do pelotão 3 começaram a atirar bem quando as forças inimigas apareceram nos seus campos de visão. Os soldados da Cidade 67 ficaram tão atônitos que esqueceram de atirar e foram rapidamente mortos.

Midas deu uma última olhada no mapa da Cidade 4. Não precisava se preocupar com a Cidade 67 pois os soldados que ele mandará para lá demorariam mais umas 2 horas para chegar. Midas observou o mapa. Os pontinhos vermelhos marcavam pelotões de forças inimigas, já os pontinhos azuis marcavam os pelotões amigos. O estrategista estranhou a calmaria e foi contar os pontinhos azuis:

– Um, dois... três?! Só isso? Impossível, eu mandei 4 pelotões para lá. Deixe-me analisar, o pelotão 1, que é o que aparentemente sumiu, estava na área mais segura da Cidade, a catedral, não tem inimigos num raio de 3 quilômetros de distância, e nem um sniper conseguiria acerta-los assim tão de longe. Se eles não estão aparecendo como um pontinho azul aqui no mapa e também, não foram mortos por um inimigo significa que eles... se separaram? Por que eles estariam quebrando minhas ordens?

Midas tentou usar o walktalk, mas não conseguiu, ninguém respondia do outro lado da linha. Falou com os pelotões mais perto do pelotão 1, o 2 e o 4:

– Atenção pelotão 2 e 4, sigam agora para a catedral da Cidade 4, verifiquem a torre do sino, busquem informações sobre o paradeiro do pelotão 1.

A torre do sino da catedral da Cidade 4. Era ali que Midas decidira botar o pelotão 1, e o motivo para isso era muito simples: o pelotão 1 era composto basicamente por snipers, quem não era sniper ou fazia parte da equipe de batedores de Roland (2 membros de cada pelotão era batedor) ou carregava uma fuzil ou metralhadora. Não demorou 2 minutos para Midas receber uma ligação do o pelotão 4, que dizia assim:

– Senhor Midas, precisa nos ajudar, mande reforços, o pelotão 1 está nos train...

E depois disso Midas só ouviu um tiro, um grito e um barulho de um corpo caindo no chão. Depois disso o estrategista correu para fora da cabana e, sério como nunca, falou para o Rei Ogro:

– Acionem o Esquadrão de Emergência.