Cidade 12
2 Capítulo 2 - O forte de Follet
Notas iniciais
Dia da batalha.
Era 9 da noite. Tudo escuro. Somente a luz dos postes iluminava os rostos metade assustados metade corajosos da Cidade 12. Dos 150 homens do nosso exército, 135 estavam armados e outros 15 estavam usando somente escudos anti-bala. Midas usou esses 15 para fazer um círculo em volta de si, como se fosse uma barreira de escudos protegendo seu corpo.
O pelotão 1 já estava escondido nas árvores em volta do pátio frontal do forte. Como era época de lua cheia, os 137 homens agora eram 100, pois as criaturas do norte hibernam durante a lua cheia. O pelotão 2 estava escondido nas árvores perto das rotas de fuga do pátio, o trabalho deles era bloquear a saída. Os pelotões 3 e 4 estavam se aproximando do pátio central, andando pelas árvores. A metade do pelotão 5 que estavam usando armas de fogo estava na saída principal do forte, para matar quem tentasse fugir antes do pelotão 2 entrar em ação. Os Orcs e Goblins iam montar a distração, e estavam se aproximando por trás. Midas e sua milícia estavam a mostra no meio do pátio central. Midas atirou com um sinalizador e... a operação começou.
Os Orcs e Goblins arrombaram a porta dos fundos, assustando os guardas. O número de Orcs e Goblins que a Cidade 12 conseguiu trazer para o exército humano foi um número entre 60 e 80. Os soldados, assustados, fugiram. Somente uns 20 infelizes ficaram lá pra tentar conter o ataque, mas todos morreram (e foram devorados também, mas ninguém preciso saber). A maioria dos soldados fugiram para o pátio frontal, uma pequena minoria correu para o pátio lateral.
– Finalmente chegaram!
Falou Midas. Eles e sua guarda pessoas esperavam o pequeno grupo no meio do pátio lateral. Os soldados se assustaram e recuaram por um segundo, mas logo perceberam que o inimigo estava sem armas de fogo, e se posicionaram para atirar. Midas percebeu o movimento e puxou uma faca da bainha, botando ela levemente em cima de uma fina corda que estava espalhada pelo pátio. Aquilo não era uma armadilha que ele armou, aquilo era uma armadilha inimiga que ele poderia usar para seu benefício.
– Pare! – gritou um dos soldados inimigos, um que parecia ser o líder. – Se você fizer isso todos nós iremos morrer!
Essa era a confirmação que midas esperava, levantou a espada e a abaixou rapidamente, cortando a fina corda ao meio. No mesmo segundo, um zunido mecânico foi ouvido.
– Rápido, formação Delta! – gritou Midas enquanto entrava no meio da barreira de escudos.
Uma mão enorme surgiu de uma das torres do forte, na palma da mão metralhadoras começaram a atirar. Os soldados inimigos até tentaram fugir, mas foram todos mortos pelos tiros. Enquanto tudo isso acontecia, o pequeno grupo da Cidade 12 foi protegido pela barreira de escudos, felizmente ninguém do exército de Midas morreu.
– E agora, o que iremos fazer? – perguntou um dos que estava segurando escudo. – Depois que o exército inimigo ver isso, eles virão atrás de nós com fuzis e bazucas, nossos escudos não irão evitar nossa morte!
– Eu não me preocuparia com isso. – falou calmamente Midas. – Como eu planejei, a maioria do exército correu para o pátio frontal, lá eles foram surpreendidos pelo pelotão 1, que separou o exército inimigo em vários grupos pequenos. Quando esse grupos tentaram fugir, o pelotão 2 já havia bloqueado a saída, os que tentaram entrar novamente no forte foram mortos pelos Orcs, e os que continuaram encurralados no pátio central foram destruídos pelos pelotões 3 e 4. Confuso, não é?
– Muito confuso. – admitiu um dos homens de escudo. – Mas só o fato de nós termos dominado o forte já é o suficiente para mim.
...
Reunidos dentro do forte, o novo QG dos membros do exército da Cidade 12, Midas explicou a situação:
– Nenhum mensageiro saiu vivo, ninguém escapou, as Cidades protegidas pelo forte pensam que nós somos humanos Superiores, eles não suspeitam de nada. – falava Midas enquanto gesticulava dramaticamente com as mãos. Mas do que um bom líder, um estrategista precisa ser um bom falador. – Vamos fazer o seguinte, Orcs e Goblins, vocês retornaram para a segurança da Cidade 12, lá vocês devem abrigar os sobreviventes da Cidade 4. Será só uma questão de tempo até que a Cidade 67 resolva nos atacar. Até lá já devemos dominar todas as cidades protegidas pelo forte, venham, me escutem, eu tenho um plano! – enquanto Midas discursava dramaticamente, os Orcs e Goblins se levantavam devagar e partiam em direção a Cidade 12, para cumprir seus deveres. O pequeno estrategista nem ligou, continuou falando. – Todos os homens devem vestir as roupas dos guardas dos fortes. Nós iremos entrar em todas as Cidades protegidas pelo forte ao mesmo tempo. Dentro do gabinete do prefeito da Cidade, devemos ameaça-lo de morte e tomar o lugar dele como governante da Cidade, se cumprimos esse plano de um jeito discreto e suave poderemos tomar a liderança da Cidade e usar o prefeito atual como fachada sem a população perceber.
– Mas... se alguém tocar o alarme de emergência no escritório do prefeito? – perguntou um dos homens no meio da multidão.
– Nesse caso, – disse Midas, com voz mais serena e lenta que o normal – vocês tem autorização para matar.
...
O prefeito da Cidade 50 estava trancado em seu escritório, folheando lentamente folha por folha, com a sobrancelha franzida. Suspirou lentamente, para espantar o tédio que dominava seu corpo. Nada de interessante acontecia, nenhuma notícia boa chegava...
TOC, TOC ,TOC
A secretária bateu na porta bem forte. Perdido em seus devaneios ele nem notara que havia alguém ali. Ele se levantou calmamente e foi abrir a porta. A porta mal se abriu e a secretária entrou assustada.
– Senhor, tenho uma notícia horrível! – falou a mulher, ofegante.
– Que aconteceu? – o prefeito franziu ainda mais a sobrancelha. Será que algo finalmente iria acontecer.
– O forte de Follet foi atacado!
– Orcs! – espantou-se o prefeito.
– Não senhor, por Inferiores.
O prefeito se tranquilizou. Se quem atacou foi aquele lixo dos Inferiores, os guerreiros do forte devem ter vencido rápido. Nesse momento, o conselheiro do prefeito chegou, trazendo outra notícia relacionada ao forte:
– Senhor, 5 homens do forte de Follet liderados por um Tenente chamado Midas querem te ver.
– Ah! – falou o prefeito feliz. – devem estar trazendo notícias sobre o ataque!
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