Cidade 12

13 Capítulo 13: A invasão das Minas de Sauron


Notas iniciais
13 do PT, fazer o que?

Agora daremos uma adiantada no tempo. Nesse momento, o grupo de batedores e os Ogros da Cidade 12 já estão atravessando secretamente as fronteiras das Minas de Sauron. Os Ogros eram seres grandes demais para passarem escondidos, por isso, como não havia rivalidade nenhuma entre a raça dos Anões e a governada por Tharroc, os Ogros atravessaram a fronteira falando com os Guardas e tento a passagem totalmente liberada, diferente da equipe de batedores que entrou clandestinamente.

As Minas de Sauron tinham uma super segurança, pois os Anões tinham medo que seus preciosos minérios fossem roubados, e esse medo se dava pelo fato de humanos terem invadidos suas terras por riqueza, e talvez fosse esse o motivo de tanta rivalidade.

– grupo 3 a direita, grupo 2, mantenha-se a esquerda. – falava Roland.

Roland havia dividido os batedores em 4 grupos de 3, tendo Midas e o próprio Roland no grupo 4, o único com 4 membros. Motivo da escolha do grupo 4 era simples: era o que ficava sempre na posição mais segura no plano que Roland montara para se infiltrar nas terras dos Anões.

– grupo 1... mandem os bolinhos!

E uma saraivada de bolinhos atingiu o Grupo 4 de um modo que os Anões que estivessem olhando naquela direção nada veriam. Roland apanhou um bolinho do chão e deu uma grande mordida nele.

– Isso é serio mesmo? – perguntou Midas, confuso com a chuva de bolinhos – Você está correndo o risco de ser visto pelo inimigo por... bolinhos?

– Sim, isso aqui é a formação padrão do 3º Grupo de Batedores do Primeiro Batalhão da Cidade 12! – respondeu Roland, prontamente – Mas acredite, vale a pena sacrificar nossas vidas por esses bolinhos.

Midas suspirou e fez uma careta de desesper­­­o. Mesmo com todo o cuidado de Roland, o estrategista estava convencido de que alguém havia visto a saraivada de bolinhos. E o pior era que Midas estava certo.

– O que foi aquilo ali? – perguntou um Anão que apontava exatamente para as árvores onde o grupo de batedores da Cidade 12 estava escondido.

– Aquilo o que? – perguntou um Ogro que surgiu do nada bem atrás do Anão.

– Aah... senhor Ogro, eu... bem... – Falou o Anão, assustado.

Midas suspeitava que o verdadeiro motivo dos Anões nunca terem brigado com os Ogros seria por causa da diferença absurda de tamanho, o que deixava os Anões com medo. E ,pelo visto, ele estava certo

– Eu juro que vi alguma coisa além daqueles arbustos. – falou o Anão após reunir muita coragem.

O Ogro, que na verdade era Tharroc, percebeu na hora que se tratava dos batedores da Cidade 12, puxou o bastão de madeira e falou:

– Não, você não viu nada!

Depois de falar isso, golpeou o pequeno Anão tão forte na cabeça que, se ele não tivesse o pescoço forte das horas nas minas, a cabeça da pequena criatura ia ser arrancada e iria voar para bem longe.

Mas, invés de morrer, o anão caiu com força no chão, desacordado. Nesse momento ouve uma grande movimentação dentre os Ogros. Tharroc pegou o que estava mais perto dele e sussurrou em seu ouvido: “Vá agora avisar a Midas sobre o que aconteceu.”. E lá se foi o Ogro correndo até os batedores.

– Fiquem calmos, vamos montar uma estratégia! – gritou Tharroc para o resto do grupo. Ele tinha sorte do seu nocaute no Anão ter acontecido numa pequena estrada deserta, sem um único animal para testemunhar – Metade dos Ogros irão correndo pela rua principal, gritando sobre um grande incêndio num lugar mais ou menos por aqui. Quando vocês estiverem gritando, vamos provocar uma explosão aqui, que vai atrair ou afastar os Anões. O objetivo é limpar toda a rua principal para que Midas possa usa-la livremente em sua estratégia! Prontos para a ação?

E um “sim” foi ouvido por todos os Ogros.

Midas tinha acabado de ser avisado sobre o incidente provocado por Tharroc. “Droga de Ogros!” – ele pensou – “ Espero que isso não atrase muito nossa viagem!”

O estrategista pegou o mapa das proximidades da mão de Roland e criou uma estratégia na velocidade da luz. Por fim, depois de passar mais ou menos uns 2 minutos refletindo, ele falou:

– Tenho uma boa estratégia aqui, mas iremos precisar ter a rua principal liberada.

BOOM!

Uma enorme explosão foi ouvida pelos batedores.

– Acho que os Ogros já estão cuidando disso. – falou Roland, olhando para Midas com um sorriso estampado no rosto.

– Então vamos agir, já temos até os grupos separados. grupo 2 e 3, vocês deverão atravessar a rua principal na correria mesmo, é provável que nenhum Anão os veja por lá. Grupo 1, se não me engano há uma escada para subir nas muralhas que cercam as minas a uns 600 metros daqui, corram até ela e as escalem, aproveitem a distração das explosões para nocautear os guardas lá em cima. Grupo 4, nós iremos seguir o caminho previsto por Roland. Todos nós temos que nos encontrar no topo da Mina Pirâmide, a principal mina daqui. Espero que fiquem bem...

Silêncio.

– Corram logo! – gritou Midas – Estragaram a frase de efeito.

E todo mundo começou a correr.