Cicatrizes

4 Capítulo 4


A paisagem de ruínas e escombros combinada com um céu cinzento fazia tudo parecer um pesadelo.

Mas era real.

O que restou da universidade fez Amarah pensar novamente no momento do acidente. Colocou a mão sobre o seu tapa-olho e fechou o olho. \"Parece que foi ontem\", pensou.

Perdida em seus devaneios, não percebeu algo se aproximando.

De repente, escutou um ruído e percebeu que algo se aproxima. Ela dá um salto para frente em cima da hora ao mesmo tempo em que vira para trás, empunhando sua espada de laser.

Amarah vê um tipo de polvo que parece não precisar de água para sobreviver. Nota que é escamoso e de uma coloração azul-marinho. \"Acho que é um dos mutantes que o refugiado falou\", concluiu.

A criatura salta em direção à jovem para atacá-la, e Amarah é obrigada a ficar na defensiva.

Um tiro de arma nanoprojetora atinge a ciratura, derretendo-a viva. Amarah olha para o lado esquerdo e vê uma pessoa que acreditava nunca mais ver na vida. Sim, era sua antiga amiga da universidade, que acreditava estar morta.

-Há quanto tempo, Amarah.

-Gil...é...você?

-Surpresa estou eu! Quando recobrei a consciência no hospital, disseram que você tinha fugido depois de ter acordado. É, você é mesmo doidinha!

Amarah não acreditava no que via.

-Bem,-continuou Gil-você parece um pouco melhor do que eu. Onde esteve?

Gil tinha a pele morena. Os cabelos médios eram castanho-escuros e lisos, tinha os olhos azuis e usava óculos, pois era míope. Assim como a amiga, também foi marcada pelo acidente: ele tinha três próteses biônicas, uma no lugar do braço direito e as outras nos lugares das duas pernas.

-Amarah, se acha que eu a culpo pelo o que aconteceu, saiba que não tenho nenhum sentimento ruim por você. O que aconteceu são águas passadas, vamos deixar de lado. Somos amigas, não é?

-S-sim...-disse Amarah, ainda impressionada por ver a amiga viva-seremossempre amigas!

As duas jovens se abraçam, num sinal de amizade, cumplicidade e saudade.