Cicatrizes

18 Capítulo 18


Amarah continua correndo. Já devia ter se encontrado com Gil. Não esperava perder tanto tempo lutando.

A última luta a deixara mal. Sentiu que um fio de sangue escorria do lado direito dos lábios. Estava um pouco zonza.

Enquanto corria, começou a sentir que a sensação de náusea aumentava. Teve que diminuir o ritmo.

-Amarah...

A garota olha para os lados. Não havia ninguém. "Deve ser minha imaginação", pensou.

-Amarah...-a voz tornou a repetir.

Amarah vira de um lado para o outro tentando descobrir quem a estaria chamando. Finalmente gritou:

-Quem está aí?

Nada. Ela tornou a gritar:

-Apareça!

Aos poucos, uma figura saia das sombras e do pó.

-Não pode ser! Não pode ser verdade!-disse a jovem, estarrecida.

-Sou eu, querida. Sinto muito por tudo isso!

-Papai...é você?

-Há tantas coisas que quero te contar, querida! Venha comigo!

Amarah seguiu o pai até perto do muro-limite das ruínas. Havia uma entrada secreta no chão. Eles entraram.

A jovem notara que seu pai mantinha um ar saudável, e usava um manto branco com detalhes em prata.

-Pai...eu...

-Sinto muito, minha querida Amarah. Não queria que nada disso acontecesse!

-Como assim? O senhor tem algo a ver com isso?

-Sim, querida. Eu...eu...

-O que foi? O que aconteceu?

-Eu...causei tudo isso. Eu sabotei a pesquisa.

-O quê? Como assim?-Amarah não acreditava no que acabara de ouvir. Por que seu pai causaria a destruição da cidade?

-Eu fazia parte da equipe de geneticistas. Um certo dia, nos desentendemos e eu sai do grupo. Voltei escondido ao laborátório dias depois.Queria que os estudos falhassem, ,mas não esperava que isso fosse acontecer.

Amarah não conseguia responder. Seu pai continuou:

-Depois que você se foi, eu passei a odiar cada vez mais a ciência. Era a miha vida, e o que me fez perder você e sua mãe.