Cicatrizes
7 Um encontro no telhado
Notas iniciais
POV Sakura
Eu estava pensando em um modo de falar para Karin que ela não levava jeito para ser ninja médica, eu quero dizer, não era muito boa no controle de chakra, ela estava se matando para curar um peixe tão pequeno e depois de muito tentar, o coitado morreu.
– Ah droga, eu vou pedir para Suigetsu pegar mais um. — disse a ruiva.
– Ahm Karin, eu acho que não devemos continuar com isto. — digo hesitante.
– Não se ache especial só porque sabe essa porcaria de ninjutsu médico, eu ainda tenho minha mordida curativa. — ela disse nervosa e eu me controlei para não der um bom soco que faria quebrar os óculos daquela ruiva descarada, shannaroo.
– Exatamente, você tem sua mordida curativa é quase tão eficiente quanto uma ninja médica. — internamente ri, isso aí quase, QUASE.
Ela deu de ombros.
– Então... — ajeitou os óculos. — Você acha que ele vai voltar mesmo? O Sasuke?
– Ahm, eu tenho certeza que ele vai voltar, ele disse que voltaria e eu acredito no Sasuke-kun. — digo, Karin não parece ter tanta certeza assim, na verdade ela está bem descrente.
– Aquele idiota, eu não acredito que você ainda goste dele mesmo depois de tudo o que ele fez.
– E você não? — pergunto arqueando uma sobrancelha.
– Ele tentou me matar, está certo que ele é tão legal e tão descolado e bonitão... — pigarreei e novamente me veio aquela ideia de socá-la e fazê-la voar para fora de Konoha. — Mas não.
Reprimi uma risada, ela queria enganar quem?
– Na verdade eu estive pensando e... O que você acha do Suigetsu? — ela me perguntou e eu franzi a testa, ela podia ainda gostar do Sasuke, mas estava tentando esquecê-lo e ao mesmo tempo se enturmar na vila, devia ser difícil ir para um lugar onde você não conhece ninguém, e os moradores não a veem com bons olhos por ela já ter servido ao Orochimaru.
– Aquele com quem você vive brigando? — perguntei franzindo a testa e ela riu.
– É... Sabe eu me dei conta de que vou sentir falta de brigar com aquele energúmeno. — nós duas acabamos rindo.
POV Shizune
Eu andava muito com Genma-kun, éramos muito amigos desde que eu cheguei em Konoha, tinhamos acabado de sair da casa de Kurenai, fomos visitá-la e ver sua filhinha tão fofa.
– Ora Shizune e quanto a você? Esteve sempre seguindo Tsunade hime, mas nunca pensou em ter sua própria família? — perguntou Genma com seu caracterísco senbon pendurado nos lábios, eu apenas sorri e balancei a cabeça negativamente fazendo uma careta.
– Eu acho que não e eu já estou um pouco velha para isto, Tsunade-sama é como minha tia e tenho Tonton, elas são minha família.
– Devíamos unir o útil ao agradável. — ele diz passando o braço pelo meu ombro, mas eu olho para ele e em seguida para sua mão como quem diz 'tira a mão daí', mas nós dois acabamos rindo. — É claro se você não tivesse uma queda por nukenins que tenham sharingan.
– Troco esse seu senbon aí por um envenenado e você nem vê, o que você dizia mesmo?
– Nada. Uhm, as pupilas de Tsunade hima são mesmo assustadoras, não é? — ele diz me fazendo rir.
Os dias se passavam e no começo Itachi e eu nos viamos um pouco, até saíamos para comer doces, coisa que nós dois gostávamos, mas depois de algum tempo ele começou a ter muitas missões na ANBU, uma atrás da outra.
Eu também andava tendo muito tabalho no hospital agora que Tsunade-sama não estava mais nos ajudando lá e grande parte ficava por minha conta e de Sakura.
A rosada e eu estávamos saindo para almoço em uma tarde de sábado, o hospital estava bem tranquilo e era um dia comum.
– Podemos ir comer lamen. — a Haruno riu. — Acabei pegando esse vício do Naruto.
Eu ri também, levava Tonton nos braços.
– E Shizune-senpai, tem visto Itachi-san? Vocês dois se deram muito bem, não é?
– Ah, não muito nos ultimos dias, ele tem tido muitas missões e eu andei ocupada, mas sim, ele é mais agradável que Sasuke, Sakura. — ela riu, o nome do Uchiha mais novo não era mais um tabu para ela. — Apesar do ar misterioso, ele é bem calmo e gentil e cozinha bem e é...
Tonton grunhiu em meu braço me fazendo olhar na direção que ela olhava, onde o Uchiha mais velho estava de mãos dadas com Ino saindo de sua casa.
– Um cachorro e descarado e cretino, ela é muito nova pra ele. — digo cerrando o punho. Sakura olhava na mesma direção, de olhos arregalados.
– Conhece a Ino, Shizune-senpai, ela se dá bem com todos... — começou a rosada hesitante. — Devem ser amigos.
Eles se beijaram, a loira voltou para dentro de sua casa, enquanto ele saía.
– Ou não. — disse Sakura.
– Ah claro, porque eu não mereço alguém com um passado tão obscuro, mas a Yamanaka sim, não é? — sussurrei. Ele nos avistou e acenou vindo em nossa direção. — Sakura, eu estou sem fome, vou voltar para o hospital, ja ne.
POV Itachi
Despedi-me de Ino, estávamos saindo há alguns dias, sem nenhum compromisso, isso me fazia pensar menos naquela morena que me fazia agir sempre tão impulsivo. Quando virei-me, porém, encontrei Sakura e Shizune juntas, acenei para elas, mas Shizune deu as costas e se foi antes mesmo de eu chegar até ela.
– Yo Sakura, o que houve com a Shizune-chan?
– Ér... Ela se lembrou que tinha algo importante para fazer. — disse a Haruno, mas estava visivelmente mentindo.
– Está bem então.
– Itachi-san, eu só lhe digo isto, porque eu sei que você é diferente do Sasuke-kun. — Sakura riu. — Se eu falasse algo do tipo pra ele, Sasuke diria o quanto eu sou irritante. — ela disse e nós dois rimos. — Mas, a minha senpai gosta mesmo de você e ela é maravilhosa, então, por que não tenta?
– Entendo, arigato Sakura, eu vou falar com ela. — Sakura sorriu e se despediu acenando.
Durante o dia pensei no que Sakura havia me falado, então a kunoichi realmente gostava de mim, eu precisava tirar isto da cabeça dela, afinal eu não era a pessoa certa para Shizune, Genma com certeza a faria feliz.
Anoiteceu e as ruas de Konoha estavam quase vazias quando Shizune saiu do hospital, eu a observei de cima do telhado de uma casa, usando a roupa da ANBU de Konoha, depois de falar com ela, partiria em uma missão. Eu a observava, enquanto ela saía distraída do trabalho, por um momento ela olhou para cima e me viu, chegou até o teto daquela casa em segundos.
– O que está fazendo aqui? — perguntou com uma sobrancelha arqueada.
– Estive te observando, há esta hora da noite pode ser perigoso andar por ai sozinha.
– Acha que eu não sei me cuidar? — ela perguntou hostil. — Devia se preocupar com Ino.
Não devia, mas gostei do tom enciumado em sua voz, balancei a cabeça tirando esse pensamento da minha mente, tinha que afastá-la logo ou não conseguiria.
– Talvez, estou partindo em uma missão, eu só queria lhe falar que deve me esquecer.
– O que?
– Sakura disse que você gosta de mim, desculpe-me ter te dado falsas esperanças, mas nunca me interessaria por uma kunoichi fraca como você. — pude ver as feições de Shizune endurecerem, sua expressão era de indignada.
– Fraca? — por um momento ela pareceu tentada a puxar as agulhas de veneno que mantinha escondidas na manga do kimono, mas logo depois ela sorriu. — Mentiroso.
– O que disse? — perguntei surpreso.
– O que você ouviu. Você não passa de um mentiroso Uchiha Itachi, mentiu a vida inteira para seu irmão, para todos da vila e agora está mentindo para si mesmo. Se está falando a verdade então eu quero um beijo, me diga se não sentir nada, porque eu não acredito, não depois do nosso primeiro beijo naquele dia de chuva no distrito Uchiha.
Eu consegui manter minha expressão calma, mas ela tinha me pegado, era tão esperta, droga Itachi, ela merece alguém melhor.
– Se é isto que quer... — digo como se não me importasse e me aproximo dela, eu seguro em seu pescoço e aproximo nossos lábios de leve, temendo não conseguir continuar fingindo, eu a beijo e por mais que queira parecer frio e distante não consigo, não com ela. Nos afastamos e ela tem um sorriso vitorioso nos lábios.
– E então? Vai dizer que não sentiu nada?
– Nada. — digo inexpressivo. — Não senti nada.
Ela piscou demoradamente com um ar desapontado.
– Me esqueça Shizune. — digo colocando a máscara da ANBU.
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