Notas iniciais
Olá,pessoal! Primeiramente,eu queria dizer que apesar da sinopse ruim,a história é muito boa.A minha ideia é que irei precisar de 8 fichas( 4 garotas e 4 garotos).Pelo menos,de inicio.Quem mandar mais de um personagem,não tem problema,ou o personagem já tiver um par,não terei problema em reconsiderar.Vamos a parte que interessa.As fichas podem ser mandadas pelo comentário ou por mensagem.Ficha:Nome:Sexo:O que é:Idade:Curso:Opcional:história;personalidade;poder;par romântico.Beijos de jujuba para todos vocês ;)

Os rostos pintados de tintas multicoloridas circulavam com expressões animadas e sorrisos abobalhados pelos corredores da universidade; eu tentei equilibrar a mochila em meu ombro e as caixas de papelões com os meus últimos pertences rumo ao meu quarto no alojamento. Minha mãe, Katie, vinha logo em seguida, sua face morena emoldurada por seus cabelos encaracolados castanho-escuros e olhos amendoados refletiam entusiasmo, com um leve fragmento de tristeza, compreendia mais do que ninguém aquela expressão.

Há alguns anos, ela tentou ingressar em uma universidade e cursar Gastronomia, porém ficou grávida de mim e não pode realizar o seu sonho. Agora trabalhava como recepcionista em uma clínica de estética; meu pai, Daniel, teve mais sorte em sua carreira, ou talvez não, ser policial federal não estava em seus planos. Você planeja, Deus ri.

– Você está com tudo aqui? – perguntou a minha mãe pela milésima vez parada em frente ao carro. Já tínhamos deixado às caixas no meu novo quarto 11B no alojamento, apesar de ainda não ter conhecido a minha colega de quarto,já tinha gostado dela, por ter permitido que eu fique com a cama embaixo da janela. Depois de vinte minutos de lágrimas derramadas e uma dúzia de lenços havia conseguido levar a minha mãe até o estacionamento.

– Está sim, mãe!

– Você vai ficar bem,Lola?

– Vou sim,mãe.

– Promete que irá me ligar todas as manhãs? – ela choramingou. Nós já tínhamos dito está conversa desde que saímos do interior do estado, mas ela insistia retorná-la a cada par de minutos. Mães.

– Não precisa se preocupar – disse num tom de voz de promessa, mas para si mesma do que para ela e dei-lhe um forte abraço. – Tudo vai ficar bem – completei, então abri a porta do carro, ela hesitou por um segundo ou dois e então optou em embarcar no veiculo.

– Eu te amo – ela disse antes de partir pela estrada sinuosa de pedregulhos e cascalhos e me deixou sozinha na minha nova vida.

...

“O homem planeja. Deus ri.”

Está simples frase foi dito um punhado de vezes no meu livro favorito do dia, enquanto lia sentada num banco ao lado da pia de azulejos brancos encardidos do banheiro público do alojamento feminino acompanhada da minha nova “amiga” a faxineira, chamada Betty, de rendinha branca no cabelo, uniforme azul-marinho e luvas amarelas; presa no seu vaivém ritmado da vassoura.

Sei que não deveria está escondida dentro do banheiro; contudo, ser pintada por estranhos e pedir migalhas de trocados em algum sinal de trânsito é perdi demais de meu bom senso e orgulho. O trote da universidade não está no topo da minha lista neste ano; enfim a minha lista não é tão extensa assim, inclui apenas um item. Estudar.

– Você pode cuidar de tudo aqui? Tenho que pegar algumas coisas no outro prédio – perguntou Betty, a sua face morena exibia marcas que o tempo, já havia passado pela sua doce juventude e agora atingia a maturidade.

– Claro que sim, não precisa ter pressa – continuei – vou estar aqui quando voltar – disse, dando uma piscadela.

Ela sorriu.

Os segundos avançavam depressa e as páginas aprisionadas no livro foram absorvidas pelos meus olhos vidrados e que não conseguiam se desvencilhar do suspense em minhas mãos. Absorta em meus pensamentos e reflexões dos suspeitos do livro, que não percebi um rapaz atravessar a soleira da porta do banheiro.

– Oi.

Ele disse.

– Olá! – resmunguei sem erguer os olhos, um silêncio inoportuno se instalou entre nós, então me obriguei a encará-lo. – Está perdido? – perguntei num tom irônico.

– Acho que esqueci a maquiagem aqui – articulou ele, sua voz ácida zombeteira derreteu a ironia alojada em minhas palavras. – Pode me ajudar a encontrá-las? – seus olhos verde musgo me fez lembrar-se dos montes cobertos por grama verde-escura de um dia nublado, ignorei este devaneio sem sentido e o fitei com os olhos semicerrados.

– O que você quer?

Ele ergueu as sobrancelhas.

– O que você quiser – ele informou, seus olhos vagaram pelo ambiente por milésimo de segundo,com um sorriso desafiador emoldurado nos lábios. Droga, o meu primeiro dia de calouro e já teria que enfrentar um maníaco que gosta de invadir o banheiro feminino.

– Que bom,então você pode ir caçar borboletas no deserto – falei, fechando o livro e sai em direção à porta, contudo ele interrompeu o meu caminho.

– Você tem que aprender umas coisas – antes de terminar a frase, ele ergueu-me com um só movimento e me pôs em seu ombro. – Nenhum calouro irá fugir de um trote do curso de Arquitetura, não enquanto eu for líder dos veteranos – acresceu.

– Se você queria tanto me levar para o trote poderia ter dito – eu gritei, enquanto saiamos do banheiro, o corredor iluminado de luzes artificiais tomou forma a nossa frente como um túnel de um trem mal-assombrado,onde o oscilar incessante das luzes provocavam arrepios nos moradores do andar.

– Por que fugiu do trote? – perguntou ele. Permaneci em silêncio, não queria confraternizar com o inimigo.

– Poderíamos passar no meu quarto? – indaguei. Gostaria de espernear, distribuir socos e chutes nele como uma criança contrariada; todavia, não iria adiantar gastar energia, afinal de contas, ele sempre iria ganhar. Mesmo que eu esteja certa. Mas se estivesse no quarto teria tempo para arquitetar um plano e fugir deste maldito trote.

– Então você fala! – exclamou sarcástico, sua voz retumbou nas paredes e se perdeu no ar.

– O meu quarto é este ali – apontei para a porta azul-marinho desbotada entreaberta. Provavelmente, este não era o melhor momento para conhecer a minha colega de quarto. Não, quando você está no ombro de um rapaz mal educado. Ele empurrou a porta e uma brisa perfumada de ferrugem revirou o meu estômago e dançou em minhas narinas, inesperadamente o tal rapaz me soltou e eu cai com toda força ao chão.

– Você é louco?!

Eu disse.

Sabe quando você entra em uma zona desconhecida da vida, e não sabe como fugir?! Eu estava sendo prisioneira desta zona, eu não sabia o que fazer ou o quê dizer; o ar esquivava relutante dos meus pulmões, o meu coração adentrou num ritmo sombrio e melancólico com o cenário macabro a minha frente. Foi assim que me senti quando encarei o meu quarto. A vida é uma caixinha de surpresas, só precisamos extrair a fita do destino e desencadeamos episódios nefastos.

A minha colega de quarto estava caída no chão com os olhos arregalados, a pequena faca ensanguentada estava abandonada ao lado do seu corpo inativo, num minúsculo reservatório preenchido de um liquido rubro vivo se alargava a sua volta,sendo alimentado por fendas assimétricas cobriam seu peito.

Algumas figuras macabras cobriam a tinta desbotada das paredes, os meus objetos dilacerados amontoados pela mesa e deixavam rastros de destruição até a janela abaixo da minha cama. Os pôsteres de astro do rock dos anos 90 manchados de sangue,os apanhadores de sonhos multicoloridos encobertos de substância pegajosa e palavras agourentas cor de vermelho carmin implantadas nas cortinas.

O destino havia pregado peças infernais em meu quarto.

Notas finais
Todos os comentários são bem-vindos!!!!!!Beijos!