Chuvas De Outono

3 Encontro de Estudos.


Notas iniciais
Ola pessoal. Tudo bom? Como podem ver, capítulo adiantado de "Chuvas de Outono".

Foi sofrido escrever este capítulo, pois estou com a mão machucada, e para digitar foi meio tenso.

Mais, em compensação. O capítulo de hoje está carregado de sentimentos. Espero que gostem e uma boa leitura ^^

Nos vemos nas notas finais!!

Estava aguardando ela fora da escola. Tenso, mais firme. Minha cabeça estava a mil, pensando no que poderia acontecer hoje a tarde. Mantive minha cabeça fixa somente na ideia de que era estritamente escolar este encontro. “Sim, só para estudo” pensei. Mais outra parte começou a pensar em outras coisas, e em alguns “pensamentos sujos”. O que me deixou um pouco acanhado. Ela estava descendo as escadas que haviam na saída da escola. Ela ia se aproximando, e como era linda. A luz do sol quando a atingia, a deixava mais bela, mais radiante. Chegou até mim, me saudou, retribuí:

-Então, vamos? Perguntou como sempre de uma maneira alegre.

-Vamos. Já liguei para minha mãe. Ela deixou, e disse que não se preocupasse, pois tem almoço para você também.

-Hum... Então tá, vamos.

Fomos para o ponto e rapidamente pegamos o ônibus. Ao contrário de logo cedo. Desta vez, ele estava vazio, pois as pessoas estavam no trabalho e não precisavam muito do coletivo naquele horário. No caminho conversamos bastante. Perdemos um pouco da timidez um do outro. Conheci-a melhor e ela me conheceu melhor também. Quando chegamos em casa, minha mãe recebeu ela muito bem. Ofereceu o almoço e ficou conversando com ela. Enquanto isso eu subia no meu quarto e me troco, decidi tomar um banho, por necessidade. Enquanto a agua corre por mim, penso se aquilo esta realmente acontecendo ou é somente um sonho meu. Mais tomo a iniciativa de aceitar aquilo como algo real, e que está acontecendo agora. Quando desço, Ana já tinha almoçado. Agora descansa na sala, enquanto minha mãe fala com ela coisas da vida. Imagino nesse momento Ana mais velha, conversando com minha mãe, e falando coisas como, por exemplo, “sogra”. “estou apressando demais as coisas.” penso. Quando termino, vou ao banheiro escovar os dentes, antes de deixar a mesa, minha mãe recebe um telefonema. Vou ao banheiro, escovo os dentes, e coloco um detergente bucal, para eliminar o cheiro da comida e não causar má impressão nela. Quando eu volto, minha mãe me avisa algo que fez meu coração disparar:

-Filho, vou ter que sair para o centro da cidade. Apareceu um pequeno probleminha na loja e eu tenho que ir lá. — Depois se dirige para Ana. — Você pode ficar sozinha com ele aqui?

- Sim, tranquilamente dona Vitória.

Aquilo sim me pegou de surpresa, ficar a sós com Ana? Nesse momento, um monte de coisa se passa por minha cabeça. E fico meio desligado do mundo por um tempinho. Volto a realidade com Ana tanto tapinhas no meu ombro:

-Alô? Terra para Daniel!

Começamos a rir bastante. E decidimos que devemos subir para começar logo os estudos. Como Ana mora do outro lado da cidade, saindo daqui, ela tem que pegar dois ônibus para chegar em sua casa. E eu não quero que ela chegue tarde e cause confusão com seus pais. Mostrei meu quarto a ela, meio tímido. Tem paredes brancas, com uma de cor ocre colonial para dar um ar mais confortável ao local. Com a minha cama, meu guarda-roupa, minha escrivaninha com o Notebook em cima, e mais ao fundo. Uma estante com vários livros. Ana reparou em tudo, mais foi atraída pelos livros, passou os olhos pela estante e um livro chamou sua atenção, era um exemplar do livro Paixão de Primavera. Ela ficou alguns instantes olhando para ele, parecia hipnotizada, me aproximo:

-Algum problema? Pergunto meio receoso.

-Não, é que eu ouço falar muito dele. Só que não sei muito bem como é a história.

-Não tem problema, eu leio pra você.

-Que é isso! Não precisa não. — Responde ela, desta vez, estava um pouco tímida. – Mais se você está querendo ler né?

Decidi então ler para ela, peguei o livro e o virei na parte de trás. Estava escrita a sinopse. Então comecei a ler.

“Na Rússia dos czares, no início da primavera, um bando de cossacos, cansados de lutar, acampa numa aldeia dos Monteis Urais. Ludmila, uma linda camponesa, apaixona-se por Yuri, o líder dos guerreiros. Seduzido, ele a arrebata, contra sua vontade, e faz dela sua mulher. Dimitri, inconformado com o rapto, quer resgatar a amada, vingar-se derramando sangue. A adorada Ludmila é desejada, amada e traída. Em Moscou, no luxuoso palacete da extravagante madame Trussot, ela convive com aqueles que vendem o amor, mas só entregam o prazer. Se o conde Alexander – vítima de terrível obsessão –, é o seu tormento, Gregory, um rico comerciante, é sua maior esperança. Uma doce paixão de primavera ainda vive em seu coração, ameaçada pelo cruel e traiçoeiro inverno russo, devorador de almas e ilusões...”

Quando termino de ler, ela parece encantada com a história. Fica com o livro na mão. Sorridente:

-Qual o motivo de tanta felicidade?- Pergunto com um ar engraçado.

-Nada, é que eu gosto muito de romances russos. Tudo naquele país me fascina, sonho em conhecer Moscou um dia. E neste livro, além de ser russo, a história se passa em sua história. Nossa, demais!

Dava pra ver que ela era mesmo fascinada por aquele país, então decidi usar aquilo ao meu favor:

-Se você quiser, eu o empresto a você.

Ela tomou uma atitude de surpresa. Apertou o livro contra o peito e me abraçou, foi um abraço apertado, como o de uma criança que satisfeita, agradece ao pai pelo presente que ganhou. Aquilo mexeu um pouco comigo, pois eu não esperava aquele abraço. Quando ela soltou, dava para ver em seus olhos, que ela estava ruborizada:

-Desculpe-me, é que me empolguei demais pela história. Obrigado por me emprestar, juro que cuidarei bem dele. E não irei sumir não ok?

Rimos juntos com aquilo, então decidimos estudar. Fomos para o notebook. E não apenas estudamos, mais fizemos de tudo um pouco na Internet. Quando fomos perceber, já era 16:30 da tarde. Era a hora de ela ir embora, fiquei meio triste, pois se fosse possível, queria ficar perto dela mais tempo.

Levei-a para a ponto. Ficamos alí conversando algumas bobagens, reparando em algo inusitado que acontecia ou apontando para os grandes outdoors que ficavam acima das lojas. Então ela se virou para mim e disse:

-Obrigado.

-Mais, pelo o que? – pergunto meio confuso.

- Por hoje. Pelo livro, pelas brincadeiras, estava precisando.

-Tudo bem, sempre que quiser se divertir já sabe onde é minha casa não é?

-Sim. – ela sorriu. Algo nela tinha mudado. Não sei bem o que era.

O seu ônibus se aproximava ao longe. Então tratamos de nos despedir. Ajudei a colocar a mochila nas costas. Demos um abraço formal. Mais eu arrisquei e dei um leve beijo na bochecha. Ela começou a rir e foi para seu ônibus. Reparei que ela estava com a mão no local onde eu a havia beijado. Então ela subiu. Pela janela, ela se despediu com um aceno e um “até amanhã”. Então tomei meu rumo de volta para casa, mais algo ali tinha mudado. Não sei, mais era algo diferente. Estava feliz, era somente o que importava naquele momento.

Notas finais
Então, notaram que começou a rolar algo entre eles? Será que vai sair algo bom dái? Isso é coisa para os próximos capítulos.

Espero que tenham gostado, e não se esqueçam de postar review ou de recomendar.

Talvez segunda eu publique mais um capítulo, já que é o dia que eu atualizo ela. Mais não sei, depende se a criatividade voltar até lá. Posso postar terça.

Então. Bom final de semana!